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"Como honrar à altura
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(Jhosa)

[Contra-Capa]

REGATO DO IPIRANGA

Pequeno rio de água avermelhada, meio barrenta; mas, só isto?!
(Por: Joseh Pereira – 01/09/2015)

Coisa bastante simples e fácil falarmos de acidentes físicos do nosso relevo terrestre, sem as sombras de paixões e ideologias a atrapalhar o nosso raciocínio, a nossa visão e observação. Mas, nós somos mergulhadores do cotidiano e precisamos pegar outra direção, sobrevoar nossa História, aterrisando com muita firmeza e segurança nos dias atuais, onde presenciamos um monte de ponteiros desalinhados, alguns poucos (raras exceções) bem aprumados. Em assim sendo, vamos lá! Seja como for ou tenha sido o fato histórico, nos seus mínimos e reais detalhes, à beira do Ipiranga, no ano de 1822, interessa-nos, absolutamente, sempre que tivermos oportunidade, mostrar o nosso valor patriótico, levantar a nossa voz e, também, unirmos a outras vozes, a outros Gritos de Independência, como o que acabo de ouvir ou ler, vindo do Rio Grande do Sul, a se espalhar por todo o País, atingindo grande número de brasileiros! Refiro-me ao texto brilhante do não menos brilhante Percival Puggina, publicado por ele em 17 de julho último, sob o título “Caridade, Pobreza e Desenvolvimento Social”. Nós, o Editor do Blog, depois de ler e analisar atentamente o artigo de Percival Puggina, resolvemos tomar a liberdade de reproduzi-lo na íntegra neste espaço, logo abaixo. Prestem atenção a cada linha do texto e notem como é grande a “guerra cultural” entre nós, contra as nossas consciências, turbinada pela Novilíngua (ver “1984″, de George Orwell), com suas trocas maliciosas e confusas de palavras, o dupli-pensar de tanta gente, muito frequentes em certos meios políticos e sociais, tentando substituir a ordem pela desordem, misturando-se na mesma lama o malfadado e nojento “politicamente correto”, um modismo vigilante da linguagem, levado a efeito por quem quer fisgar os socialmente distraídos e incautos, tendo ainda como ingredientes as orientações de Antonio Gramsci, segundo as quais, não se apanham moscas com vinagre e, sim, com mel. Ou seja, não sangram na entrada, mas sangram as suas presas, estes mascarados! Nós, frente a tais riscos e perigos, precisamos estar atentos! Mas, é fácil reconhecer, muitas vezes onde menos se espera, uma disfarçada estratégia ideológica?!
Vamos, como dissemos, beber de uma ótima fonte, atentando ao que diz o mestre Percival Puggina, nestas palavras muito suas, para quem o conhece e respeita (vejam-no, no link): – Se buscarmos nos Evangelhos algumas réguas para aferir os valores segundo os quais devemos nos conduzir, veremos que a régua da caridade, do zelo pelos mais necessitados, serve como medida do amor a Deus. Nenhum cristão negará essa realidade ao mesmo tempo material e espiritual. No entanto, o pobre dos Evangelhos é, principalmente, o carente de Deus. E é também, entre muitos outros aspectos, o materialmente pobre, o necessitado de afeto, de justiça, de liberdade, de oportunidade. Desconhecer isto é uma primeira e muito comum perversão do sentido evangélico da palavra “pobre” e da situação da pessoa humana a ela correspondente. Infelizmente, muitos alegam encontrar, nos Evangelhos, inspiração para uma visão sociopolítica do pobre. O pobre das Escrituras, nessa hipótese, não seria uma pessoa concreta, mas uma classe social. Mais um passo e ele muda de nome, tornando-se o “excluído” da teologia da libertação. É fácil perceber onde se quer chegar com a substituição do vocábulo por um suposto sinônimo. Dizer-se “excluído” implica a ideia simétrica do “incluído”, ou seja, de alguém que ocupou determinado espaço e rejeita a presença do outro. É o que sugere Lula, por exemplo, cada vez que coloca um suposto pobre num suposto avião e diz que os demais passageiros, supostamente, não o querem ali. Não há limite para a demagogia do multimilionário Lula. E não há limite para a malícia sociopolítica, supostamente religiosa, da teologia da libertação. Esta é uma segunda perversão envolvendo o mesmo conceito. Uma terceira corresponde ao culto à pobreza material como um bem em si. Nessa perspectiva, muito comum, tudo se passa como se o empenho individual ou coletivo para sair de uma situação de carência material em direção a uma vida com maior dignidade e bem-estar fosse desvio de finalidade da existência humana e não um bem a ser buscado. Afirmo, aqui, o oposto: o ser humano não foi criado com tantos dons físicos, espirituais e intelectuais para se nutrir num pomar e se vestir com folhas de parreira. Uma quarta perversão – e, talvez, a socialmente mais maléfica – é a que procura enfrentar a pobreza mediante políticas e sistemas econômicos que a conservam, reproduzem e aprofundam. Refiro-me ao igualitarismo percebido como ideal de vida social, cujos péssimos resultados se tornam nítidos nas experiências comunistas. Em nome da igualdade, mata-se a riqueza na sua fonte. Solapa-se a iniciativa dos indivíduos e das comunidades. Cerceia-se a liberdade de criação, condena-se o mérito e planeja-se a mediocridade. Se a igualdade é o objetivo, a pobreza de todos não perturba os adeptos dessa estranha ideologia que se diz protetora e defensora dos pobres. A sociedade contemporânea já demonstrou, com excesso de evidências, que o modo mais eficiente de promover o desenvolvimento social, sem prejuízo da caridade, da solidariedade e do amor cristão ao próximo, exige, isto sim: uma zelosa formação de recursos humanos, através da educação; a inserção dos indivíduos de modo eficiente na vida social, política e econômica; a segurança jurídica e atividades produtivas desempenhadas em economia livre, de empresas. Só são contra isso os que têm mais ódio ao materialmente rico do que amor ao materialmente pobre. Cegos pela ideologia, semeiam o que dizem combater: a pobreza material e crescentes desníveis sociais.
Nós, depois destas palavras tão apropriadas e cheias de verdade, poderíamos ficar calados. Todavia, é exatamente o que não devemos fazer e, sim, procurar repercuti-las o quanto pudermos pelos meios que temos. Eu vejo, pela forma apresentada, como é relativamente fácil entender uma realidade vigente nos meios políticos, não apenas onde encontramos políticos profissionais, porque a arte da política pode estar presente onde quer estejam duas ou mais pessoas, a atuar em conjunto persuasivamente. E notem o ambiente em que nós nos encontramos, mesmo que muito idealístico ao falar. Quer dizer, em qualquer país (solo mapeado) que se preza, quem vive é a Nação (a parte animada, viva), tendo de um lado o Estado, figura jurídica pública a serviço exclusivo da sua clientela (no melhor sentido da palavra) e, do outro, a Sociedade organizada, onde devem crescer livremente os cidadãos, no exercício pleno da sua cidadania, numa relação a mais qualificada possível entre direitos e deveres de ambas as partes, ou seja, Estado e cidadão. Pronto, chegamos até nós, um ser genuinamente político, seja representando uma função estritamente social ou qualquer outra função pública, mais especificamente, de Estado. Isto quer dizer que, bem ou mal, consciente ou inconscientemente, estamos todos dentro do oceano político, em cujos mares o que menos existem são inocentes peixinhos, não se devendo baixar a nossa guarda, procurando sempre ser prudentes e corajosos, ousados e cuidadosos, neste campo em geral minado pela própria natureza da ação política, a apresentar também falsos e enganosos sinais. Assim sendo, conclusão única, nós podemos nos recuar, eventualmente, mas jamais ausentar-nos desta missão política, por excelência, da qual todos fomos aquinhoados, desde aquele primeiro momento solene da nossa vida, quando o evento natural do nosso nascimento se torna público, perante a um tabelião, concedendo-nos um título de nascimento, a partir de então, explicitamente, nós deixamos de ser simples anônimos a vagar ao léu, sem eira nem beira. Ao passar a ostentar o título oficial de Cidadão Brasileiro, cada um de nós se torna, ao mesmo tempo, beneficiário do Estado e responsável pela sua constituição, manutenção e melhoria, para que nos represente à altura das suas obrigações e dos nossos méritos. Tanto ao nível da sociedade quanto em relação ao que esperamos do Estado, se notarmos algum desequilíbrio mais sério, pode ser a hora de recorrermos à nossa porção política como instrumento e procurar, da forma mais esclarecida possível, restabelecer a normalidade, atualizando o Grito da Independência, neste cívico setembro, em outubro, novembro, todos os meses! Ou alguém ainda prefere se indispor à sua própria natureza, no típico auto-combate, deixando que muitos evidentes males, à nossa vista, corram soltos e progridam?! Vamos, até quando, ficar aguardando por áreas de conforto, que não existem, caso não o conquistemos por méritos próprios?!


PS – Ipiranga. Uma termo indígena, a significar “rio de águas avermelhadas, meio barrentas”. Nossas águas políticas no Brasil, não por mera coincidência, têm o Vermelho da “Foice e Martelo”. À guisa de informação, são mais que barrentas, estão enlameadas ética e moralmente falando, dependendo de um longo e árduo Projeto de Nação para que tais “águas políticas” voltem a se tornar límpidas e cristalinas, como tanto e tão profundamente desejamos, de canto a canto deste país continental! Sob as luzes da crua realidade, isentas do senso mágico do vulgar sonhador. Dificuldades assustam, mas também animam! Amarelar, por quê?! Eis a questão!

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Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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