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[Contra-Capa]

MUROS DESCENTES

Poucos muros se justificam, a realidade clama por mais pontes!
(Por: Joseh Pereira – 01/08/2019) – Reeditado

Há entre nós muitos muros, sentido metafórico ou não, que se erguem, alguns até merecem existir e outros que, quando caem são motivos de festas. Um, ninguém esquece! Foi em 1989, no Leste Europeu, na então dividida Berlim, que um muro indecente da nossa História começou a ruir e vir abaixo, tornando, aí sim, um muro descente (com “s”) ou em queda livre, até nada mais restar da velha e vergonhosa estrutura. Felizmente, um evento histórico muito comemorado, como na foto ao lado, que retrata o Monumento da Reunificação (click na imagem) erguido numa praça da Alemanha restaurada, além da reprodução de réplicas suas e demais símbolos convertidos em souvenir  e cartões postais para turistas do mundo inteiro. O Muro de Berlim representa em cheio a ideia de que o comunismo, onde quer que se instale, constrói “paraísos” que são Verdadeiros Infernos, donde não tentam fugir apenas os membros da classe dominante e os que, de geração em geração, já perderam a noção de perspectivas, sendo incapazes de reconhecer qualquer horizonte. Já não existem como pessoas, são meros autômatos, anônimos que nada buscam, tudo se lhes fecha dentro de um imenso vácuo, sem referências, simples tele-guiados em que foram obrigados a se reduzir. Que prazer de viver sente alguém neste labirinto, onde todas as saídas são tolhidas, até mesmo físicas em busca de um raio de Sol, representando a esperança?! Porém, aquele não era o único muro construído para separar homens dos homens, há outros. A nossa intenção neste Post, aliás, é trazer à luz muros que nem de concreto são e muito mal nos impõem. No entanto, antes de voltarmos aos muros não materiais, precisamos nos deter um pouco mais nos muros de tijolos e concreto. Histórias de muros em nossa vida, uns removidos outros ainda mantidos, não nos enganemos, existem. Como em um Condomínio pequeno de uma torre, cuja construtora permitiu a abertura de uma viela pela área comum do Prédio em construção, erguendo entre a hoje falecida viela e o Prédio um malcriado “muro divisório”, não informando adequadamente pelos meios que dispunham que ali não era o fim do terreno do Condomínio, por longo tempo assim considerado, trazendo consequências. Desejamos, no entanto, para encerrar o tópico, falar de um muro material, muito famoso, infelizmente, por maus motivos. Incrível, chegou a ser construído por uns e demolido por outros várias vezes. Ao final, segundo registros históricos, a tropa inimiga fez questão de deixar uma parte intacta do muro para que não esquecessem nunca mais a derrota sofrida. Ficou conhecido como o “Muro das Lamentações”, cultuado até hoje pelo Judaísmo na cidade de Jerusalém, uma construção considerada sagrada, ou melhor, restos construtivos de profundo simbolismo. E quem de nós, a exemplo do judeu, sobrevive sem um muro de lamentações a buscar alívio e energia?! Entre nós, não obstante muitos muros que separam, conhecemos e cultuamos com devoção, também, pontes que ligam?!
No texto em curso, alguns dos muitos muros para nos proteger ou para que outros se protejam de nós. Muros e pontes que erguemos, ou para barrar passagens, ou para facilitá-las. Havendo, ainda, para surpresa de muitos, um outro tipo de muro, cuja função não é separar nem proteger, mas receber. Há pouco, no tópico anterior, nós falávamos do “Muro das Lamentações”, obra sagrada dos judeus. E, por que não, todos adotamos em certos momentos nossos “muros de estimação”, que podem ser um ombro amigo ou coisas que o valham, que mereçam a confiança e não nos questionem, onde escolhemos para chorar nossas mágoas. Um dia, não vou dizer quando nem as exatas circunstâncias (coisas, aliás, não raras), vi-me numa situação-limite, tendo de procurar o meu “muro das lamentações” para desabafar. Desta vez, o ombro amigo está representado por um pequeno poema de versos livres e espontâneos, por vários motivos, muito representativo: – Das lágrimas derramadas, lamentos dourados. / Muro, úmido de lágrimas, por que choro?! Por quê?… / Muro, onde me prostro e deito-te tantas lágrimas / Será que ao menos tu, que a ninguém te curva, irás me entender? / Eis que, a cada coisa que desarruma, suas disfunções agridem-me / E mesmo que eu não olhe não posso deixar de ver / E mesmo que eu não queira não posso deixar de ter… / Eis que, a cada sujeira que aparece, em meus espaços obrigatórios / E eu não posso e ninguém pode correr e remover / E mesmo que eu não queira não posso deixar de ver… / Eis que, a cada coisa que cheira mal e faz nosso ar inapropriado / E eu não posso e ninguém pode o odor ou veneno retirar / E mesmo que eu não queira este ar não posso deixar de respirar… / E, porque inserido nisso tudo, inevitável e fatalmente / Como parte integrante, integro-o e me incorporo, não posso ignorar / Mais o nosso ego, auto-estima pessoal, nosso salutar amor próprio / É comprimido, reduzido, quando não suprimido, anulando-nos / Consequentemente, tornando-nos impróprio ao próprio consumo / E em menores, maiores ou iguais dimensões, com nossos circunstantes / Podendo repercutir e multiplicar, aqui e ali, os danos e estragos / Caso não se lhe ponha fim e o torne administrável. / E lá vamos nós, todos, no mesmo barco a fazer água, claudicante / Atores, autores, sujeitos e cúmplices, agentes, pacientes / Indiferentes, até o fim dos tempos, eles, você, eu?!… Para nós, acreditem, um lápis e papel, muitas vezes, foram os melhores ombros amigos! Quantas vezes em distante bairro nascente da periferia, com dezenas de angústias específicas de um dinâmico e eclético agente social, outrora solteiro, o hoje Editor do Blog via-se em situações muito críticas, severas, em que lhe parecia sumir o chão dos próprios pés, aí, sem saber exatamente a quem recorrer, iniciava-se o produtivo diálogo de uma caneta com as folhas de papel isentas até das pautas, desatando o nosso expressar. A regra, então, não corrigir nem elaborar, enquanto o texto se derrama abundante, fluindo como lenitivo à alma ferida e, logo, a caneta pára (com o acento diferencial), não reage, sinalizando estar se fechando o diagrama de um problema que incomodava tanto por nos parecer descomunal e, agora, ali mesmo, por nós já contornado. Dos textos passados a limpo, muitos iam mesmo para a gaveta, deixando pelo caminho novos aprendizados e o esperado reequilíbrio de muita situação conflitante, com ao menos um norte a indicar uma saída. Afinal, quantas vezes nós ficamos desesperados pelo tamanho irreal e enganoso de um problema que, submetido a análise, resiste muito pouco tempo?! Já buscou alguma vez a experiência literária para solucionar conflitos da sua vida pública ou particular?! O que Você busca, enfim, para aliviar tensões?!


PS – Além de desejarmos a construção de pontes, onde a realidade não recomenda a edificação de muros, a Crônica quer focalizar as várias formas de muros, como sabem, existindo os que separam, os que protegem e, também, os que recebem para acalmar corações. Tudo como acima foi tratado. Mas, eis que chega para completar a matéria, outro tipo de muro, dos “covardes, medrosos ou indecisos”. No caso, temos a lamentar. Pois, não são poucos os frequentadores dos muros que, por meio de falsa redoma, isolam (sob a penumbra do silêncio) os que morrem de medo de tomar partido, decidir, influir. Quiséramos, nós, na atividade política de quaisquer esferas, das menores e menos influentes que todos participam, às maiores esferas de poder, não houvesse um só lugar, minúsculo que fosse, para medrosos e covardes, tampouco para imprudentes e insensatos, estando, para incômodo nosso, muito longe fatos assim, auspiciosos! Porém, diante de tal cenário, vamos considerar nossa história um caso perdido e ficarmos parados?! Entre bons e maus, sabiam que o silêncio dos primeiros, em geral, prejudica mais que as ações dos segundos, que não são poucas?! E, afinal, diabos dormem, por acaso?!

MBT – Ano XX (2019): Originário de 09/11/2013, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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