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"Sabe o Blog que corpos humanos, templos do Espírito!"
Comum. Com.Br
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Ano 20 - MdM: 4.0







Intensas lidas. /
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Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
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Voto Distrital
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"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)


Nova Ortografia.
Nós, o Editor do Blog,
nos acentos diferenciais
e em vogais dobradas
+ hifens, nada muda,
não aderimos!


[Contra-Capa]

MUNDO AMBÍGUO

Muitas das ambiguidades são decifráveis, outras podem resistir!
(Por: Joseh Pereira – 01/04/2019) – Reeditado

Em épocas como as atuais, com muita corrupção ou “quebras da ordem”, quando regras que regem as palavras sofrem agressões de toda espécie, reforçadas pelo duplipensar da escola ideológica (influências de “1984″, autor George Orwell e “Cadernos do Cárcere”, originais de Antônio Gramsci), pelo qual o sentido da palavra, já sem sua natural autoridade, passa a ajustar-se à conveniência momentânea, tão mutável quanto a paisagem na janela de um viajante, assim, fica fácil encontrarmos pelo caminho as dubiedades, bem como as ambiguidades (muitas com intenções de ludibriar) na fala, na escrita e na linguagem em geral, verbal ou não verbal, como na foto ao lado, ilustrativa (um desafio geométrico, complexo, enigmático ou desenho irrealizável). Vamos, na presente Crônica, abordar algumas das nossas ambiguidades mais comuns dos meios cotidianos e da linguagem, que podem nos envolver na condição de agentes ou pacientes, quer dizer, podemos sofrê-las ou contribuir com elas. Notem, no entanto, que a própria palavra “ambiguidade”, sem o trema como sinal auxiliar, torna ambígua a sua pronúncia, pois, não sabemos se a vogal “u” é sonora ou muda, confundindo-nos. Está aí um outro “favor” da Reforma Ortográfica às avessas, já em vigor, fortemente criticada por nós no Blog, em fevereiro último, confiram. A ambiguidade quando proposital, como figura de estilo, merece respeito por cumprir um objetivo na comunicação, como acontecem na poesia ou na literatura em geral, para enriquecer seu significado que deixa de ser objetivo, na propaganda, para intensificar certos apelos que são próprios do mercado e no humor, para construir as populares ou clássicas pegadinhas que causam risos. Nestes campos e, dentro de regras linguísticas que regem os estilos, não será considerado vício o uso da ambiguidade, se bem intencionada e isenta do intuito de constranger ou ofender. Do lado do leitor, entretanto, muito cuidado com quem faz do seu posto de trabalho a tribuna na defesa e expansão dos seus ideais, bandeiras e causas, pouco importando com os meios usados desde que atinjam os fins pretendidos. São os que, cujos fins sempre justificam os meios, sendo perigosos por trabalharem dentro do campo da inteligência e da sensibilidade humana e social, conhecendo bem quando devem ser mais sutis ou mais ostensivos. São “especialistas do golpe”, no campo cultural, com quem mentes desarmadas não devem brincar! Indagando-nos, perguntaríamos. Mas, não é próprio do mundo, desde sempre, por toda parte, haver enganados e enganadores?! Afinal, todos os enganos, engendrados contra nós ou por imperfeições e despreparo nossos, quando temporários, são ruins?! De quantas quedas destas, muitas vezes, nós precisamos para construir um verdadeiro adulto para a “vida que deve viver”, decididamente, o maior e mais espetacular desafio do ser humano?! Podemos pensar melhor nestas coisas, muito sérias, aqui mesmo, um pouco mais?!
Nós, na sequência, considerando as ambiguidades próprias dos estilos de linguagem defendidos e explicados pela Gramática, achamos pertinente ao menos tangenciar a hipérbole, a ironia, o eufemismo, o neologismo, o sofisma (termos que podem trazer confusão), mais o “bom-mocismo” do politicamente correto, revestido da sua falsa porcelana a tentar ocultar as fisgas caçadoras que, por falta de filtro apropriado, muitos não percebem. Nós já falamos muito sobre isto em outros Posts, como devem lembrar. Normalmente, há várias figuras de estilo que dão brilho aos textos. Quando, para poder expressar uma realidade, eu tenho de exagerar na linguagem, farei uso de Hipérboles (“quase morrer de estudar”, “chorar rios de lágrimas”, “comprar toneladas de rosas”); se quero ridicularizar sem deixar de ser elegante, utilizo Ironias (“sua hipocrisia é encantadora”, “quadrado, no mundo redondo”, “não quer mais prosa, faz em versos”); para suavizar uma coisa desagradável ou doer menos, uso Eufemismos (“faltou com a verdade” = mentir, “morar no céu” = morrer, “pessoa forte” = gorda). Temos ainda os termos formados por derivação, abreviação ou substituição, com fins comunicativo, valorativo ou depreciativo, os Neologismos, utilizados na linguagem em geral, vale a pena pesquisar. Por último, tomem cuidado com os Sofismas (“Dizem que eu sou ninguém; Ninguém é perfeito; Logo, eu sou perfeito” ou “Deus é amor; O amor é cego – admitindo-se; Stevie Wonder é cego; Então, Stevie Wonder é Deus”), em construções argumentativas que parecem perfeitas, imitando os válidos Silogismos (“Todo homem é mortal; Pedro é homem; Portanto, Pedro é mortal” ou “Se Marcos passeia, não lê; Ora, Marcos passeia; Logo, Marcos não lê”), quando os tais (Sofismas) conseguem seu objetivo, alcançam sucesso, abafam sem resolver a eventual contradição. Aliás, muitos de nós já vimos frases assim, dúbias ou ambíguas, vamos comentá-las: 1. “Crianças que recebem leite materno frequentemente são mais sadias” (qual das duas ocorrências é frequente); 2. “Rapaz pegou o estojo vazio da aliança de diamantes, que estava sobre a cama” (qual dos dois objetos estava sobre a cama); 3. “Velha senhora encontrou o garoto em seu quarto” (de quem era o quarto); 4. “Muita chuva para São Paulo” (você pensou vir o fim da seca e da poluição, mas foi um violento temporal que alagou a cidade); 5. “Papa Francisco aceita o homossexual” (longe disto, ele disse: “Se a pessoa é gay e, com boa vontade, procura a Deus, quem sou eu para julgá-la?”); 6. “Em protestos contra Governador polícia prende manifestantes” (uma subversão total dos fatos, eram mascarados destruidores de patrimônios). Agora, para finalizar, na Biologia também ocorrem ambiguidades, estas sem culpa ou participação humana, que a Genética e outros processos intermediários respondem. Saibam que, consoante a uma lei absolutamente natural, o espermatozoide transmite um cromossomo X ou um Y ao óvulo, onde encontrará sempre um cromossomo X. Ali se define o sexo genético do embrião humano, X+X (feminino) ou Y+X (masculino), sem meio termo polêmico. Da fase seguinte até o nascimento, surgem os caracteres sexuais peculiares, sendo normais no macho os mamilos parecidos aos das fêmeas e, nestas, os clitóris em suas vaginas, às vezes, tão desenvolvidos que lembram um pênis. São sinais exteriores, ambíguos sim, porém, não tornam o homem uma mulher ou a mulher um homem, sendo ideal que sigam como tais, segundo suas convicções e conveniências. Mas, que pena, neste ponto da abordagem, vamos ter de encerrar, deixando aspectos importantes a tratar! Entretanto, podemos prosseguir em outra Crônica. Que tal, aprovado?! Nós, afinal, fomos claros até aqui, ambíguos ou obscuros?!


PS – Como todos observam, o tema de hoje faz sentido. Pois, enquanto sentirmos uma dúvida nosso alerta estará aceso, não se instalou a convicção, a partir da qual passamos a agir em algo construtivo, indiferente ou demolidor. Quem duvida não escolheu o caminho. A retórica, como arte de persuadir, convencer, obviamente, atua em busca do convencimento ou da eliminação da dúvida. Perante a tais recursos, manter-se bem atento para avaliar intenções e finalidades das mensagens, qual a qualidade e confiabilidade da novidade a transmitir, nada devendo ser subestimado. E, no tocante aos costumes, quem não tomou conhecimento de incômodos comportamentos ambíguos, como o das moças que viram rapazes e vice-versa, alegam terem nascido em corpos errados, impossível; casal homo-afetivo, se casal de mesmo sexo inexiste no reino animal e, finalizando, meninos-meninas, escolares na Inglaterra, obrigados por ideólogos de gênero a vestir saias como uniformes, sendo fotografados?! Quanta ambiguidade frontalmente contra invioláveis leis naturais?! Se nós não podemos eliminar o mal, por que não, ao menos dificultá-lo?! Vamos sair a campo?!

MBT – Ano XX (2019): Originário de 03/08/2013, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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