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"Como honrar à altura
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(Jhosa)

[Contra-Capa]

MEDO DE VOAR

Temores são proporcionais à desinformação e podem ser úteis.
(Por: Joseh Pereira – 01/01/2016)

Hoje, já trazido à luz um novo e único 2016, cuja soma dos seus valores absolutos é igual a nove (6+1+2=3×3), número de valor simbólico, religioso e, também, infinito, nós vamos abordar, no melhor nível que pudermos, o medo de forma geral, qualquer um, a sua utilidade como instrumento de defesa e os seus riscos, caso seja indevidamente estimulado, podendo se transformar em profecia que se cumpre ou numa doença que dá trabalho. Para tanto, eu logo notei, ao sobrevoar ou mergulhar em alguns artigos pela Internet, como o medo de voar é tema muito presente em quem viaja de avião ou evita fazê-lo ou tenta por todos os modos conter ao menos o reconhecido e mais dramático pânico de vôo, para não ficar impedido de realizar uma viagem, um estudo ou trabalho. O medo bom, considerado útil como instrumento de defesa, assemelha-se àquele de quando estamos em uma árvore e sentimos que o galho em que pisamos pode quebrar e nos faz procurar um outro mais robusto e seguro. Já o medo ruim é aquele que consiste em temer que qualquer galho, independente da sua resistência, vai quebrar mesmo e, desta forma, o pior irá acontecer, a ponto do sujeito perder o equilíbrio e cair de lá apesar dos galhos permanecerem todos muito saudáveis e intactos. Calcular friamente um índice aceitável de segurança diante de uma experiência ou fato novo ou, ainda, pouco habitual que se vai enfrentar será sempre uma atitude prudente e responsável para conosco e para com os demais, lembrando que esta é consequência direta de um medo racional inicial, o medo bom a nos alertar e prevenir. Eu, por exemplo, talvez, porque bem alimentado das melhores informações básicas dos usos e costumes aeronáuticos e em vôo doméstico de ida e volta ao destino sem qualquer anomalia, o único medo que eu possa ter sentido foi aquele que não leva ao pavor, apenas liga uma outra luz, além das já acesas, obviamente. Sabem de uma coisa, vamos combinar o seguinte. No terceiro e último tópico a gente volta a outros pontos relativos à dupla face do medo em si e peço licença para, logo abaixo, reproduzir partes do meu Diário de Viagem, com o seu lado útil existente, além de visivelmente pessoal. Espero, porém, que o leitor se divirta e aprenda, também. A propósito do tema em foco, você já voou de avião; vai voar logo; tem muito ou pouco medo de ficar a mais de 12.000 metros do solo à mercê de um “pássaro de prata” que, apesar da certeza da sua velocidade, parece repousar no ar sem pressa, dada a falta total de pontos de referência disponíveis aos olhos?
Vejam que coisa, aos 74 anos voltei a ser um garoto, de certa forma, ansioso por um brinquedo novo, tecnologicamente avançado, a permitir-me uma experiência real de voar que, afinal, eu precisei encarar e me fez bem. Uma cunhada estava muito mal e devíamos correr na tentativa de encontrá-la viva. Minha mulher com sua acompanhante voluntária e eu, sem qualquer prévia programação, rigorosamente de um dia para o outro, voamos e minha cunhada melhorou, todos dizendo que a nossa presença foi o remédio. Isto foi o bastante para coroar a viagem, dando-lhe um brilho suficiente para pularmos de alegria. E que pulo (na ida, detalhes): – “Nós, no aeroporto, entramos por um corredor do tipo tentacular, que se estende até a porta da aeronave, onde ela fica estacionada. Mais uns 30 minutos com a sensação de estar num ônibus executivo de turismo, esperando para pegar a estrada. Finalizado o embarque, a porta se fecha e têm-se as instruções de segurança, em português e inglês, logo depois, a aeronave começa a taxiar na preparação da decolagem. O avião decola numa velocidade não muito alta, até parece que alguma coisa, afinal, põe-o no ar e, sendo o que ele queria, continua lá; dá aquele pequeno aperto para baixo no corpo, que passa logo. Pela minúscula janela, a gente vai se despedindo do chão, das casas, dos rios e das ruas, que vão se reduzindo rapidamente. Torres elevadas de condomínios de prédios lembram pequenas maquetes ou brinquedos infantis. Rios, ruas e estradas vão se tornando riscos indecifráveis no solo, até o momento em que a aeronave, ainda longe do nível cruzeiro, mergulha em neblina tão espessa, que parece parar no ar, quase não se vendo nem as pontas das asas do avião, um vôo cego mesmo, no verdadeiro sentido da palavra. Logo mais, já alcançada grande altitude, a quilômetros de distância sobre a camada relativamente baixa de nuvens, muito brancas e alguns tons diferentes, a formar espécies de relevos como os da superfície da terra, com suas aparentes depressões, vales e montanhas. Nós, como acima da aeronave não havia nenhum outro tipo de nebulosidade, o dia era de Sol, onde estávamos. Algumas vezes, leves trepidações se sentiam, como se a aeronave estivesse percorrendo um asfalto um pouco irregular, logo desaparecendo. Lá pelas tantas, quando apenas o comandante tinha o controle e domínio de origem, local atual e destino (pois, tudo do que se via nada servia de referência), há mais de uma hora no ar, então, tivemos um saboroso lanche, com café, suco e refrigerantes, distribuídos por simpáticos comissários. Faltou-me, aí, a câmara fotográfica para registrar algumas estranhas cenas externas observadas, que ilustrariam a típica ilusão de óptica, vivida por um longo tempo deste trajeto. Não pude utilizar a câmara do iPhone, que pediram fosse desligado, já nas instruções de segurança na saída, mesmo aquele com Modo Avião. Estranhei a medida, mas desliguei, como fizeram os demais passageiros. Comecei por não entender por que eu me fixava em imagem parecida a um monte ou buraco daquele chão feito de nuvens e demorava demais para ela ficar para trás, aceitando a alta velocidade do avião e o que se via parecia tão próximo, quase tocando o nosso piso? Somente depois, nos últimos 30 ou 40 minutos de vôo, quando rarearam bastante as nuvens, podendo-se ver e identificar algumas construções sob poucas nuvens, aí é que foi possível avaliar a imensa distância das tais nuvens em relação ao avião e por que cada ponto identificado demorava tanto para se distanciar de nós, a aparente proximidade da camada fechada de nuvens era somente uma simples ilusão de óptica, na realidade, ela estava extremamente distante, como quando olhamos para a Lua e caminhamos, parece que ela também caminha, não querendo nos deixar. Foi numa dessas buscas de entender alguns fenômenos, que eu olhei para fora encostando meus olhos no vidro da janela e notei que estávamos sentados pouco à frente das turbinas, tendo a asa direita nas alturas ao alcance das mãos, com os seus pequenos balanços sobre o nada, ou melhor, a deslizar sobre o ar, com sua lanterna ainda a piscar sob um Sol vibrante. Com o horário de verão em São Paulo (a origem) e Recife, no horário normal, eu não me atinei para isto, preocupando-me com o suposto atraso de uma hora da chegada ao destino, esquecendo-me que o horário do bilhete não era o do meu relógio. O avião começou a manobra de pouso, o vôo ainda não era rasante, mas já dava para ler até algumas intenções dos moradores lá em baixo. O pior foi quando o comandante fez umas curvas avançando mar a dentro, o mais lento possível e baixo (fazendo lembrar partes das instruções de segurança, caso a aeronave pousasse na água), a ponto de se poder ver com clareza alguma sujeira ou objetos boiando nas águas. Eu a pensar que o avião se prolongava no ar aguardando autorização de pouso, que estaria demorada além da conta e nós sobre o mar brincando de voar, logo comecei a enxergar alguns prédios à frente, nada parecido a aeroporto, mesmo assim, comecei a sentir a felicidade de estarmos chegando e pousando. E que pouso suave aquele, nota dez, igual à decolagem e o trajeto realizados, com os meus agradecimentos sonoros à porta de saída a comissários e tripulantes, um fato normal repetido pelos demais passageiros que nos seguiram, a mim, minha mulher e sobrinha, também estreante das viagens pelos Céus! Medo, bem pouco, apenas no seu vôo preguiçoso rente ao mar, devido ao equívoco quanto aos horários locais, não observados em tempo na origem, em nossa saída!”. E foi assim, o nosso pulo até Recife. Uma experiência e tanto para mim em especial, numa forma de registro muito agradável de ler, cumprindo à risca o objetivo da boa literatura. Sobre tais notas, qual a sua impressão, positiva?!
Enfim, quanto ao medo de voar, é verdade, há os medrosos e os prudentes, o que nos faz dizer mais alguma coisa, principalmente em relação ao primeiro grupo, no qual o nosso Editor certamente não se encontra, apesar de muita gente não poder nem disfarçar. O alívio quando do pouso no aeroporto é visível e isto é normal. Dizem que há pousos em que se ouvem salvas de palmas, dirigidas talvez à tripulação ou às forças do além, em outros, com a presença de evangélicos, o clássico: “Aleluia, Aleluia”. Assim como há o pavor de dirigir um automóvel, existe também o pavor de voar, que faz render interessantes verbas a profissionais da área, que aplicam cursos e programas destinados a seus pacientes rotineiros nos aeroportos. Eu pesquisei o bastante e vi tanta coisa a respeito, que até me surpreendi, razão pela qual, como um simples aperitivo, eu peço para que vejam ao menos três dos trabalhos mais relevantes da lista: 1o.) [Voar Sem Medo]; 2o.) [Medo de Voar] e 3o.) [Personal Flyer], vale a pena acessar. E chegamos, assim, ao fim da conversa. Você, aí, como descreveria o ato de voar, seja uma das pessoas que ficam apavoradas só de pensar em voar ou um veterano voador ou, ainda, um terapeuta do espaço?!


PS – Um cálculo válido, ainda assim, superficial. Um avião, depois da decolagem e antes do seu pouso, além dos radares que fazem a cobertura do tráfego aéreo, depende quase somente dos seus próprios recursos, da sua tripulação e do bom comportamento dos seus passageiros. Se fosse um ônibus a fazer o trajeto, além da demora intolerável, de quantas coisas ele iria depender? A lista de todos os itens da sua segurança, do começo ao fim da viagem, dos mais e menos previsíveis pelo caminho, quase não tem fim. Logo, viajar de avião chega perto de dez vezes mais seguro, mais confortável e mais econômico. Sim, mais econômico, também! Pois, o tempo é dinheiro! Ou não?!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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