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"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
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e à Natureza!"

(Jhosa)

[Contra-Capa]

ONDE A SOBERBA?!

Morte, a medida de quão frágeis somos, faz repensar o poder!
(Por: Joseh Pereira – 01/11/2016)

Não podemos negar que a morte – a espontânea, não acidental nem criminosa – seja também um fato ou fenômeno um tanto quanto violento da Natureza, porque nunca programável, ainda que dentro das regras da física e da química, se preferirmos nos manter nos estritos limites da matéria em geral. E não pensem os ateus ou defensores de credos religiosos que, assim, indicarei ser um materialista de quatro costados, convicto e inflexível. Um redondo engano. Basta levarmos ao pé da letra os dizeres bíblicos, segundo os quais, Deus quis o Céu e quis a Terra, o universo todo, material, sendo pois o impulso da vontade de um Ser convertida em matéria, a conduzir aí impregnado o espírito do Criador. Eu acredito, sim, nesta lógica simples e elementar da nossa existência. Portanto, concluindo o raciocínio, eu diria que tudo diante dos nossos olhos se rege pelas leis da física, química e, como não podia deixar de ser, pelas leis do soberano espírito que, mesmo que desejasse, não poderia morrer, eis que não ocupa lugar nem tempo, sendo, estes últimos, os parâmetros básicos daquilo que existe. Mas nós, enquanto identidades vivas, vegetais ou animais, ficamos sujeitos às leis das soberanas física e química, tendo todos de vir à luz, subir na escala da vida e, por fim, descer, normalmente, com algum choro ou velas, conforme o caso, sendo impossível a quem quer que seja barrar ou programar a morte, um inexorável desligamento dos circuitos, cabos e chaves do nosso organismo, no seu encerramento de uma missão, sempre importante e singular a cada um de nós. Biologicamente, a morte é fato idêntico a qualquer um, seja o cadáver a ser transportado de um nobre ou plebeu, de um rei ou súdito, padrão médio, baixo ou elevado, nada disso alterará as características fisico-químicas do evento, natural por excelência. E é digno de nota a sabedoria com que se concebeu o projeto humano, com uma única porta de saída da existência igual para todos, na sua forma, aparato e dignidade, no que diz respeito às funções biológicas de um fato comum e natural, aguardado, mesmo que imprevisível. Vamos parar um pouco no tempo, fazendo um minuto de silêncio, enquanto refletimos com vagar sobre todos os nossos que já se foram, o momento de dor que representa aos que ficam e o desejo de controlarmos tudo aquilo, sem que haja meios a ninguém disponíveis, restando-nos a linguagem universal das nossas lágrimas… Um momento, ainda assim, precioso para glorificarmos a humildade! Pensando em tudo isso, vamos juntos indagar. Quem, com o poder que tiver, poderá ignorar tamanha fragilidade humana, será isto possível?! Quem, com a certeza cristalina da morte no seu “script”, ainda vai querer resistir, hoje e sempre, a calçar as sandálias?!
Calçar as sandálias, eis um lema antigo e, ao mesmo tempo, muito atual a favor da humildade, sentimento que se contrapõe à soberba, quando nos julgamos superiores a tudo e a todos, sentindo-nos invencíveis, ocorram o que ocorrerem conosco. Mas isto não existe, por mais que absorvamos o poder, vamos continuar sendo dotados de igual ou até maior dose de fragilidade, somos cristais facilmente quebráveis, todos os humanos sem exceção. A morte, como forma de demolição de tão belo e, por que não, maravilhoso edifício humano, permanece como o maior e melhor exemplo da sábia Natureza, chamando-nos à atenção para uma espécie de curto-circuito definitivo que um dia sofrerá o nosso corpo, um passo idêntico e comum a todos da retirada da nossa relativa autonomia, uma fatalidade natural nunca suplantada absolutamente por ninguém, por mais que queiramos o contrário ou esteja inscrito em nosso instinto de conservação, nesta parte, nenhum esforço logrará o desejado sucesso. E não é somente a certeza da Morte, na sua forma pouco amistosa e intransigente de ser, que é capaz de derrubar a arrogância ou soberba de muita gente, há várias situações que são verdadeiros holofotes iluminando a nossa pequenez, basta que a nossa cegueira interior não venha a embaçar. Assim, pois, convido a procurar um lugar relativamente elevado e distante das luzes urbanas que se projetam nos céus. A noite deve ser de céu bem limpo e sem luar. Desligue seus aparelhos e tenha a certeza de não ser interrompido enquanto meditar. Fique em pé, abra e erga os braços como quem fala com os astros, olhando para a parte da Via Láctea onde se concentra o maior número de estrelas. Pronto, o cenário para começarmos a medir o infinito está dado, aliás, o infinito não se mede, mas começar a fazê-lo, isto é possível. Se Você só vê estrelas, porque não há o Sol nem a Lua à frente, isto significa que sua vista já ultrapassou todo o Sistema Solar, tendo penetrado o espaço sideral, onde moram as estrelas e demais astros celestes. Para encerrar tal absorção de parte significativa do infinito, saiba que a olho nu nós alcançamos apenas a Via Láctea, uma das milhões de galáxias do cosmo incomensurável, dando-nos uma débil ideia da nossa infinita pequenez, o quanto é minúsculo o espaço em que exercemos o nosso domínio em geral. Tais grandezas apresentadas no nosso entorno, porém, devem ajudar a corrigir falsas sensações de superioridade ou de invencibilidade, a auto-suficiência. Longe de nós, no entanto, querermos afugentar nossos reais valores, a nossa tão louvada autoestima, que nos leva sempre a ter um sentido na vida e na história. Com o devido cuidado, nós temos até a obrigação de nos envaidecer com muito do que temos ou vemos, devendo sem exageros nos orgulhar também do conhecimento que acumulamos e da capacidade de discernirmos adequadamente as coisas, não confundindo alhos com bugalhos. Precisamos, sim, sentir e demonstrar nossa satisfação conosco mesmos e com todos aqueles com quem convivemos, por mais que os motivos possam ser pequenos, quase incapazes de nos mobilizar. Mas não vamos confundir uma inocente e legítima felicidade com a disposição de cavalgar sobre alguém, perdendo-se o senso da medida e do equilíbrio. Você acha difícil evitar a soberba, quando somos tomados por um sentimento de superioridade, que torna o outro insignificante? Não haveria, aí, uma falha de cálculo na relação de proporção? Já pensou nesta dimensão matemática do nosso relacionamento?!
Para encerrar, mais uma vez, queremos ser justos e cuidadosos para não confundirmos as bolas, ou seja, as palavras muito parecidas entre si nos sentidos que apresentam. É curioso notar que na área comportamental, dos sentimentos e das sensações, até sinônimos perfeitos, muitas vezes, quando mudam de contexto acabam adquirindo sentidos diferentes, cabendo-lhes alguns ajustes ou trato especial na sua depuração e leitura. Vejam o que acontece em relação às palavras soberba e orgulho, parecem muito similares, significando ambas a mesma coisa, o que não confere. A soberba já se mostra com pinta de vício, uma imoralidade, o orgulho costuma frequentar ambientes familiares, excelentes. Se eu digo que tenho orgulho de ter alguém como meu amigo, mereço até elogios pela minha elegância e cortesia. Enquanto a humildade sem subserviência enobrece o outro, o seu contrário, a soberba, humilha o outro, ou seja, apaga a autoestima alheia, daí, ela merecer ser condenada como um dos vícios capitais, nos parâmetros da doutrina ocidental cristã. E não é para menos, seus males não são pequenos, como podemos notar. A soberba é arrogante, quase sempre incorrigível, já o orgulho é tolerante, facilmente corrigível, a fim de melhorar a visão a respeito da coisa ou pessoa. Creio ainda ser oportuno e interessante arrolar, a título de esclarecimento, mais algumas palavras relacionadas ao caso. Por exemplo, se queremos apenas e, ostensivamente, alardear um poder pessoal, sem o correspondente compromisso com a verdade, nossa atitude é de presunção ao vangloriar-nos em público. A jactância e a imodéstia são formas de arrogância ou de petulância. Já a palavra altivez, eu a considero muito mais uma virtude, pois, ser altivo é uma qualidade por todos desejável. Quem não desejaria a companhia de um homem ou mulher altivos (distintos, elegantes)? E, como estamos falando das virtudes, vale a pena listar o que disse um indiano, dos sete perigos para a virtude humana: 1) a Riqueza – sem trabalho; 2) o Prazer – sem consciência; 3) o Conhecimento – sem caráter; 4) os Negócios – sem ética; 5) a Ciência – sem humanidade; 6) a Religião – sem sacrifício; 7) a Política – sem princípios. Advertências estas muito úteis a todos nós, analisem, avaliem. Nós, ao protegermos nossas virtudes em geral, por consequência, evitamos também o sentimento da soberba, que nos leva ao equívoco de nos acharmos antipaticamente superiores, causando as desilusões, aborrecimentos e, no final do processo, quase sempre, o desprezo, o silêncio e a solidão. Enfim, a grande pergunta. Com tudo isto que foi dito, já me sinto melhor preparado para reconhecer as reais grandezas, descartando as apenas aparentes? Ou, definitivamente, não estou nem aí, sou mesmo o maior e, paciência, não adianta chorar?!


PS – Outra vez, o Dia de Finados com muita reflexão, data pela qual todos nós um dia passaremos, fracos e poderosos, seja quem for e como for. Por analogia, nós viemos do pó e ao pó voltaremos. Isto, inclusive, é bíblico. Aliás, tenho uma foto-texto publicada num canto qualquer do Blog, escondida sob engenhosa discrição, onde ao falar da Natureza do nu e parafrasear a Bíblia, eu filosofei: – “Vieste nu(a) e nu(a) voltarás!”, deixando claro que a vestimenta é episódica, não substancial e nossos bens materiais (roupas, sapatos, casas, carros), também! De tudo o que ajuntarmos, resistirá a História que pudermos construir! E que seja boa, acreditamos! A dúvida que fica: Que uso farão das pegadas que deixarei?!

MBT – Ano XVII, tema restante: “Curvas da Espiral” (dez.), da Agenda 2016.

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.j
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!


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