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Voto Distrital
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"Como honrar à altura
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(Jhosa)

[Contra-Capa]

TRABALHO SUBLIME

Comerás o pão do suor do teu rosto (Gn 3,19) – a verdade!
(Por: Joseh Pereira – 01/05/2015)

Pela referência ao Livro do Gênesis, observamos como é antigo o debate sobre o trabalho. Já o escritor sagrado, em tempos remotos, discutia o tema. Nós, neste Dia do Trabalho, muito ideologizado desde o conhecido e trágico evento ocorrido em Chicago, dando origem à efeméride, vamos nos ocupar de focos, certamente, bem mais interessantes que a excessiva politização da data, nunca desprezando, porém, a política nas nossas relações humanas e sociais, quando sadia e legal. Por sinal, muita gente tem-se alinhado a valorizar o trabalho, escrevendo excelentes artigos e proferindo maravilhosas palestras. É pena que o trabalho normal, criativo ou produtivo, como o conhecemos nos dias atuais, não tenha tido sempre seu lugar de honra na história. Muitos acham que trabalho representa castigo. Se uma coisa requer muita mão de obra, logo, é difícil, dizem que aquilo é trabalhoso, ligando o trabalho à dificuldade. Na verdade, o trabalho sofre esta carga ou bombardeio negativo, por causa das suas origens. Notem que a palavra “trabalho” nasceu do Latim “tripalium”, um instrumento de tortura usado na Roma antiga. Há mais de um milênio os gregos consideravam trabalho como uma atividade menor, inferior. Historicamente, em muitas culturas espalhadas pelo mundo, trabalho teve a conotação de escravidão. Hoje em dia, a ideia de castigo e sofrimento vinculado ao trabalho está perdendo espaço, felizmente. E, por falar em trabalho, qual o seu apetite à coisa? Alguma dúvida?!
Folgo-me a lembrar dos meus 35 ou 40 anos de idade, quando era comum eu encontrar nas páginas dos classificados de empregos uma especialidade profissional, muito interessante, hoje, quase desaparecida do mercado de trabalho. Refiro-me a uma coisa que, sem falsa modéstia, encaixa como luva em mim, a Organização, como espírito ou dote interior que se externa. As empresas médias e grandes do mercado gastavam fortunas em anúncios caros e muito bem elaborados para conquistar os melhores analistas ou gerentes de O&M (Organização e Métodos), que estivessem disponíveis ou desejassem migrar para uma empresa ou grupo maior, nacional ou multinacional. Assim como folgo-me a lembrar, eu lamento informar que, por verdadeira burrice ou pragmatismo mal sucedido do mercado, nos anos de 1990 e seguintes, com o advento e popularização da informática e o surgimento da profissão de Analista de Sistemas, confundiram as bolas, desprestigiando o Analista de O&M, que não é, não foi e nunca será a mesma coisa que um Analista de Sistemas, ainda que este profissional, se quiser ser bom mesmo, vai ter de chegar bem próximo de um O&M, no que concerne a esta especialidade. Nos dias atuais, apenas em poucos países mais desenvolvidos da Europa e Estados Unidos, a profissão de O&M ainda existe, não obstante a informática esteja também avançada lá, obviamente. No que deveria ser uma parceria entre duas profissões semelhantes e complementares, aconteceu o indesejável, uma substituição certamente equivocada. Leiam mais sobre este tópico, uma interessante reflexão no Dia do Trabalho. E avaliem o equívoco do mercado de trabalho, neste particular. Vale a pena pesquisar!
No mundo do trabalho, seja de que natureza e a que tempo for, na forma profissional ou amadora, duas coisas se inserem ou agregam, são a Contingência e o Holismo. Pela visão da contingência, nada é estático e imutável, podendo haver o jogo de cintura dentro das mais diferentes variáveis, determinando em cada situação a relação de causa e efeito. Os critérios passam a ser mais flexíveis, com limites mais amplos da área de atuação planejada. Já o holismo, a andar junto com os conceitos do contingente, torna o homem ou cada fato analisado indivisível, devendo ser entendido globalmente, na sua integralidade, no seu todo ambiental. Pela visão holística de ser, cada parte está no todo e o todo em cada parte. Uma noção meio complicada para o nosso entendimento, porém, verdadeira e filosófica do ser em si. Sob esta visão, a holística, o enfoque será sempre do sistema a que pertence o objeto analisado, tendo-se a consciência de que sem a parte não prevalecerá o todo, emergindo um forte espírito de solidariedade, que sobrevem da sensação experimentada de pertencimento de cada parte no todo. É maravilhoso saber e sentir isto! E mais, contrariamente ao que parece, nesta concepção holística de vida e de trabalho, a individualidade pode até ser reforçada, sem cairmos no individualismo, quando há a preponderância excessiva sobre o indivíduo, em detrimento dos demais. Ou seja, o holismo não se confunde com o coletivismo ideológico, que massacra e anula o indivíduo, sem o qual, como muito bem qualquer um já detectou, não haverá sistema nem organização nenhuma! Mais uma vez, neste caso, a ideologia piora um debate, distorcendo uma ideia original. Que droga! Ela de novo?!
Sem maior delonga, interessa-nos, de forma supletiva, antes de encerrar o Post, trazer alguns autores, que irão sintetizar nas suas frases o tema Trabalho. Vamos às suas sínteses: – “O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade” (Voltaire); – “Sem trabalho, toda vida apodrece; mas, sob um trabalho sem alma, a vida é quem morre” (cf. Albert Camus); – “O primeiro filho da ociosidade é a pobreza” (Conde de Vimioso); – “O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário” (Albert Einstein); – “O dinheiro não é a única resposta, mas ele faz a diferença” (Barack Obama); – “Os pequenos atos que se executam são melhores que todos aqueles grandes que, apenas, se planejam” (cf. George Marshall); – “Felicidade é ter o que fazer” (Aristóteles); – “O trabalho agradável é o remédio da canseira” (William Shakespeare); – “Trabalhe para manter viva em seu peito aquela pequena faísca de fogo celestial, chamada consciência” (George Washington); – “Não ser útil a nada equivale a não ser nada” (Anônimo); – “Ninguém jamais morreu afogado em seu próprio suor” (Roberto Duailibi); – “O gênio é um por cento de inspiração e noventa e nove por cento de transpiração” (Thomas Edison); – “Trabalho é amor tornado visível” (Khalil Gibran); – “Adoro o trabalho, sou capaz de ficar horas simplesmente olhando para ele” (Albert Einstein); – “Nunca falte ao trabalho, pois, é aí que o seu patrão pode descobrir que não precisa de você” (Anônimo); – “Pensar é o trabalho mais difícil que existe, talvez, por isso tão poucos se dediquem a ele” (Henry Ford); – “Querer ser bem sucedido sem trabalhar duro é como querer colher sem plantar” (David Bly); – “Se alguém varre ruas para viver, deve varrê-las como Michelângelo pintava, como Beethoven compunha, como Shakespeare escrevia” (Martin Lutter King Jr.). Valeu. Essa gente sabe o que diz! Não é?!
Que pena, estamos de fato encerrando a conversa, ainda havendo tempo para umas poucas reflexões. Notem que qualquer trabalho, para ter sentido, precisa transformar o nosso suor (quer dizer, esforço) em algo que nos orgulhe ou nos satisfaça. Neste momento, entra na sala o grande professor Cortella e diz o seguinte, somando conosco: “Cansaço é o resultado de um esforço intenso, estresse é o que experimentamos após esforços sucessivos sem sentido”. E arremata: “Emprego é fonte de renda, o trabalho, fonte de vida. Que bom quando ambos coincidem!”. Gostar de trabalhar, todos sabem, é virtuoso, o incrível é ter de dizer que existem pessoas, com graves desarranjos emocionais, afetivos e psíquicos, que usam o trabalho como uma espécie de fuga de si mesmo ou castigo auto-aplicado, deixando de interagir com colegas, familiares e amigos, praticar esporte e lazer, enfim, variar suas atividades, faz-se escravo consentido do trabalho. Este vício é conhecido em Inglês, pelo nome “Workaholic”, que se opõe ao “Worklover”, este último, aplicado a quem utiliza o trabalho com equilíbrio, amando o que faz. E é deste segundo tipo que o Editor do Blog gosta de falar. Parece-me que ele é um dos que amam trabalhar, quer de forma remunerada ou voluntária. O correto é visualizar o nosso trabalho como uma missão, uma forma de ajudar os outros, servir a outras pessoas, ser útil e importante naquilo que se faz. Quando isto acontece, não haverá a preguiça, desaparece a resistência e enxergamos o sonhado sentido no trabalho, o melhor e mais apropriado contexto para evoluirmos e crescermos como seres humanos, onde podemos desenvolver habilidades, contribuir com o progresso de outros, aprimorar relacionamentos e, inclusive, conhecer as nossas próprias limitações, como me acontece aqui, ao desenvolver minhas Crônicas todos os meses. Enfim, alguém conhece algo melhor do que trabalhar, que seja mais prazeroso, profundamente gratificante e, muitas vezes, divertido?!


PS – Tudo pelo trabalho! Meu alarme soou, o dia vai raiar, quanta coisa a fazer! Vou trabalhar e, do trabalho, vou me depender. Porque se eu moro, se eu como, se eu durmo; se eu me calço, se eu me visto ou me desnudo; se eu ando, se eu viajo, caminhando, voando, nadando; se eu saio, se eu paro, se eu chego; se eu leio, se eu ouço, se eu vejo; se tenho saúde, se eu adoeço, se me alivio, não há um só momento ou coisa que se desfrute, onde não se dependa de quem trabalha, pensa e produz, se desejo trabalhar também dependo de quem trabalha! Enfim, ante a tantas opções, quem vai preferir o ócio, a preguiça, o parasitismo?!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!


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