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VÍTIMA OU BANDIDO?

Diferenças até demais e eu não saber quem sou?!
(Por: Joseh Pereira - 14/05/2013)

Não, não será uma página policial ou boletim da madrugada de uma emissora qualquer. Ao contrário, perguntamos até quando um certo poder dominante, de índole socialista totalitária e, atualmente, muito influente na América Latina, irá continuar a distorcer e deformar a opinião pública, que passa a ver ou tende a ver o bandido como a autêntica vítima de um “sistema opressor e injusto”, com número muito maior de defensores do que aquele cidadão honesto, estudante e/ou trabalhador que é maltratado e torturado, diretamente ou não (quando não covardemente assassinado), por um frio e monstruoso algoz?!… E é cada vez mais ampla e espaçosa esta cosmovisão falha, de valor e lógica invertidos, que prevalece nestes eventos. Porque, como todos podem observar, este grupo ideológico de orientação esquerdista e aliado a notórias ditaduras mundo afora, até ao terrorismo de mesma estirpe, age metodicamente, infiltrando-se em todos os meios e setores sociais, na educação, na religião, na informação, na cultura, visando sempre um fim, que pode ser mais ou menos imediato, pois, o que conta é vir a ocupar, de forma falsamente pacífica, até o último palmo físico e mental da Nação. Mas, alto lá, isto caso seus legítimos representantes e representados se deixem levar, por simpatia ou medo, ao abismo final!
       Vamos pensar um pouco na perturbadora mania do cotismo, típica por nunca considerar o mérito e a eficiência, mas sempre com o seu pretexto de corrigir supostas pendências longínquas da História, sejam as de gênero, raça ou níveis sociais, muito aplicadas atualmente em políticas públicas por governantes, os quais, como gostam de proceder, desprezam a “verdadeira matemática dos fatos e da história”, um princípio básico da justiça isenta. Ao contrário do que dizem estes ativistas e militantes do governo e fora dele, quando um vestibulando branco em melhor classificação, legítimo portador de méritos duramente conquistados, é obrigado para preencher as tais cotas estabelecidas a dar lugar a outro candidato ao curso a “n” posições abaixo, apenas porque este outro considera-se de origem negra, isto se resume, do ponto de vista de qualquer consciência sã, na maior e mais evidente injustiça contra o candidato descartado, se levarmos em conta que um branco de hoje (o de ontem, quem garante) nunca escravizou ninguém e o candidato – ele, hoje – de origem negra, além de nunca ter sido escravizado, mais absurdo ainda é relacioná-lo àquele candidato prejudicado, sapateando em cima dele unicamente por ser branco. Eis, neste exemplo, um clamoroso privilégio (imoral), uma discriminação odiosa e atitude racista promovida publicamente pelo governo no Brasil! Nem vou me estender muito neste assunto do cotismo, por achar suficiente o exemplo dado para desmascarar a mística da “justiça social”, expressão preferida de ativistas desmiolados, uns coitados ou covardes, os inocentes úteis como parte da manada a caminho do matadouro, mas outros, militantes profissionais alimentados com dinheiro público, a fazer deliberadamente o mau uso da publicidade e da propaganda para vender seu falso e sujo “humanismo” de fachada!
       No exemplo acima temos o coletivo a sacrificar o indivíduo e o cidadão, que passa a ser uma simples abstração ou número na composição de uma outra entidade coletiva, mantida única e exclusivamente por suas superficialidades ideológicas ou doutrinárias que convêm a seus atuais agentes e defensores. O indivíduo, que compõe uma família, a célula de uma sociedade com vez e voz nos limites de cada território, isto o coletivismo não reconhece! Daí, essas noções e conceitos esdrúxulos sobre direitos e deveres do indivíduo perante a sociedade, que fazem do ladrão e assassino de toda ordem um sujeito a ser tolerado porque “vítima” da outra parte da sociedade, que ele assalta, rouba e mata. Ou, numa outra leitura de mesma linha, ele é um agente útil à mesma causa ideológica, na medida que estes marginais estabelecem uma luta de classe, conhecido instrumento revolucionário marxista dessa corrente política influente. Assim, como todos podemos ver, prossegue sem trégua essa invasão maciça em todos os meios de comunicação, nas escolas de todos os níveis, igrejas, diversas instituições, redes sociais, livros e muitos blogs de aluguel, todos tentando romper uma ordem estabelecida, de foice e martelo em punho, mudando mentes e consciências que, aos poucos, começam a repetir o vocabulário de eventuais dominadores, convencendo-se que “A” não é mais o mesmo e “B”, na realidade, é “A” ou o contrário, tamanha é a confusão mental que se instala, pronunciam isso tudo inicialmente meio tontos, titubeantes e confusos, que é o que eles querem que aconteça, como num estado de choque, que o indivíduo perca todo o seu referencial, sua bagagem de instrução e conhecimento, seus princípios e caráter, sinta-se perdido, enfim, torne-se facilmente manipulável. O trabalho é mesmo de gênio, sim, gênio do mal, com certeza! E, para completar o quadro, nossas fontes atuais de informação e de conhecimento, que deveriam nos ajudar por sua obrigação profissional e empresarial, salvo raras e honrosas exceções, ou perderam o norte que os orientavam ou se tornaram reféns de patrulhas ideológicas e não sabem, sequer, quando ganharão novamente a liberdade de expressão, por ora, subtraída.
       Afinal, quem é a vítima ou quem é o bandido? Para qualquer um de nós seria uma canja o discernimento e resposta sobre quem é a vítima e quem é o bandido, caso ambos se defrontem, se não estivéssemos vivendo no Brasil um período surrealista, com uma ditadura de minorias propagadas, em que as palavras perdem seu sentido definido em dicionários e adquirem um novo sentido ad hoc, sem pé nem cabeça, conforme a ocasião e a circunstância do momento, sendo muito arriscado emitir qualquer juízo, seja onde e a quem for. É como se vivêssemos cercados de sindicatos políticos (clandestinos, mas com prestígio) nos policiando e fiscalizando tudo o que fazemos e dizemos, o que andamos ouvindo ou lendo, com quem estamos andando ou recusando a andar… Buscam sempre, por meio de uma ou outra interpretação desengonçada e balizas particulares suas, incriminar aqueles que ainda ousam encará-los, mantendo-se na linha da moral social desde o berço, recusando terminantemente a tornar-se massa amorfa, facilmente manipulável, como este modesto Editor cuida para que evitem. O processo de massificação é sempre um perigo! Quanto maior a distância, melhor!


         PS – Quanta insanidade a tomar conta de espaços públicos e privados, a desrespeitar posses e propriedades, as tangíveis e, também, as intangíveis. Em português claro, nós podemos dizer que está aí a turma, cujos fins justificam quaisquer meios, eles riem dos limites legais, racionais e morais. Seus combustíveis que os impulsionam são antidemocráticos, ainda os mesmos com que desencaminharam a História no leste da Europa, a partir do início do Século XX. Assim sendo, não andam atrasados, pararam no tempo!

       . Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.

POLITICAMENTE CORRETO

Elegância, sim; “politicamente correto”, não!
(Por: Joseh Pereira - 21/04/2013)

A liberdade de outrora, de pensarmos, falarmos e agirmos, corre riscos. E são grandes. Alguns autores dizem que agora, sim, estamos alcançando o “bom senso”, a “cultura do sensível”, eu não concordo. O “politicamente correto”, à primeira vista, até parece uma coisa conveniente, necessária e boa. Quem não quer ajustar bem o tom em qualquer relacionamento humano? Mas, atenção, a expressão que dá nome a este Post diz respeito à maior “pegadinha” de uma muito bem engendrada lavagem cerebral deste século, vinculada a um amplo projeto ideológico que visa às tais mudanças culturais, lentas, graduais, profundas e cheias de disfarces, consoante à doutrina [gramscista] para a tomada comunista gradativa e incruenta do poder, sem que a vítima (a sociedade) perceba o processo. Quando nos damos conta do domínio instalado do inimigo, já não haverá a quem recorrer, o monopólio do poder e a hegemonia política poderá ter alcançado o seu nível máximo, ocupados todos os postos-chaves do país, sendo tarde para qualquer ação defensiva eficaz.
       Muitos, dos que não têm os meus 72 invernos (mais os outonos, verões e primaveras) de intenso aprendizado, quando falam, ouvem ou escrevem, sequer imaginam poder estar transitando gostosamente por aquele universo, adrede preparado para apanhar incautos, sim, podemos ser incautos ou nos comportar como tais. Sabemos que a vida social, em suas diferentes nuances, é um imenso e complicado jogo, onde a vilania pode se vestir de bom-mocismo para enganar e iludir os parceiros de uma ou outra disputa, aqui ou ali, estes, muitas vezes, passando a pensar, falar e agir segundo os desejos do seu adversário, o proponente da peleja, que acaba ganhando sem precisar se esforçar, o outro faz as vezes dele, chegando até a levar ao inimigo a corda para a sua forca, podem acreditar, isto já está acontecendo.
       Nascido como um modismo que virou norma ideológica, nós não podemos precisar uma data em que o fenômeno social e cultural, que afeta visivelmente o pensamento e a linguagem humana, surgiu no mundo, em nosso continente e dentro do Brasil. Mas fatos da História, fartamente documentados em jornais, revistas e livros, além de riquíssimo acervo na Internet, nos dão conta com muita precisão de onde vêm, onde estão e para onde querem nos arrastar certos militantes transformadores da mente humana, que lançam mão dos seus métodos para difundir e propagar de formas novas velhas utopias, cujas bases, afirmamos com toda a segurança, são marxistas, basta ver que elas estimulam a permanente luta de classes, criando uma relação de ódio ou vingança entre vários segmentos dentro da sociedade, ao tratarem o outro e o passado sempre como culpados pelos males atuais, justificando-se assim a vingança e até a eliminação destes seus inimigos, ou seja, que não pensem como estes militantes pensam.
       Eu não gosto de nenhum “ismo”, ele traz embutido um excesso, observem. Do exemplo a seguir emerge um feminismo idiota a combater um machismo lingüístico, que estaria na forma culta e consagrada de falar. Procurem estes excessos nas entrelinhas: – Eu nasci e cresci ouvindo nas igrejas a correta expressão “a vós, irmãos”, mas nos dias de hoje, “todos e todas, religiosos e religiosas” (gostou da ironia?) cansam a minha paciência e a de tantos outros com o seu “irmãos e irmãs”, “discípulo e discípula” e outras bobagens do linguajar militante, alterando até a declaração vinda de um Anjo, como nesta parte: “…E paz na Terra aos homens (e às mulheres) de boa vontade”. E isto acontece, também, em pronunciamentos de alguns políticos ou em discursos de alguns professores, que de tão militantes que são, não dão aulas, fazem discursos. Todos os que desprezam o Gênero Neutro (gramatical, funcional), quando se dirigem a ambos os sexos, atrapalhando a fluidez do pensamento com o seu lixo repetitivo estão, consciente ou inconscientemente, atribuindo uma “odiosa tradição e costumes machistas” àqueles que não comungam da sua ideologia marxista, contribuindo assim, com este seu linguajar irritante, ao estabelecimento de uma cultura do ódio entre gerações, além de colocarem, historicamente, as mulheres como vítimas dos homens. Quanto saber acumulado sendo jogado no lixo. E quanto tempo mal utilizado por essa gente besta, se não for canalha. Que raiva!
       Nós sabemos, também, que são muitos os vícios de interpretação que o “politicamente correto” nos traz, que negam o idioma, a gramática, os princípios, os valores e, até a lógica mais elementar, desejando tornar tudo isto e muito mais em simples instrumentos de puro proselitismo político em defesa de suas causas, sempre distantes da realidade que nos interessa. Pensem por que se diz “excluído” (sentido ideológico, abstrato) a quem sempre foi pobre, para empurrá-lo contra um culpado da sua situação, seu hipotético opressor ["O OPRESSOR PADRÃO", pequeno artigo de Percival Puggina], tirando-lhe o sossego, criminalizando atos e atitudes de todos os que têm mais que ele, o excluído, como dizem. Pela mesma cartilha (amaldiçoada), todo ladrão ou assassino, a princípio, é um “excluído” e a vítima, se for morta e não tiver pedigree, como diz o [Reinaldo Azevedo, leiam sempre], coitada, morrerá duas vezes!
       Para encerrar, ao ler alguns dicionários, artigos e cartilhas sobre o tema eu notei que o “politicamente correto”, que já censurou inocentes cantigas de roda e várias figuras do consagrado folclore, acusou de racistas obras do escritor Monteiro Lobato e [censurou] um grande dicionário da Língua Portuguesa, além de andarem pedindo uma absurda eliminação de símbolos cristãos dos locais públicos, estes abusados, em pleno ativismo ocioso, na sua nojenta NoviLíngua (similar à do romance “1984″, de George Orwell), pretendem que muitas das palavras do nosso Vernáculo dêem lugar a cansativas locuções, cheias de florzinhas perfumadas, como já acontece com a palavra “velho” ou “idoso”, agora, a “melhor idade”. Agradeço pelas flores e o perfume. Mas chega de jeitinhos, eu sou é Idoso, porém, nem um pouco carente, não preciso das suas frescuras! Tratem, por favor, as coisas como elas são, as palavras têm sentido, gramática e história. Deu para entender? Agregou algo a seu arquivo ambulante? Que bom!


         PS – Quem segue de perto a História sabe que na Guerra Fria (falo do perfil ideológico) ou o sujeito era, às claras, um agente Pró-URSS ou Pró-EUA, pois, só havia o Leste e o Oeste como nortes políticos. Com a queda do Muro em 1989, o comunismo se desdobra em uma gama imensa de ativismos, em geral, com um único objetivo, sempre disfarçado em outro, contra a sociedade essencialmente democrática, estado de direito e mercado livre. Uma nuvem de denominações abrigam estes órfãos e viúvas do comunismo mundial.

       . Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.

CORPO HUMANO

Templo vivo do Criador, o Corpo, vestido ou não, é altar de Deus.
(Por: Joseh Pereira - 14/03/2013)

Quer saber, pare e olhe! Diante de obra de altíssima engenharia, complexidade e sofisticação, como se mostra o Nosso Corpo (em si, sem as máscaras, roupas excluídas), seja ele jovem ou não, que a Natureza generosamente nos proporciona, eu me pergunto se ainda nos cabe duvidar da sua divina autoria, para mim o bastante como ORIGEM E RAZÃO DO NOSSO TOTAL E DEVIDO RESPEITO a tão grande e nobre dádiva, recebida via ambiente humano e natural. A Natureza, em seu todo e nos detalhes, um tanto quanto fria e indiferente (às vezes, para o nosso entendimento, demasiadamente racional), não pára de dar provas irrefutáveis da existência de uma infinita inteligência nela de tal forma impregnada, que continua a perturbar e estimular cientistas, os mais sérios, os quais, não cansam de buscar, como fazemos todos nós a nosso modo, o caminho entre as duas pontas, onde ficam o Alfa e o Ômega. Oxalá, a direção há tanto empreendida esteja certa, no que eu, em grande parte, acredito! Eu louvo o meu Deus, seja Ele como fôr, tenha Ele o nome que tiver, sei que Ele pulsa em cada molécula e em cada átomo da nossa existência mineral, vegetal e animal, dando-lhes vida e sentido!
       Sobre o tema tratado neste Post, devemos aproveitar o ensejo para abrir espaço a algumas frases muito pertinentes de autores, como as que seguem. Exemplos: “Eventual deformidade do corpo não deslustra a alma, mas a beleza desta se reflete nele” (Sêneca); “O corpo humano é a carruagem; eu, o homem (ou a mulher) que a conduz; o pensamento, as rédeas; os sentimentos, os cavalos” (Platão); “A alma é a causa eficiente e princípio organizador do corpo vivente” (Aristóteles); “A beleza de um corpo nu só a sentem as raças vestidas; o pudor vale, sobretudo, para a sensibilidade como o obstáculo para a energia” (Fernando Pessoa); “O pássaro é livre na prisão do ar; o espírito é livre na prisão do corpo” (Carlos Drumond de Andrade); “O corpo existe tão somente para que o Espírito se manifeste” (Allan Kardec); “Se há alguma coisa sagrada, esta é o corpo humano” (Walt Whitman); “O espaço mescla-se com o tempo assim como o corpo se mescla com a alma” (Friedrich Novalis); “E foi tão corpo que foi puro espírito” (Clarisse Lispector); “Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo e o mundo aparece refletido dentro da gente” (Rubem Alves); “Olhar esquivo, corpo ondulante, sonho vivo” (Eugénia Tabosa, poetisa); “O corpo humano se alimenta também de ausências”… (Rubem Alves); “Nada adianta levar o corpo para passear se a alma não sai de casa” (Martha Medeiros); “Mesmo quando tudo pede Um pouco mais de calma Até quando o corpo pede Um pouco mais de alma”… (Lenine, cantor-compositor); “No verdadeiro amor é a alma que envolve o corpo” (Nietzsche, curiosamente, um pretensioso teocida; consta, apenas, tentativa); “O tempo é assim: envelhece o corpo e rejuvenesce a alma” (Newton Jayme).
       Vimos nas frases acima como o Corpo Humano se vê vinculado ao Espírito, elas – e o texto todo – ajudam a quebrar fortes mitos e tabus, os quais, dificultam ou impedem uma atitude de mais liberdade, natural e saudável, com o corpo do homem e com o corpo da mulher, no ambiente íntimo ou familiar ou até em locais públicos adequados (por que não), onde haja disciplina, fiscalização e respeito à prática consensual civilizada como a do Naturismo, hoje em dia com inúmeros simpatizantes pelo mundo inteiro. Neste campo, os seus participantes devem estar atentos, constantemente, para evitar o oportunismo e o exibicionismo, bem como, qualquer forma de mente ou espírito poluído, para não desfigurar o ambiente de isenção natural!
       Pessoas me perguntam por que devo pautar no Blog assuntos assim, como o do nu humano, considerado, sob certos limites, fato normal e cultural. Primeiro, porque em particular ou com um parente ou conhecido, não é novidade nenhuma, em banho de rio ou de um lago, pessoas comuns, em sua juventude ou não, terem desejado ou concedido ficar completamente nuas, dando liberdade a braços, pernas, seios e membros genitais, na certeza de que a Natureza (lembro-lhe por quem criada, assistida, gerida), da qual tudo é parte, jamais irá condenar o ato, ao contrário, irá agradecer fortemente pela integração natural que se dará entre seus próprios membros e componentes. Em segundo lugar, eu preciso dizer que tive uma doença grave de pele uns anos atrás, a Psoríase (direta e a inversa, pesquise), que tem entre outros cuidados e tratamentos, a fototerapia, ou seja, a cura pela luz. Daí em diante, em casa e no meu “home-office”, exceto quando há rigor invernal, passei a dar banho de luz do dia (não, necessariamente, raios solares) em minha pele por todo o corpo na maior parte do dia (procedimento com surpreendentes resultados), avançando muitas vezes pela noite a dentro com o banho de luz artificial, que é menos, mas também recomendado. Na realidade, o simples ar puro absorvido na pele, que respira, já ajuda muito! E foi esta situação, principalmente, que me levou a prestar muito atenção ao meu próprio corpo, quase ao nível do culto à personalidade, o que, todavia, decididamente, não é! Pois, conhecendo como estudioso as diversas patologias do gênero, como o Narcisismo e outras anomalias, eu me vigio permanentemente e faço tudo para me manter no estreito controle e domínio, estando tranqüilo em relação à minha isenção nestas atitudes! É verdade que simpatizo-me pelo verdadeiro Naturismo, porém, não pratico este esporte e lazer por motivos que não me cabe declinar neste Post. Eu, mesmo não me opondo, nunca fiquei nu em público, a não ser quando criança, menino ou adolescente, em rios e cachoeiras dos meus pais. Aquele era um tempo em que vivíamos muito protegidos das “maldades”, sempre irmanados, sendo mais fácil eu me excitar agora, nostalgicamente, ao me lembrar daqueles momentos de liberdade meio selvagem, todos nus, sem medo e vergonha, sendo poucas entre nós as testemunhas oculares dos fatos, daquelas cenas bucólicas que vivemos, além das aves com seus gorjeios e suas melodias, nos galhos das árvores deitando sobre as águas.
       Éramos, realmente, angelicais! E era possível! Hoje, também!


         PS – Um Post nitidamente contra o que chamamos de vulgarização e banalização do nu humano, do corpo humano em si e da própria sexualidade. De um lado se abre para o banal, fechando-se por outro com um moralismo, que não deve, jamais, confundir-se com a moralidade, muito diferente! Que bom se pudéssemos viver naturalmente tudo o que é natural e sempre dentro dos seus limites, nunca indo além e, também, não ficando aquém! Cabe-nos, enfim, buscar a melhor posição a caminho do nosso alvo!

       . Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.