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[Contra-Capa]

EDUCAÇÃO

Assim, que pena, só pode dar nisso… Um desastre!
(Por: Joseh Pereira – 02/06/2012)

Retorno ao fato porque é de riqueza extraordinária. Quem assistiu ao “Diários de Motocicleta” há de lembrar da passagem de Che Guevara pelo leprosário de San Pablo, atendido por uma congregação de religiosas no meio da selva, às margens do Amazonas. E há de lembrar que para os sinistros efeitos do filme, Che é apresentado como um santo abrasado de amor aos enfermos e as irmãs como um perverso corpo de autoridades locais. Pura mistificação! Após duas semanas fazendo travessuras por ali enquanto superava uma crise de asma, Che bateu asas e foi fazer seu turismo revolucionário noutra freguesia. Quanto às irmãs, tão maltratadas pelo filme, continuaram, vida afora, enfiadas no mato, cuidando dos leprosos. Eis um bem torneado exemplo da diferença entre o verdadeiro amor ao próximo e a fantasia que empresta ao marxismo e ao comunismo o brilho vulgar das lantejoulas. Para o cineasta Walter Salles as religiosas eram megeras e Guevara um anjo de bondade.
Tem sido cada vez mais recorrente a publicação de artigos sobre Educação. Junto-me, então, a administradores, economistas, empresários, filósofos que enveredaram por essa pauta. Vou enfocá-la sob um aspecto que – não se surpreenda, leitor – tem muito a ver com o filme abordado acima. Aliás, são tão recorrentes as reflexões sobre o tema da Educação por profissionais das mais variadas especialidades que o fato já despertou reações adversas, contestando a concessão de espaço para quem não é do ramo. Os não educadores seriam meros palpiteiros. Mas convenhamos, é muito difícil ficar calado diante do que se vê.
Imagine um brasileiro que percorra do primeiro ao último degrau o sistema de ensino do país. Qual a corrente filosófica a que mais esteve submetido durante todo esse período, ainda que haja trocado de escola, de cidade e de Estado, em cada trecho do percurso escolar? Pois, é o marxismo. É análise marxista, crítica marxista, economia marxista, visão marxista da história, teologia da libertação, pedagogia do excluído e, como lastro para o materialismo histórico, camadas maciças de maledicência sobre o cristianismo. Esse marxismo de polígrafo escolar tem a profundidade de um pires. Os que o lambem como tema de casa são incapazes de escrever uma lauda a respeito, mas saem do colégio prontinhos para ler a vida com os olhos que lhes deram. Assistem ao “Diários de Motocicleta” e concluem: no peito de Che batia um coração de mártir; já o coração daquelas beatas do leprosário não se abria nem com formão e martelo.
Só escapam dessa linha de montagem, que inclui a maioria dos estabelecimentos de ensino confessionais, os poucos estudantes que recebem em casa ou de algum professor achado por pura sorte no meio do caminho, dose suficiente de antídoto para enfrentar o que lhes é ministrado ao longo dos cursos. Se mesmo nos bons educandários, deixa-se de lado a sã filosofia e se depreciam os grandes valores que inspiraram e inspiram a imensa maioria dos melhores vultos da humanidade, pergunto: como esperar das elites brasileiras que junto a esses estabelecimentos buscam formação, coisa melhor do que isso que vemos por aí? Quando parece muito normal que o governo nomeie um grupo para escrever a história, o nosso passado (Walter Salles faria um bom documentário sobre a comissão), a temática educacional há de ser, sim, motivo de grave preocupação para quem reflita sobre o futuro do país.


CRÉDITO AO AUTOR: Com título e epígrafe meus, mais uma ligeira adaptação minha, um brilhante artigo Você acaba de ler, do Jornal Zero Hora (RS) de 20/05 último, pelo Sr. [Percival Puggina], reproduzido com imenso prazer neste Blog, Edição de Junho, 2012. Obrigado, Percival!


PS – Em artigo reproduzido de Percival Puggina, tento mostrar como se faz um mito e quanto mal à sociedade isto pode causar. Um sujeitinho vagabundo como o Che Guevara é um santo ou herói na boca suja da maioria dos professores, até de escolas do credo católico, confundindo e desorganizando os nossos cérebros aprendizes. O que esperar do nosso futuro com estas sementes neste triste e infeliz presente?!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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