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"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)

[Contra-Capa]

COMO CONTEMPLAR

Quando olhamos para algo intensamente e vemos muito além!
(Por: Joseh Pereira – 01/03/2018) – Reeditado do Post de 27/07/2012

Minha mulher, ao ouvir sobre o assunto, quis saber mais. E eu, atendendo à pergunta, respondo com o tema de hoje. Muito simples! Porém, para entendermos o processo da contemplação, devemos antes de tudo termos como pré-requisito a presença da alma qual um motor por excelência do nosso corpo, pela qual nos transportamos muito além do que os olhos físicos nos levam, deste modo, valorizando o próprio corpo e, também, todo o mundo material do qual se projeta a ação. O exercício da contemplação é, sem dúvida, sadio e agradável, faz fluir a noção do Todo e traz a sensação de unidade com um Ser profundo e absoluto. A contemplação tem como ponto de partida uma grande admiração, com demorada atenção e respeito para com o objeto, alvo da nossa observação, fazendo-nos meditar longamente sobre a profundidade daquilo que nos chama à atenção. Daí, talvez, venha a expressão “punir sem contemplação”. E há, também, o sentido de “abrangência”, como em: “Isto a lei não contempla” e o de “premiação”, exemplo: “Fui contemplado no sorteio”. Entre nós, há muitas formas de contemplar, no sentido estrito do foco, como no cenário a seguir. Quando à noite, sob a engenhosa abóbada celeste a baixar suas bordas no horizonte, convictos de pertencermos à Infinitude, nós, uma imensa pequenez a compor o Todo, ficamos em silêncio, maravilhados, a fitar cintilantes estrelas da Via Láctea e, ao pensar que algumas delas, a uma distância astronômica de dezenas ou centenas de anos-luz, podem ter sido destruídas por uma colisão espacial, transformadas em planetas sem luz própria ou engolidas por um buraco-negro há milênios atrás, não passando de uma ilusão de óptica eu achar que as vejo, apesar da vivacidade e brilho reais, aí, suspendemos os nossos sentidos mais objetivos e começamos a meditar, a imaginar outras dimensões, origens distantes, segredos e mistérios, que vão nos envolvendo e encantando. Eis, pois, um clássico exemplo de contemplação, em que há a concentração do espírito e o aumento máximo da elasticidade mental, que nos faz escapar para um mundo cósmico e percorrê-lo, a rastrear uma origem divina da coisa que, não apenas vemos, mais do que isto, sentimos. Esta contemplação, que é um excelente estado de oração não verbal, pode ficar melhor ainda se houver outros estímulos sensoriais associados. Religiosos que escolhem uma vida contemplativa por excelência são os monges, na clausura dos seus mosteiros. Aí, longe dos ruídos, eles dedicam sua vida inteira na busca de uma Presença, que consideram salvífica, cujas ações diárias são a oração, o canto litúrgico e a arte sacra. É uma vida totalmente de oração. Mas, avançando um pouco mais, eu vejo também outras formas de contemplação bem mais palatáveis. Como numa igreja grandiosa, ao ouvir o canto gregoriano; sob um céu limpo em noite de lua cheia e muitas estrelas; na beira de um regato, ao observar sua constância rumo a lugares estranhos; ao observar o movimento dos peixinhos no aquário da sala ou ao ver, livre, o sorriso meigo e puro de uma criança. Logo, ambientes para experiências profundas de contemplação não faltam. É possível isto nunca lhe ter ocorrido?!
Voltando, ainda, ao que falávamos, no tópico anterior encontra-se o modo mais usual da Natureza se deixar observar, óbvio que sempre despida das máscaras artificiais, permitindo-nos o diálogo contemplativo direto, agora, compreendam, achamos por bem incluir uma outra situação de relacionamento, tão extensível quanto natural e regida por necessária confiança, pois, entendemos como igualmente favorável à contemplação todo ambiente de natural cooperação entre observador e observado, quando nos é dado viver um senso místico de distanciamento ou união do distante, enquanto durar o ato contemplativo. Sim, com todas as letras, não pedimos nem impedimos, mas falamos honestamente de um homem e uma mulher, comprometidos à luz da lei, quando de volta ao seu estado original, ou seja, despidos de todas as suas vestes, dentro do seu santuário particular, a colocar-se a serviço exclusivo dos mistérios mais profundos do encanto e do magnetismo que sentem, fazendo uso da sua pureza e da dinâmica corporal para elevar-se a dimensões superiores, à transcendência cósmica e sublimação dos sentidos, sendo ideal que não haja, sequer, a erecção. Em havendo, por favor, ignorá-la, para não prejudicar a finalidade maior a ser atingida, solene e sublime. Eis, pois, uma excelente ocasião, tantas vezes descartada, pronta para uma união elevada e excelsa em momento adequado à contemplação e à meditação. Vários estudos apuram ser regenerador o exercício contemplativo, seja em que campo for, podendo ser aplicado de muitas formas no nosso cotidiano. Afinal, contemplar é sempre muito benéfico, acumula energia e reforça a alma, que nos tange e impulsiona. Quando contemplamos, nós nos expandimos, como resultado da nossa interiorização. E, por termos abordado ainda que tangencialmente uma atitude especial de nudez contemplativa, muito fácil a habituais naturistas e mais difícil a não iniciados, um processo ao qual adere quem se sente apto e seguro, algo mais se justifica. Ou seja, quanto a métodos e fins, entre autênticos Naturistas (eu, apenas simpatizante), a coisa é muito séria, sendo o seu propósito “promover uma integração harmoniosa com a Natureza, com um mínimo de artificialidade e o máximo de isenção, seja na terra, na água etc., todos consensual e literalmente nus, por todo o tempo determinado, com total integridade e respeito, sem diferenças e restrição alguma, como se nunca nenhum dos presentes tivesse sentido a obrigação de vestir-se, desde sempre”. Com esta mentalidade reafirmada, não haverá o impulso erótico e o exercício da Contemplação se dará a partir da observação ampla, haurindo-se do ambiente todo, sereno e pacífico, como deve ser nestas situações, para que a participação de cada um tenha como resultados “a tranquilização e equilíbrio da consciência pela neutralização das ansiedades típicas da carne”, mal acostumada ou viciada na sociedade convencional um tanto quanto hipócrita, que eu, entretanto, não a chamarei de depravada, apesar da abundância de sinais reveladores. Enfim, como é bom podermos contemplar ou levar alguém à contemplação. Eu, sempre que posso, gosto de me alinhar à retidão e à arte, na forma e no conteúdo, tornando o fruto do meu concurso menos vulgar e, consequentemente, mais sublime, podendo ser contemplado por mim ou por outrem. Assim sendo, diante do que observamos, convém perguntar. Vale a pena tanto esforço por uma solenidade em busca do sublime?! E isto é possível no mundo atual extremamente superficial?! Ou, mesmo assim, não se deve desistir?!


PS – Um convite. Contemple, como puder. Porém, sem seus olhos muito rigorosos para alguns aspectos dos nossos exercícios contemplativos, cada um escolha o que mais lhe convier, eliminadas as restrições que achar pertinentes. Existem cenários de fácil alcance a qualquer um e outros, menos acessíveis ou, até impróprios ou inconvenientes, conforme o caso ou preparo pessoal. Para alcançarmos bons resultados, a contemplação, a sós ou acompanhados, terá de ser espontânea. Mais do que isto, o ato contemplativo deve ser desejado, livre e natural. Assim deve ser quando oramos, elevamos as nossas preces de forma sincera. Sabiam que toda prece ou estado de oração ganha a sua plenitude quando pela contemplação o circuito se fecha e a sintonia acontece?! Vamos, pois, em nosso cotidiano, contemplar mais?!

MBT – Ano XIX (2018): Originário de 27/07/2012, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
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