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(Jhosa)

[Contra-Capa]

EXEMPLOS

Sabemos o óbvio, que palavras movem, exemplos arrastam.
(Por: Joseh Pereira – 29/09/2012)

É grande demais o poder que exercem os nossos exemplos. Oxalá! Todos nós tivéssemos consciência da influência, boa ou má, que cada ato nosso pode exercer em outras pessoas, talvez, tivéssemos mais cuidado com cada coisa que dizemos ou fazemos. Porque, além de poder animar um ou outro a fazer o mesmo, a sociedade assimila com demasiada facilidade qualquer ato ou hábito praticado, sobretudo, por alguém com alguma liderança. E quando a informação do mau exemplo aparece na TV, rádio ou jornal, aí, o perigo da sua expansão torna-se ainda maior, como vem acontecendo muito no Brasil e no mundo.
Inspirei-me para o texto neste caso. Um lava rápido, ao lado da minha janela, usava um aspirador de pó já conhecido pelo torturante ruído que causa ao funcionar. Até parece que o barulho que esse aparelho provoca faz parte do marketing da marca, pois, eu desci do 14º. andar do prédio para reclamar e vi a marca do trambolho. Falei com o infeliz que operava o troço, ele me apontou para falar com uma espécie de gerente, um rapazola. Tentei um diálogo com ele, quando, entre outras coisas, eu lhe disse que o lava rápido não suportaria uma visita do fiscal trabalhista, que o autuaria na hora por forçar um funcionário a usar um equipamento de trabalho ensurdecedor. Ele, sem pestanejar, com aquela cara de criança recém-desmamada, demonstrou todo o seu aprendizado em matéria de corrupção, sem medo de ser feliz dentro da lama, dizendo que “esses fiscais não assustam, eles só querem dinheiro”. Eu completei, “é você que pensa”, deixando o local com uma certeza, “é a cultura, quando o vício lança raízes”.
Muitas modas e modismos crescem, provenientes de atitudes praticadas por figuras do meio artístico, político ou popular, propagadas principalmente na TV, com seu enorme poder para moldar comportamentos da sociedade, seja visando a interesses do mercado, quando do lançamento de uma nova marca, seja para alterar valores sociais e a tradição, criando um ambiente favorável à penetração de novas ideologias ou, simplesmente, com propósitos anárquicos contra a ordem vigente e sem qualquer objetivo claro de corrigir coisa alguma. São muitas estas ondas, algumas planejadas para dar resultados a médio ou longo prazo, são processos gradativos e em pequenas doses. Daí, o risco de aderirmos, sem nos dar conta, a tais movimentos, quase sempre, mascarados e, aparentemente, inocentes.
O gerundismo, dos telemarketing da vida, já invade todos os lugares e expressa em sua viciada sintaxe a total ausência de compromisso de quem a emprega, por sinal, muito apropriada a serviçais irresponsáveis, preguiçosos e desonestos. Palavras com significados consagrados da Língua Portuguesa são flagrantemente desrespeitadas pelo influente vício do “politicamente correto”. Neste padrão imbecil de linguagem, idosos não são mais idosos, pobre é excluído e favelas ou outros ajuntamentos humanos, ainda que cheios de viciados em drogas e traficantes, onde não há qualquer sinal de fraternidade entre os moradores, são comunidades. Qualquer núcleo religioso em bairro vira comunidade e cidadania, apenas direitos do cidadão, demanda de benefícios, sem os deveres que a palavra comporta. Até a voz dos anjos, “paz na Terra aos homens de boa vontade”, um exagerado do microfone litúrgico não suportou a coceira e consertou, “homens e mulheres”. Corrompem o gênero neutro e globalizador da forma masculina, promovem tanta bagunça ao falar e, tudo, sob a égide dos maus exemplos a influenciar as massas. Exemplos de maus exemplos não faltam, maltratam de todos os lados e de todas as formas.
Em compensação, podem pôr as crianças na sala, há também bons exemplos. Como muitos daqueles que até hoje nos moldam o caráter e que tanto nos honram por sua nobre procedência, são os dos nossos pais e grandes educadores a viver e seguir conosco, calculando os nossos passos, melhorando nossa visão e apontando bons caminhos. Enfim, somos todos, sem querer ou querendo, um pouco mestres, devendo estar sempre de olho no alerta deste ditado: “As palavras movem, mas os exemplos arrastam”. É verdade!


PS – O ditado com que eu encerro o artigo e procurei desenvolver durante o texto, meu pai gostava de repetir, quando meus irmãos e eu éramos garotos, aqui perto, na minha SLS. Ele já nos dizia, não com estas exatas palavras, que os exemplos tinham fios mais incisivos que os das palavras, devendo ter preferência em qualquer processo educativo, seja qual for o apito que tocarmos. Hoje, facilmente, achei o mesmo ditado no Google. Podíamos imaginar, naquele tempo, algo parecido?

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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