Guia do Blog

> Recepção (Mapa)
> Histórico (Sobre Nós)
> Fragmentos
> Sinopse do Conto
> Temas (em Versos)
> OFICINA MENTAL
> Variedades
> Da Redação
> VITRINA (Janela do Leitor)

"Sabe o Blog que corpos humanos, templos do Espírito!"
comum. Calcular PageRank com.br
Leitores Qualificados:
Ano 18 - MdM: 3.75







Intensas lidas. /
Letras recendem, /
Luzes acendem, /
Eis que desprendem /
Sombras temidas!



Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
Gotas de Vida!

Voto Distrital
Voto Distrital

"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)

[Contra-Capa]

MEDO DE CAIR

Coragem ou loucura se os destinos finais mergulham nas sombras!
(Por: Joseh Pereira – 01/10/2017) – Reeditado do Post de 11/03/2012

Aplicamos, aqui, como título um atributo inseparável de toda Aventura, o nosso foco principal, seja no seu sentido real ou figurado, sempre que os nossos alvos definitivos não se tornam óbvios, casos dos mais frequentes em nosso cotidiano, ainda que nem sempre percebamos. E, na foto ao lado, a comemoração e festa de alguém que poderia estar até agora afirmando ser-lhe impossível tal coisa, no entanto, ela acreditou e foi, apesar dos limites de segurança extremamente estreitos, tudo porque alcançou uma situação de equilíbrio das forças e tendências, tornando-as todas favoráveis. Isto nos faz acreditar que a mesma aventura para um pode não ser caracterizada como tal a outrem, conforme o modo de ver dos seus praticantes. Sabemos, por outro lado, que a aventura, em geral, opõe-se à prudência e esta é uma das virtudes cardeais, conforme um conceito religioso-cultural de uma imensa maioria no Ocidente. A princípio, a pessoa prudente não deveria buscar a realização de nenhuma aventura, ao menos as mais radicais. Todavia, ela acaba por vezes se envolvendo em situação um pouco mais ousada, na qual a certeza de sucesso é pequena e a vontade de alcançar os melhores resultados aumenta a emoção, que obscurece a razão e faz crescer os riscos e o perigo típicos de uma verdadeira aventura, mesmo que prazerosa ou justificável, sob vários pontos de vista. É, também, necessário dizer que a prudência e a aventura não são antônimos perfeitos, ou seja, não se situam nos extremos da linha, mas em campos opostos. Assim, tangenciamos de leve uma coisa interessante, de um lado um possível vício e do outro, uma virtude específica para controlar. O que nos leva de imediato aos chamados Vícios Capitais em número de sete, a soberba (forma ridícula e arrogante de superioridade ou da inalcançável auto-suficiência), avareza (apego sórdido ao dinheiro ou desejo imoderado de ter, que impede a condição de ser), luxúria (no sentido de ato ou atitude com fins sensuais, dando-se demasiado valor ao sexo), ira (desejo muito forte de vingança, com o risco de eliminação do inimigo, que pode ser o próprio vingador), gula (desejo descontrolado de comer ou beber de modo a prejudicar-se a si mesmo ou a outrem), inveja (dor que sinto pelo sucesso e alegria alheios, desejando que fossem meus) e preguiça (forma habitual de aversão ao trabalho, apesar da sua incumbência e do compromisso), cujo controle se daria, respectivamente, por meio da humildade, liberalidade, castidade, paciência, temperança, caridade e diligência, sempre aplicadas na medida e tempo adequados a cada caso. Saibam ainda que das principais virtudes cristãs, três são teologais, a fé, esperança e caridade, seguidas das quatro cardeais ou morais, a prudência, justiça, fortaleza e temperança. Pode haver no mundo melhor receita para vivermos bem?! Ou já tinham esquecido da matéria pelos ruídos dos anos?!
Voltando ao tema, com foco nas aventuras, eu começo a pensar como seriam entediantes nossa vida e nossa história sem um pouco ou muito deste espírito inventivo e empreendedor, as coisas não evoluiriam, não haveria inovações. As partes mais sombrias de cada há de vir nós vamos minorando com nossos mapas, planilhas, satélites, GPS e coisas que o valham. Hoje em dia, temos recursos tecnológicos para quase todas as previsões, caindo muito a quantidade de necessárias ou obrigatórias aventuras, aquelas que, embora com chances mínimas de sucesso, ainda empreendemos na vida. Nós devemos sim conservar os bens e valores, mas também atualizar e inovar muita coisa que nos cerca para melhorar. Devemos, sempre que pudermos, evitar comportamentos prejudiciais à inovação, como: Orientar-se somente com base em formas, padrões ou regras já estabelecidas; ter atitude pessimista, ao invés de adotar um realismo mais confiante; buscar por preferência soluções prontas e acabadas, não desejando participar; demonstrar medo excessivo de arriscar, por ignorância ou preguiça de estudar, enfim, acomodar-se ao sucesso conquistado ou ao objeto adquirido, como se o mundo tivesse parado. E, quando levantamos a cabeça, vemos como existem pessoas que insistem em engatinhar, abafando e desperdiçando os impulsos de voar. Que pena! Deveríamos mirar nos muitos avanços ao longo da História, que foram frutos da pura ousadia dos que não tiveram medo de arriscar. Colombo talvez não tivesse chegado à América ou Cabral, à Ilha de Vera Cruz, não fosse o espírito de aventura desses homens em frágeis embarcações orientadas por estrelas do céu, tantas vezes atirando no que viam e acertando no que não viam. Assim, muita gente nos honrou com seus feitos, mais ou menos programados, casuais ou inesperados. Tendo sido, sem dúvida alguma, importantes aventuras destes ousados navegadores. Nossa história humana se vê recheada de lances inusitados e espetaculares, que temos no mercado editorial uma publicação especializada, a Revista [Aventuras na História], para atender um imenso público apaixonado pelos fatos de um passado que nos pertence. A vida, como é óbvio, é feita em sua maior parte de atividades rotineiras, bastante padronizadas, por vezes até meio monótonas, mas necessárias, ainda bem que sempre temperadas com atraentes desafios, cujas novidades, quando válidas, agregam novos valores, nós não podemos nem devemos dispensar. Já dizia um pensador, em feliz frase: – “Não há nada mais emocionante do que a aventura de viver” (Jonnes Miller). Peço, também, atenção às reticências de Vinícius de Morais: – “Fez-se do amigo próximo o distante / Fez-se da vida uma aventura errante / De repente, não mais que de repente…”. Mas, o título da matéria, ["Medo de Cair"], eu vi depois, leva-me a um dos meus momentos da vida mais cruciais, em que eu me sentia no meu primeiro emprego como um ser arrebatado da calma zona rural em que nasci para uma inquieta zona urbana, dentro de uma indústria metalúrgica, com 99,9% de exigências novas e estranhas. Logo abaixo do Eng. Industrial (superior do departamento), havia meu chefe imediato, o Sr. Rodolfo, um segundo pai, tantos conselhos ele me dava, uns eu punha em prática, outros ficavam no pensamento. Agora, das moças que operavam na bancada vizinha a mim, ouvia-se muito, como vindo de um belo coral feminino, cantarem um grande sucesso (gravado pela Odeon, 1962): – “Leva eu / eu também quero ir / quando chego na ladeira / tenho medo de cair / Leva eu”. Eu tinha o meu medo de cair nas ladeiras, desci algumas e subi muitas. Contudo, hoje, ladeiras ainda aparecem no radar. Mas, o medo de cair, a princípio normal, faz-nos desistir ou, ao contrário, estimula-nos a prosseguir?!


PS – Falamos, no caso, da Aventura, procurando não deixar pedras sobre pedras. Aliás, não fosse o meu propósito de dar uma cara nova a quase todos os textos já publicados para, somente depois, voltar a novos temas, eis um título que renderia um bom artigo, Vícios Capitais. Foi aí onde topei com um antídoto para os mais inveterados aventureiros, a Prudência. Pois, a aventura existe, desde que sua face objetiva esteja mais ou menos oculta e pode se tornar um vício, quando alimentada por um excessivo encantamento típico do desafio. Convém cair em tal armadilha?! Você sabia que vício é quando não controlamos a respectiva atração, como ocorre na paixão, uma fonte de prazer?! Já pensamos o bastante, detidamente, nos detalhes?!

MBT – Ano XVIII (2017): Originário de 11/03/2012, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

Leave a Reply

  

  

  

You can use these HTML tags

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>