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"Sabe o Blog que corpos humanos, templos do Espírito!"
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Intensas lidas. /
Letras recendem, /
Luzes acendem, /
Eis que desprendem /
Sombras temidas!



Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
Gotas de Vida!

Voto Distrital
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"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)

[Contra-Capa]

NAMOROS ETERNOS

Manter vivo, sempre, até o fim, um certo estado romântico!
(Por: Joseh Pereira – 01/06/2015)

Vamos com grande prazer falar um pouco da relação que une pessoas, especialmente, as mais chegadas à sua essência e natureza que, certamente, povoam o nosso Universo, desde o seu e o meu pequenino quadrado. O Cosmo, no que tem de visível e material, é a única porta pela qual podemos adentrar e atingir o âmago mais profundo, onde não pára de pulsar o Espírito, que nos dá liga e sentido a tudo do que somos e do que temos, devendo ser, obviamente, corrigidas muitas das conjunturas defeituosas, incompatíveis e opostas a seus princípios condutores. Quando falamos de um Espírito, é bom não supervalorizá-Lo a ponto de suprimirmos a Sua parte visível e palpável da Matéria, desde que acreditemos em um processo da Criação aproximado ao bíblico, em que seria fácil entender o “ser” de Deus no Espírito e o “existir” de Deus na Matéria, como obra sua em que Ele se insere, digna tanto quanto o seu autor, Deus, na concepção de uma pessoa religiosa de qualquer credo monoteísta, assim como a deste Editor. Dos focos que o tema enseja, temos o chamado respeito humano, que não deve cair nem subir demais além da conta; o mito do sexo forte e do sexo frágil, sempre nocivo entre cônjuges; a contribuição negativa da TV, a obedecer excessivamente comandos ideológicos nada edificantes de minorias não representativas, sobrando-nos o controle remoto como medida paliativa; o espírito do tempo, sobre o qual ou interferimos para corrigi-lo ou contribuímos para que se instale e passe a ditar as regras, boas ou ruins, além de muitos outros focos, compatíveis com o 12 de Junho, Dia dos Namorados e da Família, onde também se enamoram e valores se resguardam. Lançamos ainda, ao fim do primeiro tópico, algumas questões para nossa reflexão: – Somente pessoas podem ser enamoradas? Uma rocha ou árvore, apenas aparentemente inanimadas, não podem? Por quê?!
Eu gostaria de falar da necessidade romântica de três idades ou fases distintas, quer dizer, ao adolescente, cheio de desejos e poucas clarezas; ao adulto, cujos desejos não devem morrer, mas, normalmente, já possue melhor dose de tolerância e capacidade para aguardar e, por fim, à faixa etária que este Editor já começa a experimentar, que vai dos 70 aos 90, 100 ou cento e poucos anos. Porém, como os universos são muito diversos, sei que vai depender sobretudo da busca de cada um, sempre calculada e estudada, para solucionar e prevenir os conflitos, não devendo nos preocupar em esgotar o assunto neste exíguo espaço, o que seria uma verdadeira quimera, pois, totalmente impossível. Aos adolescentes, ao menos com os mais conscientes dos seus papéis e das suas responsabilidades, há concomitantemente as sonhadas construções sociais e pessoais dos projetos de vida, conforme eles trabalham os seus romances. Com os mais adultos, muitos já vivendo regularmente sua vida conjugal, bem mais maduros e maturando-se sempre, os filhos pautados ou nascendo, crescendo e casando, jamais permitam que se esmoreçam aquelas finas sensações e a alta capacidade de admirar um ao outro, desde que casais, obviamente. Mais à frente, chegando à nossa rica e bela também (por que não) faixa dos 70 ou 80 anos, quando entre cônjuges (tais quais minha mulher e eu), podemos e devemos achar que tudo deve ser feito, sem qualquer tipo de constrangimento, para manter bem viva e intensa a qualidade romântica das suas relações, mantendo-se um estado de permanente namoro, em cujo ambiente íntimo naturalmente concedido, devem ambos (uma e o outro) tentar de todos os modos se proteger contra qualquer perda de validade da mútua aderência e o natural atrativo entre suas almas e os seus corpos, destes últimos, os desgastes não contam ou não devem ser vistos pelos nossos olhos nem sempre fiéis à verdade mais profunda (que é divina) ou à essência dos acontecimentos e das coisas, que se dão e se recebem, no toque direto da presença ao vivo e sem máscaras que vivifica o corpo e espírito, neste universo bem particular e muito especial, único e inconfundível, entre o homem e a mulher! Sobre ser ou não ser romântico, convém acrescentar algo mais, já. Atrativo não é somente o bonito, o magnetismo atua em todo campo que lhe for permeável, basta não se fechar! É preciso sentir muito mais do que, simplesmente, enxergar; imaginar, ver a poesia inserida no objeto da nossa observação, acreditar num certo mistério que encanta, enfim, aprender a contemplar! Isto, em resumo, é ser romântico. No relacionamento entre as pessoas e, até mesmo, entre pessoas e coisas, no fundo (lá no fundo), amar é Serviço, gostar é Prazer. Oh, Santo Deus! Como seria maravilhoso e espetacular se, entre marido e mulher, sempre acontecessem no seu cotidiano estas duas coisas juntas, o Prazer (gostar) temperando o Serviço (amar) e este, no seu papel, dando mais consistência ao Prazer que se busca. Em muitos casos, raros ou não, nós vemos acontecer coisas bem parecidas a tão nobre ideal. Mas, fica um convite para muito além do Dia dos Namorados, que ocorre neste 12 de Junho. Vamos – jovens, adultos e senhores experientes – ser mais felizes nos nossos “romances domésticos”, com uma boa e suficiente filosofia de vida, muito juízo e sabedoria, em primeiro lugar? Todos nós sabemos, a amabilidade não exclui a responsabilidade! Vamos viver o que sabemos, viver o que sentimos! Está claro o nosso recado?!
Homem normal e sempre fiel a almas e corpos, mas sem os exageros de eventuais irresponsáveis, nós queremos confessar uma coisa, muito tranquilamente. Não seria uma Crônica para uma data tão caliente aos corações que amam, se não garimpássemos no jardim da poesia indispensáveis sonetos como os que seguem, a começar com o Fidelidade do grande Vinícius de Morais, pois, voltar no tempo para ficar mais atual faz muito bem, experimente: - De tudo ao meu amor serei atento, / Antes e, com tal zelo e sempre e tanto / Que, mesmo em face do maior encanto, / Dele se encante mais meu pensamento. // Quero vivê-lo em cada vão momento / E, em seu louvor, hei de espalhar meu canto / E rir meu riso e derramar meu pranto / Ao seu pesar ou seu contentamento. // E, assim, quando mais tarde me procure / Quem sabe a morte, angústia de quem vive / Quem sabe a solidão, fim de quem ama, // Eu possa me dizer do amor (que tive): / Que não seja imortal, posto que é chama, / Mas que seja infinito enquanto dure. A seguir, uns versos muito bacanas do poeta inglês, William Shakespeare: - De almas sinceras a união sincera / Nada há que impeça: amor não é amor / Se quando encontra obstáculos se altera / Ou se vacila ao mínimo temor. // Amor é um marco eterno, dominante, / Que encara a tempestade com bravura; / É astro que norteia a vela errante, / Cujo valor se ignora, lá na altura. // Amor não teme o tempo, muito embora / Seu alfange não poupe a mocidade; / Amor não se transforma de hora em hora, // Antes se afirma para a eternidade. / Se isso é falso e, que é falso alguém provou, / Eu não sou poeta e ninguém nunca amou! Acrescentamos, um poema derradeiro, o soneto Amor Humano da nossa autoria, com esta introdução: “O amor deve nutrir ou semear obras, no mais amplo e profundo sentido, identificado muito mais com o espírito da justiça, que indiferencia do que com o espírito da bondade, em geral, comprometido com os humores do cotidiano”. Ainda diz, na sua abertura, que “amar é simples como servir”. Atentos à parte sublinhada abaixo (“fá-los subir” = “faz inimigos crescerem”), vamos, pois, a seus versos filosóficos: - Tantas as faces, mas é singular! / Nas entranhas, profundo e edificante. / Não teme sequer o espaço estelar, / É força ou mais, tensão vivificante. // Verbos gostar e amar, lonjura e tanto! / Ao primeiro, o prazer, ao outro, o servir. / E neste sentido, não cabe o espanto, / Se amar inimigos fá-los subir. // Tudo pode o amor, quando não egoísta / E se, não só o sujeito, o objeto assista, / Minimamente, é soma dobrada. // Sintoma do amor, quem ama que diz, / Se a causa alheia é que o faz feliz, / Então, siga zeloso a mesma estrada”. Eis, aí, autores e versos cheios de verdade, além de realmente lindos! Vai discordar de nós ou ler novamente?!


PS – Estamos diante de uma Crônica em que o Editor do Blog, com a experiência de professor no passado, hoje, marido e pai, ideais estes, aliás, com poucas rebarbas a retirar, resolve investir tudo de si neste artigo especial para o Dia 12 de Junho (julho, agosto, ano todo), cheio de fé na possibilidade real de estimular positivamente algumas mentes e consciências pelo caminho. Dedicado sobretudo a homens e mulheres casados ou chegando lá, o texto contempla também outras vias abertas ao imenso sentimento humano. Vejam quantos cenários disponíveis a indivíduos, aptos ao bom exercício romântico! Quem disse que faz mal amar?!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!


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