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[Contra-Capa]

BEIJOS E ABRAÇOS

De como estreitar cumprimentos, que até entre cães encontramos!
(Por: Joseh Pereira – 01/11/2019) – Reeditado

Um assunto escolhido a dedo por demais aprazível nós vamos desenvolver, aqui, já nos antecipando, caso alguém não goste, o sujeito, no dizer do sambista, “está ruim da cabeça ou doente do pé”, se não for coisa pior. Não brinquem. Pois, em todo aperto de mãos queremos demonstrar estar desarmados, então, que seja para valer ou, logo, substituído por um abraço como aquele com que se comemora alguma coisa. E o beijo, que pode ser avulso, fica melhor ainda quando como parte final de um largo abraço. Nós consideramos sempre o abraço entre amigos e o beijo, conjugado ou não ao abraço, a uma parente, colega ou amiga, pequenas intimidades, que têm o poder de exercer importante papel na troca de carícias, humanas, produzindo uma sensação agradável de felicidade, desde que ambos compartilhem igualmente do gesto pessoal, com franqueza, liberdade e respeito. Nos espaços mais ou menos familiares, onde nós gostamos de andar, se o encontro com o amigo se dá após uma ausência meio longa, quando este estende a mão nós a apanhamos puxando-o até nós, como que comemorando o fato de tê-lo encontrado, terminando sempre num abraço apertado sem problema nenhum, dando-nos a ambos uma sensação compensadora da recíproca cortesia. Entre mim, as mulheres e os beijos, haveremos de convir, alguns momentos nos divertem. Desnecessário dizer, porém, que nós sentimos muito felizes ao falar de beijos e abraços, ainda que, como dissemos, determinadas mulheres possam se zangar, certamente, devido a sua inabilidade a maiores aproximações, dispondo-nos apenas as mãos nos cumprimentos, quando não as pontas dos dedos para manter seus corpos distantes dos nossos, em um modo muito desagradável de “representar a fraternidade entre semelhantes”. Eu sou, como muitos sabem, há 45 anos, homem de uma única mulher e ser-lhe dia e noite fiel é o meu esporte predileto pelo prazer que proporciona, estando aí um pequeno dado da vida privada que me põe mais à vontade para promover os abraços e beijos em público. Nós tentamos, deste modo, otimizar ou potencializar, amplificar ou tornar a nossa vida familiar e social, “entre membros identificados e confiáveis”, um ambiente mais feliz, entre homens e mulheres de todas as idades e classes, adotando um jeito de viver mais estreito e confiante, prazeroso e saudável. Daí, talvez, terem ocorrido comigo certos episódios engraçados, mas tudo bem, em relação a beijos em mulheres. Que tal, para começar, em se tratando de educado cavalheiro que se apresente, nós irmos logo e direto para a troca de elegante aperto de mãos para esquentar corações e despertar a alma?! E, no caso, se for uma mulher à queima roupa, uma senhora ou fina dama a se aproximar, por que não, além de apertarmos as mãos, beijá-la também, sem faltar-lhe obviamente o zelo, respeito e dignidade que recomendam os bons modos?!
Na sequência, vamos nos divertir sem perder a pose. Eis que certo dia, em movimentada rua central de SP, onde transitávamos muito na época, ao beijar a face de uma amiga advogada, em encontro fortuito associado à distração minha, eu ia beijá-la como faço com minha mulher, quando a amiga pôs suas mãos educadamente em meu rosto, desviando os meus lábios dos seus, quase consumando-se o beijo labial entre nós. Não nos desculpamos por nos parecer dispensável e ela, quanta ironia, muito amiga da minha mulher, ambas nascidas na Terra de Alencar, autor de Iracema. Agora, uma prima, beata do tipo que não sai da igreja, deve usar o mictório eclesiástico (a princípio, nada contra), esta se estiver com outra amiga de tipo normal, eu tenho de lhe dar as mãos, beijando a amiga do lado. Minha prima afirma que apenas namorados se beijam, mas ela deve beijar crianças e os objetos religiosos que, nem animados são. Em outro caso, a parte engraçada se deu na casa da minha irmã (nós nos beijamos, sempre), com ela aconteceu o contrário do ocorrido com minha amiga advogada. Aqui, foi minha irmã (casada e mãe) que ia me beijar na boca, confundindo-me, aí, eu fiz um gesto discreto, ela percebeu o engano beijando-me na face, sem precisar de desculpas. Sobre outras duas mulheres dos meus contatos que tomam a iniciativa de me beijar, ambas bem casadas, uma cola seus lábios em minha face, dando um beijo aspirado a chamar à atenção e a outra, seguramente sem segundas intenções, por várias vezes tentou me beijar na boca, parecendo não ser um simples equívoco. Ambas, eu as conheço bem, são boas esposas para seus maridos, acredito. Uma outra pessoa, prestem atenção, cujo marido beija habitualmente a minha mulher, recebe até bem os meus beijos e abraços, mas sinto da parte dela uma certa restrição. Tanto é assim que um dia ela ia sair com uma despedida fraquinha, um econômico e quase inaudível “tchau”, modo caseiro de extrema informalidade. Eu, de forma cavalheira, não perdoando aquela frieza, movimentei-me como perfeito anfitrião indo à frente até a porta para que a visitante não tivesse de abri-la, onde, sem qualquer exagero, o beijo e abraço aconteceram, quase um evento, descarregando no ato minha pequena indignação positiva. Entretanto, beijos assim, surpreendentes – com abraços que, não obstante todo o respeito, meio que “checam” curvas e relevos delicados, a nos deixar marcas, como um “decalque dos corpos”, resultante de uma “entrega”, ainda que “na rapidez de um relâmpago” e circunscrito nos limites da “singela amizade” – requerem, assim como no trânsito a dirigir com seus riscos específicos, que haja suficiente cuidado em relação às tais curvas perigosas, bem como, na ultrapassagem não recomendada. Queremos, para encerrar, proclamar que são, os ligeiros toques nos ombros ou os beijos (entre homem e mulher), abraços e apertos de mão, lindos modos pessoais de chegar e de sair. Ao nos dar as mãos, abertas, estamos expressando um propósito de paz, evidenciando estarmos desarmados, no sentido literal e mental. Ao envolver alguém ou nos deixar envolver pelos braços, nós reforçamos os nossos votos de mútua confiança, transmitindo aí além do nosso calor corporal, o estimulante calor humano, que não se expressa em termômetros. Por último, vêm os beijos, momentos sublimes do relacionamento humano em que os lábios de um tocam a pele do outro, em leve e suave aspiração. Beijos nos lábios e os de língua, em nossa cultura ocidental, são carícias exclusivas do gênero romântico. Entre homem e mulher, que não pretendam despertar a paixão, mantendo o sono profundo da Libido, evitarão tais tipos de beijos facilmente discerníveis. Afinal, com tamanha didática da nossa parte, V. percebeu, na sua verdadeira dimensão, o valor humano dos beijos, abraços e apertos de mãos?! Viu como é bom viver assim, com confiança fraterna, ainda que a partir de círculos bem definidos?! Enfim, para provocar, quem começa a experiência?!


PS – Abraços, beijos, apertos de mãos, tantos gestos simples e gratificantes. Dos apertos de mãos e tipos de beijos, que gostamos de dar e receber, há fartos registros ou fontes para pesquisas. Quanto aos abraços, queremos destacar a Amplexoterapia, isso mesmo, um poder curativo muito grande do abraço, infelizmente, ainda pouco explorado por quem abraça ou é abraçado. Saudar alguém com um abraço e, se for o caso, um beijo proporciona uma sensação de segurança e confiança, que ajuda a prevenir ou eliminar o estresse, acalmar uma dor ou muito mais. Quem já ganhou na vida um verdadeiro abraço, honesto e sincero, sabe do que estamos falando. Vamos, pois, abraçar e beijar mais, sempre que a ocasião sugerir ou recomendar?! Prometem, pelo menos, avaliar a eficácia e gratuidade da “novidade”, ou seja, da terapia do abraço e a do beijo?! Já tinham pensado em remédio tão barato e abundante, além disto, de fácil aplicação?! Ou V. continua, irremediavelmente, com medo do efeito colateral?!

MBT – Ano XX (2019): Originário de 06/06/2014, um texto em reprise com vida nova!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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