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"Como honrar à altura
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(Jhosa)

[Contra-Capa]

SAGRADA FAMÍLIA

Crescer e multiplicar equivale a viver e permitir que vivam!
(Por: Joseh Pereira – 01/09/2013)

Nestes dias, eu vi num telejornal algo não tão incomum nestas terras, mas que nos maltrata e dói, profundamente, pelo estado lastimável a que um ser humano pode chegar, na falta de uma família de verdade! A droga, não só no Brasil, nós já sabemos que é uma terrível chaga social, há muito tempo tratada de forma imprópria pelas nossas autoridades, que evitam atitudes rígidas e eficazes para não parecerem violentas aos olhos da patrulha ideológica sempre presente nas redações e redes sociais, isto quando tais autoridades, elas mesmas, agindo como ativistas, não estimulam o agravamento do mal para, depois, poderem espalhar aos quatro ventos como outra consequência danosa da sociedade capitalista. A notícia da TV trazia o fato dos filhos de pais viciados em drogas e o destino destes pequenos desgraçados. Meninas em tenra idade sendo sexualmente industriadas pelos próprios pais, para angariarem dinheiro com que seus genitores pagam e sustentam os seus vícios malditos. Isto é coisa que se faça com um verdadeiro templo do Espírito Santo, o nosso corpo humano e com o dom divino da procriação, segundo um princípio bíblico, o “crescer e multiplicar”, que deve ser visto pelos olhos da lógica e da razão, a expressar uma grandeza matemática, muito superior à visão aritmética, bem mais simples?! Não, não posso deixar de me indignar e me envergonhar, lá no íntimo da minha escaldada alma, com membros do gênero humano assim, que nós gostaríamos tanto de poder chamar de nossos semelhantes! Entretanto, aquelas figuras estão a milhas de distância de ser parecidas a nós, a não ser do ponto de vista simplesmente biológico, o que não é privilégio dos humanos, mas dos animais em geral. Aliás, nem entre animais selvagens se conhece tanta selvageria e indiferença junto aos seus da mesma espécie, sendo a prática sexual restrita aos períodos do cio, momentos em que, no caso do humano, deve entrar a razão que calcula, planeja e administra. O Homem não é um ser animal qualquer, ele está destinado cada um a conquistar sua autonomia, em seu maior índice possível, de modo a dispensar o quanto puder a ajuda de terceiros, afora somente os casos de emergência, sempre possíveis de acontecer, além das práticas normais da salutar parceria. Daí, ao conceber e gerar um filho, a severa obrigação do casal em entender de livre e comum acordo que se está fundando e lançando no mundo uma nova e prometida pessoa, viva e exigente, inextinguível e intransferível, cuja autonomia própria demora um pouco para ser conquistada, cabendo principalmente aos pais este mister na formação de uma personalidade. E sempre com muita proteção, juízo e equilíbrio, o que já descarta, prontamente, a superproteção!
Nós, logo acima, como título do Post, escolhemos um nome muito querido dos cristãos, por lembrar a Família de Nazaré, composta por Jesus, Maria e José. Mas não é, especificamente, sobre esta família exemplar que falaremos. A escolha do tema (“Sagrada Família”) é, na realidade, o supra-sumo e essência de tudo o que poderíamos dizer em defesa desta inviolável instituição social, o quanto achamos que ela deveria ser protegida e respeitada por governos e cidadãos. E podemos dizer, salvo melhor juízo, que o melhor modelo de família inspirado e adotado ainda é e sempre será o do mundo cristão. Ouso dizer que o mundo em geral somente se tornou e se mantém relativamente habitável, graças à existência da família como unidade básica da sociedade, onde se constroem os princípios e se forma o caráter. Felizes os filhos que provêm deste berço, um canteiro em que promissoras sementes devem germinar!
Vista assim por este prisma, o único e razoável, a família, com todas as suas necessidades normais e vitais (médicas, sanitárias, técnicas e educacionais) e o seu papel fundamental na formação de bons cidadãos para a uma sociedade disciplinada, capaz de viver em relativa ordem e produzir, eu creio deveria ela – a família – ser a prioridade número um de todas as políticas públicas de qualquer governante, partido político, ideologia ou religião em cada tempo e lugar em que atuam. Nada de ficar inventando modas politicamente corretas, sob o pretexto de reduzir danos e se parecer (apenas parecer) bonzinho, quando se sabe claramente que a caridade excessiva, via de regra, não é uma boa parceira da verdadeira justiça, aquela justiça maiúscula.
Lamentamos informar que são muitos os autores que ignoram o urgente tema da família planejada, porém, segundo um dos poucos formadores de opinião com coragem de ir a fundo na questão do controle da natalidade e do planejamento familiar, o conhecido e famoso médico Dráusio Varela (com cujos pensamentos nem sempre concordamos), entre outras coisas, ele afirma que desde 1960 no Brasil, três teriam sido as causas associadas da nossa explosão demográfica, aparentemente incontrolável. Os militares, a pretexto de defender a soberania nacional em país de dimensões continentais, optaram por aumentar os nativos brasileiros para ocupar imensos espaços desocupados, sobretudo, no Centro-Oeste e Floresta Amazônica; os comunistas e esquerda simpatizante, ao defenderem que o aumento populacional acelerado aprofundaria as contradições do capitalismo e encurtaria o caminho para a instalação da ditadura do proletariado, uma típica estratégia comunista do quanto pior melhor até a conquista do último território; por último, a Igreja Católica, por considerar antinatural, portanto, contra a vontade de Deus, o emprego de métodos contraceptivos artificiais. E, como resultado desta combinação desastrosa, nós éramos 90 milhões em 1970 e, hoje, somos o dobro (caminhando para o triplo da população de 1970, segundo o IBGE), com parte expressiva deste número amontoada em favelas e periferia das cidades a clamar por moradias, saúde e segurança, que nunca bastam. Dráusio Varela, além de outras considerações que faz, conclui perguntando se a Suécia, Noruega e Canadá conseguiriam oferecer os mesmos níveis de atendimento médico, de educação e de salários para os seus aposentados, caso tivessem duplicado seus habitantes nos últimos trinta ou quarenta anos. Uma pergunta, por sinal, extremamente didática!
Pois bem, nesta abordagem do médico Dráusio Varela, a Igreja, por princípio, não concorda com os meios artificiais de controle da natalidade, já com a higidez moral neste planejamento, certamente, não fará qualquer objeção. A tese daqueles militares era mesmo primitiva, não resistindo a análises, o problema é que virou uma bola de neve geométrica, que não quer parar nunca mais. Por fim, os socialistas e comunistas são sempre assim, já que o capitalismo, num estado de direito e democrático, constitui-se no melhor e mais bem comprovado sistema econômico, então, nós temos de dar um jeito, dizem eles, de trazermos tantas e tais dificuldades a ele, sistema atual, de modo que convençamos a maioria da população que as dificuldades são culpas diretas deste sistema econômico vigente e passemos a ter grande parte da opinião pública, iludida, a nosso favor. Uma outra coisa. Em país comunista os filhos não pertencem aos pais, estão subjugados ao estado, ainda que morem com eles. Como vemos, as ameaças à instituição familiar e à sociedade livre são sempre muitas e tudo deverá (ou deveria) ser feito para que a família, núcleo básico da sociedade e da nação, não tenha de sofrer tanto desamparo moral e educacional, a ponto de se nivelar abaixo da espécie animal irracional, domesticada ou não, pois, entre eles a indignidade não me parece tão profunda, mesmo em ambiente onde os instintos devem falar mais alto que os costumes!
Enfim, é preciso ter estômago forte, olhos, ouvidos e espírito, suficientemente preparados, para aguentar cenas deprimentes de seres tidos como humanos, mas que jamais deveriam ter nascido (ou melhor, concebido) para fazer o que fazem nisso que nós não conseguimos chamar de vida, no que concerne a certos pais e filhos! E o nosso temor, caro leitor, é que no Brasil, “neste particular sobre a família dignificada, isto é, devidamente planejada em todas as classes econômicas e sociais”, da mais alta à mais baixa, não venha a ter solução, ao menos no médio prazo. Porém, devemos acreditar, a família é sagrada, hoje e sempre! Viva, a família!


PS – Qualquer doutrina coletivista (socialismo, comunismo ou semelhantes) combate em várias frentes a forma de viver em família, até conseguir anular totalmente o poder que emana dos pais, transformando a família em simples grupo de parentes, sem nenhum domínio e poder próprios, como se todos fossem filhos oficiais ultra-dependentes do poder central, único pai e patrão a quem se deve obediência cega, louvor e elogio. Tais doutrinas não deveriam estar entre nós, no Brasil, mas estão à luz do dia a arruinar nossas famílias!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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