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[Contra-Capa]

PRIMEIRA PEDRA

Quem nunca mentiu, mesmo criança, a imaginar realidades?
(Por: Joseh Pereira – 01/04/2015)

Sabe-se que, a partir das brincadeiras, desencadeado inicialmente na França e, com algumas experiências na Inglaterra, o Primeiro de Abril se transformou no Dia da Mentira, dia dos tolos ou dos bobos, como queiram, sendo chamado Dia dos Enganos numa cidade da Espanha. No Brasil, o primeiro de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, com a circulação do periódico “A Mentira”, de vida relativamente efêmera, lançado em 01/04/1828, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. O “A Mentira” saiu pela última vez em 14/09/1849 (durou apenas 21 anos), convocando os seus credores para um acerto de contas no dia 01/04 do ano seguinte, dando como referência um local, sem nenhuma surpresa, também falso e inexistente. Desta forma, acrescidos mais alguns fatos que deixamos de relatar, ao final, um estranho Dia da Mentira vai parar no calendário, evidentemente, não para ser homenageada, mas como um dado folclórico do cotidiano, dando-nos a oportunidade, nesta data, de discutirmos certos aspectos referentes à mentira, procurando na medida do possível valorizar o tema escolhido. Queremos, então, neste Post, abordar as mentiras benignas que existem e, sobretudo, as malignas. Não falaremos apenas da mentira no sentido clássico, digamos assim, mas também de inúmeras máscaras, ideológicas ou não que, de tão comuns nos nossos hábitos e costumes, nem sentimos quando as cometemos! E são sempre danosas as mentiras, quer na sua forma discreta, quanto em sua forma ostensiva. Vamos caminhar um pouco, juntos?
Eu, com os meus botões, não tenho dúvida, “qualquer atitude ou declaração que obscureça, confunda ou inverta uma realidade factual”, mesmo a entendida como benigna, opõe-se à lógica, ela é contraproducente ou nociva, devendo ser evitada. Como as tais mentirinhas entre pais e filhos pequenos, a sua justificação, ainda que aceitável, não vai além do circunstancial e momentâneo, mas seus efeitos pedagógicos ou sugestivos, que vão alcançar a vida adulta dos pequenos, não costumam ser bons, a não ser que estes ao crescer entendam os atos dos seus pais e não queiram agravá-los, depois, na sua vida conjugal, social e profissional, lançando mão de uma semente antiga, deixada por seus pais e educadores. Nestes casos, talvez, devamos aplicar uma ironia, uma analogia, um eufemismo ou metáfora, que descaracterize a mentira propriamente dita, caso não se possa ou não se deva mesmo dar os próprios nomes às coisas como elas são realmente. É o caso de se ter muito jogo de cintura, principalmente, durante a famosa e conhecida “idade das perguntas”. Qual o pai com filho graúdo, hoje, que não tenha vivido esta fase aguda um dia? E quem é pai sabe que, aí, todo cuidado pode ser pouco, devendo prevalecer o bom senso entre as partes, que devem agir com responsabilidade e maturidade, tolerando eventuais desacertos que, porventura, acontecerem. Quanto à tipificação da mentira, não podemos deixar de lembrar que na área política, cultural e religiosa, muitas coisas conseguem nascer e durar, ganham foro de dignidade e respeito, entram para a história de um povo ou nação, mesmo que seus próprios adeptos tenham consciência de que seus fundamentos, as suas origens básicas, que vão devagar se encorpando ao longo do tempo, sejam pela lógica considerados frágeis, teatrais, fictícios ou imaginários, com muitos dados da fantasia humana forjados para saírem bem no filme. Mas, cuidado! Não estamos dizendo que tudo deste campo seja duvidoso ou desprezível, basta imaginarmos uma criança pouco promissora de outrora que, graças aos atributos que agregou pelo caminho, vira um nome merecidamente famoso que a gente faz questão de realçar, pelas suas obras e legado explícitos. Enfim, como a mentira no mundo é sempre um desvio à verdade, vamos ao menos tangenciar esta última, cuja dificuldade para depurá-la leva alguns filósofos a duvidar da sua existência. Sobre a verdade e seu oposto (a mentira), não faltam ensaios e tratados nas bibliotecas, o que facilita as nossas pesquisas. Além das conclusões sob pontos de vista filosóficos, imaginem, para o pragmatismo, técnico ou ideológico, não haveria mentira nem verdade, apenas o que interessa ou não interessa a um determinado fim que se pretenda. Mas para a moral ou doutrina cristã, a mentira como tal é somente a considerada um pecado, a que for praticada para prejudicar alguém, quando falta o sentido cristão do sentimento fraterno. Acha fácil, diante destas nuances todas, identificar onde reside a mentira?
Nós, como acima adiantamos, saímos à caça da maior mentira marxista do século, ou seja, o velho e, infelizmente, bem concatenado mascaramento cultural, social, político e ideológico, há décadas envenenando as nossas consciências de todos os modos e formas imagináveis. Quem, de alguma forma, já leu “A Revolução dos Bichos”, “Romance 1984″, gramscismo, o Foro de São Paulo (criado por Lula, Fidel presente, o que eles queriam; a pleno vapor, mas abafado, estrategicamente), o bolivarianismo da América Latina, a revolução cultural marxista e que tais, sabe perfeitamente de qual mentira queremos nos referir. Curioso e frustrante é dizer que o gráfico inserido no texto, apesar de apropriado à causa de quem combate qualquer orientação marxista, foi cuidadosamente preparado contra a sociedade livre, autenticamente democrática e capitalista, não sendo novidade tal fato, tratando-se de quem sempre tem como método acusar os outros das irregularidades e crimes que eles cometem. Chamo ainda à atenção sobre o fato de que nem toda ideologia é má, mas que toda ideologia é uma distorção da ideia, isto não deixa dúvida. A propósito, eis um trecho meu publicado em “Fragmentos”, que ajuda a entender a diferença entre ideia e ideologia. Vejam: – Familiares entre si, a IDEIA, opondo-se à IDEOLOGIA, é um modelo, eterno ou muito durável e perfeito do que existe ou do que é; baseia-se na razão, é puro, não muda, é essencial e definidor, universal e abrangente; é próprio de quem transmite um conhecimento. Já a IDEOLOGIA é grupal ou social, constitui um modelo de caráter doutrinário, relacionado a desejos, sensações e crenças, daí, ser frágil e efêmero (ou seja, conceitual) e particular, sem perder seu sentido básico da coletividade; é próprio de quem modela outrem, segundo o que ele é, pensa ou quer, em outras palavras, para fazer cabeças, quebrar paradigmas e transformar consciências. Assim, das duas formas de visão, há um navegar nem sempre cômodo ou muito confortável entre as áreas das exatas e das humanas. Seria, talvez, um convite aos humanos para que sejam mais exatos? Quem sabe?! Mas, já avistando a última curva desta crônica do Dia da Mentira, ainda posso dizer uma coisa. Quando a mentira passa a fazer parte rotineira do jogo social, uma técnica de ataque e defesa na competição entre as pessoas por mais riqueza, prestigio ou poder, é claro sinal de que o país não vai bem das pernas. O pior é quando as pessoas mentem e já nem ficam vermelhas, ao contrário, até invocam justificativas para as rasteiras que praticam, como o contribuinte que lesa o fisco porque se diz lesado por um governo mentiroso que não cumpre o que promete. A mentira envergonhada ainda é uma prova de que se sabe distinguir o certo do errado: assim como a hipocrisia é a homenagem do vício à virtude, ela é uma demonstração indireta do respeito pela verdade. Quem, no intuito de não mentir nem enganar ninguém, além de manter sua ficha limpa, moralmente, irá guardar íntima relação com a honestidade e o caráter? Oxalá, não sejam poucos, acreditamos!


PS – Dizem (não sou eu quem afirma, neste caso) que o mentiroso mais conhecido do mundo da ficção foi Pinocchio, o boneco de madeira criado em 1878 pelo escritor italiano Carlo Collodi. Numa tentativa de educá-lo, a fada madrinha de Pinocchio fez com que cada vez que ele mentisse o nariz crescesse. Antes que virasse um Cirano, o boneco acabou desistindo de sua vida de mentiras. Foi, talvez, o único mentiroso da literatura a optar pela verdade— pela boa e simples razão de que a verdade lhe trazia mais vantagens do que a mentira. Pinocchio teria sido um pecador arrependido?!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!


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