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"Como honrar à altura
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(Jhosa)

[Contra-Capa]

MINHA SECRETÁRIA

Solícita, conhece e guarda segredos, organiza, faz acontecer.
(Por: Joseh Pereira – 01/09/2016)

Um tributo a alguém que nos orgulha. E é uma mulher! Na imagem ao lado, concentra-se toda a vivacidade necessária ao exercício de estratégica função, na qual, seu titular está ao mesmo tempo obrigado a prever, decidir e executar múltiplas tarefas. Na figura, temos uma funcionária polivalente. Ela consulta arquivos, atende uma ligação, usa sua prancheta de anotações e, tudo indica, ainda presta atenção a algum fato que acontece atrás do seu monitor, talvez, seu chefe, um superior ou outro subordinado da empresa. Que linda máquina humana, diante de nós ou envolvida nas nossas vidas, de quem tanta gente e empresas dependem nas suas atividades. Historicamente, duas origens merecem nossa atenção, tanto a que se refere à sua data comemorativa, quanto a que relata como nasceu, evoluiu e chegou aos dias atuais a hoje regulamentada função de secretária. Conta-se que nos tempos de uma população composta de nobres e plebeus, a classe mais abastada contratava como seu assessor um escriba, um popular qualificado e com bom domínio da escrita para organizar, ler e contar, uma necessidade na vida de um nobre. Houve um período de quase desaparecimento da função, no começo dos regimes democráticos, causando a queda da nobreza e a transferência desta mão de obra a novas funções que iam surgindo. Entretanto, a grande transformação da profissão de secretariado se deu ao final da Segunda Guerra Mundial, com o domínio definitivo da mão de obra feminina no setor, suprindo a falta de homens utilizados nos campos de batalha, sendo até hoje uma função especialmente moldada para a mulher. Regulamentada sua profissão em 1985, o profissional de secretariado obteve em 1989 a aprovação do Código de Ética Profissional, sendo ambas as conquistas bastante consagradoras. Quanto à data comemorativa, conta o [Guia dos Curiosos] que Lilian, a primeira mulher a datilografar em público era filha de Christopher Sholes, um dos criadores da máquina de escrever, inventada em 1867, no período da Revolução Industrial. Ela fazia aniversário em 30 de setembro e, no centenário de seu nascimento, fabricantes de máquinas de escrever fizeram comemorações e concursos para eleger a melhor datilógrafa. Muitas secretárias participavam dos concursos, que passaram a ser repetidos todos os anos na mesma data, que se tornou conhecida como o Dia das Secretárias. E existe o Dia Internacional da Secretária, sempre na última quarta-feira de abril. Mas 30 de setembro também é Dia de São Jerônimo, protetor das secretárias, pois, além de realizar vários cursos em Roma, trabalhou como secretário do Papa Dâmaso (367-384) e traduziu a Bíblia inteira para o Latim, a Vulgata, um homem culto por excelência. Mas, afinal, por que ainda me emociono ao falar desta data?!
Você vai saber! Era uma vez um homem às margens do Km 32 da estrada da vida, ele lecionava e morava apenas com seus anjos da guarda numa casa de sua propriedade em São Paulo, junto ao limite de Itapecerica da Serra e Embu das Artes, bairro das três fronteiras. Surpresas à parte, pela mesma estrada, com uma diferença de poucos quilômetros, mas sem que eu pudesse vislumbrá-la, caminhava, ainda em preto e branco, nos tons característicos de um famoso time de futebol, uma [Secretária de Diretoria] (foto de arquivo, 1968), muito ágil e formosa que dispensaria sua pomposa produção que, junto a outros atributos, permanecem gravados nas minhas retinas, como imagens de uma deusa, a mim muito marcantes. E foi a foto do link que, em 1972/73 ela me enviou, despertando-me a um primeiro encontro, como já narrei e descrevi em artigos anteriores, inclusive, dizendo como deflagramos o romântico processo, em resumo, por eu ter participado do Clube da Família de uma importante Revista de circulação nacional (na sua versão em Língua Portuguesa), pelo qual, o hoje Editor do Blog (ontem, um professor) teve sua publicidade, dando ensejo a inúmeros encontros, um dos quais, muitíssimo generoso, eis que, convertido em casamento no ano da graça de 1974 do Sr. Jesus Cristo! Assim, casados, passamos a compor nossas vidas, complementando-nos dia e noite, feita uma dupla de secretários, ora um, ora outro no papel ou ambos, concorrendo. Tanto assim que, por muitos anos, eu celebrei esta data (30 de Setembro), mas pensando nela quando namorávamos. Já são mais de quatro décadas, papel passado, a Minha Secretária por excelência, eu a tenho presente, em regime ininterrupto, nas férias e fora delas. É muito mais que uma simples função a que vejo, já se configura um verdadeiro sacerdócio, no melhor sentido da palavra! Sabemos nós que uma secretária em sua honrosa função deve gostar muito de escrever, até por dever do próprio ofício, pois, redigirá tudo o que pedem seus chefes ou necessitam as empresas onde trabalha. Minha Secretária, a sacramentada e eu, na primeira abordagem, já nos divertíamos com nosso diário pessoal, o meu (Ver [FRAGMENTOS]), como passou a ser chamado e o dela, um bloco todo dourado e florido, onde se lia um surpreendente poema seu, saudosa da sua terra natal, ao tentar lançar raízes na cidade como nova paulistana. O texto (3o. da Pág. [Variedades]): – “És o meu amor, tu, Fortaleza. / Fortaleza, a loira desposada do Sol, terra de Iracema, tão doce e tão bela, é a minha Terra Natal. Quem já leu os romances de José de Alencar conhece bem a história de Iracema e sabe um pouco sobre Fortaleza. Hoje, ao despertar, sem querer me pus a pensar em ti, Fortaleza. Meus olhos perdidos no horizonte tinham ainda a umidade das lágrimas da despedida. Estava tudo tão parado, como se o céu e a terra quisessem ouvir apenas a melodia sentida da minha saudade. Segue comigo a lembrança dos verdes carnaubais e das bonitas praias ensolaradas. Jamais sairás do meu pensamento, porque contigo ficaram todos os meus sonhos, os anseios e o desejo imenso de ver tua gente sempre feliz. Nada diminuirá ou apagará esta imensa saudade que sinto de ti. És o mar de minhas ilusões, o jardim florido das minhas alegrias. Muito obrigada pelos gostosos pic-nics, pelas boas festinhas nas praias, onde a brisa sopra forte nas alvas jangadas cearenses. Enfim, muito obrigada mesmo por tudo de bom que me ofereceste. / Adeus, Fortaleza. Bom dia, São Paulo!”. Que preciosidade! A autora poderia ou não fazer parte da ABL, com essa inspiração e precisão ao registrar o que sente?!
Ao concluir a agradável Crônica dedicada a toda Secretária, especialmente àquela que se preza, a mais primorosa, sempre devotada aos serviços que presta, vamos nós, com extremo cuidado e respeito, lembrar um lado meio perverso a rondar de vez em quando a profissão. Pesquisando o assunto, o resultado não foi bom. Ou seja, as histórias ou estórias que correm não são poucas. Não cremos, porém, que certas perversidades sejam tão comuns quanto apregoam as más línguas, entretanto, alguns casos de vulgarização ou mau uso do ambiente de trabalho das secretárias por um ou outro patrão acontecem, ainda que felizmente não sejam corriqueiros. Aliás, o ideal é que nunca ocorram liberdades excessivas de nenhuma espécie, sejam com quem for, qualquer que seja o ambiente, menos ainda com sua secretária no sagrado recinto de trabalho. Que não existam, no entanto, liberdades excessivas nem demasiada formalidade, muita frieza no trato, tornando carregada e maçante a relação normal de trabalho. Importante não esquecer, quem está devidamente consciente e consegue distinguir bem os limites entre o pessoal e o profissional, este encontrará momentos compatíveis para atitudes dignas em comum ou, até, momentos de pura poesia, sem os riscos de deslizes ou desvios mais perigosos, que seriam, em sã consciência, indesejáveis. Vamos imaginar. Uma elegante secretária, atraente por natureza, não é nada demais despertar certos ímpetos, provocar inspirações profundas e alguns suspiros em patrões ou chefes mais próximos, o segredo de tudo, porém, pode estar em saber como elaborar tão precioso material, se possível, sublimando-o por uma técnica especial de transferência de um conteúdo para onde os resultados são neutralizados ou transformados em matéria-prima nobre. No poema abaixo, eu vejo alguns traços desta tendência pela elaboração de uma situação, após o último verso, farei meus comentários. Trata-se de um soneto: “A SECRETÁRIA” (Ver: [texto original]), do poeta lusitano Jairo Nunes Bezerra. Eis, nestas linhas, os seus versos (ligeiramente editados): – “Ela, trabalhando à minha frente, / No atender a chamados diversos. / Sua beleza rara, diferente, / Inspirando estes singelos versos! // Eu, assim, muito embevecido, olhava / Fundo, nos contornos de seus seios. / Em seus afazeres ela estava, / Mas, sem notar em mim meus anseios! // Seus olhares, mui discretamente, / Por entre sorriso intermitente, / Punham-me em estado de asfixia! // Que grande querer tê-la nos braços, / Com todo o vigor vindo dos laços… / E o melhor de tudo é que eu dormia!”. Vejam que, ao editar o texto, transformei-o também em narrativa onírica. O autor, além de não estar preocupado com métrica e rimas, o que é normal em versos livres, no último verso ele fala em liberar a lascívia. Achei pouco adequada a palavra, embora saiba que lascivo também é o brincalhão, o travesso. E lascívia, a simples inclinação para o prazer sexual, podendo estar em estado embrionário, inicial, ainda facilmente admoestável. Vamos, para encerrar, a um exemplo da minha adolescência, segundo o qual, a sexualidade é como uma locomotiva com seus vagões, quando estacionada e sob controle, parece adormecida, entretanto, não se dê início ao movimento e a história será outra. Ou seja, é fácil manter, difícil parar! Mas não se iluda, no Blog, o Editor não defende a castidade absoluta nem a devassidão, somente a virtude do equilíbrio e da responsabilidade! Fui claro, a respeito da calibragem da nossa régua?!


PS – Mais um pouco, no final da matéria. Assim como em tudo deve imperar o bom senso, também com uma secretária ao relacionar-se com seus imediatos e estes com suas profissionais, sabendo-se que o fator sexo, por mais que se ignore, ele não se ausenta, deve-se, como lembra o verbo, calibrar cada instrumento para não vir a ter, como disse alguém, de salgar com lágrimas o leite derramado. Nós homens, sangue quente latino, gostamos muito dos abraços e beijos nas mulheres (vice-versa, também válido). Assim sendo, seus freios, acelerador e direção não vão falhar?!

MBT – Ano XVII: “Medo de Voar (01), “Mundo da Lua” (02), “Brasas nos Seios” (03), “Pombo Correio” (04), “Quarto Poder” (05), “Gostar de Amar” (06), “Caridade Afirmativa” (07), “Pobre Folclore” (08), “Minha Secretária” (09), “Apenas Professor” (10), “Distância da Soberba” (11) e “Curva da Espiral” (12), Agenda 2016 (programação).

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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