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ÓBVIO ULULANTE

Quanto menos objetivo, mais se perde o, essencialmente, óbvio.
(Por: Joseh Pereira – 12/02/2013)

Já dizia Nelson Rodrigues que toda unanimidade é burra, alertando-nos, talvez, sobre o risco da monopolização do poder. Coisa que, no Brasil, já acontece e, apenas, não percebe a presença deste malicioso projeto de poder em franco andamento de um único comando político-doutrinário da pior espécie, quem já perdeu a capacidade de enxergar o ÓBVIO ULULANTE.
A propósito da expressão que dá título ao Post, diz o jornalista Reinaldo Azevedo, colunista da Veja: – Nelson Rodrigues pode ter sido o primeiro a colar o particípio presente, feito adjetivo, do verbo “ulular” ao substantivo “óbvio”, criando o “óbvio ululante”. O fato é que o óbvio começou a ulular com ele e ganhou as ruas. Ulular é o verbo que designa a ação daquele que emite “ulos” ou “ululos”, que são uivos, o dos cães mesmo. Mas não um uivo qualquer. Há de ser aquele penetrante, que insiste, que dura no tempo, que tenta se fazer notar. A língua latina é uma das mais precisas que há (ou houve) porque os romanos eram meio pobrezinhos de imaginação, sabem? As abstrações, para eles, sempre nasciam da experiência concreta, da vida, das coisas, da natureza. Até a palavra “escrúpulo”, sentimento tão nobre e refinado, nasceu de uma pedrinha na sandália, que incomoda… É por isso que, quando se tratou de adotar uma religião ou uma filosofia, os romanos ficaram com aquilo que os gregos já haviam produzido. Usaram as abstrações a que outros já haviam chegado para conquistar o mundo possível… Quando se tratou de buscar um verbo para designar aquilo que é dito aos berros, vociferando mesmo, eles não hesitaram: ficaram com o “ululare” dos cães; ficaram com o substantivo “ululatus”. Estou viajando. Estou, percebo, fugindo do óbvio que ulula. Não sei que palavra os romanos escolheram para designar o cansaço daquele que “ulula”, o tédio de quem vê o óbvio reiteradamente ignorado.
Notem a referência ao “cansaço e o tédio de quem vê o óbvio reiteradamente ignorado”. E é isto, exatamente, que me preocupa, quando começamos a ignorar o óbvio, mais ainda se ululante. Nunca, jamais, viam-se absurdos em público assim, ocupando o lugar da lógica e da razão. Por exemplo. Como imaginar que pessoas oriundas ou ainda ligadas ao Legislativo e Executivo federal, já condenadas pelo terceiro poder, o Judiciário, pudessem se reunir em evento público para protestar contra a decisão de juízes da Suprema Corte do país, que as condenaram? Como, ainda, com o apoio e a presença ostensiva do embaixador da Venezuela, em explícito desrespeito ao direito internacional da autodeterminação dos povos, cujos atos e desacatos à lei não foram bastantes para tirar daquele silêncio criminoso o Ministério da Justiça, Itamaraty e o Palácio do Planalto que, até, prestigiaram o evento obsceno destes agentes? Silêncio oficial que não foi diferente nos jornais como Estadão e Folha de São Paulo; emissoras como CBN, Jovem Pan e Bandeirantes; a TV Globo, SBT e a Band, todos deixando de cobrar de forma veemente do poder público nacional uma posição digna do nome? Onde anda o quarto poder da República, espelho da Nação?! – nós perguntamos, exclamando.
A imprensa no Brasil, após 2003 (durante a Era Lula), salvo raras e honrosas exceções, além de muito mal acostumada com as generosas verbas de estatais federais, que a subjugam, ela é constantemente pautada por grupos políticos de esquerda, infiltrados nas redações, como verdadeira patrulha do pensamento também nas redes sociais, cuja única coisa que sabe fazer na vida é a militância, em geral, violenta contra adversários, uma autêntica guerrilha da informação, dando dimensões excessivas a uns fatos e omitindo ou distorcendo outros, tudo de acordo com orientações das lideranças doutrinárias de plantão nem sempre visíveis aos mais simples leitores, ouvintes ou telespectadores. O debate, sempre necessário e saudável, se torna inviável, interditam-no ou o anulam. Daí, podermos lamentar tal estado de coisas, mas, ao mesmo tempo, entender como se transforma uma opinião pública inteira em uma simples boiada tangida e pastoreada, com a típica ignorância de um animal selvagem, domesticado, a serviço dos seus proprietários, os únicos que sabem, podem e, por que não, escondem maldosamente seus objetivos.
Dói muito, caro leitor, entristece mesmo e dá raiva ver esse cenário, que é muito ruim e pode ficar bem pior. Onde quem sabe e tem meios para tanto, esconde e distorce sorrateiramente e, por outro lado, quem devia enxergar o essencial e vital, ao menos o ÓBVIO ULULANTE para se defender, prefere, por motivos que minha razão desconhece, ficar à beira do caminho, aguardando um salvador que não passa, porque não existe. Isto, quando o perdido na tempestade não adere, inconscientemente, a uma militância qualquer que lhe bate à porta, para instrumentalizá-lo.
Mantenha as antenas!


PS – Muitos óbvios ululantes que passam batidos a nossos olhos e ouvidos. Como se vê na justificativa, segundo a qual é “o povo que elege o 13 e aliados”, quando computados os votos válidos (os que contam), menos da metade do Colégio Eleitoral digita Lula ou Dilma, presidente e Haddad, prefeito. Ditadura, como sempre, minoritária calando a maioria? São números do Tribunal, que não viram notícias. Alguém viu-os em manchetes? Certamente, não!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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