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"Como honrar à altura
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(Jhosa)

[Contra-Capa]

QUARTO PODER

Qual o 4o. poder, a integrar o legislativo, executivo e judiciário?
(Por: Joseh Pereira – 01/05/2016)

Faz muito tempo que trago na mente e no coração a expressão que dá título à Crônica, ela vem desde um dos meus mais belos momentos, quando de fato eu me sentia em um processo de universalização dos meus conhecimentos e dos conceitos que já adotava, pois, eu me via, muito ativo e participante, numa Faculdade de Comunicação Social fazendo Jornalismo. Porém, eu peço desculpas a Deus e ao mundo por previsões tão esdrúxulas como a que expus um dia, ao final de um seminário, em uma aula de Geografia Humana e Política, na qual havíamos discutido questões sociais e econômicas. Eu não era um socialista (dizia-me de centro-esquerda, por não entender melhor o valor da iniciativa privada), minhas leituras sempre foram contra o comunismo, o sistema político de uma economia socialista, mas, como relator do grupo, afirmei alto e bom som (que vergonha), que “o capitalismo não duraria mais que 10 anos, cuja única natureza é acumular recursos e, como todos os recursos são finitos, quer dizer, acabarão, o capitalismo fatalmente morreria junto às suas galinhas dos ovos de ouro”. Um ótimo sofisma de quem quer implantar o comunismo… É mole?! Felizmente, uma única situação vexaminosa, pois, no anfiteatro em dias de palestras, nos intervalos, nos corredores e lanchonetes, eu, já aos quarenta, era bastante procurado por moças e rapazes para diferentes trocas de ideias, uma delícia! O capitalismo, honestamente falando, ajuda na produção dos recursos que acumula ou reserva, estimula a produção, potencializa os meios produtivos. E eu não sabia que, ao fazer aquele comentário infeliz, na realidade, sem querer eu já definia o atual “CAPTISMO” (coisa de “burgueses do capital alheio”, no dizer de [Reinaldo Azevedo]), uma mistura indigesta do capital com o capeta, algo que viríamos a conhecer no Brasil no Segundo Milênio, um “capitalismo invertido, de petistas e assemelhados, sugador de plasmas vitais, avesso a qualquer estímulo à produção, condenando a sociedade à morte, os valores individuais e sociais, parasitando organismos, nunca assumindo suas culpas e responsabilidades”, além de sempre desejarem e promoverem as crises, das quais dependem para maior sucesso dos seus projetos bolivarianos! Quanta verdade, que começa aos poucos a se difundir neste 2016, apesar do Quarto Poder (Imprensa, Opinião Pública) ter demorado demais a dar o alerta, deixando criar raízes a tantos males conjunturais e estruturais. No entanto, temos de convir, antes tarde do que nunca. Queremos, além do mais, dar um pulinho até a Inglaterra do Séc. XIX, onde nasceu e viveu o criador da expressão usada como título, mas voltar depressa ao Brasil, onde atuou Marechal Rondon, o consagrado Patrono da Comunicação, celebrado em Cinco de Maio, Dia de Rondon e das Comunicações Sociais! Tempo, portanto, de perguntar quem subestimaria seus vínculos, efetivos ou potenciais, diretos ou indiretos, ao Quarto Poder a favor da sociedade e da Nação?!
No mundo todo, ao tratar da República nos moldes democráticos concebidos pela Grécia Antiga, coerentes com o Direito Romano e toda a cultura cristã do Ocidente, uma forma inteligente e justa do Estado administrar a Nação é a representada pelos poderes legislativo, executivo e judiciário, destinados a atuar harmonicamente, cada um nos seus papéis atribuídos por lei. Foi num ambiente assim, republicano, ano 1828, conforme registra a História, que um jovem talentoso, tribuno do parlamento britânico, o Lord THOMAS BABINGTON MACAULAY, teria se dirigido à Galeria de Imprensa, localizada na Câmara dos Comuns (o poder legislativo), chamando então a Imprensa, pela primeira vez, por uma nova atribuição, a de “Quarto Poder”, aquela cujo dever principal é refletir fielmente os fatos. Seguiram-se algumas polêmicas sobre o que o autor da frase quis dizer, ficando logo estabelecido ser mesmo a Imprensa o seu objeto. Pena que não podemos nos aprofundar mais sobre a figura histórica em foco nem detalhar a administração pública de um país, por serem objetivos que fogem ao nosso escopo, daí, termos de encerrar o breve crédito concedido ao autor de quem extraímos o título, com algumas sínteses suas, que marcam como pensava. Destaco duas, sobre o carácter e a eloquência: 1. “A medida do carácter de um homem é o que ele faria se soubesse que nunca seria descoberto” ; 2. “O objectivo da oratória, considerada isoladamente, não é a verdade, mas a persuasão”. Logo depois do nobre legislador inglês cunhar o epíteto para realçar a Imprensa, em 05/05/1865, Mato Grosso (Brasil), nascia CÂNDIDO MARIANO DA SILVA RONDON, o Patrono das Comunicações. A história não cansa de narrar seu trabalho heróico do Moderno Bandeirante, construtor da união e da paz entre filhos deste solo. Descendente de indígenas, ficou órfão precocemente, tendo sido criado pelo avô e por um tio. Ainda adolescente, incluiu Rondon no seu nome para não ser confundido com um homônimo de má reputação. Aos 16 anos, já professor primário, entrou na Escola Militar (RJ), saindo classificado em 1º. lugar da ESG com título de Eng. Militar e diploma de bacharel em Matemática e Ciências Físicas e Naturais. Servindo como militar, trabalhou na construção e implantação de linhas telegráficas, tornando-se sertanista, filo-positivista e militante abolicionista, um republicano ardoroso. Casado, teve sete filhos, chefiou e construiu linhas telegráficas de forma penosa e abnegada, desbastando mata virgem, fazendo postes das mesmas árvores por regiões desconhecidas, medindo e calculando, limpando terrenos, transportando materiais e equipamentos, enfrentando clima adverso, doenças tropicais, serpentes, insetos perigosos e muitos ataques de índios não aculturados. Sempre inteligente e pacífico, abrindo caminhos, desbravando terras, expandindo linhas telegráficas, mapeando, integrando o país. Atingido por uma flecha envenenada, mandou que não reagissem, reafirmando o lema: “Morrer, se preciso for; matar, nunca”. Obviamente, fez isto e muito mais, que o nosso espaço não comporta. E veio a falecer com 93 anos, merecendo da imprensa e estudiosos muitos títulos honrosos, o Território de Guaporé, que passou a se chamar Rondônia em sua homenagem, um ano após sua morte e o comentário de um escritor gaúcho a seu respeito: “O que me fascina é o seu espírito, o seu princípio de amor, a sua violência de amor”. Quem, a esta altura, não tirará o chapéu para um brasileiro com essa fibra?!
Muito interessante a coincidência, pois, eu nasci no mesmo dia e mês em que nasceu o digníssimo Rondon. Razão, talvez, para acreditarmos que Cinco de Maio concentre algo de muito especial, quanto a determinadas fontes de energias, que despertam e potencializam as qualidades específicas do agente ou operador de comunicação, seja erguendo cabos de transmissão por matas e cruzando rios como um Marechal Rondon ou por outras centenas de formas diretas e indiretas de comunicação, com objetivos de colaborar na integração de corpos, almas e mentes, onde quer que seres humanos (próximos ou distantes) estejam e sejam! Adverte-se, no entanto, que registrar fatos como estes, que se alinham no tempo ou no espaço, nada tem a ver com o nosso apoio condicional ou não a qualquer ciência, pseudo-ciência ou crença, cujos pressupostos determinariam isto ou aquilo, não, as coisas ocorrem por causas as mais diversas, as felizes coincidências podem a qualquer tempo acontecer, quando felizes, a gente aplaude, se infelizes, nós descartamos. Quer coincidência mais infeliz que esta, saber que Karl Marx, autor primordial do comunismo no mundo, também nasceu em 05/05, ano 1818? Então, eu olho isto e digo que nada significa para a minha vida, esqueço e toco o barco. Voltando, portanto, ao tema central, nós costumamos dizer que o edifício do “Quarto Poder”, nos dias atuais, assim se configura: a) Jornais e revistas; b) Rádio e televisão; c) Portais da Internet; d) Blogs em geral. A imprensa, propriamente dita, é representada pelos veículos impressos, jornais e revistas, mas os meios de comunicação mais influentes, por seu alcance maciço muito superior ao dos demais, são o rádio e a televisão, esta última, impactanto muito mais por ser imagem e som, estando mais próximo do realismo informativo, quanto aos fatos nela exibidos. Hoje, empresas e grupos jornalísticos possuem seus portais na Internet, que ampliam e complementam seu trabalho jornalístico, onde estão muitos blogs dos seus profissionais. Além dos blogs corporativos e pessoais, há as páginas e perfis no Facebook, bem como outras modalidades de comunicação via Internet, em canais de imagens e sons, graças a recursos do Youtube, considerado também uma rede social, com sua emulação de autênticos canais de TV e a publicação de vídeos das mais diferentes finalidades. Na medida que se expande a Internet, mais se disseminam os ramos do “Quarto Poder” pela sociedade, que passa a assimilar e formar a opinião, aumentando a dinâmica do conhecimento e da informação, mais gente fazendo parte do poder. De que forma V., aí, exerce seu papel republicano no Brasil? Já pensou nisto?!


PS – Quadra delicada a que vivemos no Brasil, a nossa República Federativa, em que se vê tanto despreparo nos poderes que a compõem, inclusive, do Quarto Poder, fundado para ser espelho fiel da e para a sociedade, refletindo-a e soerguendo, quando possível, a novos patamares. Quantas vezes vemos agentes e pacientes a confundir opinião pública com opinião fabricada, muitas vezes, por obra de quem acumula diplomas para mentir melhor! Cuidado, quando receptor! Previna-se de certas fontes para não chorar pelo leite derramado! Ou, de fato, não sabemos nos proteger?!

MBT – Ano XVII: “Medo de Voar (Jan), “Mundo da Lua” (Fev), “Brasas nos Seios” (Mar), “Pombo Correio” (Abr), “Quarto Poder” (Mai), “Gostar de Amar” (Jun), “Caridade, Sim” (Jul), “Agonia do Folclore” (Ago), “Minha Secretária” (Set), “Lembram do Mestre” (Out), “Soberbas, Não” (Nov) e “Curva da Espiral” (Dez), Agenda 2016 (programação).

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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