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"Como honrar à altura
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e à Natureza!"

(Jhosa)

[Contra-Capa]

MORTOS VIVENTES

Não morreremos, a alma nasce do Espírito e habita o tempo!
(Por: Joseh Pereira – 01/11/2018, Reeditado)

Quem, entretanto, frente a uma Crônica de Finados poderia afirmar não ter, até hoje, perdido um ente querido, amigo ou familiar, “com certeza, ninguém”. E um dia acontecerá com cada um de nós, inelutavelmente. Um momento crucial de desenlace em que as pessoas se equiparam umas às outras, restando-lhes tão somente seu pedigree, a depuração da linhagem familiar, seus benfeitos, malfeitos ou omitidos enquanto puderam, tudo com resultados que poderão se refletir a qualquer tempo ou forma no futuro. Quanto a todo e qualquer bem material do qual hoje tivermos a posse, valerá de forma absoluta uma frase que muito me inspira: “Vieste nu e nu voltarás” (Jhosa), nada sendo mais verdadeiro e definitivo, ainda que isto incomode, especialmente a quem crê em excesso no poder da posse. E mais, seja por qualquer vertente doutrinária ou até mesmo científica, nós não temos como um gato as sete vidas, mas em compensação, uma vida que não falece, a anímica, relacionada à alma, a pairar e perambular nas consciências humanas, além de transitar pela macro-consciência cósmica, também. Neste caso, quanto mais marcarmos nossa passagem neste chão, com atos, eventuais indiferenças ou omissões, mais as nossas pegadas poderão influir no futuro, porque tudo o que fizermos (ou deixarmos de fazer quando deveríamos) trará consequências com qualidades diversas, preenchendo espaços ou criando vácuos. Vamos, por favor, pensar juntos. Há valores, bons ou maus, que estamos sempre plantando ou transplantando, quer dizer, não paramos de fazer história, ainda que não tenhamos consciência alguma da influência que exercemos no ambiente do qual somos componentes. Uns, pelos papéis que desempenham como agentes do estado e outros, em diferentes atividades na sociedade, todos alteram o atual cenário ora mais, ora menos, mas não deixam nunca de contribuir dentro do meio a que pertence, trazendo consequências correspondentes, que poderão ser positivas ou negativas em qualquer tempo e lugar. Para muitos, basta o seu viver comum e corriqueiro de participante compulsório da vida. E não adianta querer se esconder na insignificância de quem se omite, porque a omissão também deixa marcas, físicas e materiais, associando-se às de ordem ética e moral. Então, se vamos de qualquer forma perdurar no tempo além do hoje, que seja pelos melhores motivos que pudermos. Em assim sendo, indagamos. Alguém, aí, ainda pode afirmar que nada temos de imortal?! E isto, a seu ver, na sua concepção de vida, considera bom ou ruim?!
Nós, na ocasião, queremos incluir dois fatos pertinentes ao tema de hoje. Senão, vejamos. Há muito tempo, calouro de comunicação social da Alcântara Machado (atual FMU), mais tarde na Cásper Líbero. Minha mulher, grávida, na Liberdade em São Paulo, um mensageiro da família chega e traz a notícia da morte do meu irmão, jovem, cheio de sonhos e projetos, que fora atropelado ao pilotar sua bicicleta na Regis Bittencourt em Itapecerica da Serra. Naqueles dias cinzentos, o Prof. Severino, numa aula de Ciências da Comunicação, chamou de “grande tirada” uma sequência de versos com que eu tentava aliviar minha dor, em texto livre, assim: – “Lembro-me de ti, Rafael, / Quão rápido percorreste estreita clareira. / Mas, eu vi e guardei nitidamente teus traços. / Marcas indeléveis nutrem tua vida, / Animam tuas obras, / Regam tuas plantas, / Amadurecem teus frutos, / Germinam tuas sementes, / As sementes da paz, / Sementes da tua vigorosa virtude para que estas tenham sempre vida. / Ó, vós, sementes, que sereis plantas. / Ó, vós, plantas, que sereis frutos. / Ó, vós, frutos, que sereis novas sementes. / Sucessivas vidas, irrefreáveis vidas, vidas sem fim. / Vida eterna!”. Versos simples, sem métrica e sem rimas, um poema que reforça o sentido da continuidade do ser, o elogio do mestre, este foi um bálsamo! Quanto ao segundo caso, vejam. Muitos relatam ter vivido a experiência de quase-morte, comigo também: – “O carro que eu conduzia levava cinco passageiros, dois adultos e três crianças, colhido num cruzamento por um veículo a 200 Km/h guiado por um marginal em fuga à perseguição policial, pelo violento choque e o estado de inconsciência sofridos, uma ante-sala do outro mundo, eu pude experimentar visões e sensações de como o depois pode ser: 1. Estado de inconsciência, sem reversão ao estado de lucidez e do conhecimento; 2. Bloqueio ou cessação do estado biofísico de resistência e de compartilhamento, mais ou menos precário e circunstancial com o meio, do qual se nutre e se envenena; 3. Desligamento de todas as relações próprias da existência, vinculadas a tempo e espaço, produzindo uma indescritível sensação confortável de total descomprometimento; 4. Túnel de luz, num subterrâneo de escuridão, como único e infinito substrato; 5. Raio de luz, como um produto do olhar, com cujos olhos sem corpo, sem tempo e sem espaço, também não se compromete, deles a luz nada sabe ou sabe e não diz; 6. Pequena mecha de luz e de identidade, como saldo e essência, mergulhados para sempre num confortável colchão de escuridão e de mistérios”. Como vimos, não foi desta vez, voltei do caminho, sem ultrapassar o portão, a entrada. Minha esposa, filho, amigos, meus endereços, origens e destinos são compromissos a reassumir tão logo nossa consciência volta a dar as cartas. Um agente policial em minha direção, quando me levantava do asfalto, em meio a cópias e pastas espalhadas da Faculdade, em pleno cruzamento por onde haviam passado veículo abalroador e polícia, ainda pude ver meu carro sem governo na contramão a abalroar um poste e parar, com uma mulher e três crianças dentro, muita zoeira de latas e vozes humanas a gritar. Impossível esquecer, um segundo à frente e o Opala Comodoro do ano, pesado, tornaria irreconhecível meu pequeno Volkswagem (batido bem à frente, rodopiou), a viatura policial na cola em igual velocidade passaria logo depois sobre nós, uma tragédia indescritível para deixar muita gente inconsolável. Mas, graças a um número ínfimo de apenas um segundo a menos, cessada a confusão, feito o levantamento, ninguém seriamente ferido, a não ser os danos materiais elevados de muita gente. Que coisa, a vida no estágio presente, muitas vezes, surpreende. Um verdadeiro milagre ou simples coincidências favoráveis?! Ou entre nós, alguns “mortos” (pulsantes) a vibrar positivamente nas consciências de certos vivos?! No entanto, ninguém podendo, taxativamente, afirmar “Sim”, quem poderá eliminar a hipótese?! A seu ver, para provocá-lo, entre o Espírito e a Matéria, qual o principal e o secundário?!


PS – Ainda bem, não morreremos, a alma nasce do Espírito e habita o tempo. Hoje, em tempo de encontro para lembrar, reviver, em boa hora, a Crônica de Finados, dedicada à perenidade humana no plano da história ou a uma contínua historicidade do homem, cujas fronteiras se abrem para a eternidade. Não há como negar, uma coisa é a morte do corpo, outra bem diferente a morte da Pessoa, parte imaterial da individualidade. Nós não podemos admitir que esta última, a Pessoa, simplesmente se extinga, desapareça, após ter transitado no tempo e no espaço, ficando a sua passagem necessariamente gravada, registrada, em grande parte, ainda comprometida com o tempo que ficou. Uma memória pessoal é coisa séria, não pode se apagar com facilidade, ou melhor, de forma nenhuma! Porém, agora, o que vamos fazer diante de tanta “presença” a manifestar-se?! Alguma em especial mais impactante, que conforta ou incomoda?! Enfim, apesar da imensa saudade, como não nos encher de gratidão a tão sublimes “mensagens”, tão claras e didáticas, espíritos que vivem?!

MBT – Ano XIX (2018): Originário de 31/10/2012, um texto em reprise com vida nova!

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