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[Contra-Capa]

TUDO NO TEMPO

Quando digerimos e assimilamos a informação, houve comunicação.
(Por: Joseh Pereira – 01/06/2017) – Reeditado do Post de 14/11/2011

No tocante à comunicação, existe algo tão indesejável quanto a carência de informação e está no seu extremo oposto, falamos do não raro excesso de informação em fluxo vertiginoso de dados acima da nossa capacidade de filtrar e classificar tudo, causando-nos perturbações, porque sem podermos realizar a devida triagem e ordenação, podemos ficar apenas atordoados ou confusos, longe do desejado proveito substantivo do ato de informar. E o grande prejuízo representado pela “muita informação e pouca comunicação” não se deve somente a uma disponibilidade excessiva de fontes, via de regra, confundindo-nos. Uma escritora italiana Susanna Tamaro vai além e diz, em artigo intitulado “Aturdimento”, algo estarrecedor. Segundo ela, nós vivemos uma época das antinomias: do máximo bem-estar e da maior insatisfação; da extrema segurança e dos medos incontroláveis; das sofisticadas comunicações planetárias e da verdadeira incapacidade de comunicar entre as pessoas. O denominador comum do nosso tempo é o alarido, que nos incomoda. Não há silêncio no ar à nossa volta, não há silêncio nos espíritos ou nos corações. Há frequentemente alguém ou alguma coisa contra o silêncio produtivo, a evitar que contemplemos a nossa realidade mais profunda, a impedir que dessa realidade nasça e cresça a nossa evolução como pessoas. A escritora responsabiliza, ainda, o relativismo ético e moral de uma sociedade que renuncia à sua função educativa, por deixar de considerar os limites do bem e do mal, do certo e do errado, de forma justa e equitativa, no tempo e no espaço. Ela retoma o sentido da palavra “educar”, que significa “conduzir, apontar um caminho” para, em seguida, perguntar, na forma de um lamento: “Como se pode apontar um caminho, se a vida, assim, é um vaguear sem destino, se não há limites a respeitar, horizontes a atingir?”. Uma sociedade assim favorece sobremaneira a existência de vários sintomas de anomalia social, como os da Anarquia (negação da autoridade, legítima, de pessoas ou coisas) e do Niilismo (tudo se reduz ao nada, crenças, valores e tradições não contam), tornando muito difícil o diálogo na busca da correção de rumos, em ambiente que perde suas referências. Em torno de si ou nos meios em que vive já sentiu como caminha o clima?! E, se for o caso, como irá responder?!
Para encerrar o texto, queremos insistir na imensa necessidade de se comunicar, bem maior do que a de informar. Comunicação, como é fácil saber, vem do latim “communicare”, que significa “partilhar, dividir, tornar comum, associar, interagir”. A etimologia da palavra mostra bem a diferença entre comunicar e, simplesmente, informar. Nós vivemos numa sociedade da informação, porém, com pouca comunicação efetiva. Informação é um dado neutro unilateral, não pressupõe a troca, a comunicação, pelo contrário, pressupõe o diálogo entre emissor e receptor, exige a troca, o “feedback”. Em resumo, a informação é mera transmissão de um dado novo ou a reiteração de dados não consolidados, a comunicação implica a mudança ou alteração do receptor, não sendo nada surpreendente a mudança ou alteração do próprio emissor inicial, quando em sua nova função no sistema de troca e intercâmbio. Viram que ótimo, quando a comunicação cumpre integralmente o seu papel? Fica evidente que ela existe para que todos se beneficiem! Entendemos ainda que, assim como não se deve ficar encantado, o que é em geral perigoso, também não devemos descartar, pura e simplesmente, seja o novo ou o tradicional, sem antes examinarmos atentamente os dados e fatos, buscando as melhores associações, cuja lógica e raciocínio garantam que houve o necessário discernimento para distinguir as coisas. Agora, sobre a Internet, muitos, mesmo aderindo ao recurso tecnológico com alguma inteligência, fazem críticas contra a sua expansão, como Allan Caetano Zanetti: - “A comunicação virtual aproxima quem está distante e distancia quem está próximo”. O que não é de todo falso, aliás, bem verdadeiro. Sobre o silêncio. O silêncio é parte da comunicação, admiro quem o possui. Pitágoras que o diga: - “Escuta e serás sábio!”. Pois, sem o silêncio, como haver diálogos?! Outros ingredientes da comunicação concorrem positivamente, como os beijos e abraços, sem o que o cumprimento perde o brilho, assim dizia Anne Frank: - “Os abraços (beijos, também) foram feitos para expressar o que as palavras deixam a desejar”. Concordo, como não deixar o gesto permear o verbal? E, com o seu bom humor, completa Mário Quintana nosso breve passeio com os autores: - “É uma barbaridade o que a gente tem de lutar com as palavras para obrigá-las a dizerem o que a gente quer”. E, assim, vamos buscando sempre a melhor sintonia, enquanto procuramos manter nossa integridade moral e intelectual. Dados de toda ordem avançam sobre nós (foco básico do artigo), fluindo de modo a não dar tempo ao nosso filtro, meio preguiçoso para ritmos alucinantes. Muito cuidado, portanto, com as bobinas neuronais, elas podem queimar. Lembram da máxima, segundo a qual se deve beber das fontes com moderação, desde que confiantes em seu poder moderador, a sua consciência?! Mas, como esquecer?!


PS – Saibam que a escassez de informação é tão má quanto o seu excesso. Os dados têm de ir chegando enquanto vamos digerindo, classificando e organizando. Ao contrário, como vamos utilizá-la quando precisarmos? E, muitas vezes, nós confundimos informação (carga de dados) com comunicação (quantidade da mudança em função dos dados). Sempre que os dados nos confundem, eles se tornam ruídos, viram barulho e não há comunicação. Zoeiras não agregam, desagregam! Além do mais, como esquecer o quanto se investe com o objetivo de desinformar?! E precisávamos, diante de tudo o que vimos, de outro complicador?! Mas quem, ainda que o deteste e não possa removê-lo, não percebe o Espírito do Tempo?!

MBT – Ano XVIII (2017): Originário de 14/11/2011, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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