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Intensas lidas. /
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Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
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Voto Distrital
Voto Distrital

"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)

[Contra-Capa]

CURVAS DA ESPIRAL

Tudo gira formando espirais e em cada curva a leitura do infinito!
(Por: Joseh Pereira – 01/12/2016)

Alguém conhece espécie vegetal ou animal com ciclo de vida tão curto? Talvez, alguns insetos vivam tão pouco, ainda não sei. Refiro-me ao ilustre Sr. já bem velhinho apesar de tão novo (no caso em foco, o conhecido 2016), não conseguirá receber seu décimo terceiro, entregando antes os seus pontos. Nasce, cresce, vive e vai embora. Mas é bom que seja assim, sempre amanhecendo e anoitecendo, meses começando e terminando e os anos, também, findando e renascendo. O Sol se pondo, a noite chegando e outro dia a se levantar, com novas vontades de viver e realizar. Os mais novos a continuar o que nós começamos e crianças nascendo para ocupar o nosso lugar. Há quem classifique este vai-e-vem como uma gangorra, no entanto nada tem a ver, pois, somente se vai para frente, a cada curva que se fecha não retornamos ao mesmo ponto anterior, por ser praticamente impossível, a vida não é um filme em vídeo, que se movimente a bel-prazer para frente e para trás, não, no caso do vídeo ainda teremos a consciência de estarmos violando uma normalidade, a forçar uma situação de modo a fazer se levantar quem já estava caído ou sair do caixão andando quem jazia lá há muito tempo. Na vida seria admitir o absurdo. Toda atividade física e humana é uma sequência em espiral, a curva que completamos em cada círculo que se fecha não zera o caminho, ao contrário, foi um novo passo dado aumentando a espiral, esta sim infinita, a não ser que particularizemos as esferas a que cada coisa pertença. Porém, numa visão mais global, não tem jeito, a própria aritmética irá forçar a entrada da infinitude, aquela noção segundo a qual todo trajeto tem início e fim em áreas cinzentas e nebulosas, que tornadas claras vislumbrarão novas fronteiras igualmente obscuras, sendo um progresso em seu todo também sem fim. Entretanto, não vamos ficar aqui apenas vagando por meandros distantes ou longe do nosso cotidiano. Notem o seguinte, umas vozes ou melodias surgindo. Parece tudo muito repetitivo, quase monótonos os sons do Jingle Bells, Noite Feliz e outros ritmos natalinos, os repórteres nas portas das lojas, árvores iluminadas, o Papai Noel de saco cheio, tudo muito parecido com o ocorrido ano passado, mas são coisas novas, fatos novos, história também nova. Por exemplo, durante os shows pirotécnicos por toda a parte na virada do ano, eu não vou desta vez me perguntar de quem ou do que tantos caras pálidas riem, já será diferente. O Brasil virou uma página importante na sua História, do ponto de vista nacional, mostrando-nos um outro dezembro mais novo, mais azul, bem diferente, eis que cada dezembro não pode ser o mesmo que passou, nós somos outros, o ambiente que nos rodeia ganha nova configuração. Com efeito, qual a grande diferença entre seu hoje e o ontem, tudo igual?! E para o ano de 2017, pronto para nascer, qual o tamanho da sua aposta?!
Tempos dizem adeus, entretanto, outros se instalam, saúdam e fazem convites. Dividir a história, eis a função mais sagrada do tempo. Por falar nisso, de novo está chegando a hora de um final de ano – ainda bem que desta vez para muitos – espetacular de 2016, a considerar como ponto de partida a reviravolta político-partidária nacional. E, pelo pouco tempo que nos resta dentro do ano em despedida, vamos poder quando muito apenas alinhavar uma ou outra coisa da rubrica “Restos a Executar”, sempre cheia de previsões e pendências da contabilidade pessoal, social ou corporativa. Quase sempre, ao realizar o balanço anual das nossas metas, o deficit é bem grande, temos de reconhecer, mas sem nos desanimar, a gente vai transferindo as suas datas enquanto for necessário. Isso tudo faz parte da nossa persistência. É como disse meu amigo Gilberto Simões Pires: – “O tempo deixa perguntas, mostra respostas, esclarece dúvidas e, acima de tudo, o tempo traz verdades”. Às vezes, sob aquelas luzes e sons em torno de uma mesa para almoço ou ceia, muita amizade e fraternidade à flor da pele, desce também sobre nós uma vontade de abraçar quem apenas pode pairar espiritualmente sobre o ambiente natalino, em sua forma angelical, ocasião que pode nos angustiar um pouco, pela impossibilidade de realizarmos tal desejo. Por falar em angústias, já faz tempo, eu fiz de um ácido limão um degustável Soneto (primeiro, a prosa; depois, os versos): “ANGÚSTIAS” – Vezes em que vemos esgotar o espaço que nos conduz e vem um desconforto, profunda tristeza pelo distanciamento ou perda mesmo do foco, ligada à sensação preliminar de impotência perante a certos desafios até controláveis”. Agora, os versos: – “Espíritos livres, a alma padece / Deste estreitar-se e ficar desligado, / Perder até a conta do desejado, / Tal é a luz que a existência esmaece. // Tensões avultam, cegam a visão, / De tudo, um pouco ou muito inquietante; / Estressam, confundem, mas, não obstante, / Tentar recobrar a velha equação. // Emerge a variável, não a constante? / Decerto, a fé interna, a noção distante / Desperte o sentido e a motivação. // Vácuos que doem, quais sombras a sofrer. / Sensações a sanar, a apreender, / Já nas fronteiras da perturbação!” ([Temas em Versos], Soneto XIX, no Blog). Algumas pessoas acham angustiante o período natalino, certamente por ensejar lembranças perturbadoras. No meu entender, o melhor do Natal são as gentilezas a inundar os corações, sempre abundantes como não se notam nas demais ocasiões. Ainda bem que acontecem. Já ao encerrar o bloco, como prefere tratar a nova linha divisória da sua longa espiral, com alegria e seriedade?! Evitando, como eu, o domínio da angústia por eventuais ausências?!
Final de ano, período propício para um redondo exame de consciência, corrigindo e recalibrando as antenas para melhorar suas funções de emissão e captação. Enfim, é hora de carregarmos as baterias, renovando-nos para adentrarmos com fé uma nova fase de mais doze meses de vida de cada um de nós. Para tanto, vamos precisar de muita serenidade para produzir mais e melhor, ocasião em que sugerimos uma bela ORAÇÃO CIENTÍFICA DA SERENIDADE, segundo o grande irlandês, JOSEPH MURPHY, que ensina a pensar para viver e viver o que se pensa. Eis a fórmula (com edição nossa) para ser meditada: – “A paz começa, principia e tem origem dentro de mim. A serenidade do Poder Cósmico de Deus inunda a minha mente, o espírito de bondade se irradia de mim e se espalha pelo mundo. Eu me abrigo em secreto recanto do Criador e proclamo, sincera e afetuosamente, que todos os membros da minha família, todos os que me são associados e todo ser são divinamente orientados a de fato se manifestarem na vida, a fim de se tornarem, sob todos os mais sublimes aspectos, felizes e prósperos. DECLARO E FIRMEMENTE PROCLAMO, COM FÉ E CONFIANÇA, que a sabedoria cósmica de Deus inspira o meu intelecto. Sei, sem dúvida alguma, ser inspirado por Ele a todo instante. Eu vejo em tudo a harmonia e não a discórdia, paz e não dor, amor e não ódio, alegria e não tristeza. Todos os que me são caros e que a mim estão associados acham-se incluídos em minhas preces, o que faz com que se tornem receptivos ao amor divino. Perdôo espontânea e inteiramente a todos aqueles com os quais estive em desacordo, abstendo-me de toda e qualquer amargura e hostilidade. Eu vejo, sim, nos outros a imagem divina e lhes desejo sempre a saúde, a felicidade, a paz e todas as bênçãos da Sabedoria Cósmica e Eterna. Livremente, dedico aos outros e a qualquer um o meu amor, minha sabedoria, compreensão e meus recursos, dispondo-lhes, segundo a orientação divina, as Suas riquezas. A paz de Deus, que escapa sempre à compreensão humana, inunda totalmente, agora e sempre, a minha mente e o meu coração!” ([Variedades], no Blog). Na mesma linha da busca incessante da serenidade, vem uma outra fórmula do teólogo norte-americano, REINHOLD NIEBUHR, com idêntico objetivo: – “Que Deus me dê a serenidade para aceitar as coisas que eu não posso mudar, a coragem para mudar as que eu posso e a sabedoria necessária para distinguir entre elas”. Verdade. Nós devemos tentar serenar os ânimos para entrar a luz. No Natal, uma data de fundo, forma e conteúdo cristãos, religiosos e não religiosos entram no clima, gostam do momento e se integram. Daí, a todos, podermos dizer: – “Natal, a palavra lembra Nascimento. Não necessariamente de um bebê, seja em que berço for. Mas, o começo ou o recomeço. Comece (agora, já, logo mais), vamos começar. Se ainda não foi possível, não lamente, recomece, recomecemos. Viver é isto, cheio de começos e recomeços. Até que a sorte, graça ou fluido que nos demanda seja percebido e incorporado. Espero estar aqui e vê-los ainda, animados, em outros Natais que virão. Deus, dos cristãos e também dos ateus, manifesta naturalmente este desejo. Por um Natal Feliz e um Ano Novo de 2017, sofrível. E basta!” ([Redação], no Blog). Enfim, por que não?! Vamos, de espírito reforçado, inaugurar nova curva da nossa espiral de vida, repleta de verdadeiros bens, imunizados contra traças de todos os gêneros?! Vamos fazer, todos nós, bem mais do que apenas esperar com fé, o que já é um bom passo?!


PS – Não, não tem jeito. A página 2016 do livro da graça do Sr. Jesus Cristo será virada à meia-noite de 31 de dezembro, dando lugar à página 2017, que haverá de ser preenchida, honrosa e dignamente, por todos nós. Em nenhum momento devemos esmorecer ou fraquejar frente a qualquer desafio. Sempre com muita serenidade para aceitarmos o que não pudermos mudar, coragem para mudarmos o que for possível e sabedoria para separarmos as duas coisas. Serei, eu, capaz de manter a serenidade, quando todos em redor de mim já a perderam?! Vamos tentar?!

MBT – Ano XVIII (2017): Trabalhos de Preparação de Um Livro p/ Editor do Blog. Aguardem!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.j
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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