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Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
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"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
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(Jhosa)

[Contra-Capa]

GOSTAR DE AMAR

Gostar, apaixonar-se e amar, a agora, por enquanto e sempre, afirmam.
(Por: Joseh Pereira – 01/06/2016)

Dos meus textos e dos demais autores sobre o tema, convenci-me com o brilho da associação acima (entre atos e tempos), dos diferentes modos de aproximação, entendimento e parceria entre pessoas, sejam sentimentais ou materialmente. Nunca esquecendo das formas sutis ou secretas de amar, relativamente frequentes, quando se aspira um bem ou favor a alguém sem que o objeto do amor sequer cogite da existência do sujeito. Tais espaços do nosso Universo, sempre que possível, devem ser ocupados por energia assim, edificante, impedindo o trânsito de coisas menos recomendáveis. Gostar será sempre a resposta a uma fonte de prazer, com seu modo próprio de se apresentar, um gesto, um sorriso, uma palavra amiga, sendo o gosto um sentimento proporcional ao tipo de leitura de quem o recebe, podendo a mesma coisa agradar a um e desagradar a outro pela diferença das circunstâncias. A gente somente gosta de quem ou do que nos dá prazer, sempre foi e é assim. Apaixonar-se é sentir atraído por, ainda que a outra parte se mantenha indiferente, sendo difícil de apagar o fogo da paixão quando ambas as partes se atraem. E muito perigoso, também, quando se interrompe o laço neste pico. Uma paixão a dois faz muito bem, mas não deve ser supervalorizada, dada a possibilidade existente, além de imprevisível, de reduzir ou acabar o combustível. O ato de gostar é resposta automática frente a um estímulo ou sensação agradável em que me permito, já, a paixão é como uma leitura a laser, eu enxergo porque vou buscar, eu me estimulo pela imaginação para que não cesse minha sensação de estar sendo puxado, cada vez mais, para dentro do ponto central de prazer, que nós escolhemos. Não temos dúvida, tudo é belo e necessário no relacionamento, digamos o conjugal entre um homem e uma mulher, como o gostar recíproco, acrescido sempre de uma boa pitada de paixão como tempero. Porém, estes dois componentes da relação são conjunturais, meio epidérmicos até, considerando a profundidade e dimensões do terceiro (eventualmente, único) elemento de qualquer relação, quando empenhamos nosso esforço material e espiritual, simplesmente no sentido de servir ou ajudar a outra parte, independente da possibilidade de ser ou não correspondido, o que eleva o amor verdadeiro a algo muito sublime. E notem na ilustração do texto a imagem aplicada, a de um coração, formado por dois pontos de interrogação um de frente para o outro, remetendo-nos às perguntas diante das áreas cinzentas, que todos tentamos responder, com maior ou menor sucesso, na teoria e na prática. Hora, enfim, de um desafio à inteligência. Se Amar é Serviço (útil) e Gostar é Prazer (agradável), por que não este prato cheio, tendo o útil e agradável na mesma receita: Gostar de Amar?!
Sobre a frase de introdução ao menos, ainda devemos uns detalhes. Notem que temos no sub-título uma equação comparativa, um raciocínio. Gostar está para “Agora”, assim como apaixonar-se está para “Por Enquanto” e amar, por ser incondicional, desconheceria Tempo e Lugar, daí, o “Sempre”. Trocando em miúdo, o gostar tem tudo a ver com o presente, eu gosto ou não do que vejo e recebo, atualmente, sendo o evento bem instável. A paixão, além de ser um sentimento passivo do sujeito, é um sentimento de posse sobre o objeto, assim sendo, caso entre no circuito coisa mais atraente, o foco da paixão e posse pode mudar, sem muitas perguntas, daí, o “Por Enquanto” ser pertinente à paixão. Quanto a amar, embora já explicado, será sempre um ato de vontade, uma atitude nem sempre descrita; livre e isenta, praticamente sem as barreiras das pré-concepções, não se avaliaria exatamente a quem se dirige a atenção, ela simplesmente segue o caminho como um fluido natural, atingindo ou não o seu objeto, dependendo apenas da receptividade existente. Não há como não dizer, porém, com uma certa tristeza, o quanto o Amor (substantivo) é maltratado por um uso estúpido da linguagem, que chega a equipará-lo ao sexo em si. Quantas vezes se ouve dizer que “fazer sexo” é “fazer amor”. Um absurdo, pois, ninguém faz sexo nem faz amor, mas praticam-se. Oxalá, haja sempre o amor, como forte ingrediente, onde houver sexo, o masculino com o feminino, em realizadora comunhão de almas, muito acima da tão comum união de corpos. Neste sentido, sim (com almas), poderemos dizer sem medo de errar, estar a praticar amor quando praticamos o sexo, eis que, elevando-o a um grau sensivelmente superior. Tais posturas, porém (ainda que não pareçam), permanecem nos limites de um simples ideal que todos devem propugnar de modo a tornar mais equilibrados e exatos tais atos humanos (gostar, amar), dentro da nossa intimidade (pessoal, familiar) e do comportamento social em geral. Entretanto, não dá para negar, sentir na vida algo que chamamos paixão por uma mulher, que tipo estranho de dor que a gente gosta de ter! Ou seria mais conveniente chamarmos “ardor”? Somente me lembro que sentia um otimismo exagerado, ao vislumbrar a possibilidade de vir a ser correspondido. Lembro-me, com extraordinário prazer, de momentos dos mais agudamente românticos, nos quais, a gente sente como se estivesse a levitar, sendo a única tradução possível, pois, faltam as palavras, as frases. Já sentiu, assim, uma grande paixão? E as turbulências de tais tempestades, em tendo havido, nada lhe deixaram de sequelas mais sérias? Ou, talvez, um belo aprendizado, quem sabe?!
Namorados de todas as latitudes, uni-vos, espalhando chamas acesas a aquecer corações! E, desta vez, por ser uma excelente coincidência, sem qualquer pieguice de pregador fora do púlpito, eu vou afirmar que a maior Igreja Cristã do Ocidente dedica também o mês de junho ao Sagrado Coração de Jesus, uma espécie de grande namorado do Universo, com seu Amor Superior, por referirem ao Seu coração, o endereço de sempre da fonte do amor, ainda que essa energia, na verdade, perpasse por todo o nosso sistema nervoso, do alto das nossas cabeças às pontas dos dedos dos pés. A tal energia da união, da qual tanto falamos, não é tão simples quanto parece. E mais, quanto ao Dia dos Namorados em 12 de junho, já sabemos não se tratar de uma unanimidade internacional, sendo 14 de fevereiro, Dia de São Valentim a data dedicada aos românticos, aos namorados, como na Inglaterra, Estados Unidos e vários outros países. A data dedicada aos namorados, seja aqui ou no exterior, tem como principal motivação a comercial, embora inspire, sim, muitas paixões interessantes e fomente felizes encontros, sendo sem sombra de dúvida a parte mais nobre da data celebrada. Falando um pouco das origens da comemorada data, no Brasil, ela se deve à aproximação do dia 13 de junho, dia de Santo Antônio, popularmente conhecido como um santo casamenteiro. Já no caso do Dia de São Valentim, as origens remontam a uma história bem nebulosa. Conta-se que há três santos com o mesmo nome, reconhecidos, mas quanto ao Bispo Dom Valentim, que teria durante a Idade Média desobedecido a uma proibição específica do Imperador Romano Cláudio II, tendo sido preso e morto na prisão, a Igreja Católica não teria conseguido, infelizmente, coligir dados suficientes sobre ele, cujo nome, segundo consta, foi parar na literatura lendária (virou lenda), embora muita coisa interessante a respeito traga consistentes fundos de verdade. Aconteceu que, durante as guerras, por observar que jovens sem família se alistariam mais facilmente ao Exército, fortalecendo a tropa, o Imperador proibiu a realização de novos casamentos, com o que Dom Valentim não concordou, realizando matrimônios em segredo na sua Diocese. Descoberto, foi preso e condenado à morte. Enquanto na prisão, jovens jogavam flores e bilhetes dizendo ainda acreditar no amor. Dentre estas pessoas, uma jovem muito cega, filha do carcereiro, conseguiu a permissão do pai para visitar Valentim. Os dois acabaram se apaixonando e, milagrosamente, a jovem recuperou a visão. Valentim foi decapitado em 14 de fevereiro de 270 d.C. Neste junho de 2016 cheio de romantismo nas veias, além de termos buscado transmitir um embasamento teórico sobre o Amor e seus sentimentos mais periféricos, achamos por bem trazer à luz fundamentos históricos e literários, relativos às origens da romântica data! Para encerrar, alinharei vários artigos publicados no Blog, todos relacionados ao amor, que entra de frente ou tangenciando a conversa. Seguem pela ordem, dos anteriores aos mais recentes: [CONTEMPLAÇÃO]Sempre que a observação é tensa que ultrapassa o objeto; [CORPO HUMANO] – Templo vivo do Criador, o Corpo, vestido ou não, é altar de Deus; [MUITO OBRIGADO] – Gratidão, sobretudo a entendida, relaxa os poros da alma; [VOGAIS OU CONSOANTES] – Articulados, como letras, para fazer voz e gerar luz; [VINDOS À LUZ] – Crianças de pais separados são frutos a vingar fora da árvore; [BEIJOS E ABRAÇOS] – Formas estreitas de cumprimentar, presentes em várias culturas; [NUDEZ CASTIGADA] – Um aprofundamento crítico a enxergar o corpo como templo; [NAMOROS ETERNOS] – Manter vivo, sempre, até o fim, um certo estado romântico. Revejam. A propósito, como V. faz para reconhecer o Amor Verdadeiro, em trânsito?! E para filtrar a virtude em meio a tanto lixo?!


PS – No decorrer das pesquisas, eu procurei me inspirar em certas frases sobre o amor. Mas, qual não foi minha decepção, ao me deparar com tanta forma deturpada do nobre atributo da vida. Eu sei. Devemos ser pedagógicos no exemplo que oferecemos e didáticos, na forma como expomos os conceitos que nos orientam. Entretanto, se a tentativa não frutifica, a gente volta reciclado e mete o dedo nas mesmas teclas, o mesmo assunto! Qual o resultado da água mole em pedra dura?!

MBT – Ano XVII: “Medo de Voar (01), “Mundo da Lua” (02), “Brasas nos Seios” (03), “Pombo Correio” (04), “Quarto Poder” (05), “Gostar de Amar” (06), “Caridade Afirmativa” (07), “Agonia do Folclore” (08), “Minha Secretária” (09), “Lembram do Mestre” (10), “Distância da Soberba” (11) e “Curva da Espiral” (12), Agenda 2016 (programação).

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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