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[Contra-Capa]

MINHA COQUELUCHE

Filme triste de cenas amargas a alongar noites e madrugadas.
(Por: Joseh Pereira – 01/04/2017) – Reeditado do Post de 05/09/2011

Cruéis o bastante meus últimos meses, que penso ter sido eleito para reviver meu avô paterno, vítima de bronquite brava e impiedosa de dar dó, muito dó a quem via toda sua situação desconfortável, especialmente, a noturna, sem poder conciliar o sono e dar sossego aos seus. Pois, este Editor, após semanas a fio de tosse intensa, sobretudo à noite, obrigando-o a ficar madrugadas inteiras numa poltrona com uma garrafa d’água para molhar a garganta, foi levado ao Pronto-Socorro e iniciada a medicação, enquanto aguarda nova consulta médica e tratamento mais sério. Ontem, ainda bem confiante, deitei-me, não demorando a aparecer os acessos de tosses, levando-me às 23h, após uma hora e meia de sono, à poltrona novamente. Segundo os médicos, a inflamação dos brônquios estreitam os canais da respiração e, quando se deita, a tendência é pela sua redução ainda maior, por isso numa poltrona, o tórax, cabeça e pescoço em posição erecta fazem baixar a complicação respiratória e as tosses intermitentes, sendo a única forma para poder dormir um pouco, quando dá. A crise baixa, eu tento dormir. Porém, inútil a esperança, quando o sono vai chegando, a tose chega junto e o expulsa, como se fosse um seu inimigo o meu amigo sono. Minhas tentativas e desesperos seguem por mais um tempo. Mas, às duas e meia da madrugada, eu cansei e desisti de dormir, acendi o quebra-luz da minha mesa, liguei o computador e iniciei este Post, animado com a intenção de utilizar uma motivação de vida como oportunidade de esclarecer e, quem sabe, ajudar alguém à distância, usando um sofrimento pessoal. E veio logo o resultado. Semanas depois, ao ser publicado o texto com um punhado de revisões, eu, mediante um belo cuidado médico e a minha fé objetiva, os exames constataram ter desaparecido um iniciante nódulo pulmonar, não havendo mais as tosses nem rangidos peitorais, restauradas assim minhas douradas noites de outrora, que eu já havia perdido e tanta falta me faziam. Eu debelei, portanto, na semente uma possível bronquite crônica, certamente por não fumar, evitar ambientes tóxicos e buscar logo, em tempo, o recurso médico. E é bom que se diga, entre tantas doenças que paralisam ou levam ao óbito, a Bronquite é quase uma questão de rotina (médica, evidentemente), sua solução não é muito fácil, mas pode ser curada ou controlada, tendo o paciente uma vida relativamente normal ou até sarar, como no meu caso. No que posso afirmar ser um homem de sorte, protegido por forças cósmicas parceiras, benfazejas. Um feliz acidente ou milagre da Fé?!
Encerrando, portanto, nosso breve registro, vamos a alguns papéis, coitados, muito desbotados por quase 70 anos de existência, que jazem estáticos no fundo do meu baú. Lá se vê o cenário de um garoto de sete anos, acometido de uma coqueluche de verdade, também chamada tosse comprida ou convulsiva. Sua casa e a do seu avô, ambas dentro de um imenso pasto muito limpo, com pequenos arbustos frutíferos espalhados. Pelo caminho em manhã de Sol eu subia devagar. Ao avistar a casa há uns 300 metros – a tomar poejo, mel e hortelã já para combater a coqueluche diagnosticada por “Dr. Hipólito” – comecei a tossir, tosses em série com intervalos que encurtam até perder o fôlego, as vistas escurecem, um horror. Era a falta das vacinas para a prevenção, a gente tinha de padecer a coqueluche, o sarampo, a catapora para poder ficar livre deles, sendo o único “recurso” específico da época ficar marcado pela doença. Hoje, com o progresso e a expansão da medicina, as vacinas nos levam ao esquecimento de tais males, que são contagiosos. Era uma vida cheia de portas estreitas, deslocamentos curtos, poucos recursos industrializados, mas muito espaço geográfico livre, menos de 50 milhões de brasileiros, hoje, mais de duzentos milhões, as cidades eram pequenas, os campos e florestas sem fim. O Editor do Blog fez parte da paisagem inicial e vibrante, por que não, do Século XX (anos de mil e novecentos), ajudou a formar o ambiente de outrora e o atual, também. Quão bom estarmos ainda juntos, dividindo para multiplicar e subtraindo se for para somar. Agora, para completar, incluamos o sentido figurado da palavra, como no exemplo: “O rapaz tornou-se a coqueluche das mulheres”, ou seja, tornou-se “objeto de preferência e/ou do entusiasmo momentâneo”. Uma segunda fonte nos diz que coqueluche é “uma coisa, hábito ou pessoa que goza, por algum tempo, da preferência ou atenção pública”. Por último, a fonte mais indicada (pena que descontinuada), o blog “Sobre Palavras” de SÉRGIO RODRIGUES, com os dizeres: “Além da acepção médica, o português também foi buscar no francês a coqueluche figurada, a significar aquilo que entra na moda e se torna objeto de culto ou desejo de muita gente de um momento para outro”, meio subitamente. Como vemos, a coqueluche em sentido figurado também chega de repente e passa depressa. Porém, não imuniza a quem a tiver a primeira, segunda ou terceira vez, podendo ser excelente e desejada, diferentemente da outra coqueluche, sempre brava e temida. Entretanto, do ponto de vista etimológico, nada temos da cultura francesa para justificar a figura de linguagem, seu histórico, afinal. E tudo, tudo mesmo porque, numa madrugada dramática destas, após seguidas noites sem dormir nem na poltrona devido a tosses, resolvi mudar meu desejo, ligando meu micro e passando a escrever. Eis, pois, o efeito. Enfim, já lhe ocorreu algum dia coisa assim?! Quantas vezes foi obrigado(a), para contornar uma situação, a dar tamanha guinada em seu desejo?! Hein?!


PS – Na madrugada de luz em que mudo meu desejo de dormir para o de escrever, eu precisava de um pneumologista, sofria uma bronquite asmática, não uma coqueluche, da qual sobrevivera quando menino. Minha bronquite, dela já nada tenho, tudo limpo. Minha mulher tinha uma da brava com rangido no peito, deitava-se e o sintoma agravava, curou-se com uma simpatia do seu sogro. Após ingerir parte do leite, o copo é levado para dentro da mata e enterrado, em perfeito ato de fé e mentalização positiva de algo já extinto e sepultado em local a todos ignorado, de modo a impedir seu reencontro e retorno. Foi dito e feito! Simpatia do meu velho pai de espírito puro, com gestos que estimulam o sentido, objetivamente! Aí, eu pergunto. Simpatias em geral colam ou não colam?!

MBT – Ano XVIII (2017): Originário de 05/09/2011, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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