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[Contra-Capa]

RAIVA CANINA

Não faltam motivos, muitas as raivas, o que fazer com elas?!
(Por: Joseh Pereira – 01/08/2015)

Eu, por toda a minha vida (já perto dos 75), nunca me deparei com um único cão raivoso, devendo com certeza estar ligado muito mais à sabedoria popular ou ao folclore o tal “agosto do cachorro louco”. Ainda aumentam o tamanho da confusão, pois, não somente a este animal mamífero nós podemos atribuir a doença, que é uma infecção viral, quase sempre fatal, transmitida pela saliva infectada, cujo vírus vai ao cérebro da vítima, causando-lhe inchaço ou inflamação e, daí, os sintomas da doença, sendo muito frequente a morte, especialmente, em crianças. Qualquer animal mamífero pode transmitir a doença, sendo muito importante a vacinação anti-rábica de cães e gatos, devido à convivência intensa destas espécies no ambiente doméstico. Por esta razão, não deixemos que dóceis bichinhos, como o da nossa ilustração, venham a sofrer eventualmente deste mal. Vejam atentamente como, no código próprio, ele se expressa, quase fala o nosso Vernáculo! E nós precisamos entender! Eu, desde criança, no máximo, quando ouvíamos um uivo longo e triste, logo comentávamos tratar-se de cachorro louco, uma coisa meio fúnebre e estranha para nós, nunca me encontrando à queima roupa com um animal enraivado! Hoje em dia, com cães e gatos vivendo confinados em casas e apartamentos, dedicados a dar companhia a humanos e não à procriação, a contaminação se torna quase impossível. Mas, mesmo assim, até um mês para lhe chamar de seu, inventaram, o “agosto do cachorro louco”, pobre coitado, a amargar atributos negativos, mitos e superstições, das quais, já nos ocupamos algumas vezes neste Blog. Não nos esqueçamos deste detalhe, que os meses do ano, na realidade, não passam de períodos abstratos do nosso calendário, podendo ser identificados com números de 1 a 12, porém, cada um dos seus nomes, concretos, foi criado com um motivo e transporta uma ideia, na sua história de vida, a Etimologia. Aos que, sem qualquer fundamentação científica, temem realizar alguma coisa no mês entre julho e setembro, saibam que “Agosto” foi escolhido em homenagem a César Augusto, fundador do Império Romano e seu primeiro administrador, um contemporâneo da infância de Jesus Cristo. E tem mais, “augusto”, da qual se deriva a palavra “agosto”, é tudo de bom, “digno de respeito; solene, imponente; venerável”. E isto não é pouco, não. Cumpre-me, ainda, dizer que existe mesmo muita má vontade ou ignorância em relação ao mês de agosto, que eu ousaria escolher, com o agravante de que o ano seja bissexto e dia 13, uma sexta-feira, para o meu novo casamento, obviamente, com a mesma mulher que, há décadas, vive comigo. E daí, Você topa fazer parte da festa, apesar da inusitada agenda?!
Raivas frequentes, que ocorrem em nosso nada mole cotidiano, são resultados da frustração de desejos e expectativas (por vezes, exacerbadas), podendo se transformar em algo pior, o rancor, o ódio ou a mágoa profunda, responsáveis por estados depressivos, insônias e outras doenças. No momento de uma forte raiva, em geral, o sangue ferve, a respiração se torna ofegante, dizemos que o tempo fecha. Os motivos podem ser uma injustiça ou uma humilhação, às vezes, um erro de interpretação ou um equívoco das partes. Os psicólogos, ao cuidar do relacionamento humano, dizem muita coisa sobre como lidar com a raiva. Como evitá-la ou o que fazer quando ela acontece, se devemos buscar um ombro para depois nos desabafar, caso não tenha sido possível uma resposta à altura no momento exato ou, ainda, sufocar o sentimento de raiva ou se deixar explodir, em geral, mais torto que direito, mesmo com o risco de agravar algumas situações. Neste sentido, uma coisa é certa, ninguém irá encontrar um manual de conduta completo, sobre como se conduzir em relação à raiva, porque cada caso é um caso, devendo-se utilizar uma ou outra contribuição que nos é fornecida. Ao encerrar este tópico, acho interessante ressaltar algumas figuras conhecidas, engraçadas ou exóticas, no mínimo. Divirto-me só de pensar, quando eu era criança e minha Mãe ou irmã mais velha me obrigava a lavar uma pia cheia de louças, como condição “sine qua non” para que eu pudesse ir a algum lugar. Eu me via sem saída, aí, com uma clara intenção de demonstrar minha raiva, lavava, secava e guardava todas as louças muito velozmente, batendo todos os recordes. Parecia uma ventania! Outro faz o tipo do contra, vive sempre reclamando, antes de saber patavina de um assunto, já parece saber mais do que o próprio autor da ideia, aí, se o encontra seja onde for, sem medir palavras e voz, pensa logo em escandalizar, começando com sua pergunta muito marota de quem já sabe de tudo, não permitindo qualquer esclarecimento racional. Deve este tipo se vangloriar do seu papel incendiário! Por fim, o tipo que resolve, por sua própria conta e risco, criar o seu inimigo padrão para atacar ou ignorar quando se encontra, numa evidente manifestação do seu complexo de superioridade, produto de outro complexo, o de inferioridade à luz do dia. Aliás, que formas trágicas e infelizes de manifestar raiva, ao menos, dos dois últimos da relação! Por que não uma forma mais civilizada?!
Tudo bem, sem qualquer ressalva, quando nos referimos a dignos portadores de raivas inteiramente justas, como as de cidadãos como nós indignados com governantes, legisladores e julgadores, postados em nossas instituições nacionais e, em grande parte, não cumprem a contento suas verdadeiras funções cívicas para as quais nós os remuneramos. Cidadania nunca foi uma relação de mão única e, sim, a paridade recíproca entre dever e direito, do cidadão, na qualidade de indivíduo ou junto à sociedade, para com o estado legalmente constituído, sem tantas discrepâncias como as que se notam a todo dia e em toda a parte. Situação frequentemente agravada por adesões de má fé ou equivocadas, salvo honrosas exceções, de inúmeras forças despreparadas da própria sociedade (imprensa, igreja, instituições escolares etc.) que, ao invés de combater ou tentar neutralizar alguma coisa, ainda estimulam e potencializam males oriundos de outros níveis de influência social, irritando ainda mais o cidadão prestante. E este cidadão faz o quê, com sua justa indignação?! Nós, a nosso ver, primeiramente, devemos identificar as instâncias legais já existentes a quem se possa recorrer. Se o cidadão não conta com um canal influente para se manifestar, mas tem alcance a algum recurso técnico na Internet, já poderá fazer alguma coisa, como faz modestamente este Editor em seu Blog. As opções de atuação cívica são muitas, desde um bate-papo com seus eventuais interlocutores, via e-mail com os seus contatos, nas ruas, aderindo a um grupo ou formando o seu, sendo realmente grande o número de possibilidades que o cidadão tem para se manifestar, respeitando as leis em vigor e o direito de terceiros, os outros cidadãos. Importante não ficar apenas reclamando, achar que nada vai adiantar e desanimar, esquecendo que muitos estão querendo exatamente que aconteça isso, para vencê-lo pelo cansaço. Já dizia, o líder Martin Luther King: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”. Não lhe parece óbvio que, ao gigante, não basta ser grande, tem de estar acordado?! Raivas não faltam, vamos usá-las a nosso favor?!


PS – OK, pessoal! Sentimentos de irritação todos podem ter, motivados ou não. A raiva canina foi nosso gancho para conectar o assunto e alavancar o texto, já que a raiva humana, quando não canalizada para fins positivos, administrada e controlada, pode e, efetivamente, faz um estrago social muito maior, ninguém tendo a chance de negar. A raiva, quando causada por algum mau debatedor, pode ser provocada para que seu interlocutor perca o equilíbrio e, sem este nobre instrumento, perca também a razão. Uma forma traiçoeira de quem deseja ganhar debates sem ter razão. Coisa feia, tal estratégia! Hein?!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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