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Voto Distrital
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"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
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e à Natureza!"

(Jhosa)

[Contra-Capa]

GATO PRETO

Depósitos de luz, o sombrio ou cinza guardam ouro!
(Por: Joseh Pereira – 01/02/2015)

Que bela ocasião nos oferece, o gato da foto, para refletirmos sobre várias formas de superstição, tendo como exemplo uma atitude nada racional do cidadão que não passa por baixo de escadas, procurando sempre um jeito de contorná-las. Ressalva se faz quando alguém estiver trabalhando na parte superior, devido ao risco da queda de algum material. Quanto a mim, muito certo da existência quase física de verdadeira radiação mental, disparada pelos cérebros humanos a todo momento e representada pelos bons e maus pensamentos, sobre coisas e pessoas, eu confesso, não dou a mínima atenção (após me revestir com forte indiferença ou convicção contrária, formando crostas impenetráveis) a qualquer estória ou situação que envolva superstição, sempre originada de uma lenda antiga, perdida no tempo e, não podendo ser diferente, com fundo mitológico, menos atenção ainda a possível mau olhado vindo de eventuais inimigos, despachos numa encruzilhada ou qualquer outro absurdo do gênero. Quanto à combinação dos algarismos “1″ e “3″, formando no Brasil, aí sim, um maldito “13″, eu não preciso emitir sequer uma palavra para descrever a ameaça, riscos e desgraças efetivas que ele representa, desde sempre e, por enquanto, lamentavelmente, no poder. Mas, vamos voltar ao assunto, sem perder o foco. Não se tem medo do gato preto, quando o temos em casa, porém, não se admite cruzar com ele em um beco qualquer, de forma inesperada, sem que logo venha uma impressão um tanto quanto negativa, mesmo sabendo que ele pode ser apenas um inocente gato de pelos escuros. Como em um dia destes, quando eu aguardava minha mulher no estacionamento de uma clínica médica. Porta do carro semi-aberta, eu lia um livro, quando ouvi miados bastante repetitivos ao meu lado. Era um gato adulto, muito preto, com gestos de quem buscava uma atenção. Com um certo cuidado, pois ele poderia me estranhar e querer me agredir, abordei-o, passando minha mão na sua cabeça e orelhas, surpreendendo-me uma coisa, se eu afastava um pouco a minha mão, ele me acompanhava com a cabeça, indo atrás do meu calor, comovendo-me profundamente. Algumas vezes ele levantava a cabeça e olhava para dentro do carro, como quem desejasse progredir o relacionamento, ao entrar e ficar comigo. Voltei a ler o meu livro e o gato a dormir ao lado da porta ainda aberta. Desci e fiquei em pé, lendo. Não demorou e vi o gato a se encostar e se esfregar em meu pé e na minha perna, a clamar por uma atenção que talvez lhe faltasse. Depois, procurei-o e não vi por perto. Gostaria que esse simpático bichano, amigo afável, por acaso um dia em minha companhia, soubesse desta singela homenagem que lhe faço! Um gato de pelos escuros, que me fez feliz por vários minutos!
Eu chego a sentir, diante de tamanho erro de óptica, muita pena de inocentes gatos pretos, pobres coitados, pela sua associação aos mais diversos tipos de sortilégios, ou seja, azares em geral, os supostos males de feiticeiros, maquinações de inimigos, os chamados artifícios diabólicos. A relação com o mundo das trevas deste tipo de felino, talvez, tenha tido início no Século XI, com os insistentes relatos de aparições de gatos pretos malignos em locais povoados por Bruxas, outra figura do misticismo popular. Daí, teria começado a surgir a superstição de que os gatos de cor preta davam azar. Acreditava-se que os felinos, todos, devido a seus hábitos noturnos, tinham relações com seres do mal e, se o gato era da cor preta, aí, era considerado diabólico, uma vez que essa cor era associada às trevas e à magia negra. Assim, na cultura medieval, os gatos pretos tornaram-se inerentes à mítica figura das feiticeiras. Há registros segundo os quais, estes gatos eram injustamente acusados de estarem associados a maus espíritos e foram, por isso, queimados juntamente com pessoas acusadas de Bruxaria. A perseguição a estes animais atingiu seu auge no Século XVI, logo no final da Idade Média, na Inglaterra, quando misteriosamente teriam visto um gato preto expelindo gases nas ruas das cidades, fato atribuído à ação de feiticeiras. Aliás, até hoje existe a ideia de que toda bruxa possui um gato preto de estimação, sendo esse animal associado aos mais diversos tipos de sortilégios. É muito comum ouvirmos estórias de sorte e azar associadas aos animais dessa cor, sendo muito citados na cultura popular, em textos ou filmes de suspense e terror. Mas, lucidamente falando, por que ter medo da cor do gato preto?!
Quem diria, um simples gato “de cor” no estacionamento despertou-me o tema referente à superstição, definida como “crença em situações em que a relação de causa e efeito não é demonstrável, racional ou empiricamente”. Ela pode estar associada à suposição de que alguma força sobrenatural, de origem religiosa ou não, age para promover a suposta causalidade. Superstições são, por definição, não fundamentadas em verificação de qualquer espécie, podem estar baseadas em tradições populares e, normalmente, relacionadas com o pensamento mágico. Acreditar que certas ações, voluntárias ou não, algumas rezas ou simpatias, curas, conjuros ou exorcismos, feitiços, maldições ou outros rituais mágicos podem influenciar de modo transcendental a sua vida constitui uma atitude típica de supersticioso. Várias pseudo-ciências, entre outras, a adivinhação, astrologia, curandeirismo, geomancia, tarô e, até mesmo, a homeopatia se classificam como superstições, pois, o elo causal entre a atitude do supersticioso e o efeito que se supõe ocorrer é, em muitos casos, difuso, muitas vezes, não declarado e sempre impossível de ser verificado. Por esta razão ele é atribuído a forças sobrenaturais que incluem a força do destino (crer nisto, também, que barco furado), o poder invisível dos astros, dos ritos mágicos, dos espíritos que podem ser de humanos já falecidos, de seres não humanos, mas presentes na natureza, como anjos ou demônios e outros. Esta maneira de pensar é contrária à razão e viola os princípios da ciência, que busca analisar os fenômenos e encontrar relações de causas e efeitos demonstráveis e reproduzíveis por quem se disponha a testá-las. Embora seja perfeitamente possível que algo considerado impossível e sobrenatural no presente seja um dia verificado pelo método científico, é importante que se encare com ceticismo as afirmações de paranormalidade ou realizações extraordinárias muito superiores à capacidade técnica no presente. Em muitos casos, porém, o pensamento mágico e supersticioso deu origem ou conduziu a alguma disciplina do conhecimento científico moderno. É o caso da astrologia da qual surgiu a astronomia, da alquimia que deu origem à química e outras. Dos exemplos de superstições, ora, é melhor não começar a enumerá-los, tão numerosos eles são. Lembramos que alguns estudiosos da Bíblia dizem que a superstição infringe as leis ali descritas e está, portanto, em contradição com sua religião. No entanto a própria Bíblia aceita as superstições do povo judeu (será mesmo, não sei), uma vez que é um texto produzido por aquele ambiente cultural. Na realidade, cada grupamento religioso pode ver como supersticiosas as crenças fora de suas visões da realidade, o que está de acordo com a definição primitiva da palavra “superstição”, derivada do latim “superstitio”, significando algo que sobrou e se contrapõe à “religio”, a palavra latina usada para se referir ao culto aos deuses (no plural, porque ao nível de paganismos politeístas), dando origem a “re-ligar”, uma necessidade de todo ser vivo. No entanto, o que é considerada uma crença perfeitamente aceita por um grupo pode ser visto como supersticiosa por pessoas de outras culturas. Neste sentido toda crença não fundamentada empírica e teoricamente é uma superstição, independentemente de quantas pessoas acreditam nela e por quanto tempo o fazem. E, assim, chega ao fim mais uma Crônica, agora, sobre um gato que perambulava pela cidade. No caminho havia um gato, era preto de doer, que quase me ofuscou!


PS – Solteiro, fins dos anos sessenta, menos da metade dos meus atuais 74 anos, eu, ainda longe do meu Extremo Oeste da Capital (SP). Um belo dia, ao nascer do Sol, a poucos metros de deixar minha casa para tomar um ônibus, viam-se junto a um barranco ao lado da rua restos de uma galinha preta, uma garrafa de pinga e velas acesas. Indignei-me com aquilo e, blindada a minha mente contra invasões inimigas, passei a chutar e espalhar, desfigurando o cenário intencional montado à noite, por quem e para quem, eu não pensei! E são iguais, quer a necessidade de neutralizar inimigos que agem à distância ou nem tanto, quanto o nosso esforço por presenças amigas, estas, a emitir sinais benignos! Ante a tais eventos, o que fazer?!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!


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