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(Jhosa)

[Contra-Capa]

MUNDO DA LUA

Grande a possibilidade de, por tão pouco, perder-se na escuridão.
(Por: Joseh Pereira – 01/02/2016)

Uma coisa podemos garantir, o título do tema de hoje não se baseia em antiga série da TV Cultura (SP) com vários e sucessivos episódios, observando-se depois ser a nossa escolha somente uma coincidência. Aliás, revendo uns e outros episódios da série, alguns dos seus aspectos são muito interessantes, com atitudes em que se insuflam formas desatentas e distantes nas personagens para permitir o humor e a graça. Mas, por falar em desatenção e distanciamento incorporados com arte na dramaturgia, quando fora do ambiente artístico e involuntários, não são nada engraçados, ao contrário, são desconfortáveis, tristes de ver e desagradáveis, além de muito inconvenientes por barrar ou interromper a sequência normal de um raciocínio, como numa eventual conversação, quando parêntesis mal-conduzidos se estendem demais, caindo a nossa mente numa espécie de vácuo, o conhecido “branco”, restando-nos a sensação de termos entrado num verdadeiro beco sem saída. Eu, com minha clásica frieza (quando convém, natural e não lesiva) que Deus – do meu âmago, profundo – me dá, reafirmo sem medo e sem pejo, que também tenho não muito destes sintomas, ou seja, aquelas fugas mentais para alguns complicados labirintos de onde fica difícil sair. Às vezes, eu me reencontro, retomo o foco central e principal, ainda em tempo de recuperar a linha de raciocínio, outras vezes, eu desisto. Depois, já a rolar outros assuntos, aí me vem o ponto em que eu havia parado, até recuperando em parte o tempo perdido. Sei que, ao falar com alguém, isto nem é muito raro de acontecer, um detalhe acessório ganhar contorno de principal e perder o caminho de volta, um sintoma da fala que aborrece muitas pessoas, a mim, inclusive. Mas devemos nos prevenir, tomando muitos cuidados, para que nunca aconteça! Uma das formas para minorar tais riscos, se o assunto for programável, é fugir dos improvisos como o Diabo foge da cruz, assim, com uma caneta, podemos ir rabiscando os rumos da prosa ou, logo, passar a comunicar-se preferencialmente por escrito, se a sua interlocução também for boa no teclado e na língua. Porém, alguém ficará sempre no mundo da lua, desviando sua atenção por negligência ou desinteresse, achando que tem coisa mais importante a fazer. O que não deve, em hipótese nenhuma, ser visto como grande novidade, considerando a exiguidade de tempo de todo mundo, as correrias em busca de tudo e do nada, o excesso das fontes entrando até pelo nariz, enfim, a falta normal de acessibilidade das pessoas em geral. Nós, ainda nestas linhas, não vamos deixar em brancas nuvens o lado filosófico da visão lunar; os aspectos naturais, físicos e científicos do belo astro; o seu lado romântico, unindo corações com o seu encanto; a viagem à Lua, pioneira, com pouso da Apolo 11 em 1969, a descida da tripulação na Lua e seu retorno dentro do programado; as dúvidas e certezas do sucesso espacial. Já pensou em cada detalhe lunar a despertar nosso interesse? Que tal, partirmos para um pacote turístico, logo logo, até a Lua?! Quem topa?!
Humor à parte, a Lua é um satélite natural da Terra, ou seja, uma seguidora fiel do nosso planeta, quase invisível nos nossos dias, mas espetacular nas nossas noites de céu limpo, transmitindo-nos de graça à Terra um pouco da luz solar que lhe chega do astro-rei, o Sol, que se esconde de nós, à noite, dando lugar às demais estrelas para que também brilhem. A Lua exerce grande influência de tração sobre a Terra, especialmente quando ambas se alinham ao Sol, fazendo esticar a superfície dos oceanos em sua direção, criando uma imagem oval do planeta, um fenômeno especialmente interessante. Diversas correntes marítimas são contribuições destas forças de tração do Sol e, principalmente, da Lua por estar mais próxima. As fases da Lua, intercaladas por lua nova, quarto crescente, lua cheia, quarto minguante e a virada para a nova lua, exercem sempre intensa influência no plantio, cultivo e colheita, tendo a Lua lugar seguro nos manuais dos nossos agricultores de sítios e fazendas. E, curiosamente, cada um destes intervalos lunares dura sete dias, o tamanho exato de uma semana do nosso calendário. Aliás, antigas civilizações usaram por muito tempo o calendário lunar, tal a sua precisão e disciplina através dos tempos, nos nossos céus, nos nossos espaços. Imensa, portanto, a serventia do belo astro para a humanidade, desde os primórdios da nossa história até hoje. Dá ao menos para imaginarmos! A Lua, quando a contemplamos com atenção, o nosso pensamento se arrasta para muito além do próprio luar a que presenciamos, onde o que mais nos interessam são as indagações dos nossos vôos de longa distância, no exercício do mistério acerca do infinito. Objetivamente, já faz muito tempo que a Lua deixou de ser uma estranha vizinha, a partir da Guerra Fria até no máximo 1991, em que a União Soviética e Estados Unidos arreganhavam os dentes e não mordiam, inclusive, na demonstração de poder pela exploração espacial, buscando cada um sua supremacia nos seus engenhos e conquistas. Ambas as potências fizeram muito nesta área, separadamente. Hoje, as pesquisas e avanços espaciais têm a cooperação entre países, tratados de interesse comum etc., o que era impossível no tempo do mundo divido em dois. O mundo se tornou, depois, politicamente pulverizado, aumentando a dificuldade de leitura e identificação dos perfis ideológicos em circulação, com suas máscaras ou peles de ovelhas, não se sabendo logo quem é quem, muitos caem facilmente em suas armadilhas políticas. Mas, voltando àquele período da História, a União Soviética com sua campanha das Soyuz e os Estados Unidos com a das Apolo foram muito longe em relação à Lua, trazendo sem dúvida muitos benefícios a vários setores da atividade humana, com avanços inegáveis na comunicação e na medicina, entre outros. Eu tenho, até hoje, do tempo pré-Internet, um recorte de revista com toda a cobertura jornalística da descida de três astronautas norte-americanos na Lua, em missão bem sucedida da Apolo 11, em 20 de julho de 1969. E não foi o único e exitoso desembarque humano na Lua, importante dizer, sem qualquer ressalva do principal rival ideológico e militar dos norte-americanos, a hoje extinta União Soviética, tornando indiscutível a chegada do homem à Lua. Não obstante todas as evidências, muitos juram de pés juntos, mas sem contraprovas, de que as imagens ao vivo passadas para o mundo todo, na ocasião, foram uma fraude, como se isto fosse possível. Por que os próprios russos não desmascararam de imediato os Estados Unidos?! Neste caso, em nome de quem, cultivam a dúvida?!
Faltam, no entanto, duas coisas quanto à Lua. Uma é assunto obrigatório e se refere ao lado filosófico da Lua, ao nos provocar a mente em relação a tanta coisa, como alguém em posição de superioridade, chamando-nos à atenção. Eu, ao garimpar na rede, encontrei uma Lua pequenininha em preto e branco, quase se perdendo, desaparecendo. E me vi na foto da ilustração, no topo do texto, a imagem exata de cada um de nós em busca da incidência e reflexão da luz, ainda que pouca, para mantermos a certeza de que podemos ser captados, vistos e identificados. Ao menos um pouco de luz e energia nós precisamos e, por que não, será sempre de bom grado, aumentá-las. Ninguém deseja uma frequência “0” (zero) da fria escuridão! Em segundo lugar, aparece sobre nós a Lua Cheia, cheia de amor para dar, um amor romântico por excelência, radiante, envolvendo-nos em inspirador luar homens e mulheres apaixonados, com muitos abraços, longos beijos, profundos suspiros e tantas coisas mais, que lhes forem permitidos, todos momentos sublimes cantados em prosa e versos, inclusive, por este cronista, o Editor do Blog, ao dedilhar o teclado da sua máquina e publicar crônicas assim. Sei que poderíamos nos estender por horas a fio, sob a luz do Sol ou da Lua, a falar do romantismo do luar, mas como diz Márcio Almeida Jr. em seu artigo [A Filosofia da Lua Cheia], “diante de certas sensações, as palavras ficam pequenas”. Os sentimentos, como gostos ou paladares, para expressá-los nós dependemos das palavras, muito mais, das analogias e das metáforas. E tem, por acaso, outro jeito?!


PS – Finalizamos, não sem antes abrir um: [Nascer da Lua], [Nascer da Terra] e [Lua Natalina]. Muitas vezes, com a família, estive à noite a contemplar a Lua Cheia, poderosa, do terreiro de uma casa de campo, como a dar sua face para beijos ao alcance das nossas mãos, iluminando tudo e produzindo sombras, como verdadeiro Sol noturno! Um dia, à noite, um meteoro cintilante cruzou o nosso Céu fazendo correr sombras por onde já dominava o luar! Era pouco a Lua, com o seu espetáculo, precisava ainda uma imensa tocha faiscante a riscar o Céu!? Sim, aconteceu, sou testemunha ocular! Quantas vezes um propalado firmamento lhe parece, assim, inquieto?!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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