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"Sabe o Blog que corpos humanos, templos do Espírito!"
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Ano 20 - MdM: 4.0







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Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
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Voto Distrital
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"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)


Nova Ortografia.
Nós, o Editor do Blog,
nos acentos diferenciais
e em vogais dobradas
+ hifens, nada muda,
não aderimos!


[Contra-Capa]

FAMÍLIA HUMANA

Cresçamos e multipliquemos, porém, essencialmente falando!
(Por: Joseh Pereira – 01/05/2019) – Reeditado

É sério, mas também diverte, pensar que ao nascermos temos a sensação de estarmos desarticulados, percebendo-nos de repente, sem nos dar conta do imenso laço ou rede genealógica relevante que percorremos até ganharmos uma identidade própria e singular, inconfundível, tornando-nos os indivíduos que somos, a buscar e defender territórios. Assim, como disse João, o evangelista, que “o Verbo se fez carne”, embora estivesse falando de Jesus Cristo, sempre implícito no Pai enquanto Verbo (palavra dada, intenção, promessa), nós podemos considerar o raciocínio válido a todos nós que pré-existimos por muito tempo ao nosso nascimento, quando então nos dão à luz, tornando-nos visíveis, prontos para participar da experiência de viver. Somos, lá atrás, os corpos, as cabeças, os sonhos, os planos e desejos de muita gente, até que tudo isso se concentra e canaliza em um Homem e uma Mulher, que serão, por escolha da natureza não apenas material, os nossos genitores, os nossos pais, com quem formamos, física e espiritualmente, uma Família com novo desenho, por todo o sempre, digna do zelo nosso e de terceiros, o mais que pudermos. Importante, também, não esquecermos um detalhe, seja qual for nosso papel na cadeia familiar, ninguém prescinde do atributo da filiação, este “pertencimento” a um Pai, ou seja, “a ausência da figura paterna como manto protetor constitui sempre e em todas as situações numa carência urgente a ser suprida”, daí, talvez, a permanente busca consciente e inconsciente de um Pai Espiritual, neste caso, Deus, onde seria altamente recomendável toda família se encerrar, fechar seu circuito, no vértice da estrutura, o norte dos nortes. Pois, somos todos, em última análise, filhos, já aqui e por todo o sempre, tanto sob uma óptica religiosa quanto científica ou matemática. E, por falar em Matemática, queremos ainda nos referir ao “crescer e multiplicar”, expressão bíblica milenar, cujos valores são qualitativos, não quantitativos, sobressaindo a qualidade em detrimento da quantidade, como podem perceber, uma verdade bastante elementar. Como dissemos, todos somos filhos, hoje e sempre, aconteça conosco o que acontecer, casados ou não e uma fertilidade de coelhos tal o tamanho da descendência, nada nos tirará a condição de filhos, uma situação suficiente para não nos assoberbarmos como se independentes fôssemos. Óbvio que devemos alargar territórios e ganhar autonomias, “plantar árvores, ter filhos, escrever livros”, como diz certo provérbio, exercendo de um modo ou de outro a nossa paternidade, garantindo assim à posteridade um legado que nos justifique, sendo imensamente sagrada a missão a ser desempenhada em nome da Família a que temos a felicidade de pertencer. Aliás, a melhor coisa que a civilização humana concebeu foi a instituição familiar, famílias, células vivas a dar organicidade a qualquer sociedade no mundo! Como seria uma sociedade sem a participação das famílias?! Por acaso, alguém pensa em outro núcleo social superior, que possa substituir a família?! Ou, simplesmente, querem extingui-la?! Quem, conscientemente, não defenderia a própria família?! E, por consequência, todas as famílias, sem exceção?!
Na sequência, muita coisa sobre o tema haveríamos de abordar, mas devemos nos limitar a determinados focos mais pertinentes, como as drogas sem um controle maior, a sexualidade precoce com gravidez mais precoce ainda de crianças e, como resumo da ópera, a antiga campanha da “paternidade responsável por uma família administrada”. A droga, no Brasil e no mundo, todos sabemos ser a grande chaga social, há tempos tratada de forma imprópria pelas nossas autoridades da segurança e educadores, muito tímidos e ineficazes para não parecerem violentos aos olhos da “patrulha ideológica”, nos demais setores, sempre atenta a condenar as ações necessárias não vitimistas entre governos e a sociedade. Machuca muito a notícia de “meninas em tenra idade sendo sexualmente industriadas pelos próprios pais, para angariarem dinheiro com que seus genitores pagam e sustentam os seus vícios malditos”. Olhem o tamanho da destruição da família! Aliás, nem entre animais selvagens se conhece tanta selvageria e indiferença junto aos seus, onde, no caso do humano, deveria entrar a razão para “calcular, planejar e administrar”. O Homem não é um animal qualquer, daí, ao conceber e gerar um filho, impõe-se nítida obrigação ao casal em entender que se está fundando e lançando no mundo um novo projeto de vida, cuja autonomia demora para ser conquistada, cabendo-lhe o mister de formar uma personalidade, com proteção, juízo e equilíbrio, já descartada a superproteção. Quanto à família ideal, salvo melhor juízo, o melhor modelo de família ainda é e sempre será o do mundo cristão, inspirado na Sagrada Família. Ouso dizer que o mundo em geral somente se tornou e se mantém relativamente habitável, graças à existência da família como unidade básica da sociedade, onde se constroem os princípios e se forma o caráter. Felizes os filhos de berços assim, canteiros de promissoras sementes a germinar, crescer e produzir frutos. Uma grave decorrência da falta do planejamento familiar é a questão da explosão demográfica, aparentemente incontrolável. Das causas do fenômeno que concorrem desde 1960 no Brasil, três são relevantes segundo analistas sociais. Os militares, a pretexto de defender a soberania nacional em país de dimensões continentais, optaram por aumentar os nativos brasileiros para ocupar imensos espaços desocupados em regiões despovoadas; os comunistas e seus simpatizantes, ao defenderem que o aumento populacional acelerado aprofundaria as contradições do capitalismo e encurtaria o caminho para a ditadura do proletariado; por último, a Igreja Católica, por considerar antinatural ou contra a vontade de Deus o emprego de métodos contraceptivos convencionais. Aí, como resultado de uma combinação desastrosa, nós éramos 90 milhões em 1970 e, agora, já ultrapassamos os 210 milhões de habitantes, com parte expressiva amontoada em favelas e periferias das cidades a clamar por moradias, saúde e segurança, nunca o bastante. Um problema da falta de planejamento familiar a transformar-se em questão social de difícil solução. Enfim, é preciso ter estômago, olhos, ouvidos e espírito preparados para aguentar cenas deprimentes de seres na conta de humanos, mas que honestamente expondo não deveriam ter nascidos, sequer, concebidos no ventre materno! Quem, ao olhar e ver tanta miséria material e moral, misérias antes preveníveis, pode discordar de uma posição a favor do “aborto” de crianças, adultos e idosos – antes da sua concepção, bem entendido – , com juízo e responsabilidade?! Por acaso, há casas em estado real ou potencial para todos, em locais dignos à natureza humana?! Como não ser a favor do “aborto”, nas condições a que nós propugnamos?! Qual o mal em tentar abortar falhas humanas, protegendo a gravidez?! Não devem, a seu ver, andar juntos o prazer sexual e a consciência responsável?! Por que não?!


PS – Por ser Maio, saboroso mês em curso, dedicado às noivas voando para formar colônia própria com função de rainha, a sua família em que, provavelmente, serão mães, carnais, adotivas etc., pedimos licença para mostrarmos quanta saudade de pais e avós, antecedentes próximos, almas e corpos a transportar o verbo, num longo e feliz processo, gradual e progressivo de materialização. Penso no jeito singelo e único de ZORAIDE (mãe), LAUREANO (pai), MANUEL e HIPÓLITO (pais dos pais). Eu fiz questão de reproduzir os nomes para reviver situações vividas. Família é isso mesmo, uma “árvore de raízes profundas com muitos galhos a estender-se por todas as direções”. Por isso, ao finalizar a Crônica da Família, um convite para cantarmos o poema do religioso José Fernandes de Oliveira, intitulado [ORAÇÃO PELA FAMÍLIA]. Mas volte, para terminarmos a conversa. Ouviu e cantou, o que achou da letra e dos versos, da mensagem construtiva?! Não dá vontade de voltar ao [poema] e declamá-lo por inteiro, ao som de um violão, afinado e melodioso?! Falar da família, como acontece conosco, estimula sua sensibilidade?! Ou com Você não muda a temperatura?! É mesmo?!

MBT – Ano XX (2019): Originário de 01/09/2013, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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