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"Como honrar à altura
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(Jhosa)

[Contra-Capa]

CONTEMPLAÇÃO

Sempre que a observação é tensa que ultrapassa o objeto.
(Por: Joseh Pereira – 27/07/2012)

Um tema da série inspirado pela minha mulher, numa manhã, diante da TV, ao ouvir um padre falar. Vou responder a ela e aos demais, da forma a mais didática possível, sendo pré-requisito acreditar na presença da alma como o motor do nosso corpo, pela qual nos transportamos muito além do que os olhos físicos podem nos levar, deste modo, valorizando o próprio corpo e, também, todo o mundo material do qual projeta esta ação. O exercício da contemplação é, sem dúvida, sadio e agradável, faz emergir a noção do Todo e traz a sensação de unidade com um Ser profundo e absoluto. A contemplação sempre começa pela admiração, atenção e respeito para com o objeto, alvo da nossa observação, fazendo-nos meditar longamente sobre a profundidade daquilo que nos chama à atenção. Daí, talvez, venha a expressão “punir sem contemplação”. E há, também, o sentido de “abrangência” e o de “premiação” em: “Isto a lei não contempla” ou: “Fui contemplado no sorteio”.
No mundo há muitas formas de contemplar, dentro do sentido tratado aqui. Exemplos são abundantes. Quando à noite, sob a engenhosa abóbada celeste a baixar suas bordas no horizonte, ficamos em silêncio de olhos colados nas cintilantes estrelas da Via Láctea e, ao pensar que algumas delas, a uma distância astronômica de milhões de anos-luz, podem ter sido destruídas por uma colisão, transformadas em planetas sem luz própria ou engolidas por um buraco-negro há muitos milênios atrás, sendo quase uma ilusão de óptica eu achar que as vejo, neste momento, apesar da vivacidade e brilho, aí, suspendemos os nossos sentidos mais objetivos e começamos a meditar, a imaginar outras dimensões não calculáveis, origens distantes, segredos e mistérios, que nos vão envolvendo e encantando. Eis, pois, um clássico exemplo de contemplação, em que há a concentração do espírito e o aumento máximo da elasticidade mental, que nos faz escapar para um mundo cósmico e percorrê-lo, na certeza da origem divina da coisa que, não apenas vemos, mais do que isto, sentimos. Esta contemplação, que é um estado de oração não verbal, pode ficar melhor ainda se houver outros estímulos sensoriais associados. Religiosos que escolhem uma vida contemplativa por excelência são os monges, na clausura dos seus mosteiros. Aí, longe dos ruídos, eles dedicam sua vida inteira na busca de Deus e da Sua presença, que consideram salvífica, cujas ações diárias são a oração, o canto litúrgico e a arte sacra. É uma vida totalmente de oração. Mas, avançando um pouco mais, excluído este modo extremoso, eu vejo outras formas de contemplação bem mais palatáveis. Como numa igreja grandiosa, ao ouvir o canto gregoriano; sob um céu limpo em noite de lua cheia e muitas estrelas; na beira de um regato, ao observar sua constância rumo a lugares estranhos; ao observar o movimento dos peixinhos no aquário da sala ou ao ver, livre, o sorriso meigo e puro de uma criança.
Ou, por me sentir autorizado a incluí-los, direi que há também grandes momentos íntimos entre o homem e a mulher, quando ambos de volta ao seu estado original, ou seja, totalmente nus, em local iluminado, podem colocar-se a serviço exclusivo dos mistérios mais profundos do encanto e do magnetismo que sentem, fazendo uso da sua nudez(*) e do movimento unicamente para elevar-se à transcendência cósmica e à sublimação dos sentidos, estando proibido, neste caso, o ato final com ejaculação, que esgotaria a energia acumulada. Pois, segundo uma técnica oriental conhecida, a cada excitação sexual represada, o casal vai se erguendo em ânimo e vontade realizadora, devendo a energia ser canalizada a outras atividades. Certamente, está aí uma forma ideal de tornar ao mesmo tempo útil e sagrado um ato comum entre homem e mulher. Estudiosos afirmam ser a citada forma muito regeneradora, podendo, RESPONSAVELMENTE, ser aplicada no nosso cotidiano. Enfim, contemplar é sempre muito bom, acumula energia e reforça a alma, que nos tange e impulsiona. Quando contemplamos, nós nos expandimos, como resultado seguro da nossa interiorização.


(*) Sobre o nu humano como cultura ou lazer eventual, em casa, na praia ou no campo: Quer-se criar uma paisagem a mais homogênea possível com a Natureza, com o mínimo de artificialidade, entre plantas, aves e mamíferos, juntos e nus, passando a conviver, enquanto durar cada evento, de forma integrada e respeitosa, sem diferenças e restrições no trajar, como se nunca nenhum dos presentes tivesse tido, jamais, a obrigação de vestir-se, desde a infância. Com esta mentalidade consolidada, não haverá erotismo manifesto entre as pessoas e o exercício da Contemplação, neste caso, será a partir da observação do ambiente como um todo, sereno e harmonioso, como deve ser nestas situações, para que a participação de cada um traga como resultados os benefícios da tranqüilidade da alma com a redução das ansiedades típicas da matéria, muitas vezes, mal acostumada na sociedade convencional, necessariamente mascarada, que eu não a chamarei de depravada, apesar da abundância de sinais reveladores.


PS – Como é bom podermos contemplar ou levar alguém à contemplação. Vício ou virtude, somente me agrada andar no rumo da correção e da arte, na forma e no conteúdo, tornando o fruto do meu concurso fortemente tendente ao sublime, capaz de ser contemplado por mim ou por outro receptor. Solenizem-se, ao menos um pouco, até mesmo nas rotinas, de modo a combinar melhor com a nossa condição de animal civilizado. A partir do chão sob nossos pés, ao corpo e à cabeça!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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