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[Contra-Capa]

DÍVIDA EXTERNA

Mudar credor com aumento da carga e principal é pagar dívida?!
(Por: Joseh Pereira – 01/09/2017) – Reeditado do Post de 02/02/2012

Meu pai já dizia “um bobo faz meia dúzia” (quando poucos enganam muitos) e estes outro tanto a repetir que Lula, qual um único competidor à altura do Divino, surge envolto em ofuscante nuvem e, num piscar de olhos, a dívida externa brasileira, tida por eternamente impagável, desaparece, não existe mais! Entretanto, nossa prudência recomenda uma outra diferente leitura. Certo dia, uma freira (foto ao lado, por Vanilda) do Recife me liga, ela também desconfia muito, acha falsa a notícia, mas uma colega do Colégio diz ter encontrado a informação na Internet. Fiz minhas advertências de praxe para quando se busca uma informação e lhe dei algumas explicações. Ela me pediu para lavrar uma carta, do jeito que eu estava falando e mandar-lhe pelo Correio. Não, eu farei melhor, vou publicar um artigo tratando do assunto, lá ficando disponível para freiras, padres, fiéis cristãos ou ateus, petistas mentirosos, os comunistas com ou sem suas grossas máscaras e alguns tucanos ruins de bico, também. Difícil, como sempre, entender um sistema financeiro de maior monta. Imaginem a economia de uma casa, depois, a de uma empresa ou grupo empresarial. Os mais leigos na matéria sofrem de certa forma por desconhecerem como funcionam e se relacionam todas as rubricas contábeis do sistema, uns se esforçam para entender e outros, após farejarem de longe, decidem afastá-las do alcance do seu radar e, quando se vêem de fato envolvidos, resta-lhes chorar pelo leite já derramado. Agora, transfiram este universo particular ou empresarial para a esfera governamental, com sua vasta gama de interesses e obrigações nacionais e internacionais. Momento em que a dificuldade de entendimento cresce exponencialmente, facilitando muito ao poder dominante, transitório ou não, de trapacear à vontade, confundindo, enganando e prejudicando a população que, por ignorar o que eles dizem e praticam, mesmo enganada, ainda bate palmas. É obvio, todo país tem seus débitos e créditos interna e externamente. No Brasil, não obstante os benefícios inegáveis existentes, nossa Dívida Externa cresceu muito com o fermento do “Milagre Econômico”, no final da década de 60 e anos posteriores, com a construção da Usina de Itaipu e suas redes de transmissão para grandes centros consumidores, mais a imensa malha rodoviária federal espalhada pelo Brasil (época da criação das chamadas BRs, de norte a sul e de leste a oeste), mais a Transamazônica que, se inteiramente construída, ligaria à [Rodovia Pan-Americana], permitindo a conexão terrestre do Sul até o Norte das Américas, via Panamá, tudo isto era muito bom (em grande parte ainda é, do que restou de uma gigantesca infra-estrutura), mas, da mesma forma que não há almoço de graça, a coisa ficou muito cara, porque financiada com recursos estrangeiros, elevando espetacularmente, nesse período, a nossa dívida financeira para com o exterior. Acho prudente e necessário cuidarmos bem do que restou de bom para minorar o seu preço que ainda é pago, fruto desse período que todos vivemos. Porém, não vamos esquecer. A dívida externa é muito mais antiga, vem desde o fim da era colonial no Brasil, ela existe e vai existir sempre, até para o bem da economia nacional, que deve se mostrar digna de créditos e de investimentos. Até aqui, tudo bem, na introdução?!
Agora, vamos a alguns relatos. E vejam: “Verdades, no ato, podem doer, as mentiras, porém, são doces enganos”, alertamos. O FMI, como principal credor tinha – segundo fontes como [Grande Mentira], por JM Almeida – títulos de U$ 15 bilhões vencíveis nos anos de 2006 e 2007. O palanqueiro Lula da Silva percebeu que podia impressionar e antecipou o “pagamento” (pior, converteu para Dívida Interna, com absurdo aumento do custo da dívida, revigorada) desta parte já em 2005, com o dólar a R$ 3,90. Se tivesse esperado o vencimento normal, o dólar estaria a R$ 1,90 e o Brasil teria economizado 30 bilhões de reais. Para qualquer bom entendedor, um péssimo negócio. E mais. A quitação de parte da dívida externa com o FMI não fez a dívida diminuir, pois, ao ser reestruturada, muitos credores internacionais, desejando ganhar mais no serviço da dívida, converteram seus créditos em dólares para a moeda brasileira, o real. Com isto, além da dívida externa em seu todo ter aumentado e muito, o Brasil, ou seja, o governo, as entidades públicas e entidades privadas apoiadas em créditos internacionais passaram a gastar mais com o serviço da dívida do que quando plenamente dolarizada. Um mau negócio, outra vez. Quanto à informação, segundo a qual, o Brasil passou da condição de devedor para a de credor do FMI, também não procede. Na verdade, o Brasil a convite da nova presidente do Fundo, aumentou a cota de participação social, cujos papéis garantiriam um direito de saque maior, caso viéssemos a precisar, não sendo isto um empréstimo, como foi propalado. Outra coisa, o fato das reservas em moedas estrangeiras estarem superiores aos valores totais da dívida externa não significa que nos tornamos credores do mercado externo, as tais reservas não têm a finalidade de pagar dívidas e se fossem usadas para este fim, a dívida interna, já em nível explosivo e mais cara que a dívida externa, acabaria de nos imolar no calvário financeiro. Estes os fatos, agradáveis ou não, mas fatos. Para encerrar o tema com chave de ouro, um especialista do ramo, [Paulo Roberto de Almeida], diplomata com pós-doutorado em economia internacional (PUC-RJ), antes mesmo do artigo de JM Almeida (acima), a propósito de igual assunto, conclui, assim: “Esta operação toda, desde o começo, é altamente prejudicial ao Brasil, não apenas pelo custo fiscal, mas também pelo chamado custo-oportunidade, ou seja, perdemos dinheiro ao não aplicá-lo em coisas mais rentáveis ou ao não diminuir nossas dívidas em outros contratos e sob outras modalidades. Por exemplo: o governo elimina a dívida que tínhamos com o FMI, uma atitude altamente questionável, pois esta tinha um custo muito baixo, mais baixo do que o da dívida em dólares contraída nos mercados comerciais e, infinitamente, mais baixa do que o da dívida interna, contraída ao custo SELIC. O governo faria muito melhor em deixar a dívida com o FMI (não o fez por razões puramente ideológicas ou demagógicas, na ânsia de dizer que não devia mais nada ao FMI) e pagar a dívida ainda mantida no mercado comercial (com juros mais elevados do que os do FMI e, ainda assim, mais baixos do que os da dívida interna). Ou então, utilizar a sua alegada capacidade de poupança (que sabemos, é quase zero ou abaixo de zero) para pagar a dívida interna, muito mais custosa e muito pior do que a dívida externa (a comercial ou com o FMI), que geralmente tem prazos mais longos do que a interna, esta com prazo médio de 18 meses apenas. Em tudo e por tudo, o Governo Lula pisa na bola, tanto ao não tratar prioritariamente da dívida interna como ao acumular reservas em níveis desnecessários e não adotar juros da dívida interna mais razoáveis. Mas, por que esses juros são tão altos? Porque falta confiança suficiente no governo para lhe emprestar dinheiro por prazos longos e a juros baixos, como ocorre com os T-bonds (títulos do tesouro norte-americano, com 140 bilhões das nossas reservas), absolutamente seguros, mas com rendimento medíocre ou inferior à inflação. É muita demagogia para tamanha e descarada perda financeira. E estamos todos, infelizmente, pagando por tudo isso” (fecham aspas). Eis, pois, a resposta à pergunta da freira do Recife (PE). Lembram dela, quando a abordamos?!


PS – Maligno o falso político concentrador de poder. E o pior, mesmo com pernas curtas, mentiras vão longe. Assim, de tanto ouvir rabos-presos e puxa-sacos petistas, comunistas mascarados, hipócritas e muitos inocentes úteis sob nosso nariz a dizer que o “deus” Lula operara o milagre da quitação da dívida do Brasil para com o Exterior e que teria até invertido nossa condição para credor do FMI, o País nada mais devendo, não suportei, senti firmeza, saí e pesquisei, pondo tudo a nu, limpo e depurado. E se trata, como qualquer um pode observar, de mera transferência da dívida entre credores, piorando em 300% a situação do devedor, então, agravada! Como uma dívida é paga e o devedor permanece, aumentando-lhe o principal e encargos?! É possível conceber tal equação sem cair no ridículo?!

MBT – Ano XVIII (2017): Originário de 02/02/2012, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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