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[Contra-Capa]

LINGUAGEM MATEMÁTICA

Visível ou latente, a Matemática supera os conceitos.
(Por: Joseh Pereira – 01/10/2013)

Há muita história de enganos, como ocorreu comigo por muitos anos, quando eu dizia à boca cheia gostar da Língua Portuguesa ou outras matérias e detestar a Matemática, como se fosse possível evitá-la, estudando outras coisas. Eu só me dei conta do equívoco e mudei radicalmente de posição, primeiro, quando me deparei com um livro extraordinário de um doutorando da USP, cuja tese escolhida tinha por fim demonstrar a onipresença da Matemática, como matéria-mãe, a matriz da qual todas as outras matérias escolares ou setores do conhecimento humano fazem parte, explícita e/ou implicitamente; segundo, quando se deu o evento dos primeiros PCs no Brasil, monitores com textos do DOS sem qualquer plataforma gráfica, rede VTX de comunicação com conexão por linha discada, planilhas do Lotus 123 e muita programação para uso próprio, em cujos algoritmos e diagramas de bloco vinham os surpreendentes “se”, “então”, “caso contrário” etc. da engenhosa Lógica Booleana, em estratégicos desvios em que o computador eletrônico avalia condições e, conforme determinados resultados, toma suas decisões, numa atitude que vai muito além da aritmética (binária, diga-se), alcançando em cheio a Matemática, constituída de circuitos simples e os integrados, quer no papel, quando documentados, quanto na prática em plena resolução. A partir destas ocasiões bastante favoráveis a mudanças no modo de visão e análise em minha vida eu, mesmo sem deixar de defender o necessário e vital sentimento humano, fiquei por demais encantado com a Matemática, pelo seu zelo total à razão e à lógica, tomando-a, doravante, como ferramenta básica em qualquer matéria, até mesmo em matéria doutrinária, ao explicar e definir a presença de Deus na sua relação com o Universo, a natureza e tudo o que nele habita. Foi, por assim dizer, um razoável salto de quase 180 graus, que até hoje me ajuda a raciocinar e decodificar esquemas, construções e quebra-cabeças, dos mais simples aos mais complexos do nosso cotidiano, sempre cheio de sentenças e equações, com as suas partes conhecidas e as incógnitas, já solucionadas ou ainda pendentes.
Sou, portanto, do tipo que ficaria feliz se toda ciência humana fosse tratada como ciência exata, digo, matematicamente, sem concessões e tolerâncias elásticas demais, que viciam, viciando até o mais constante defensor da milimétrica precisão. Mas não quer dizer que devemos nos privar 100% das margens de tolerância ou fronteiras mais ou menos largas, que formam as zonas cinzas de certas intersecções dos conjuntos. Mesmo porque não podemos esquecer que estamos sempre nos defrontando com a necessidade de operar mudanças ou ajustes, que a Matemática também contempla, cuja tolerância, no entanto, jamais cai e se perde no infinito, como quando muito humanamente se subestima a lógica extremamente precisa (um pouco fria, é verdade, mas justa) das convenções e parâmetros matemáticos, continuamente responsáveis pela sustentação lógica e natural de coisas e fatos, que compõem o nosso meio em geral, quer na forma tangível quanto na forma intangível. Toda a Natureza, da qual somos parte integrante e o imenso Universo, o Cosmo com seus espaços siderais são o maior exemplo da Matemática em ação, regida por leis, em geral, rígidas e imutáveis, cuja autoria humana, oriunda de qualquer época e lugar, é igual a zero! Somos partículas ínfimas deste infinito e notem, mais uma vez, a Linguagem Matemática como único recurso para tal declaração. Definitivamente, não adianta ficar nem correr, a Matemática vai pegar!
Não vamos dizer que seja extremamente óbvia, mas a Matemática permeia todo o processo da existência, sendo inúmeros os exemplos ilustrativos deste fato, que deveriam ser suficientes para nos convencer da sua importância e nos tornar os mais dóceis e simpáticos interessados nesta matéria, uma ciência-chave do conhecimento e da atividade humana. No entanto, leiam o editorial “Educação e Matemática” de Gilberto Simões Pires, articulista dos bons, lá dos pampas gaúchos. E vejam por que a população brasileira, alunos e professores, salvo honrosas exceções, não pensam com começo, meio e fim, não raciocinam. Diz o articulista, por exemplo, que o povo sai às ruas para exigir mais educação, mas a maioria continua dizendo que não gosta de Matemática. Esquecem que o desenvolvimento do raciocínio lógico decorre do conhecimento desta matéria. Pesquisas revelam que de cada 10 brasileiros 9 não se dão bem com os números, não gostam da Matemática. Aliás, a educação financeira básica, considerada absolutamente necessária para a formação de qualquer cidadão, sequer faz parte do currículo escolar. E conclui: Se apenas 10% dos brasileiros (algo como 20 milhões de habitantes) suportam a Matemática, isto explica, com todos os requintes, a falta absoluta de discernimento do povo brasileiro. Povo que não desenvolve o raciocínio lógico é uma presa fácil dos seus predadores. Na economia, a importância da Matemática é de tal ordem que quando se fala de produção, crescimento econômico, cálculos da renda nacional, gráficos etc., é preciso conhecer a matéria. Sendo muito importante a Matemática também nas questões sociais, onde a visualização dos problemas e soluções passam sempre pelo conhecimento dos números e uma boa concatenação.
Ao encerrar este Post, queremos ainda acrescentar, do excelente Site “Só Matemática”, frases como as que seguem, às quais pedimos especial atenção. São elas: “Nas questões matemáticas não há incerteza ou dúvida, nem distinções entre verdades médias e verdades de grau superior” (cf. Hilbert); “O livro da natureza foi escrito exclusivamente com figuras e símbolos matemáticos” (Galileu); “A Matemática, quando a compreendemos bem, possui não somente a verdade, mas também a suprema beleza” (Bertrand Russell); “A música é um exercício inconsciente de cálculos” (Leibniz); “Existe um paralelo entre o progresso social e a atividade matemática, países socialmente atrasados são sempre onde a atividade matemática é inexpressiva” (cf. Jacques Chapellon); “Não há ramo da Matemática, por mais abstrato que seja, que não possa um dia vir a ser aplicado aos fenômenos do mundo real” (Lobachevsky); “O abandono da Matemática traz dano a todo o conhecimento, pois, aquele que a ignora não pode conhecer as outras ciências ou coisas do mundo” (Roger Bacon); “A Matemática é a mais simples, a mais perfeita e a mais antiga de todas as ciências” (Jacques Hadamard); “Um bom ensino da Matemática forma melhores hábitos de pensamento e habilita o indivíduo a usar melhor a sua inteligência” (Irene de Albuquerque); “No que se refere à ciência, a autoridade de mil pessoas não vale o simples raciocínio de um indivíduo” (Galileu); “Para criar uma filosofia é preciso apenas renunciar à metafísica e tornar-se um bom matemático” (cf. Bertrand Russell); “A natureza está escrita em linguagem matemática” (Galileu); “Toda a educação científica que não se inicia com a Matemática é, naturalmente, imperfeita na sua base” (Auguste Comte); “As leis da natureza nada mais são que pensamentos matemáticos de Deus” (Kepler). Concluímos, nós, com mais um pensamento. A Matemática não é tolerante nem intolerante, é somente justa. Ela permeia a existência em seu todo e se faz presente em todos os nossos passos, não recusa o mundo provisório dos conceitos, porém, ultrapassa-o sempre, pois, o seu fim exclusivo é definir os pontos, não permanecendo indiferente se alguém tentar passar gato por lebre ou vice-versa, já que para a ciência 100% isenta, sob a única luz implacável da Natureza, uma coisa não se confunde com outra, jamais! Vender um “2 + 2 = 3 ou 5”, por exemplo, nem pensar!


PS – Este texto fica à vontade ao tratar de forma paradidática um tema ligado às ciências exatas, tomando sempre cuidado ao repassar termos e expressões mais técnicos, tanto em relação à própria Matemática quanto à informática e à computação eletrônica, os quais, auxiliam neste arrazoado quanto à pertinência de uma ciência na vida de todos nós, sem qualquer exceção de áreas e atividades. Causas e efeitos, custos e benefícios são relações que cabem em MAPAS, que INTERPRETAM o raciocínio!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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