Guia do Blog

> Recepção (Mapa)
> Histórico (Sobre Nós)
> Fragmentos
> Sinopse do Conto
> Temas (em Versos)
> OFICINA MENTAL
> Variedades
> Da Redação
> VITRINA (Janela do Leitor)

"Sabe o Blog que corpos humanos, templos do Espírito!"
comum. Calcular PageRank com.br
Leitores Qualificados:
Ano 18 - MdM: 3.75







Intensas lidas. /
Letras recendem, /
Luzes acendem, /
Eis que desprendem /
Sombras temidas!



Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
Gotas de Vida!

Voto Distrital
Voto Distrital

"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)

[Contra-Capa]

LÍNGUA PORTUGUESA

“Chuva para São Paulo”, afinal, vai chover ou a cidade parou?
(Por: Joseh Pereira – 01/06/2013)

Em março de 2009, indignava-me ao ler e não entender o sentido da manchete de um grande jornal, como o da epígrafe deste Post, em virtude de novo e muito mal elaborado acordo ortográfico. Desta forma, ausente o acento diferencial do verbo “pára”, o título ou frase não sobrevive sem o seu contexto, permanecendo, enquanto não se alcança o corpo da matéria, a desnecessária confusão, se se trata de (a) uma previsão de esperada chuva para a cidade ou (b) a notícia do caos urbano provocado por chuvas intensas que caíram. Trato desta vez, aqui, de algo que sai da faixa do inútil e vai para bem dentro do que se entende por muito nocivo a um melhor e pronto entendimento de texto em português. Toda reforma tem de melhorar o que for reformado e esta última, a chamada Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa eu, como simples cultor do Vernáculo desde quando nasci, não posso concordar com tamanha falta de visão normativa de velhos acadêmicos brasileiros de letras, incapazes de notar uma tolice desta, que um mero e atento usuário desta Língua é capaz de apontar, uma falha realmente primária.
Vejam do que são capazes. Às vésperas da data fatídica de 31 de dezembro de 2012, a partir da qual tornar-se-ia obrigatória a obediência a este Acordo, que não consultou a classe docente como devia, eis que, senão quando, como diria o poeta, cai a obrigação pela Nova Ortografia, a pior de toda a história da Língua Portuguesa, sob o vergonhoso pretexto de que precisam rediscutir. Mas, agora, depois da bagunça implantada e reinante no mercado, nas escolas e na imprensa? Dizem que vão analisar todos os prós e contras, que foram levantados, adiando a obrigatoriedade das novas normas ortográficas para o ano de 2016! O bom senso recomendaria que isto jamais acontecesse!
Mas estamos, portanto, quiçá por muito tempo ainda, com duas formas ortográficas vigentes, a atual e a antiga, como no período de transição para a nova ortografia, que iria de janeiro de 2009 a dezembro de 2012 e, agora, fala-se que vai até o ano de 2016, tempo destinado ao aperfeiçoamento de novas normas e a eliminação de inúmeras contradições. Bagunçaram mercados e livros para nada! Como sabem, sempre que há uma reforma ortográfica, a ABL publica o novo Vocabulário Ortográfico Brasileiro da Língua Portuguesa, um guia obrigatório para o mundo editorial. Pois, pasmem, senhores de brio, os que ainda ficam rubros, esses acadêmicos de meia tigela, salvo alguns que se prezam, tiveram de correr para publicar uma segunda edição do Novo Vocabulário, que corrige falhas e omissões da primeira edição, que mal tinha saído do prelo. Bem a propósito, lembro-lhes o artigo do professor e jornalista [Reinaldo Azevedo], intitulado: “A Melancia Caiu na Cabeça dos Reformadores da Língua”, a quem, o mesmo autor, ainda classifica de “um bando de prepotentes trapalhões”, porque a raiva dos operadores do Idioma, que somos todos nós brasileiros, é realmente muito grande, enorme, imensa! E não adianta tentar encontrar matérias que queiram debater o tema, considerando nossa imprensa mais chapa-branca do que nunca, ovelhinhas sempre dóceis e camaradas!
A esta altura da abordagem, embora nos doa muito, vamos pegar um guia prático da Nova Ortografia. O coitado do trema, tanto serviço prestado e que poderia nos prestar, vai para a lixeira. Se alguém disser “linguiça”, tornando não sonante o “u”, serei obrigado a corrigir, porque estaria errado, logo, um desserviço da Reforma. Idéia e heróico ficam sem brilho e perdem a graça se suprimirmos o acento agudo. Mas em “troféu” e “herói”, porque oxítonas, dizem, o agudo fica. Pura prepotência acadêmica! Em “feiura” e “Sauipe” cai o acento agudo de “i” e “u” após o ditongo, já em “conteúdo” e “viúva”, o “u” (não precedido de ditongo) recebe o agudo. Nas oxítonas “baú” e “país”, o “i” e “u” na última sílaba, fica também o agudo. Ainda bem! Outra bobagem é tirar o circunflexo das combinações “êem” e “ôo”, como em “vêem” e “perdôo”. Agora, o mais cruel refere-se aos acentos diferenciais. Aqui, os mesmos estúpidos que tiram o acento de “pára” (verbo) vs. “para” (preposição) mantêm o acento, vejam que absurdo, em “pôde” vs. “pode” (pela ordem, passado e presente), em “pôr” (infinitivo do verbo) vs. “por” (preposição) e em “fôrma” (substantivo) vs. “forma” (verbo). Também mantiveram o acento diferencial em “ter” e “vir”, para diferenciar singular de plural, exemplo: “Eles vêm amanhã porque têm compromisso”. Também tiraram o acento agudo das formas verbais de “arguir” (argúo, argúem etc.), em cujo infinitivo, fica também sem o trema, embora o “u” deva continuar sonoro, como manda a Reforma. Então, por que apagar o trema e acento da vogal, apenas para confundir o leitor? Para encerrar este comentário do tal guia prático, eu deveria falar do “hífen”, mas, neste quesito, nossos acadêmicos bagunçaram tanto a área, mas tanto que perdi o apetite. Basta dizer que foi devido a falhas em relação ao “hífen” que a ABL teve de publicar uma 2a. Edição do seu Novo Vocabulário Ortográfico para corrigir a primeira. Estavam com tanta pressa de publicar as mal traçadas que publicaram sem revisar, tendo tais reformadores experimentado a melancia em suas cabeças, vinda dos galhos de frondosa árvore, onde estariam, docemente, pequeninas jabuticabas! Brincadeira à parte, entristece realmente a todos ver o nosso Vernáculo tão maltratado, até pelo próprio Ministério da Educação que, entre outras coisas malucas, aprova e distribui na rede escolar livros que ensinam a falar: “Nós pega os peixe”. Assim mesmo, do jeito que você viu, tudo errado! Nesta toada, para onde vamos, alguém sabe?
Na verdade, lusófonos que somos, dá vontade mesmo de voltar ao velho e ótimo Napoleão Mendes de Almeida, com sua “Gramática Metódica da Língua Portuguesa”, um distinto mestre e filólogo, com quem muito aprendi. Napoleão Mendes de Almeida, mal comparando, está para a Gramática Portuguesa, assim como Antônio Bandeira Trajano, muito lido e consultado em minha adolescência, sempre esteve (antes de certas modernices da disciplina) para a Matemática! Que saudade destes grossos compêndios, tão úteis em seu tempo! Enfim, apesar do violento vendaval dos insensatos, tratado rapidamente neste Post, eis que pelos esforços dos seus filhos, todos nós, haverá de vir muito solo fértil, ainda, onde crescerá cheia de encanto nossa querida Língua Materna, no dizer de Castro Alves, a “última flor do Lácio”. E que flor!

NB – Linguista e filólogo como o conhecido Prof. Eduardo Carlos Pereira, com sua Gramática Expositiva dos cursos elementar e superior também faz parte da minha biblioteca pessoal de Língua Portuguesa, livros que trazem saudade!


PS – Então, até começo de 2016, estaremos livres! E vejam uma frase do cantor jamaicano, falecido em 1981, a demonstrar, mais uma vez, o uso do acento diferencial que não deve acabar! Prestem atenção: “A vida é para quem topa qualquer parada, não para quem pára em qualquer topada” (Robert N. Marley). Uma inteligente sequência de fonemas labiais. Parece mensagem popular de pára-choque de caminhão, mas traz um grande ensinamento, além de nos servir nesta forte resistência ortográfica. Água mole em pedra dura…

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

Leave a Reply

  

  

  

You can use these HTML tags

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>