Guia do Blog

> Recepção (Mapa)
> Histórico (Sobre Nós)
> Fragmentos
> Sinopse do Conto
> Temas (em Versos)
> OFICINA MENTAL
> Variedades
> Da Redação
> VITRINA (Janela do Leitor)

"Sabe o Blog que corpos humanos, templos do Espírito!"
comum. Calcular PageRank com.br
Leitores Qualificados:
Ano 18 - MdM: 3.75







Intensas lidas. /
Letras recendem, /
Luzes acendem, /
Eis que desprendem /
Sombras temidas!



Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
Gotas de Vida!

Voto Distrital
Voto Distrital

"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)

[Contra-Capa]

APENAS PROFESSOR

Mestres fazem mais do que ensinar, alunos os seguem, são discípulos!
(Por: Joseh Pereira – 01/10/2016)

Quem foi, durante sua infância ou começo da adolescência, a primeira professora (ou professor) em sua vida, o grande herói e pioneiro que viveu a experiência de preparar um solo, eventualmente, pouco receptivo – que era Você – e semear-lhe as primeiras sementes, com aquela sapiência divina, a esperança de um agricultor, a paciência de Jó e a coragem de um bandeirante que, dificilmente, nós esqueceríamos?! Ainda se lembra, porventura, da sua figura e de alguns exemplos edificantes? Eu sei, não é fácil extrair de um passado distante certas circunstâncias em que fomos, casual ou regularmente, com tanto carinho e dedicação, cultivados por alguém que acreditou fôssemos, nós, uma promessa interessante e válida para a sociedade, com suas imensas exigências e diferentes padrões disciplinares pela frente, investindo em nós partes substanciais do que aprendera, como qualidades pessoais e profissionais suas duramente adquiridas. Evocar o nome dessas pessoas e o bem que cada uma nos fez e faz, até hoje, traz uma saudade profunda e uma sensação extremamente gratificante, uma vontade de correr para um caloroso abraço e muitos beijos. Sejamos francos e verdadeiros na leitura do nosso passado, a não ser que Você tenha aprendido tudo sozinho, até mesmo as primeiras letras, ler e contar de modo elementar, sem o auxílio ainda que mínimo de alguém, o que achamos praticamente impossível! Para cada época ou geração, uma história diferente e quanta diferença entre duas ou três gerações! As histórias que meus pais e tios contavam entre si do passado deles não tinham muita diferença do nosso presente quando criança, a velocidade das mudanças era muito menor que nos dias atuais. Com a evolução dos meios de transporte e de comunicação as mudanças históricas aceleram, cada vez mais. Naquele meu tempo das coisas mais simples e diretas, dos meus sete anos em 1948 e 12 anos em 1953, eu, o brasileiro de número 51.944.397 segundo o IBGE e escolas somente na sede do Município, a 20 Km por estradas de cascalho sem ônibus regular para transporte, acho que quem me ensinou a ler e escrever foi meu irmão mais velho e, principalmente, minha mãe. Nós, os três primeiros irmãos, primeiramente, aprendemos a ler muito bem, mas sem freios nem buzinas, ou seja, não conhecíamos pontuação nem acentuação, uma descoberta revolucionária realizada por nós próprios num domingo de Sol, assunto digno de ser retomado no segundo bloco. Surpresa ou milagre o que nos aconteceu? Talvez, nem tanto. Pois, quem procura com afinco acha e nós, nas condições em que vivíamos, tínhamos de procurar mesmo, procurar muito! Assim, incansáveis, sigamos nós com fé a contínua demanda, sempre somando, multiplicando e, também, dividindo?!
Antes de tantas moléstias do setor, agravadas por muitos vícios e ideologias que afetam de várias formas a nossa educação (no pós-petismo, talvez, o ressurgir de valores), voltemos ao caso de sucesso dos irmãos autodidatas, lá nas origens profundas de cidadãos nascentes, onde a natureza era abundante e os recursos da civilização, quase inexistentes. Ainda bem que éramos irmãos de poucas rusgas juvenis, sempre trocando ideias durante a semana e, sobretudo, nos domingos, na maior confabulação sobre matérias extraídas das leituras ou das falas de alguém. Nós, além de um grosso volume de Matemática do Prof. Antônio Trajano, já tínhamos também um curso elementar de Gramática Expositiva, muito bom, do qual tentávamos tirar algum proveito. Mas foram dois os fatores da inusitada descoberta, que nos colocaram em condição de igualdade rumo a qualquer saber, doutrinário, técnico ou científico, por meio de livros, revistas e jornais, além de cursos em apostilas ou fascículos, que chegassem a nós. Na região, um comerciante de secos e molhados, que podia mandar os filhos à escola, tinha um dos seus na 3a. Série do 1o. Grau, o qual, percebendo o interesse do meu irmão mais velho, emprestou-nos o volume do 2o. ano de conhecida obra didática, a “Infância Brasileira”, muito utilizada na época. Nós gostamos tanto que, não demorou muito, estávamos com todos os volumes, do primeiro ao quarto ano do Grupo Escolar, como dizíamos. E o fato “sui generis” segue em frente. Como se sabe, quem motivou a entrada dos livros de “Infância Brasileira” foi meu irmão mais velho que, numa bela tarde, estava com meu irmão mais novo debruçados em assuntos matemáticos, sobre a obra mais antiga em nossa companhia, a de Antônio Trajano. Lá pelas tantas, uma feliz coincidência se insere no quadro. De um lado, a coleção de vários números do Semanário que meu pai assinava relatando em conta-gotas a façanha heróica de Maria Goreti que, segundo uma das versões, teria saltado pela janela e morta para defender sua castidade. Nos textos de emocionante história, como capítulos de novela, havia grande quantidade de sinais de pontuação. Nos livros da série Infância Brasileira em minhas mãos, lições estruturadas com texto gerador, vocabulário e noções gramaticais. E não é que numa das lições lá estavam os sinais de pontuação, que já andavam nos preocupando nos textos que líamos? Ato contínuo, espalhei o fato na sala, meus irmãos se interessaram, nós confrontamos com um dos números do Semanário sobre a mesa e logo vimos que o tom da voz também muda com o travessão, são pessoas diferentes que falam. Outra coisa, interrogação e exclamação no texto deixaram de ser desperdiçadas. Daí em diante foi um pulo para virarmos craques na acentuação e pontuação, levando-nos a reaprender muitas orações da nossa devoção, que já sabíamos de cor, mas daquele jeito! Pouco depois, para nossa agradável surpresa, minha Mãe comentava: – “Quando vocês lêem, não parece que estão lendo, é como se pessoas estivessem conversando”. E desta saudosa pessoa eu não esqueço, ela foi minha primeira professora, ensinando-me a escrever e a ler, plantando em mim a semente que continua a reproduzir, coisas boas, espero! No bloco seguinte, trataremos de alguns vícios e ideologias na educação. Mas, quem os infiltra e como combatê-los?!
Respirando fundo, com muita calma e muita raiva! Quantos os vícios ideológicos e doutrinação partidária da pior espécie, permitidos e estimulados nos livros e salas de aula que, para abordá-los, eu tenho vontade de pedir que as crianças saiam da sala. E saber que, ao contrário, existem materiais didáticos tão lesivos à boa formação dos pequenos, que vem em suas capas a advertência para não permitirem que os pais os vejam, pois, a médio e longo prazos, querem mesmo arrebentar até o último valor e ideal sadios, ainda presentes na sociedade. Que coisa horrível com os nossos jovens e crianças nas escolas de todos os níveis, das primeiras letras ao curso superior! Basta uma pequena varredura pelo noticiário, conforme o espaço que temos, para ficarmos perplexos com o que encontramos, um total absurdo sendo imposto aos jovens e às crianças da mais tenra idade. Experimentem no Google aplicar: “Vícios e doutrinação ideológica na educação” e terão uma pálida ideia do que – livros, escolas e governos – andam fazendo com os nossos cérebros, aprendizes e formandos de hoje, de quem o Brasil e o mundo, em grande parte, irão depender por todo um porvir, que irá afetar seriamente, se não eu ou você, muitos dos nossos descendentes! Trocam heróis consagrados da História pelos seus, de biografias fabricadas para os tornarem deglutíveis e usam táticas das mais variadas espécies para fragilizar vínculos familiares, sob um pretexto nunca revelado de que a única autoridade por eles reconhecida é a do estado totalitário e hegemônico, um ente nada parecido com qualquer noção de família e sociedade, que tanto primamos. Ainda hoje, de forma incomodamente berrante, em todos os setores e ramos, a educação vem sendo sutil e explicitamente envenenada por formas de ambientalismo com propósitos evidentemente socialistas, um falso respeito às diferenças contaminado por igualitarismos sempre excessivos, destinados a fazer desaparecer a noção de indivíduo como elemento básico da coletividade, despersonalizando e tornando-nos massas humanas, facilmente manipuláveis. Não façamos nada contra tudo isso e estaremos caminhando a passos largos na direção de uma Venezuela, Cuba ou Coréia do Norte, cruéis ditaduras comunistas, sejam os nomes que tais países lhes dêem a tais regimes. Muitos dirão que exagero ao dizer tudo isso, mas por não fazerem a devida leitura das linhas e entrelinhas das suas fontes como nós fazemos há tanto tempo, a ponto de eu ter recomendado a meu Pai que não votasse em Jânio Quadros, em 1960, um claro fermento da massa a caminho do famoso “31/03/1964”. Não fosse Jânio o eleito e a História não seria a mesma! Para encerrar, pais e educadores, que todos somos, ainda que não biologicamente, vamos admitir tamanha lavagem cerebral e, se brincarmos, até perdermos patrimônio genético, o nosso DNA?!


PS – Quinze de Outubro, ao homenagear o Professor que, acima de tudo, deve ser um Mestre, onde quer que exerça seu magistério, também criticamos as mazelas, condutas erradas e desvios de diretrizes do ensino brasileiro, a introduzir nas disciplinas em geral (inclusive, na Matemática) métodos ideológicos de doutrinação política, deixando em último plano a “formação de cidadãos responsáveis e produtivos”. Oxalá, no Brasil, venha o começo de uma Nova Era para que, aos poucos, comecemos a pôr ordem na casa, em todos os seus cantos, frentes e fundos! Ficaremos inertes diante do compromisso?!

MBT – Ano XVII: “Medo de Voar (01), “Mundo da Lua” (02), “Brasas nos Seios” (03), “Pombo Correio” (04), “Quarto Poder” (05), “Gostar de Amar” (06), “Caridade Afirmativa” (07), “Pobre Folclore” (08), “Minha Secretária” (09), “Apenas Professor” (10), “Longe a Soberba” (11) e “Curva da Espiral” (12), Agenda 2016 (programação).

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

Leave a Reply

  

  

  

You can use these HTML tags

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>