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"Sabe o Blog que corpos humanos, templos do Espírito!"
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Intensas lidas. /
Letras recendem, /
Luzes acendem, /
Eis que desprendem /
Sombras temidas!



Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
Gotas de Vida!

Voto Distrital
Voto Distrital

"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)

[Contra-Capa]

NUDEZ CASTIGADA

Um aprofundamento crítico a enxergar o corpo como um templo.
(Por: Joseh Pereira – 01/12/2014)

Após me persignar e me benzer, estou pronto para pôr a nossa nudez em seu devido pedestal, em um sentido mais condizente e perene, ou seja, o nu como sensação de vulnerabilidade. Isto posto, blindados contra todos os demônios, que andam ávidos por aí, vamos à abertura do Post, que versará sobre um assunto vinculado a um campo muito minado, devido à sua contaminação ou domínio de mitos e tabus, que é a Nudez Humana ou o Corpo Humano em si, sem quaisquer máscaras a ocultá-lo, em seu absoluto estado original como quando da entrega maternal do inconfundível e singular dom familiar, o qual, como se vê, atualmente, sofre dia e noite de indignos tratamentos por mentes e condutas humanas muito poluídas ou equivocadas. Mas, eu não tenho dúvidas que, mesmo que o desafio editorial seja grande com algumas complicações normais de abordagem e de crítica, a sua discussão merece, ela precisa acontecer e de forma racional, mantendo-se, de todos os lados, uma postura adulta, respeitosa, muito serena, equilibrada e natural. Percebe-se facilmente a existência de tamanha contradição, ao notar o nosso Corpo Humano, um bem muito particular e inviolável, pessoal e íntimo, amigo cujo principal defensor é cada pessoa nele inserida e nós o mantermos, por força de expressão, condenado a permanente castigo, de onde não permitimos sair para tomar um Sol e respirar, além de assistirmos com um silêncio cúmplice a uma vil exploração, especialmente do corpo da mulher e, em menor escala, também do homem, sempre da pior forma, deturpando os seus objetivos ditados por sua natureza. Pois, é contra este estado de coisas que o Blog se levanta, ao defender uma liberdade mais vigilante e natural do Corpo Humano, hoje, humilhado por línguas mórbidas e mercados do sexo, além de certas novelas e filmes do gênero, igualmente impróprios. Para nós, a roupa é uma evidente necessidade profissional, familiar e social, porém, ela não deve distanciar demais a figura do nosso corpo, a ponto de esquecermos dele, enquanto, de modo indireto, vejo violado o meu próprio corpo, a morada sagrada do espírito que me anima! E com o seu, também, em igual categoria. Isto não aborrece nem estimula?!
Continuando, permita-me perguntar (desde que seguido de necessária pré-condição, que elimine o súbito e o surpreendente), se à frente de um homem ou mulher, em seu estado selvagem de absoluta nudez, à queima-roupa, ao vivo ou numa foto fiel e realista, Você manterá o natural sem se chocar com o que vê, como quem presenciasse uma coisa imprópria, não vai se escandalizar ou chamar alguém de obsceno, imoral e devasso, somente por causa da nudez? E mais, consideradas a pré-condição e espera devidas, caso fosse convidado(a) a ficar 100% à vontade, não se sentiria constrangido(a), mantendo o mesmo comportamento normal de quando se encontrava com as roupas habituais? Motivos não faltam, como a resposta de um internauta no forum do Yahoo, sobre por que Adão e Eva, da fábula bíblica, sentiram vergonha da sua nudez somente depois da desobediência a Deus. Eis o que ele afirmou, com extrema propriedade: – “Porque antes eles estavam revestidos pela glória de Deus e não se viam nus, era como se eles estivessem vestidos com roupas santas, com esta infração cometida caíram as vestes da santidade, fazendo sentir, aí sim, uma nudez vergonhosa”. Logo, ter vergonha de tirar a roupa, já não é uma boa notícia, pode ser alguma sensação de culpa eventualmente pendente a impedir uma atitude de liberdade. O “sim” (duplo) às questões iniciais do parágrafo é condição fundamental à adesão plena ao Naturismo. Mas, já vou me prevenir de alguns erros de pontaria. Diante de tantas posições do Editor, via de regra, próximas às de um Naturista praticante, antes que alguém me olhe de esguelha por falta de melhores bases e informações, eu confesso que leio muito sobre o assunto, concordo com o “modus vivendi”, mas nunca visitei recintos dedicados ao Naturismo porque não preencho um dos requisitos, que é o de ser convidado por outro frequentador, relacionamento com quem, até hoje, eu não fiz acontecer. Além de um outro requisito em aberto, a entrada não se dá de forma solo (somente em dupla, homem e mulher), assim, no cadastro iria o nome da minha mulher e ela não se sente iniciada para tal evento, com o que eu, como conhecedor externo da prática, concordo, acho razoável, muito seguro e saudável. Notem, aliás, uma coisa. Há muito eu vinha me ocupando somente da prosa, se precisava de alguns versos, citava-os de outrem. Desta vez, não encontrei um poema catalogável e, em poucas horas minha alma, com sua delicadeza feminina (alma que casa com o corpo), lapidou estes versos: – “Que toda nudez será castigada / Provoca livro, teatro e cinema. / Mas grava qual foco deste poema, / Que aponta para eventual cilada. // Pensa comigo, de qualquer excesso, / Frequentes efeitos inesperados. / Corpos humanos, fontes de pecados, / Vira este disco, não demora, eu peço! // Auto-estima é pouco, se alvo, o corpo. / Pesam sobre ele espíritos de porco, / Lá onde reside o Espírito Divino! // Se tu crês, de Deus se faz vivo templo. / Guarda em tua alma singular exemplo: / Teu corpo é sagrado… Vale um Hino!”. Surpreendente, sem dúvida, o meu talento poético ao produzir rapidamente, na forma de soneto, um [Hino ao Corpo Humano]. Sobre o Naturismo, se o leitor tiver interesse, há uma vasta literatura, não sendo, no entanto, nosso objetivo avançar mais neste Post.
Amigos leitores, atenção! Para alguns cristãos, católicos ou evangélicos, espíritas ou ateus, que andam exacerbando um pouco na sua defesa errada de um corpo muito distante, afastado, cuja distância é proporcional às suas mistificações, bem como para um certo mercantilismo imoral ou ideológico, que expõe os corpos e os sexos em situações e cenas imundas, explorando-os da forma mais vil, grosseira e criminosa, eu vou trazer algumas reflexões, não no sentido contrário à nudez corporal, mas para procurar restaurar o sentido espiritual do corpo humano, retirando-o da sarjeta dos vícios e do pudor desproporcional, ambos muito prejudiciais ao seu perfeito entendimento, o tratamento da questão e seus cuidados. Para entender por que nos vestimos, basta a frase no topo do Blog, que diz: “De todas as espécies vivas, apenas a humana se veste – em defesa de si mesma, para ornar-se e diferenciar-se”. Mergulhado como sempre no desejo de honrar e dignificar o maltratado Corpo Humano, acrescentamos, para encerrar o breve artigo, extraídas deste velho Blog e, também, do livro dos livros, a Bíblia, frases assim: “De como honrar à altura o Corpo Humano, associando-o a Deus e à Natureza!”; “Cada obra evocará o nome do seu autor, assim, o Corpo Humano, qual um templo do Espírito, evocará a quem?”; “Experimente ver a imagem do Criador na Sua obra (uma delas, o seu corpo), porque existe uma nudez filosoficamente inspiradora!”; “A visão de Deus radiografa até a alma, por que tentar nos esconder?!”; “Deus, qual um pai da nudez, pôs o homem e a mulher, já adultos(?), nus”; “Vestir-se é somente uma iniciativa humana, indiferente à ordem divina”; “Como envergonhar-me do meu corpo se Deus não é obsceno?”; “A cultura do nu é terapia eficaz, integrada à Natureza, satisfaz a curiosidade e corrige fantasias eróticas, desmistifica”; “Lembra-te, sem cessar, que vieste nu e nu voltarás” (Ecl 5,14; Jó 1,21); “Ambos estavam nus, o homem e a mulher, contudo, eles não se envergonhavam” (Gên 2:25); “Santuário teu, Senhor, saúdo-Te em meu corpo” (1Cor 6:19-20); e, contra toda espécie de cegueira: “Mestre, que eu veja!” (Mc 10:51). Muito bem! Ao fim desta Crônica, que não procura apenas preservar, como busca elevar a moral e os bons costumes, eu quero recomendar outros artigos meus, muito pertinentes e complementares. Vejam, aqui: [Contemplação], publicado em 27/07/2012 e [Corpo Humano], publicado em 14/03/2013. São textos de forte parentesco com o texto de hoje. Enfim, a curto ou médio prazo, eu quero ver o Corpo Humano a desmentir a tese, segundo a qual, “toda nudez será castigada”! Porque, se levada ao pé da letra, sem nos dar conta, é ao corpo, sempre digno de defesa, a quem aplicamos o castigo. Já pensou neste detalhe?!


PS – Saibam que, no princípio da nossa evolução, não usávamos roupas e o sexo, apenas em períodos férteis para nos reproduzir. Com a procura de uma proteção por meio de roupas, entre outros interesses, pela defesa de territórios, vê-se estimulada a Libido, pela sensação do que se guarda, pelo prazer que desperta qualquer desafio ou pela simples novidade causadora de sensações. E foi num estalo, como a primeira proibição no Jardim do Éden, que se deu origem a uma consciência ao animal, para avaliar, julgar e escolher, inclusive, a forma de exposição do seu corpo. Mas a nudez alegada ao Criador não era a falta das roupas e, sim, a estranha sensação de estar sob alguma ameaça, a preocupação! Viu como posso estar nu, mesmo vestido?

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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