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"Como honrar à altura
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(Jhosa)

[Contra-Capa]

VIAGEM NO TEMPO

Nas asas próprias do tempo a percorrer os céus da nossa história!
(Por: Joseh Pereira – 01/12/2017) – Reeditado do Post de 01/05/2012

Não, eu não fui, entretanto, eles foram! São jovens, meus filhos, aliás, um filho e uma nora que, em suas férias anuais, gostam de viajar pelo mundo, tudo muito bem programado e narrar os melhores detalhes em [Viagem Detalhada], especialmente criado para documentar suas viagens, podendo ser extremamente útil a outros turistas. A matéria sobre a qual vou me debruçar nesta Crônica diz respeito ao 3o. Dia em Berlim, Alemanha. Com muita propriedade, o jovem casal documenta coisas deveras marcantes na vida de um septuagenário. Pois, eu nasci durante a 2a. Guerra Mundial (palco escolhido dos turistas), que terminou com a rendição do Japão, em 1945. E vivi desde lá, até a Queda do Muro (09/11/1989), a Guerra Fria, que dividia o mundo em duas partes, a comunista, com seu virulento imperialismo por todo o mundo, a partir do leste europeu e a outra, capitalista, democrática e livre, o chamado Ocidente. Era chamada de Guerra Fria, pela prática da dissuasão do inimigo com o poderio dos seus arsenais, sem a necessidade do uso efetivo do poder bélico instalado. Além da ONU (com seu negativo viés globalista, atual), foram instituídos dois pactos militares para garantir a paz, a nossa OTAN e o Pacto de Varsóvia. Este último não existe mais e a OTAN passou a atuar na nova Rússia. Não havia no mundo, durante a Guerra Fria, uma disseminação de potências nem a multiplicação de bandeiras de inúmeras militâncias, que nos dificultam demais a identificação do confiável e do perigoso, onde há a sinceridade ou a má fé. Quando vemos, já fizemos o jogo de quem não devia ganhar. Comunistas são assim, dividiram a Alemanha em duas e o seu “paraíso soviético” do lado oriental, tão bom para viver que precisavam erguer muros com sentinelas armados e ordens para matar, para que desesperados moradores não fugissem, meteram-lhe o nome de República Democrática Alemã! Para a parte realmente democrática e livre do Ocidente, o nome: República Federal Alemã. Notem que entender o comunista de ontem ajuda muito a entender o comunista de hoje, pois, lá como cá, a mentira sempre foi sua especialidade, mentem profissionalmente e de todas as formas. Hoje, porque supostamente vencidos pelo Capitalismo, que teria derrubado e rasgado as vestes do Império Soviético (na realidade, falecido por inanição), os comunistas não morreram e, pior, tornaram-se Vingadores da História, com seus métodos mais sórdidos para inibir ou inviabilizar o livre mercado, aos poucos, gramscianamente, minando com seus venenos a cultura, os ícones da história e os valores mais tradicionais de toda a sociedade livre em qualquer parte do mundo. Marketing prejudicado com a queda do Império Soviético e o fim dos dólares a fundo perdido para o show-room cubano do comunismo na América Latina, comunistas em geral passam agora, mais ainda, a vestir a camisa das suas presas para enganá-las, cujo peso não supera o de um inseto e, caso estas não venham a colaborar, terão mesmo a vida de insetos! Quantas vezes um comunista histórico já lhe disse que o comunismo acabou? E é para acreditarmos?!
Há muito tempo, quando o Editor do Blog nascia, talvez, tivesse-lhe ocorrido estar o mundo a lançar bombas de festim, comemorando alguma coisa. Brincadeira, no entanto, não neutraliza horrores. Era a 2a. Guerra Mundial, envolvendo oriente e ocidente, entre rivais e seus aliados, iniciada em 1939, a fazer muito barulho e estragos, sobretudo, no velho mundo, nos campos germânicos, com graves consequências e muitas tensões também por aqui, no Brasil. Aí, não tem como, vem logo a grande pergunta! Se nós, em toda a região onde crescemos nem o rádio e a energia elétrica haviam chegado, como sabíamos das coisas, dos acontecimentos mais importantes, locais, nacionais ou internacionais?! Não sei, exatamente, mas tenho o que dizer. Meus pais casaram-se com primos, primos-irmãos, podendo acontecer um acúmulo genético negativo contra nós, tendo certamente ocorrido o contrário, conosco. Senão, vejamos. Minha mãe, quando falava com alguns graduados, estes indagavam se ela tinha frequentado alguma faculdade, o que muito me honrava. Meu pai gostava de trabalhar, tinha excelente caráter, apesar da sua simplicidade, tinha boa abertura para com o futuro, optava por boa companhia, ouvia bons conselhos, às vezes, um pouco teimoso ao proteger seus territórios. Fui alfabetizado muito cedo, principalmente por minha mãe. Tendo nascido em 1941, vivi meus primeiros anos a 18 Km – por vias de terra batida e estradas de cascalho – da sede municipal, região urbana mais próxima, onde havia uma posta-restante (agência sem carteiros) para a retirada de um Semanário, que era na época muito bom e um excelente Anuário, a revista “Ecos Marianos” da mesma Editora. O jornal que meu pai assinava (por ouvir um outro assinante, colega de trabalho) e o anuário, seu parceiro editorial de peso, eram o nosso único e poderoso link com o mundo, rádio e TV, nem pensar. Da Revista Anual, os assuntos que encantavam Rafael, Benedito e eu eram os mistérios e segredos dos oceanos, a oceanografia, a astronomia e as conquistas espaciais de ambas as potências mundiais, EUA e URSS (agora, extinta). Quando, ao sermos surpreendidos por dois helicópteros juntos nos céus sobre nós, eis como foi o nosso grito: – “Táxis Aéreos”, porque já havíamos lido sobre as tais aeronaves de asas giratórias em desenvolvimento, assim “batizadas”, que haveriam de servir para transporte de pequena monta, momento em que vimos, ao vivo e em cores, materializar-se uma informação. Uma grande alegria! Enfim, adolescência a dentro, com a Guerra Fria ainda em curso no mundo, as notícias e artigos fluíam com força total por aquele Semanário e o Anuário, que iam aos poucos sedimentando, já naquele ermo rural da primeira metade do Séc. XX, o nosso conhecimento sobre a qualidade do mundo livre e os horrores do mundo comunista, associados a toda a estratégia e propaganda oficial ardilosas sob a “cortina de ferro”, outra expressão frequente nas páginas que líamos, das duas fontes impressas com que, desde crianças, havíamos sido premiados. Afinal, muito do que foi documentado pelos jovens turistas em antigos campos de batalha alemães, examinando os vestígios mantidos do conflito mundial, com suas descrições neles inseridas, leva-nos a uma longínqua infância e começo da adolescência, quando absorvíamos os mesmos trágicos fatos, nos seus próprios dias e em tempo real, ainda que com a sensação de algo muito distante, inalcançável, pela total ausência do bem-vindo fenômeno da globalização (não confundir com globalismo), no final do segundo milênio, graças à Internet, importantes acordos mundiais, modernos aviões sempre no ar e poderosos satélites de comunicação. Enfim, gostou de viajar conosco pelo Velho Mundo e, nas asas do tempo, inclusive, sobrevoar as nossas origens?! Incorporou algo novo de uma História que é, inalienavelmente, nossa?! Ou é melhor, por comodidade ou não, desconhecer os maus momentos, mesmo com os riscos de virem a se repetir?! Mas, neste caso, qual será o preço a pagar?!


PS – Voltar para ganhar força e projetar. Eis, pois, um grande exemplo da boa nostalgia! Ao focalizar com gosto o Blog [Viagem Detalhada] de dois viajantes, amigos nossos, que fazem seu Diário com graça e verdade. Oportuno se faz, a qualquer tempo, rever as memórias do mundo comunista (para evitá-lo, sempre) e da Segunda Guerra Mundial, aliás, com os pés a tocar o solo onde nasci, durante o conflito bélico. Lá eu lia e crescia sob estas tensões, entretanto, ainda hoje, com muita saudade e gratidão, aperto meu peito às minhas raízes, lugar simples, vital e fecundo! Sabiam que, já nas eleições presidenciais de 1960, algo me dizia para votarmos no Marechal Lott, mas Jânio Quadros venceu, brincou com fogo e se deu mal?! Não acham razoável imaginarmos ter sido aí, onde lançamos a grande semente de 1964?! Ou, com outro resultado, teria sido pior?!

MBT – Ano XVIII (2017): Originário de 01/05/2012, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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