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[Contra-Capa]

POMBO-CORREIO

Recursos biológicos, muito treino e sua fidelidade ao sítio de origem!
(Por: Joseh Pereira – 01/04/2016)

Não, ninguém deve olhar a simplicidade natural do pequeno pássaro com desdém, no que concerne ao modesto serviço capaz de prestar ao homem. Primeiramente, não é qualquer raça de pombo para tal serviço, o pombo-correio é assim chamado por possuir habilidades especiais para memorizar os diferentes períodos do dia, manhã, meio-dia, tarde e noite, assim, com o uso do Sol, ele consegue estabelecer os pontos cardeais, norte, sul, leste e oeste, com bastante precisão, como faz a bússola. Ele nada transporta voluntariamente, quando solto, apenas retorna ao pombal em que vive, mediante suas habilidades natas e adquiridas, trazendo o que nele prenderam. Modernamente, tornou-se muito raro o uso do pombo-correio como “meio de transporte leve”, sendo, ao contrário, muito utilizado para fins esportivos, em grandes torneios e campeonatos, onde em belas competições dão provas espetaculares das mesmas habilidades de retorno a seus pombais, localizados a distâncias cada vez maiores. Para gerir ou organizar de certa forma este gênero esportivo, no Brasil (ou melhor, em São Paulo) existe a [Federação Paulista de Columbofilia], com muita coisa interessante dos nossos Columbas. Abram lá e divirtam-se! Muito interessante, quando pensamos no progressivo andar da comunicação entre as pessoas, durante a História e pré-História, ao tentar sentir o que elas sentiam, em cada fase de uma evolução, ao mesmo tempo, natural e humana. Desde as inscrições rupestres em rochas e cavernas; os blocos de fumaça codificados com mensagens entre aldeias, muito parecidos com os sinais telegráficos por pulsos elétricos, que vieram depois; mais tarde, as ondas eletromagnéticas, transportando sons e imagens, em tempo quase real ou instantâneos; por último, as redes de dados com tudo quanto é conteúdo e tipos de serviços, formando a Internet, a qual, mediante determinado aparato infraestrutural, está hoje rigorosamente ao alcance das nossas mãos, como no exemplo ao lado (foto frontal do iPhone), ilustrando um texto, cujo principal gancho é uma efeméride do mês, o Oito de Abril, data na qual comemoramos o “Correio” ou, sobretudo, os nossos atuais “pombos-correio” de pesadas mochilas a transpirar por nossas ruas, no afã de realizar bem um duro trabalho. Parabéns, homens e mulheres inteligentes e fortes! Até hoje, exceto algumas rebarbas, a ECT ou, simplesmente, “Correios” continua sendo uma estatal que funciona e é necessária, não obstante o advento da Internet, a transformar distâncias físicas em presenças virtuais. Como curiosidade final deste tópico, mais uma coisa, foi em 1931 a fundação do Departamento de Correios e Telégrafos, anterior à ECT, mas desde 1929 já se conhecia “um” (não “uma”, como a de hoje) CPU, no caso, o Código Postal Universal. Vamos escarafunchar mais nossa posta-restante?!
Tudo bem! Seja como for, conheçam vocês ou não uma posta-restante (muito utilizada antigamente nas agências postais), eu não me constranjo em nada a dizer e vou direto por sua porta ao velho baú. Desta forma, sem mais delonga, abro de lá umas cartas sobre a mesa, que representam um intercâmbio postal dos bem animados, calientes e excitantes, por que não. Refiro-me, bem lá atrás, às 200 correspondências semanais (via malote de um padre da freguesia) que me vinham, ano 1970 e seguintes, somente de professoras do Brasil inteiro desejando se relacionar com este Editor (hoje, assim identificado), com ou sem compromisso mais sério, tendo eu conhecido pessoalmente várias das missivistas por deslocamentos meus até elas ou das próprias interessadas. Posso afirmar que aprendi muito e devo ter ensinado, também. Uma das autoras, corpo e alma na medida, acabou eleita por mim com louvor e que (como as demais) me viu no “Clube da Família” de uma revista, onde antes eu me inscrevera, está lá em casa na total intimidade já a quase meio século, sem nada de muito sério a reclamar (risos) por ambas as partes, ensinando e aprendendo, como todas as mulheres que se casam. Eis, pois, um ligeiro relato que faço apenas para reafirmar como se chamava a nossa “rede social” da época, a não pouco poderosa e importante rede formada pela ECT – Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, a quem alegremente homenageamos nesta Crônica, por ocasião das comemorações do Dia dos Correios (08 de abril), por nos ter ajudado desta forma a proporcionar tão agradável processo social, romântico e feliz. O referido intercâmbio se encerra com a realização do casamento, sendo duas das recém-conhecidas convidadas ao evento, as quais, responderam-nos gentilmente, desejando-nos felicidades. Uma outra coisa, também pertinente ao tema, foi quando na Internet eu vejo o “Correio Aéreo Nacional”, em cujo Site encontrei uma notícia, que me despertou profundo interesse, trata-se de [Como viajar em aviões da FAB]. Ora, viajar de graça ainda em avião da Força Aérea, garanto que pouca gente sabia disso! E podem crer, deve ser bem mais fácil que acertar na Loteria Federal. Um dia eu ainda vou me inscrever, lá, é de graça mesmo, aí avalio o tamanho da fila. Se der certo, eu escolho como destino o interior do Ceará ou um outro lugar qualquer, somente para ter o prazer de dizer “eu voei em um avião da FAB”. Um dia ainda experimento essa máquina! Eu confesso, fiquei com muita vontade. Querem me acompanhar?!
Numa crônica como a deste Blog, a gente fala sério e se diverte, também. Contou-me o poeta Fabrício Carpinejar (autor da frase: “Não é a rotina que destrói o casamento, mas a falta da curiosidade”, uma verdade) que já desistiu de curar fofoqueiros, terminando por transformar cada um desses urubus em seu pombo-correio. Quando tem uma ideia ou coisa que gostaria fosse disseminada entre as pessoas, ele vai a um fofoqueiro com aquele ar de quem externa um assunto muito confidencial, recomendando-lhe especial sigilo ao fato, aí, esteja certo, não demorará muito tempo, a notícia estará espalhada por todas as direções, indo parar na ponta da língua de todo mundo. O único risco é a notícia sair com alguma distorção, mas a propaganda não terá custos nem esforços do interessado. Mesmo assim, fofoqueiro nenhum pode ser visto como coisa boa, menos ainda, edificante. Falando sério, agreguem mais esta que sempre reproduzo nas rodas de amigos, coisas ruins a gente só deve pensar (mais grave se verbalizadas) quando for para resolvê-las, eis que: “Os pensamentos são coisas e têm asas mais velozes que as dos pombos-correio, seguem a Lei do Universo, concretizam-se, espalham-se e nos trazem de volta reflexos à imagem da mente que pusemos a voar”, conforme pontuou muito bem o Sr. Napoleon Hill, um ex-assessor presidencial de Franklin D. Roosevelt, acredito nele! Vamos, agora, a mais um momento do pombo bom mensageiro. Um náufrago em alto mar vê um pombo no ar com um ramo verde no bico, sinal evidente de terra à vista na direção de onde veio o pássaro. Pode ser a salvação que faltava! Aliás, poucas vezes a expressão “pombo-correio” surge na linguagem como portador de mau agouro, uma fofoca ou com a missão de dedo-duro. O pombo-correio, na verdade, muito dócil, leva tudo o que lhe fizerem carregar. Para encerrar a presente homenagem aos Correios, comemorados neste mês, eis como define com ternura os pombos-correio de todos os tempos, o notável poeta brasileiro Petrarca Maranhão (Petrarca da Cunha Melo Maranhão, nascido em Manaus, ano 1913 e falecido em Petrópolis, 1985): – “Asas livres no espaço azul e cristalino, / Vai-se por céus afora, esplêndida e harmoniosa, / A avezinha fagueira, alígera e formosa, / Que exalta com fervor meu verso alexandrino. // Aos primeiros clarões da antemanhã radiosa, / Através do ar ameno e orvalho matutino, / Vão-se os pombos em vôo, rumo a incerto destino / Pela vasta amplidão da terra dadivosa! // Não lhes falta, porém, a bela vocação / De volver ao pombal com firme orientação / E, por longa que seja a rota da viagem, // Nunca um pombo-correio acaso já deixou / De cumprir a missão que o homem lhe confiou, / Trazendo atada aos pés a esperada mensagem!”. E, aí, atraíram sua emoção os singelos versos ou sua frieza dos Alpes Suíços é tanta que não tem cura?! Se é assim, que pena!


PS – Do título e sub-título da Crônica, focando o pombo-correio como um velho mensageiro, à foto de um iPhone da nossa ilustração, atualizando para nossas formas modernas de uso do novo “pombo-correio” eletrônico, pelo qual se tem o mundo todo na palma da mão, através da Internet, o E-Mail e o WhatsApp, como nunca poderíamos ter pensado! Mas, ainda temos (talvez, nunca deixemos de ter) as cartas em papel, consequentemente, o carteiro e a ECT. Na verdade, nada é obsoleto, se em sua época é “top de linha” ou, no mínimo, lhe é compatível, como acontece com cada um de nós, no andar da carruagem nem sempre fácil da vida. Afinal, Você captou bem a nossa mensagem?!

MBT – Ano XVII: “Medo de Voar (Jan), “Mundo da Lua” (Fev), “Brasas nos Seios” (Mar), “Pombo Correio” (Abr), “Quarto Poder” (Mai), “Gostar de Amar” (Jun), “Caridade, Sim” (Jul), “Agonia do Folclore” (Ago), “Minha Secretária” (Set), “Lembram do Mestre” (Out), “Soberbas, Não” (Nov) e “Curva da Espiral” (Dez), Agenda 2016 (programação).

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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