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"Como honrar à altura
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e à Natureza!"

(Jhosa)

[Contra-Capa]

ESTADO DE VELHICE

Mesmo muito maduro, insisto, eu não serei velho!
(Por: Joseh Pereira – 07/07/2013)

É isto mesmo, jovens, eu não poderei “ser velho” e é fácil explicar. Simplesmente porque eu não nasci velho. Eu posso estar visivelmente velho e ser eternamente jovem. Estar é próprio de quem ou do que existe, sempre dependente do tempo e do espaço (componentes finitos), Ser não tem este relativismo, melhor dizendo, esta relatividade, é absoluto. Daí, eu poder estar velho (fato episódico, circunstancial) e ser, ao mesmo tempo, essencialmente jovem. Ser é o que dura, estar é o que passa. E eu fico com o que dura.
Como o assunto em foco é o idoso, dia destes um velho amigo com uma elegante bengala e bom-humor (pois, “está” velho, mas “é” jovem) me contou coisas engraçadas sobre idosos. Primeiro, ele me disse que o idoso tem em público uma certa liberdade antes inconcebível, como ir para a praia de cuecão, sem ser incomodado por ninguém, quando muito, algum olhar meio piedoso e nada mais. Aproveitamos o ensejo para rever algumas piadas do gênero, como aquela da garota que, ao ser elogiada pelo senhor idoso, disse-lhe: “Gostou, então, pegue a senha e entre na fila, que é longa”. Ao que o cidadão responde: “Mas você esqueceu que tenho senha preferencial, estando em vantagem”. Outra de dar dó é o da mulher de 86 anos, viúva há 30, em sua varanda a sós numa tarde agradável de verão e aparece um rapaz galanteador e mal intencionado, que fez despertar a libido da anciã em longo exercício de estimulação e, na hora “H”, quando a mulher pede que ele a possua, o rapaz grita: – “É primeiro de abril, mulher!”. E morreu com um tiro na cabeça, ela respondeu ao Juiz, ao fim de um longo questionário no tribunal, em que ela diz ter o rapaz começado por acariciar suas coxas, depois, os seios, até deixá-la ardendo em chamas. Outra velha senhora, esta se divertia a valer na vida e matava de raiva alguns otários, que pensavam ser ela mais otária que eles. Um dia, carregando uma sacola com 165 mil dólares para aplicar, apostou 25 mil com o principal executivo de um grande banco que seus testículos eram quadrados. Na hora combinada para a grande revelação, o executivo à frente dela com calça e cueca abaixadas, a velha senhora com um leve sorriso começou a conferir os testículos do executivo à frente do advogado levado como sua suposta testemunha, que começou a bater a cabeça na parede e esbravejar. Ele era um outro apostador que acabava de perder 100 mil dólares para a mesma velha senhora por ter duvidado que ela estaria ali, naquela hora, conferindo com as próprias mãos os testículos daquele executivo. Eu ainda poderia resenhar outras diferentes piadas que nós abordamos, mas já está de bom tamanho, rimos bastante. E fica nas entrelinhas a nossa mensagem para que não se subestime a inteligência e a capacidade dos mais velhos, ainda que sob algumas rugas, decoradas com cabelos, barbas e pelos na cor de legítima prata. Evidentemente, se não resolvermos nos depilar de forma minuciosa o corpo todo, sem deixar espaço para a prata crescer!
Antes, porém, de encerrar o Post, dedicado a tanta gente madura, que queremos ainda muito ativa e produtiva, vamos a uma breve lista de frases-verdade sobre nós:
01. “Na juventude deve-se acumular o saber, na velhice fazer uso dele” (Rousseau).
02. “Os que se amam profundamente, jamais envelhecem; podem morrer de velhice, mas morrem jovens” (Martinho Lutero).
03. “O que a mocidade deseja a velhice o tem em abundância” (Johann Goethe).
04. “Todo mundo quer chegar à velhice, mas ninguém quer ser velho” (Martin Held).
05. “A velhice está na alma de quem se acha incapaz de viver” (Tuca Neves).
06. “O encanto da vida é na infância que o recebemos, é na juventude que o questionamos, mas é na velhice que o alcançamos” (Brenon Salvador).
07. “Na maturidade o homem deseja (marca natural, da criança); percebe (marca intelectual, do jovem) e tolera, isto é, sabe dar tempo, esperar, tem condições para a auto-renúncia (marca moral, do adulto). Eis, pois, o homem, pleno de si mesmo” (In “Fragmentos”, ver no Guia, lado esquerdo da página).
Mas, para não dizerem que não falei de espinhos (meus, é claro), posso dizer que conto com um, que me causa importante limitação, embora o problema não tenha relação direta com a minha idade. É que, há mais de 20 anos, eu não tenho o ouvido direito, tenho somente a orelha para preencher o visual e salvar minha fisionomia. Perder assim, de forma muito repentina, a metade da capacidade auditiva, logo após um violento acidente de trânsito, que pode ter sido a causa de um traumatismo irreversível da cóclea (onde os sons viram sinais elétricos, antes da chegada ao cérebro), já não parece pouco a uma pessoa e não é mesmo. Pois, como o sistema auditivo não depende apenas dos tubos auriculares, mas de todo o lado da caixa craniana em que se encontra o ouvido danificado, eu passei, com a perda da percepção sonora, a sentir ininterruptamente um imenso zumbido na forma de uma sirene, que vem do lado direito inteiro da minha cabeça, aumentando o zumbido absurdamente caso eu lhe preste atenção, daí, eu procurar me ocupar a cada minuto com alguma coisa que me chame mais a minha atenção que aquele insistente zumbido. Recolher-me para uma meditação ou um silêncio criativo, isto para mim é severamente difícil. Porém, o tempo nos dá sabedoria para podermos viver, mesmo assim, tentando disfarçar a surdez parcial e, às vezes, cumprindo alguns compromissos pouco formais, quase, quase normalmente. Conversas pessoais diretas, estas não têm jeito, estarão sempre com um prejuízo estimado de 50% em sua real eficácia, merecendo sérias ressalvas. E isto, em nome da nossa amizade, cuja utilidade e prazer devem ser preservados, eu faço questão de deixar, como de fato eu deixo, aqui, publicamente registrado!


PS – Sim, é verdade, nós podemos ser considerados os madurões, com 60, 70, 80 anos ou mais. Mas, como propaganda pouca é bobagem, embora seja sempre boa quando coerente com o que se divulga, vamos então encher o nosso Ego, afirmando aos mais jovens que são os frutos maduros os mais doces e saborosos. Quando passar pela cabeça a imagem de um velho gagá, que só nos dá trabalho, vamos dirigir os nossos gostos e sensações para aqueles frutos preferidos, madurinhos, que mais nós apreciamos. Teremos logo uma outra sensação! Não custa nada experimentar.

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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