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[Contra-Capa]

MUITO AUTODIDATA

Aprendizado informal já acima do formal ganha mais alguns pés!
(Por: Joseh Pereira – 01/08/2017) – Reeditado do Post de 01/01/2012

Embora pareça irrelevante, o assunto está longe de ser o que parece. Basta ampliar sua percepção para ir um pouco além da matéria do mestre para cair no campo da autodidática. Eu, por sinal, na vida inteira tenho sido “muito mais um estudioso independente que um estudante”, com matrícula, horários e provas. Aliás, valorizar métodos de aprendizado por meios próprios não implica qualquer demérito ao professor, à escola e ao sistema pedagógico formal. Pois, os próprios meios convencionais de ensino, normalmente, ao cumprir uma das suas principais funções, estarão desencadeando um processo que tende a se expandir muito além das suas esferas magisteriais e escolares. Assim, cada aluno ao não se limitar às “lições de casa”, avançando em seus objetivos, já toma uma atitude autodidática. E deverá por isso ser elogiado. Na realidade, para o bem geral, autodidatas somos todos um pouco, embora para sermos chamados autodidatas nesta ou outra área, os componentes formais devem ter sido mínimos e o monitoramento de um professor, substituído pela iniciativa própria do aprendiz. Os antigos cursos por correspondência e os atuais cursos on-line, via Internet, por serem cursos livres, não podem dar diplomas, apenas certificados de participação ou de bom aproveitamento, engrossando o rol dos autodidatas nas respectivas áreas em que foram inscritos. Hoje em dia, alguns cursos são mistos, ao mesmo tempo, presenciais e à distância. Nestes casos, seus participantes poderão receber diplomas, não apenas certificados de conclusão e não serão considerados autodidatas. O autodidatismo, mais apropriadamente, a autodidática, como já dissemos, ocorre quando acumulo as funções do professor e do aluno, ao mesmo tempo. Nos primórdios da nossa civilização, a Ocidental, os gregos já chamavam autodídaktos, quem aprendia alguma coisa por si próprio, informalmente, sem o auxílio direto de professores. Conquistam facilmente muitos conhecimentos e habilidades técnicas as pessoas mais curiosas, que não perdem tempo e não poupam esforços, não cansam de pesquisar e buscar informações sobre determinado assunto que lhes interessam. Elas colhem e selecionam subsídios referentes a uma ou outra questão, abrindo frequentemente novas fronteiras de interesse, que podem ser aprimoradas em seguida, graças à liberdade do estudo informal, podendo agregar-lhes muitos valores igualmente importantes, considerados ganhos destas pessoas, as autodidatas. No seu caso, ainda que tenha frequentado os bancos escolares em todos os graus do ensino formal, já pensou o quanto tem de noções e conhecimentos adquiridos por sua própria conta e risco?! Sabia que somos autodidatas desde quando começamos a andar, impressionando nossos pais?!
Desejando, enfim, estimular pessoas com exemplos marcantes da nossa História, queremos trazer alguns nomes famosos, que conseguiram se destacar em suas áreas de atuação e de conhecimento, estudando sozinhos, às vezes, até iniciando e não concluindo seus cursos de graduação. Dos três nomes escolhidos, um é o grande brasileiro Machado de Assis, muito bem sucedido na literatura e no jornalismo. Outro é Bill Gates, que não concluiu nenhum curso superior, porém, é fundador da Microsoft e um dos maiores responsáveis pela expansão da informática no mundo, como a vemos. Por último, citamos ninguém menos que Albert Einstein, Nobel de Física em 1921, o qual, dada à rigidez disciplinar excessiva do ensino alemão com o que não concordava, passou a aprender preferencialmente por conta própria por meio de livros, observações e muitas experiências que ele mesmo planejava. Estudar sozinho, todos sabemos, pode ser a raiz de um grande sucesso. Especialistas garantem que qualquer pessoa é candidata em potencial a autodidata, mas é bom lembrar que nem todos somos um Bill Gates, Machado ou Einstein e estes mesmos usaram, embora não regularmente, o sistema formal de ensino. Há muitas pessoas que preferem o aprendizado sem professor de determinadas áreas ou assuntos, somente através de livros, jornais, Internet ou outros meios de pesquisa, por acharem que as respostas seguem um caminho próprio que, quando chegam, são mais valorizadas. Na verdade, o ideal é que ambas as condições, a do estudante formal e a do autodidata sejam concomitantes, uma preenchendo a carência da outra, no sentido de otimizar os resultados, ou seja, nem tudo à terra (nas costas do professor), nem tudo ao mar (por conta do aluno), de um modo colaborativo. Hoje, opondo-se frontalmente ao estereótipo, segundo o qual a autodidática é como atirar-se ao mar sem saber para onde ir, começam a crescer as iniciativas, no sentido de encorajar e orientar novos autodidatas, considerando as imensas facilidades para pesquisas eletrônicas, um campo sempre muito fértil para o aprendizado autônomo. Nesta linha, já faz algum tempo, detectamos um primeiro curso de extensão universitária chamado “Autodidatismo: Educação sem Limite”, coordenado pela Professora Celeste Aída (UnB), declarando ser coisa muito pessoal o autodidatismo e que pode dar excelentes resultados se a sua metodologia estiver voltada seriamente aos interesses do indivíduo que estuda desta forma. E a professora concluía, chamando à atenção do leitor para não confundir estas modalidades de estudar, muito pessoais, com os cursos à distância, fornecidos e acompanhados por professores, muitos com aulas on-line e recursos audiovisuais. Na mesma andança, topamos com muitos artigos, blogs dedicados ao assunto e alguns livros de bom tamanho, tendo como título de capa o tema da Autodidática, o que muito nos honra a todos nós, que não paramos jamais de estudar e aprender. E por que parar de fazê-lo?! Aliás, ao desenvolver um tema como o atual ou ao preparar uma aula ou palestra, sabiam que nós absorvemos muito mais do que externamos valores?! Sendo, a rigor, formas indiretas de aprendizado, ainda que nem o imaginemos?!


PS – Dentre todos nós, profissionais graduados e informados, erga os braços quem não for, nem um pouco e em nenhum momento da sua vida, autodidata. Impossível! Quem pilota uma bicicleta como aprendeu a se equilibrar sobre estreitas rodas em movimento, senão de forma solitária e autônoma? A autodidática se insere no nosso cotidiano, vem impregnada no nosso viver, desde quando descobrimos que podíamos andar e, como um grande desafio, nós caminhamos, para o invariável regozijo geral, dos pais, irmãos e tios! E, pelo visto, foi um acontecimento, indo parar no álbum de família! Não é?! Ou, como com os meus pais, os seus também não tinham álbum ou uma câmara fotográfica? Mas, com certeza, tinham cérebros, almas para nelas salvar tais eventos?!

MBT – Ano XVIII (2017): Originário de 01/01/2012, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
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