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"Sabe o Blog que corpos humanos, templos do Espírito!"
Comum. Com.Br
Leitores Qualificados:
Ano 20 - MdM: 4.0







Intensas lidas. /
Letras recendem, /
Luzes acendem, /
Eis que desprendem /
Sombras temidas!



Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
Gotas de Vida!

Voto Distrital
Voto Distrital

"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)


Nova Ortografia.
Nós, o Editor do Blog,
nos acentos diferenciais
e em vogais dobradas
+ hifens, nada muda,
não aderimos!


[Contra-Capa]

ESTADO DE VELHICE

Quando um fruto amadurece, a casca piora, melhora o conteúdo.
(Por: Joseh Pereira – 01/03/2019) – Reeditado

Quem não cuida do conteúdo envelhece. Eu (função avançada, versão 7.8), posso até parecer velho, mas devo ser, preciso ser jovem. Estar é circunstancial, faz parte da existência, fenômeno dependente do tempo (com começo, meio e fim) e do espaço (onde a matéria se manifesta), um e o outro são identificáveis e medidos, possuem sua vida útil mais ou menos determinada, ou seja, são finitos. Reiterando o conceito no sentido inverso, o tempo e espaço são ambientes indispensáveis à existência, ultrapassável somente por algo bem mais profundo que, na qualidade de absoluto, não ocupa lugar algum em específico nem sofre influências do tempo, ao menos como as conhecemos. Daí, portanto, nós podermos ficar velhos e sermos, ao mesmo tempo, essencialmente jovens. A propósito, entre o “ser” e “estar”, preferimos aquele que suplantando a existência, valoriza e dá suporte ao período temporal da vida terrena. E, por falar em idades contra a ociosidade, sejamos também, quando possível, espirituosos e relaxantes. Assim, junto a um velho amigo com elegante bengala, começamos dizendo que o idoso tem em público uma certa liberdade antes inconcebível, como ir para a praia de cuecão, sem ser incomodado por ninguém, quando muito, algum olhar meio piedoso e nada mais. Aí, tiramos do baú outras piadas de valor, como aquela da garota que, ao ser elogiada por um idoso, disse-lhe: “Gostou, então, pegue a senha, que a fila é longa”. Ao que o cidadão diz: “Mas não esqueça, eu tenho senha preferencial, estou em vantagem”. Outra de dar dó é o da mulher de 86 anos, viúva há 30, em sua varanda a sós numa tarde agradável de verão, aparece um rapaz galanteador e mal intencionado, que faz despertar a libido da anciã em longo exercício de estimulação e, na hora “H”, quando a mulher pede que ele a possua, o rapaz exclama: – “É primeiro de abril, mulher!”. E morreu com um tiro na cabeça, mais tarde, ela respondeu ao Juiz ter o rapaz começado por acariciar suas coxas, depois, os seios, até deixá-la ardendo em chamas. Outra velha senhora divertia-se a valer e matava de raiva os otários que pensavam ser ela mais otária que eles. Um dia, carregando uma sacola com dólares a aplicar, apostou 25 mil com o principal executivo de um grande banco que seus testículos eram quadrados. Na hora da grande revelação, o executivo à frente dela com calça e cueca bem arriadas, a velha senhora com um leve sorriso começou a conferir os testículos do executivo à frente do advogado, sua suposta testemunha, que começou a bater a cabeça na parede e esbravejar. Ele era um outro apostador que acabava de perder 100 mil dólares por ter duvidado que ela estaria ali, naquela hora, conferindo os testículos daquele executivo. Meu amigo e eu ainda tínhamos bala na agulha, mas consideramos estar de bom tamanho, rimos bastante, desopilando o fígado. E fica nas entrelinhas a mensagem para que não se subestimem a inteligência e a capacidade dos mais velhos, mesmo sob rugas decoradas com fios de cabelos, barbas e pelos na cor da prata, caso não depilemos o corpo todo, sem deixar prata sobre prata, quase um ouro, a crescer! A seu ver, como é estar velho, mas sem envelhecer?!
Nós, a seguir, achamos por bem abrir parêntesis para um difícil “espinho”, que o Editor do Blog está a carregar, embora, tudo indique, não tenha qualquer relação com a sua idade. É que, há mais de 25 anos, seu ouvido direito “apagou” total, restando-lhe a orelha a preencher um visual externo para efeito estético. Perder assim, de forma repentina, a metade da capacidade auditiva, pouco depois de um violento acidente de trânsito, que pode ter sido a causa de um traumatismo irreversível da cóclea (conversor de sinais ao pé do cérebro), já não parece pouco a uma pessoa e não é mesmo. Porém, para piorar o quadro, como o sistema auditivo não depende somente dos tubos auriculares, mas de todo o lado da caixa craniana em que se encontra o ouvido danificado, com a perda da percepção sonora, o paciente passa a sentir aí de forma ininterrupta um intenso e torturante zumbido na forma de sirene ou cigarra, tornando desesperador e assustador caso se lhe preste atenção, daí, a necessidade da procura permanente de ocupação que chame mais a atenção que aquele insistente zumbido. O ruído constante de cigarra, apesar de irritar demais, como dissemos, não se deve prestar-lhe atenção, sob pena de vê-lo crescer infinitamente, a ponto de poder enlouquecer o paciente. Busca-se preventivamente algo superior para suplantar o sintoma. Recolher-se para uma meditação ou silêncio criativo é severamente difícil. Todavia, o tempo como mestre universal nos concede a sabedoria para podermos viver, mesmo assim, tentando disfarçar a surdez e, às vezes, cumprindo compromissos formais, com aparências de normalidade. Conversas inter-pessoais, na forma de reuniões, isto não tem jeito, estará sempre com um prejuízo superior a 50% em sua eficácia, merecendo sérias ressalvas. Enfim, sobretudo e, principalmente, “em nome de uma amizade, seja ela definida ou indefinida, cuja utilidade e prazer devem ser preservados”, o Editor faz questão de deixar bem claro, como de fato o faz, aqui, onde deixa publicamente registrada uma circunstância restritiva a ser sempre considerada. Isto posto, fecham os parêntesis. Agora, para encerrarmos em definitivo o Post, dedicado a tanta gente madura, que queremos ainda ativa e produtiva, não descartando ninguém biologicamente jovem, que será o idoso de amanhã, vamos a alguns pensamentos que, a todos, alertam e encorajam: – “A juventude não sabe o que pode nem a velhice pode o que sabe” (cf. José Saramago); “Todo mundo quer chegar à velhice, mas ninguém quer ser velho” (Martin Held); “Quando a velhice chegar, devemos aceitá-la, ela é abundante em prazeres se a abraçarmos” (cf. Sêneca); “A razão prevalece na velhice porque as paixões envelhecem” (Marquês de Maricá); “Aqueles que se amam profundamente, jamais envelhecem, podem morrer de velhice, mas morrem jovens” (Martinho Lutero); para finalizar (In “Fragmentos”, Guia do Blog, ao lado): – “Na maturidade o homem deseja (marca natural, da criança); percebe (marca intelectual, do jovem) e tolera, isto é, sabe dar tempo, esperar, tem condições para a auto-renúncia (marca moral, do adulto)”. Usando como gancho a última propositura, sem desprezarmos as demais, como não termos a certeza de que somente na maturidade nós podemos conquistar a plenitude humana em seu mais elevado grau, ao final de um longo e, muitas vezes, penoso processo de aprendizagem, experiências e habilidades?! Mas, nós insistimos. Mesmo que nos pareça paradoxal termos de pendurar as chuteiras exatamente quando, via de regra, estamos melhor preparados para estarmos em campo, por que, neste caso, não nos compararmos a um vinho originário de boa cepa que, segundo uma consagrada tradição, quanto mais tempo de armazenamento, maior sua aceitação pela refinada qualidade?! Julgando por este ângulo, numa adega ou à mesa, qual vinho Você pediria, o de sabor e consistência mais elaborados ao longo do tempo?! Ou lhe basta qualquer vinho, ainda que muito jovem, com lábios cheirando a leite?!


PS – Muitos são os “velhos jovens”, que nos deixam felizes quando vemos e, por outro lado, tantos “jovens velhos”, uma grande aberração da natureza. Ou melhor, a natureza em si nada tem a ver com isso. Os jovens são precocemente envelhecidos por seus maus hábitos de se queixar e de reclamar de tudo e até de si mesmos, a ponto de acreditarem no que dizem de ruim como sendo real e verdadeiro. Quando, então, vamos ter de reconhecer que o problema agravou, significativamente, tornando difícil a solução. Aqui, apresentamos uma Crônica, cujo tema a ninguém exclui, abrange ambas as gerações. Nela buscamos construir, material e espiritualmente, uma ligação ou vínculo entre concomitantes gerações ainda em convívio, quando não simples coexistência, a compartilhar o tempo e espaço. Aliás, quando nos referimos ao jovem e ao idoso do momento, estamos conscientes da existência de tantos jovens sem horizontes e muitos idosos abandonados, sem o reconhecimento de quem quer que seja, assuntos que, neste momento, escapam ao nosso foco ou escopo. Qual, afinal, a sua condição, na juventude que ainda desfruta ou na velhice, física e natural, que fez o favor de chegar?! Sabiam que, além de alimentarmos o corpo, temos de cuidar da Alma, para que continue sendo a nossa maior fonte de energias?! Já avaliou quão importante a sua Alma, essencialmente, o motor da vida?!

MBT – Ano XX (2019): Originário de 07/07/2013, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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