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"Como honrar à altura
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(Jhosa)

[Contra-Capa]

CONTAS DO TEMPO

O tempo não espera nem consulta, cujos passos lançam marcas.
(Por: Joseh Pereira – 01/01/2015)

Nesta virada para 2015, ano a chegar correndo, que pede licença e já vai entrando, muito a propósito, vamos pegar a estrada do Tempo, que nos parece abundante ou quase infinita, mas está sempre faltando no balanço final. Sempre abundante, nunca o bastante, dando ensejos a divertidos, se não fossem trágicos episódios como o que segue. Recentemente, eu insistia com uma jovem senhora para que ela aderisse mais em cheio aos recursos técnicos do seu computador, recursos de comunicação por e-mails, processador de textos, planilhas eletrônicas, pesquisas a partir do Google e tantos outros benefícios jamais imaginados pouco tempo atrás. Eu, ciente que ela deveria completar sua parte de iniciante, que precede o nível de usuária média da informática, preparei um módulo básico, apliquei-lhe uma aula, não sendo nunca agendada a segunda aula, sempre a reclamar falta de tempo. Daí, recomendei-lhe um Curso de Administração do Tempo, que ensina a pessoa a definir prioridades, criar escalas de compromissos, programar melhor as ações e tarefas do cotidiano, otimizando assim o tempo empregado e aumentando sua produtividade. Ela me respondeu que o curso teria de ser presencial para poder entender melhor as aulas, sendo crucial a sua falta de tempo para se dedicar ao Curso de Administração do Tempo. Aí, subiu um pouco meu sangue nas veias, dizendo-lhe: Você tem um computador cheio de recursos que levam o usuário a economizar seu tempo, torná-lo mais produtivo e rentável, justamente por isto indicado a quem tem escassez de tempo ou pretende multiplicá-lo e Você despreza este amigo, o computador que quer ajudá-la, desperdiçando os seus préstimos específicos a Você, que se diz sem tempo até para administrar o próprio tempo, vejam que contradição! Mas, vamos fazer o que, é a vida, meio desengonçada ou bagunçada mesmo! E fica no ar uma pergunta. Já pensou na melhora contínua em seu uso racional do tempo, sempre escasso, visando a aumentar-lhe a eficácia?!
O tempo, em cujo sentido muitos tropeçam, além de significar “medida de duração dos seres sujeitos à mudança da sua substância ou a mudanças acidentais e sucessivas da sua natureza, apreciáveis quantitativamente”, é palavra que também apresenta outros sentidos segundo o seu contexto, como “horas, dias, meses”, que faltam àquela jovem senhora, a quem falta tempo até para aprender a administrar o tempo! Ser oportuno ou inoportuno diz respeito a acertar ou errar na escolha do tempo mais exato em que as circunstâncias estejam propícias ou não aos resultados esperados. Isto nos leva a definir uma escala de prioridades, organizando nossas atividades de modo que as necessidades e circunstâncias tenham nascido uma para a outra, sejam compatíveis. A tolerância quanto ao uso do tempo é necessária, porém, ela não deve quebrar a disciplina prescrita e devidamente sistematizada. Todos precisam entender um ao outro em seus propósitos, tratando-se de esforço conjunto, como numa empresa, ainda que somente uma família, um grupo organizado qualquer. Acho ainda interessante registrar algumas expressões com a palavra Tempo, como “tempo perdido”, quando o gastamos inutilmente, não sendo, de modo nenhum, o meu caso ao escrever no Blog (inimigos meus, parem de comemorar, minha audiência qualificada já se equipara à de portal consolidado). Continuando, vejam que existem tempos que devemos lembrar, mesmo dolorosas nostalgias, como em “tempos dourados”, aqueles felizes ou venturosos, que vivemos no passado. Histórico é aquilo que é digno de registro por historiadores como um legado (bom ou mau) a gerações vindouras. “Tempos pré-históricos” são o tempo todo da existência da humanidade sobre a Terra, anteriores a todas as tradições escritas e que, por isso, só podem ser apreciados por meio da indução. É complicado imaginar esta área escura do nosso passado, não documentada por ninguém, da qual, só podemos intuir. Há ainda as expressões, como: “dar tempo ao tempo”, quando fazemos uma coisa com a devida calma; “perder o tempo”, no sentido de empregá-lo em ocupação inútil, trabalhar em vão, pretender um resultado impossível; por último, uma coisa que não faço nem quando peço que me leiam, é “tomar o tempo de alguém”, quando o distraímos ou o importunamos com assuntos alheios ao mister que, atentamente, está a realizar. Além das tais expressões idiomáticas, existem frases sobre o tema, das quais, reproduzo uma, que acho essencial a cada vivente, nestes termos: “Ao mesmo tempo que devemos estar preparados para morrer, devemos estar cheios de disposição e vontade de viver o precioso dom da existência”, enfatizando uma permanente vigilância e total aversão à covardia, dentro do contexto em que atuamos ou nos defendemos, sendo bem simples a sua materialização, se nós quisermos!
Entre os focos desta crônica, um se refere ao que o Tempo, com suas circunstâncias próprias e variáveis, pode nos proporcionar, são os seus frutos, seus resultados. Tenhamos então em mente que o tempo, na medida que subtrai ou deixa de fornecer valiosos elementos a nossos ossos, músculo e pele, por outro lado, adiciona e enriquece nossos bancos de dados, das nossas redes de neurônios, compensando-nos no que ele retira ou deixa de produzir. Nunca é demais reiterar, que uma das coisas mais interessantes que só o tempo nos garante, chama-se aprendizado, um patrimônio que vamos armazenando e organizando até quando dormimos. Símbolos, muitas vezes, ajudam-nos a entender o processo. Vamos já a um destes recursos, nestas palavras: O verdadeiro aprendizado é semelhante à árvore da foto (no topo, à esquerda), quer dizer, para tê-lo com volume, consistência e maturidade são necessários muitos anos, algumas décadas ou até século, talvez! E alguém chega a viver um século? Sim e não. Alguns como eu, espero que sim, mas por isso que está certo dizer que “morremos aprendendo”. Vamos, para ilustrar, a um momento fascinante da minha infância. Quantas vezes tive o prazer de parar sob frondosas árvores de 20 a 30 metros de altura, a contemplar e refletir, passando tanta coisa pela cabeça. Depois fiquei sabendo que tais árvores eram centenárias ou acima disto, logo, se tivessem memórias, quanta coisa poderiam nos dizer! Porém, aquelas árvores nos dizem, sim, muito sobre a persistência que se deve ter na busca de um objetivo e como se resistem pelo caminho ventos opostos, raios e tempestades, sendo elas em seu aparente silêncio verdadeiras mestras da tolerância e da paciência, desde quando foram germinadas de uma pequena semente ou de uma raiz. Saibam ainda que quando o Tempo se une ao Lugar (um não sobrevive sem o outro) está dada a condição para o verbo Existir. Quem existe ocupa um lugar em determinado tempo, estando sujeito às circunstâncias que lhe favorecem ou se opõem, causando-lhe de forma invariável uma vida com duração limitada, ainda que muito longa. Desta premissa emana a resposta inevitável, a de que Deus, essencialmente, não existe, porque impossível! Eterno e infinito, Ele somente poderá Ser, como afirmara com extrema propriedade a Moisés, ainda no Velho Testamento! E daí, mudou algo, no curso do tempo, em relação a Deus e sua identidade? Por que mudaria?!…


PS – Hoje, o alerta final vem de [conhecido soneto] de Frei Antônio das Chagas: – “Deus pede estrita conta do meu tempo, / É forçoso do tempo já dar conta. / Mas, como dar, sem tempo, tanta conta, / Eu que gastei sem conta tanto tempo? // Para ter minha conta feita a tempo, / Dado me foi bom tempo e não fiz conta. / Não quis, sobrando tempo, fazer conta; / Quero, hoje, fazer conta e falta tempo. // Oh! Vós que tendes tempo sem ter conta, / Não gasteis esse tempo em passatempo, / Cuidai, enquanto é tempo em fazer conta. // Mas, se ninguém, que conta com o tempo, / Fizesse desse tempo pouca conta, / Chorariam tantos por não ter tempo?!”  Letra perfeita, que enriquece o tema. Vai, ainda, deixar a banda passar?!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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