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"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
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(Jhosa)

[Contra-Capa]

CÃES NAS ALTURAS

Muito prazer por habitar o Apto., à nossa Cocker Spaniel, a Laika!
(Por: Joseh Pereira – 01/07/2017) – Reeditado do Post de 03/12/2011

Olhos voltados à publicação original de 2011, início de dezembro, mês dedicado à “mais famosa criança da História”, o Menino Jesus (não depois, infelizmente, do advento do menino de Garanhuns, figura que se quer mais digna que Jesus, glorificam-no sem precisar da Cruz), como sabem, há anos atrás, cujo texto pouco tinha do Menino do Presépio e muito do amigo Cão, outrora, um “lobo selvagem”, conforme pesquisas. E bem perto daqui, nos anos de 1950, honra-me o fato de aí na minha infância e o despertar da adolescência eu ter sido um pouco o selvagem da zona rural, vivendo literalmente entre cavalos, porcos, galinhas e cães, como parte de uma família usuária e criadora dos mesmos, apesar de algumas lembranças amargas, quando tinha de ajudar diretamente na castração e, depois, no abate do porco, quase incapacitado de andar de tão gordo. Era grande o dó que eu sentia, mas, ele fazia parte da cadeia alimentar. E estou vivo, alimentado, além de tudo, por que a culpa? Saibam ainda que o presente texto não irá se aprofundar na vida e saúde do Cão. Eu, tão logo iluminou-se o foco, saí a garimpar assuntos sobre a Vida e Despesas com Cão em Apartamento e, por razões que até imagino quais são, nada encontrei, a não ser muito genericamente. Descobri que o cão doméstico de hoje tem como ancestrais os lobos selvagens, dos quais, os mais mansos eram capturados pelo homem, ao deixar sua vida nômade, fixando-se em suas rústicas moradas. Eles utilizavam estes lobos para segurança doméstica e, também, alimento humano. Com o tempo, muito tempo, após uma série de adaptações genéticas da sua história natural, foram surgindo as raças caninas. Li sobre a tal fidelidade canina, como a relatada no filme “Sempre ao Seu Lado” (2009) com Richard Gere, que eu acho ser, muito mais, uma função do sistema de troca com os seus donos. Experimente não lhe dar abrigo, segurança e alimento e não haverá essa relação de identidade para com o humano, o que em parte explica a chamada fidelidade canina. Eu vi vários sites muito criativos, com destaque para o [CACHORRADA], “bom pra cachorro”. E vi, também, que a “defesa animal, obviamente, tem relação direta com o meio ambiente”, no melhor sentido da palavra, levando-me, logo, a este cenário, o da minha mulher e eu com uma cachorra ou dois cães a mais, eventuais, em um apartamento de tamanho médio em São Paulo. Já pensou o quanto é fácil adquirir um Cão e difícil descartá-lo?! Ou melhor, impossível?!
Um casal, na cama ou fora dela, com seus cães. Conjugação verbal no “presente histórico”. Quando com organismo em ordem, a Laika urina e defeca (presente do indicativo) direitinho na lavanderia. Ao nos levantar, apanhamos as pás, coletamos e depositamos as fezes no vaso sanitário. Damos a descarga, vai o sabão e detergente, mais uma descarga. No tanque, vão as pás sujas. Um canecão de dois litros de água é jogado no chão, esfregamos e puxamos. Mais três litros de água para lavar as pás. Vai pensando, aí, na água consumida. O casal, enquanto dorme, sem perceber, respira os gases das fezes e urinas. Calcule, agora, a água gasta antes do meu café da manhã. Foram duas descargas (cf. SABESP, mínimo) = 12 Lt + 2 (no chão) + 3 (com as pás) = 17 Lt (total por limpeza). Normalmente, a cachorra faz necessidades até 4x a cada 24 horas = 68 Lt (dia) x 30 = 2.040 Litros (mês). Nas férias do filho e nora, abrigamos mais dois cães, Airon e Milka, triplicando o consumo de água, teoricamente. E isto se nenhum dos cães tiver diarréia ou vômito, quando os gastos de água e produtos de limpeza crescem, em função da limpeza não ordinária. Constituem, pois, os gastos em geral, os incômodos pessoais e o consumo de água pela presença canina no apartamento, um tema que deveria merecer alentadas teses acadêmicas ambientais e, como observei, não ganha uma linha sequer das editorias especializadas, apesar de pública e notória a bandeira de ambientalistas, no sentido de poupar a água do planeta, com apenas 1/3 não oceânico. Porém, já sabemos, faltam-lhes a sinceridade e honestidade. Não sei se sabem, mas há cães com hábito inusitado de comer as próprias fezes, exigindo especial vigilância sempre que dão sinais de deixar seus aposentos, possivelmente, para defecar. Muitas são as dificuldades, especialmente, quando eles adoecem. No sítio, numa chácara ou casa térrea, o normal mesmo é ter cães, mas apartamentos são sempre projetados para habitações humanas, sendo difíceis as adaptações. Assim sendo, ao pensar na aquisição de um cachorro para apartamento, muito cuidado ao decidir pela compra. Não se compra um carro, um relógio ou uma roupa sem um motivo claro, uma finalidade. Para o caso do “bicho de estimação”, há bons motivos, acredito, como ter um brinquedinho vivo, que espera na porta e abana a cauda (1); ou, talvez, o mais importante, para poder sentir a imagem e o cheiro do animal, propiciando lembranças rústicas e singelas da Natureza, cujos efeitos costumam ser repousantes (2). No primeiro caso, vamos admitir, a gente cultiva ao longo da vida uma infância embora distante ou sente uma carência emotiva ainda não resolvida, que o animal nos ajudaria a solucionar. Já no segundo caso, em lugar de um Cão, temos um rosário de alternativas que também nos aproximariam à Natureza, como adotar uma planta, visitar um sítio ou chácara para pescar ou outros afazeres esportivos, uma penca enorme de opções menos onerosas e mais inteligentes do que introduzir um Cão no seu apartamento, forçando-o a viver confinado. Portanto, antes de comprar um quatro-patas para o seu apartamento, pense bem, faça as contas, avalie bem a relação custo-benefício. Pois, cada objeto, planta ou animal vive e funciona melhor quando de acordo com a sua natureza e concepção. E um Cão em apartamento estará, não esqueça, em ambiente concebido e arquitetado inteiramente para a habitação humana. Não deveríamos gostar, na prática, mais dos cães do que costumamos afirmar?!


PS – Sempre limitei-me a apenas tolerar a presença de um Cão comigo. E fui assim por longo tempo. Porém, a doença, agonia e morte da Laika (ocorridas antes da presente reedição) puseram por terra a minha postura inicial a ponto de eu ver a cachorrinha tal qual um ente querido do meio familiar a sofrer. Chorei, sim, não tenho vergonha de dizer. A dor era tanta que, “se o mundo entendesse”, faríamos um velório a ela! O Cão conversa com o dono ao abanar a cauda, um gesto muito tocante a humanos sensíveis, entretanto, friamente falando, dentro de um condomínio, o vertical, bem entendido, melhor seria mandar a razão fazer picadinho da emoção e do prazer pelo animal! Mas, haverá forças para equilibrá-los?! Ou descarto o fator obstante e mando subir?!

MBT – Ano XVIII (2017): Originário de 03/12/2011, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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