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Intensas lidas. /
Letras recendem, /
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Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
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Voto Distrital
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"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)

[Contra-Capa]

PAPEL DO POETA

Nos limites da prosa, somente a liberdade poética socorre!
(Por: Joseh Pereira – 01/03/2015)

Falar sobre a importância dos poetas e suas poesias na História, envolvendo parte do período anterior à invenção da escrita, como pretendemos nesta edição do Blog, podem crer, passa longe da atitude simplista e lírica do avestruz, que evita ver a dura realidade e deixa de se proteger dos riscos correspondentes, objetivos. Ora, dispensável seria tal ressalva, pois, os versos são apenas o outro lado da mesma moeda, ou seja, de uma forma ou de outra, a poesia faz parte integrante da linguagem humana, seja qual for o idioma, o povo, a cultura. Basta lembrarmos que, das seis funções da linguagem, segundo uma classificação do linguista russo Jakobson (autor obrigatório em Teoria da Comunicação), uma é a Função Poética, quando queremos, com nosso jeito ou estilo imprevisto e inovador, surpreender o receptor, despertando-lhe o prazer estético. Isto acontece, sobretudo, nos poemas, no teatro e na publicidade, meios de comunicação que trazem em seu bojo um tempero intimista, um prazer que desperta o bom espetáculo e uma sensação agradável da excitação, que requer ser administrada, em caso de excesso. Eis, como transita entre nós a função poética da linguagem, seja em prosa ou em versos. É a arte da poesia, fundamental, a circular pelos meandros da vida diária, neste mundo estressante por natureza, com o seu papel calmante, lenitivo e analgésico, em si nada alienante, a amenizar as dores humanas reais, os desgastes e cansaços em geral, transportando uma mensagem que a poesia visa propagar. Sei que será pequeno o nosso espaço para fazer fluir boa parte dos aspectos importantes do tema, não nos permitindo, porém, subestimar o papel ou a finalidade da poesia, como fator influente na sociedade, ainda que pouco percebido, por motivos óbvios.
Antes do surgimento da escrita, como a que vemos hoje, foram muitas as etapas. Há milhares de anos atrás (milhões, talvez), nós nos comunicávamos somente pela fala e por gestos, mais tarde, passamos a pintar e desenhar imagens, eram os Pictogramas, como novas formas de expressão, um pequeno avanço. Alguns sinais de trânsito são, hoje, autênticos pictogramas. Depois, com a evolução da linguagem, vieram os Ideogramas, símbolos gráficos para representar a palavra ou um conceito abstrato. A letra japonesa, alguns estudiosos não concordam, mas outros consideram exemplo de ideograma, não sendo o único idioma a adotá-lo. Por último e, tudo dentro dos três a quatro milênios antes de Cristo (parte pesquisada), foi acrescida à linguagem humana, a Escrita Cuneiforme, em formas de pequenas cunhas. Com o tempo, a escrita foi se modernizando e se diversificando, até os dias de hoje, com a imprensa, os livros, as bibliotecas e, mais recentemente, os Bytes, palavras digitais com 256 possibilidades cada uma, exploradas pela Tecnologia da Informação, aí, dando um salto realmente estrondoso a linguagem humana! E nós tentamos imaginar o ambiente daquelas pessoas desprovidas de meios que permitissem um texto mais elaborado, com finalidade técnica ou cultural, perpetuando melhor muitos feitos seus. Todavia, não devemos menosprezar o legado cultural dessa gente, cuja tradição entre gerações, não obstante fosse mais oral que escrita, era sempre coisa séria. E, devido à prevalência dos meios orais sobre os escritos, dava-se muita atenção ao som das palavras e frases, ao seu ritmo melodioso, facilitando o gosto e a memorização dos textos, com suas mensagens e conteúdo a transmitir. Eis, já, nas atividades humanas da época, uma clara presença dos versos e dos poemas, da métrica e das rimas, sempre indissociáveis das dramatizações de textos. Isto se nota largamente, em objetos da antiguidade, nas velhas placas de argila, pergaminhos, em pedras descobertas por pesquisadores, bem como nos diversos livros do Velho Testamento (consolidando tradições), não nos esquecendo, porém, que na literatura bíblica e fora dela podemos encontrar muitas prosas cheias de poesia e lindos versos sem poesia nenhuma, na sua essência. Porque em toda literatura, se faz importante observar muito bem a forma e o conteúdo do texto. E o caráter poético, muitas vezes, se esconde sob diferentes sutilezas, que a literatura comporta. Já pensou na beleza de uma literatura, arte produzida, a exalar de cada pétala, o cheiro da imaginação e da inteligência, que vão se sedimentando ao longo do tempo?! Alguém, por acaso, perderia o precioso diamante?
Neste texto sobre função poética, é impossível não falar ao menos de algumas linhas poéticas deste Editor. Hoje neste Blog, dedico-me ao gênero crônica, mas tenho uns bons poemas publicados, muito bons. Um dia, falando da embriaguês, eu disse isto em um Soneto (abaixo, um trecho), que nos revela esta mensagem: – “Bêbados tantos os há não só alcoolicamente. / Ou o que é uma paixão ardente ou fanático à deriva; / De vital coisa se priva, por outra aguardente, / Na atitude incontinente, tanto quanto, lesiva. // Ao sóbrio, equilibrado, elevá-lo, sublimar; / Enfatizar quanto é cego, a falta de superego, / Qual um cabeça de prego, ao deixar-se embriagar. // Perdas, desastres, sinistros, quedas, traumas, feridas. / De sujos copos e taças, causas de tais desgraças; / Em leitos duros nas praças, homens viram bebidas”. E seguimos com mais versos, agora, sobre a Alma Humana: – “É sopro de prima causa, não causada, a pulsar, / Move corpos, faz vibrar, faz sentir, sensibiliza. / No fundo, forma, organiza tipo único a contar, / É tensa força invulgar, é tempestade, é brisa”. Sobre a ABNEGAÇÃO, o soneto com um epígrafe, onde se lê: “Estados aflitivos expostos despertam o altruísmo de almas que se devotam e se transfiguram em prol do outro; nocivos e perigosos os abnegados da militância política ou religiosa, os apaixonados, fanáticos e fundamentalistas”. E segue uma das estrofes: – “Mar alto, tempestuoso, noites e madrugadas, / Donde almas retificadas, causas identificam. / De si mesmas abdicam, sempre tão devotadas, / Caminham transfiguradas, tentam tudo e edificam”. Em outro soneto, refletindo sobre a ABSTINÊNCIA, assim epigrafado: “Prazeres, quando perturbam agendas e desorganizam, cabe abster-se, parcial ou totalmente, do objeto de prazer, pela temperança ou busca do supra-sensível; sem, porém, autoflagelação, jejuns ou castigo ascético do corpo”. E segue uma das estrofes: – “São mesmo, sim, muitas coisas, delas pois o afastar; / Hoje e sempre, equilibrar, romper velha dependência. / Nos prazeres, mais essência, mais alto o bradar, / Os desejos, temperar, a primeira providência”. Por último, um soneto do gênero crítica social, intitulado Assistência Social. Epígrafe do poema: “Honroso e nobre da nossa parte ajudar a erguer quem está caído e levá-lo a andar o quanto antes, fora da sua situação de emergência, tendo sempre como critério nunca dar de comer a quem não tem, exatamente, fome”. E seguem as quatro estrofes do soneto, uma severa crítica, por que não, a governos e sociedade: – “Catástrofes há que abatem, física ou moralmente, / Onde a atitude assistente faz-se fundamental. / Precisão é acidental, o socorro não frequente, / Neste caso está presente a assistência social. // Sejam alunos por cotas ou, sem riscos, a empresa; / Ou sarados na largueza… Preguiças são conquistas? / Alta a leva de egoístas, ao poder, só esperteza, / Que cultivam a pobreza, são os assistencialistas. // Assistência dignifica, não produz alienados, / Pois, seus alvos robustecem, que fracos, fortalecem, / Da timidez não padecem, são logo emancipados. // Erguer quem está quedado, promover algo em prol, / Quem pode deve fazer, nada além do carecer, / É regra de ouro, dever, menos peixes, mais anzol!”. Viram como é possível ir direto ao assunto com melodiosos versos, também?!


PS – Na ilustração acima, um poema concreto (gênero literário da metade do Séc. XX), seus versos desenham a xícara e o vapor do café. Sei que, numa crônica publicada no Blog, muita coisa fica pelo caminho, que caberia num ensaio ou monografia. No entanto, o leitor pegará esta trilha, não parando. E, ao fim da jornada, fortalecido, verá o quanto são úteis entre nós os poetas e suas encantadoras poesias, em versos ou em prosa. Muitas vezes, nós nos deparamos com uma poesia e indagamos o que ela faz?! Pois, não tenha dúvida. A poesia está para o texto assim como a mulher para a humanidade! Ambas, parceiras!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!


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