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[Contra-Capa]

ATIVISMO BULIÇOSO

Dos ativismos e militâncias, a segunda forma a mais agressiva.
(Por: Joseh Pereira – 01/03/2017) – Reeditado do Post de 16/07/2011

Ocorre-me na abertura a pergunta, se todo militante – como os ousados homens e mulheres nus na gélida montanha suíça – é um ativista e se é possível haver ativismo ou militância do bem, edificante e construtivo. Nós entendemos o ativismo como prática destinada a mudar ou a consolidar alguma coisa fora da esfera do indivíduo, na tentativa de mobilizar dados do jogo social, político ou religioso. Quando estamos apenas cumprindo nosso dever técnico, profissional ou contratual podemos estar realizando a mesma coisa que faz o ativista, entretanto, não se trata de ativismo, por estar dentro do previamente acertado. Mas há profissões mais ou menos abertas ao público, que facilitam demais a inserção de vários ativismos, como a de um professor de história ou geografia, que deixa sua isenção de lado e passa a fazer política ideológica ou partidária em plena sala de aula ou a de um juiz, também a ignorar seu próprio juramento, quando em sua sentença ou fala privilegia um clamor popular em detrimento de leis vigentes e os melhores doutrinadores do direito, estes profissionais assim agindo deixam de realizar a contento a sua missão profissional em nome de um ato ou sonho pertinentes a um ativismo qualquer. O ativismo pode ser estritamente individual, ainda que reflita um pensamento grupal, ao passo que a militância, no seu sentido político, tem sempre um vínculo obrigatório com uma organização formal ou informal, o ato não será de um indivíduo e sim de um grupo. Devido a tudo isto, muitas vezes, o ativismo e a militância se confundem, mas sem perderem suas diferentes identidades. Quanto a serem do bem ou não, aí, vai depender estritamente de duas coisas, da forma e do conteúdo. Sobre a forma de manifestação, nós vemos na ilustração do texto um ativismo elevado à militância, quando a reivindicação, protesto ou contestação se torna coletiva e pública. Por vias violentas ou não, de um modo civilizado ou pela subversão da ordem, o militante antes de tudo deve chamar-lhe à atenção para que sua mensagem ou “palavras de ordem” sejam notadas, ouvidas ou recusadas. Na foto, ao ficar diante da câmara a vários graus abaixo de zero, em pose militar, corpos erectos 100% nus sobre o mais puro gelo até onde os olhos alcançam, surpreende pela resistência a algo que querem mudar e o nível de sacrifício a que estão dispostos a suportar, mas constituem uma forma que não achamos adequada de manifestação, seja qual for a pauta ou o conteúdo da reivindicação. Aí, o que mais chama à atenção são os corpos nus, podendo obscurecer a pauta principal e ainda vulgarizar a nudez corporal, considerada saudável e desejável, quando controlados todos os excessos. Daí, não aprovarmos este tipo de movimento, como muitos outros, pela sua forma e conteúdo. Aliás, dos ativismos e militâncias atuais, a maioria somente explora a boa fé dos seus! Já pensou seriamente nisto?!
Voltemos um pouco mais a trabalhar com as palavras. Abordamos há pouco dois vocábulos aparentados, o sentido de um transita também no outro, embora se distingam bastante. Politicamente, todo militante é um ativista que apenas escolheu a forma coletiva de atuar sob uma liderança. Já no ativismo em si, sua manifestação pode ser individual, avulsa e isolada. E o ativismo será sempre um desvio, bom ou ruim. Vejam. Uma pessoa tem um espaço designado, garantido por uma convenção, onde atua regularmente, mas, tocada por um idealismo ou ideologia, resolve avançar para além das suas fronteiras normais na tentativa de contribuir por uma mudança importante em algum setor social ou governamental, ela faz um desvio da água (sua força) a cair para fora da bica, podendo ser utilizada ou desperdiçada conforme o caso. E seguem por toda a parte os desvios, ou melhor, os ativismos, úteis, inúteis e nocivos. Ativismo é sempre uma forma de aborrecer, semelhante à do “menino buliçoso”, como diz o título do artigo, “com forte apetite de explorar o mundo, não deixa nada no lugar, como quem detestasse a ordem vigente”. Ele mexe, muda a posição, agita, incomoda. E estão por aí os ativismos, que até podem contribuir no sentido da melhoria do setor que dizem defender, todavia, perdem sua espontaneidade quando se transformam numa ONG, em geral, de tristes memórias. Tantas são as ONGs que deveriam se envergonhar de manter o “NG” em suas siglas, tal a sua vinculação e dependência direta aos recursos dos cofres públicos, sob o pretexto de que estão suprindo deficiências das instituições nacionais. Ativismos concorrem entre si, como o da defesa dos animais, que pode ser uma excelente causa quando sem os seus excessos. O ativismo político, que se confunde muitas vezes com a militância partidária, apaixonada e agressiva. O ativismo de alguns padres “progressistas” que, sob o pretexto de haver determinadas falhas de um incipiente sistema capitalista no Brasil, esquecem os grandes males do socialismo no mundo e passam a tomar atitudes e ações que não levam a nada minimamente edificante. Juízes, a desonrar suas togas, em nítida desobediência a leis em vigência e à própria Carta Magna, como frequentemente noticiado. Jornalistas, salvo raras e honrosas exceções, nas redações; professores, nas suas cátedras, nas escolas e cursos. A onda militante ou de simples ativistas surge das tribunas, púlpitos, jornais, rádio e televisão, além das redes sociais e Internet em geral, cada vez mais gente acreditando em ilusões e passando a representá-las, de cérebros adrede recompostos pelos lixos mentais e intelectuais, como obras de agentes muito conscientes dos objetivos que pretendem alcançar na sociedade, estes, em seus postos-chave, com sua arte e método malignos. Ativismos como os de muitas ONGs e similares, poucos passariam no teste de relevância e honestidade, entretanto, fervilham por aí, mais incomodando que colaborando. Das suas bandeiras em geral viciadas, uma ladainha muito longa, destacamos duas das mais irritantes, a ambiental e a do aquecimento global. Muitas bactérias e vírus patogênicos para nossas consciências! Vamos, todos, arranjar e aplicar eficazes vacinas de prevenção e antibióticos que combatam de verdade tais pragas?! Ou, com sua mente e intelecto, tudo em dia?!
Um conhecido PhD em Física Nuclear, [Amit Goswami], promove pelo mundo uma forma de ativismo, baseada na Física ou Mecânica Quântica, segundo o qual a espiritualidade precede a materialidade e nesta a primeira se acha inserida, tornando a segunda sempre dependente da primeira. Por hipótese, na ausência da Matéria, o Espírito se mantém, sendo impossível o contrário. Nas suas investigações moleculares e intra-atômicas, físicos quânticos afirmam não haver entre saltos de certas energias nenhuma substância física, química ou coisa alguma de ordem material, mas apenas Consciência. Paralelamente, acrescentamos uma contribuição nossa, [FRAGMENTOS], vamos pensar: – ESPÍRITO (espírito absoluto), o Ser em si, simples, princípio vital abstrato, em relação independente e absoluta consigo mesmo, ao nível das últimas e radicais essências; ALMA (espírito comprometido), revestida do invólucro corpóreo com que se compõe, embora com ele se contraste é, ao nível do subjetivo, uma aproximação do Espírito (sentido anterior), que entra em relação com a Natureza; CONSCIÊNCIA (espírito judicioso) é, ao nível do saber real, o Espírito (sentido 1) presente, inscrito na sociedade e na história do homem; e, finalmente, VONTADE (espírito prático), subjetividade determinada por si mesma é, ao nível do impulso psíquico, o Espírito (sentido 1) potencializado e eficaz. Notem que, conforme o texto, são as propriedades espirituais que mudam a cada estado espiritual diferente. Vejamos agora quais as propriedades quânticas, segundo os seus estudiosos: 1. Um objeto quântico (como, p. ex., um elétron) pode estar, no mesmo instante, em mais de um lugar (a propriedade da onda); 2. Não podemos dizer que um objeto quântico se manifeste na realidade comum espaço-tempo até que o observemos como uma partícula (o colapso da onda); 3. Um objeto quântico deixa de existir aqui e simultaneamente passa a existir ali e não podemos dizer que ele passou através do espaço interveniente (o salto quântico); 4. A manifestação de um objeto quântico, ocasionada por nossa observação, influencia simultaneamente seu objeto gêmeo correlato — pouco importando a distância que os separa (ação quântica à distância). Para encerrar e fazer Você pensar mais, ainda selecionamos: a) Paradoxos da física quântica, a não-localidade, o movimento descontínuo e a ação à distância, presenciados em experimentos laboratoriais; b) Consciência é o agente que colapsa a onda de um objeto quântico existente em potencial, transformando-a em partícula imanente no mundo da manifestação, sendo a maioria das grandes inovações criativas, resultados de saltos intuitivos ou saltos quânticos em novos contextos; c) A substância mental, o nosso pensamento, é feita dos mesmos elementos intangíveis dos macro-objetos do mundo físico e se mantém sempre sutil, por não formar conglomerados brutos; d) O ego é uma identidade assumida que a consciência veste com o interesse de ter um ponto de referência, inclusive, técnicas de meditação nos ensinam a observar nossa subjetividade, o ego e seu contínuo balbuciar de pensamentos e preocupações, como de uma consciência-testemunha extra, aí saímos da nossa perspectiva individual condicionada, o circuito auto-referencial e atingimos uma perspectiva transcendental. Ao fim de tudo, tanto quanto a mim, Você ficou impressionado com o que ensina a Física Quântica? Podemos ficar indiferentes ao evidente lado oculto do Universo?!


PS – Nós vimos, aí, no caso do Ativismo Quântico que, algumas vezes, para agradável surpresa, o análogo “menino buliçoso” da narrativa causa um conhecimento que nos faltava de parte que nos afeta e nem sempre nos damos exata conta. Sim, como todo ativista, este também propõe revolucionar, mudar paradigmas. Não sei se chegaremos a tanto nem se devemos, entretanto, de uma coisa não tenho dúvida, tais conhecimentos têm ou não a virtude de ajudar a conciliar uma milenar dicotomia entre Espírito e Matéria?! Isto, por si só, não representa importante avanço?!

MBT – Ano XVIII (2017): Originário de 16/07/2011, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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