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[Contra-Capa]

NOITES DE SONO

Momentos felizes, reprocessados, também causam insônia.
(Por: Joseh Pereira – 01/11/2015)

Nestes dias, faz pouco tempo, uma noite de final de inverno nada excepcional, apenas um pouco quente lembrando o verão, ao iniciar a madrugada, eu vivi um período de insônia, que me fez pensar em alguma coisa importante relacionada ao sono, que eu não vejo ninguém focar em seus artigos. Pois gostamos de afirmar que coisas ruins ou desagradáveis costumam tirar o sono, o que não é bem assim. Eu, quase a uma hora da manhã, com um pouco de suor a me incomodar, acordei-me. O suor era pouco, afastei os lençóis e, ao invés de voltar a dormir, comecei a matutar ou ruminar, reprocessando o feliz domingo que tínhamos tido pouco antes, umas conversas concluídas, outras não, com amigos e familiares. E isto foi o bastante não apenas para eu perder o sono, mas para perder a vontade de ter sono, quando aquele momento único do ócio criativo em que a nossa genialidade se manifesta começou a povoar a minha imaginação de descobertas e emendas incríveis a declarações e frases de poucas horas atrás, dos instantes informais muito gostosos do fim de semana. Como eu gostaria de ter, naquele momento de insônia, um gravador de imaginações para salvar cada um dos “insights” com todo o seu ineditismo, que costumam aparecer e passam, não voltam depois do amanhecer! Lembro-me que, acordados, nós falávamos do verbo amar, tão vilipendiado em nossa vida e na linguagem pouco criteriosa do cotidiano. É que uma jovem brasileira da família, há alguns anos em Sidney (Austrália) teria postado na rede social que amava São Paulo e, por isso, sofrido alguns pitacos de quem não a entendeu direito. Um dos presentes, vivendo aqui, deu a informação, tendo comentado que precisava muito da cidade, mas não chegava a tanto de dizer que a amava! Foi o suficiente para eu arguir que “amar, a rigor, não se confunde com gostar, querer para si”, porque como diz uma outra frase, “amar é serviço, de forma ativa ou potencialmente, querer vê-lo(a) bem e, se possível, ainda melhor em qualidade geral, ao passo que gostar é prazer, isto sim pode ser circunstancial e temporário”. Prosseguindo, ainda acrescentei. Todo cristão conhece a frase de Cristo, “amai os vossos inimigos”. E Ele não estava bêbado, não, ao afirmar isto, mas à altura do maior grau de realidade e de destemor em desagradar a quem quer que fosse com a sua Verdade. E mais alguma coisa muito consistente emergia durante a insônia, que não pude memorizar, até começar a temer por emergência de verdades que me fossem dolorosas, motivando minha rápida busca pelo sono perdido, felizmente, logo encontrado. Tudo indica, eu vivi uma tertúlia onírica, cheia de genialidades, que passam na velocidade de meteoros radiantes, que tentamos não perder nos céus iluminados! Já teve a felicidade de ver em seus céus clarão assim?!
Sim, é verdade, eu tive naquela noite quase uma hora de intensa luz mental e intelectual, em condições nunca antes experimentadas, sendo várias as indagações da vida real respondidas ali e revisadas, dando-me a certeza de que não eram sonhos meus, eu tinha perdido o sono mesmo, estava acordado! Pensei em me levantar e salvar em papel alguma coisa, não o fiz para não despertar demais meu superego, responsável pela nossa vigilância ao nível da consciência, o que poderia limitar minha performance criativa, que eu não desejava me permitir fosse prejudicada. Então, eu preferi acreditar na recuperação de tudo, depois, mas foi em vão, pois, ao voltar a dormir, apagou quase tudo, tendo restado pouca coisa, como a que acima reproduzi. Todavia, sem essa de parar por aqui, com tanta coisa por dizer. Eu, aí, já bem acordado, o superego também, pus-me a pensar como é interessante o ato de dormir, coisa que acontece como um ato de confiança em pessoas, anônimas ou não, de quem ali dependemos, bem como nas estruturas físicas que nos apoiam e suportam. Sabemos muito bem que, a não ser em casos de extremo cansaço e sono por demais acumulado, ninguém consegue dormir sem antes eliminar toda espécie de medo, fundada ou não, substituindo-a pela fé ou plena segurança de que nada de mal vai nos acontecer, após o “click” final da consciência, quando nos entregamos por inteiro ao subconsciente, que continuará nos monitorando como sempre faz! Das artimanhas ou técnicas de relaxamento para facilitar o sono, quando as dificuldades específicas aparecem, todas as recomendações giram em torno da perfeita ambientação do recinto e do indivíduo que deseja dormir. Isto implica, substancialmente, na inversão do nosso foco do real para o irreal, cujas imagens quando começam a surgir, devem se tornar progressivas, procurando nos distanciar cada vez mais do mundo real. Por exemplo, inspirar-se em singela cena em que um grupo de ovelhas num longínquo pasto, um a um, anima-se a saltar por sobre um riacho, sendo de suma importância ignorar quantos faltam para pular, costuma dar bom resultado, na maioria das vezes. Psicólogos nos dão excelentes dicas, como ao recomendar que se pare de pensar nos problemas, nas soluções e afazeres do cotidiano a duas horas antes de dormir, ocupando-se nestas horas com alguma diversão para acalmar e relaxar. Esquecer os problemas se torna essencial para relaxar, dizem os especialistas. Devemos nos deitar, recomenda a psicóloga Sandra Rosenfeld, fechar os olhos e desviar nossa atenção para a respiração e batimentos cardíacos, observando nossas emoções e como está cada parte do nosso corpo, se há algum ponto de tensão para relaxar, devendo diminuir o ritmo da respiração até ficar bem lento, mais lento. E sempre que um pensamento mais objetivo tentar voltar, mude novamente o foco para a respiração, repetindo o exercício se necessário. Caso queira, dizem dar bom resultado uma música lenta e suave da sua preferência, programada para desligar algum tempo depois. Quer saber, já está ficando tarde, vamos dormir?
Tudo bem, eu sei. Entretanto, duas coisas merecem uma abordagem, mesmo que meio ligeira. Ou seja, todos já vimos alguém que pensa em voz alta andando pela rua, olhamos e não vemos o telefone celular. Imaginem o risco que pessoas assim correm quando dormem, sonhando ou não, de dizerem o que não diriam devidamente acordadas, se já pensam em alto volume ao andar. Falar dormindo, porém, é um transtorno leve do sono, muito pouco ofensivo, trazendo apenas alguns inconvenientes a quem esteja próximo da pessoa que dorme. Já o sonambulismo, distúrbio do sono em que as funções motoras entram em ação sem a ajuda da consciência (superego dormente), isto deve preocupar a todos e requer extremo cuidado preventivo, sendo um transtorno grave para não ser subestimado de forma alguma! Registros não faltam de pequenos e grandes acidentes causados por pessoas portadoras de sonambulismo que, depois de acordados, são incapazes de relatá-los. Imagens de sonâmbulos a andar com as mãos à frente, como para abrir caminhos, fazem parte do mito popular, não é verdadeiro; sonâmbulos em movimento parecem estar acordados, apesar de alguns sinais similares aos da demência ou de um estado de inconsciência temporário. Se puder acordá-lo, levando-o de volta para a cama, pode, também, sem nenhum problema! Por fim, reproduzo do [Site de Curiosidades], fonte bem interessante do gênero, um trecho perfeito para a Crônica de hoje, que é o seguinte: “Todas as pessoas sabem que o sonambulismo é um distúrbio do sono, mas poucas sabem o que os sonâmbulos são capazes de fazer quando estão no estado de sonolência. Muitas histórias estranhas são contadas sobre sonâmbulos que saem de casa sem roupas ou que se levantam no meio da noite para cozinhar e voltam para a cama sem comer nada. Nestes casos, os sonâmbulos só descobrem que fizeram algo bizarro, quando acordam e notam os sinais das atividades noturnas involuntárias. O sonambulismo é um distúrbio perigoso e as pessoas que apresentam esse problema devem ser supervisionadas constantemente pelos familiares. Em alguns casos os devaneios noturnos podem ser realmente prejudiciais. Alguns comportamentos mais complicados do sonambulismo podem ser pular de janelas, dirigir um veículo ou até mesmo fazer sexo, dormindo”. O quê?! Se nós devemos acreditar nisto tudo, eu pergunto como duvidar de alguma coisa, estando diante de um sujeito em movimento e inconsciente?! Eu já me deparei com dementes (uns dois) à luz do dia, o que já não foi nada agradável, com sonâmbulos, felizmente, ainda não. Eu, na verdade, não falo dormindo nem sou sonâmbulo. Divirto-me, às vezes, com meus “monólogos noturnos”, silenciosos, mas não busco repeti-los, a gente se deita, entre outras coisas, para dormir! E mais, como produto intelectual, sobra pouca coisa! São bons, os tais “monólogos”, enquanto duram, mas compensam, pelos registros salvos, a matéria-prima?!


PS – Certas coisas ocorrem conosco, entre nós, o nosso eu corporal e nossa mente mais profunda, em momentos não programados nem escolhidos, surpreendendo-nos e espalhando muitas perguntas e poucas respostas. Há 45 anos, sob o estímulo de uma melodia instrumental, ao forçar minha mente para além do alcance cerebral, entrei em êxtase, um transporte! Foi gostoso, reconheço, mas não pude repetir! Hoje, ao fim do inverno, uma insônia tão fecunda, uma “tertúlia onírica”, por encerrar um “debate” ao dormir. Por que, tais eventos, ninguém consegue escolher quando, de novo, outra vez?!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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