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"Como honrar à altura
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(Jhosa)

[Contra-Capa]

MORTE E VIDA

Não se morre, jamais, quem viveu não se apagará.
(Por: Joseh Pereira – 31/10/2012)

Um Post bem sazonal, especial para o Dia de Finados, com o mesmo nome de um dos 14 capítulos do meu (mais tarde, repaginado) “Fragmentos”, publicado neste Blog. Falo do Capítulo 05, cujo último texto é uma pequenina crônica, que relata um estado grave de psoríase, muito crítico, mas já totalmente superado por mim. Ainda bem que foi assim, quanta graça a render aos Céus, pois, apesar do susto pelo pico a que a doença chegou, brincadeira à parte, não estou sendo celebrado nesta data, oxalá, isto ainda demore, demore muito, eu espero!
Dia de Finados, data perfeita para refletir sobre a vida que não falece. Vamos pensar um pouco. Há valores, bons ou maus, que estamos sempre plantando ou transplantando, quer dizer, não paramos de fazer história, ainda que não tenhamos consciência alguma da influência que nós exercemos no ambiente social do qual somos componentes. Uns, pelos papéis que desempenham na sociedade ou como agentes do estado, alteram o atual cenário mais ou menos que os outros, mas não deixam nunca de contribuir dentro do meio a que pertence, trazendo conseqüências correspondentes, que poderão ser positivas ou negativas. Para muitos, basta o seu viver comum e corriqueiro de participante compulsório da vida. E não adianta querer se esconder na insignificância de quem se omite, porque a omissão também deixa marcas, não apenas as físicas e materiais, que estarão associadas às de ordem ética e moral. Então, se vamos de qualquer forma perdurar no tempo, além do hoje, que seja por bons motivos. Não acham?
Estamos, como disse, na semana de finados, uma oportunidade para lembrarmos de nossos entes queridos que já passaram por aqui e foram muito importantes para nós. Por exemplo. Eram 1977, eu fazia o primeiro ano de comunicação social na Alcântara Machado, transferido depois à Cásper Líbero. Minha mulher estava grávida do Alexandre, no Bairro da Liberdade em São Paulo, quando um mensageiro da família nos dava a impressionante notícia, segundo a qual, meu irmão, muito jovem, cheio de sonhos e projetos, tinha sido atropelado e morto, quando pilotava sua bicicleta pela Regis Bittencourt, no município de Itapecerica da Serra. Naqueles dias, Severino, meu professor de Ciências da Comunicação, chamou de “grande tirada” estas poucas linhas banhadas em lágrimas, com que eu tentava aliviar minha dor:

– Lembro-me de ti, Rafael.
Quão rápido percorreste estreita clareira.
Mas, eu vi e guardei nitidamente teus traços.
Marcas indeléveis nutrem tua vida.
Animam tuas obras.
Regam tuas plantas.
Amadurecem teus frutos.
Germinam tuas sementes.
As sementes da paz.
Sementes da tua vigorosa virtude para que estas tenham sempre vida.
Ó, vós, sementes, que sereis plantas.
Ó, vós, plantas, que sereis frutos.
Ó, vós, frutos, que sereis novas sementes.
Sucessivas vidas, irrefreáveis vidas, vidas sem fim.
Vida eterna!

Muito bem. Antes de concluir este alegre (sim, alegre) Post que fala da morte e das lágrimas da ausência, mas também da vida que não pára de jeito nenhum, eu acho pertinente relatar o seguinte, é uma experiência de Quase-Morte que eu vivi, cujos passos abaixo foram muito nítidos, diferentes das imagens oníricas dos nossos sonhos noturnos, sendo por isto coisas que nos incitam a pensar. Então, vamos ao fato, que é bem interessante: – O automóvel que eu conduzia levava cinco passageiros, dois adultos e três crianças. Por infelicidade, colhido num cruzamento por um possante veículo a quase 200 Km/h, dirigido por um marginal em disparada fuga à perseguição policial, nós (perdoe-me o plural majestático), pelo choque e o estado de inconsciência sofridos, verdadeira ante-sala do outro mundo não material, experimentamos visões e sensações impressionantes, algumas das quais, assim registradas, que julgo definirem bem a MORTE, durante e/ou depois: 01. Estado de inconsciência, sem reversão ao estado de lucidez e do conhecimento; 02. Bloqueio ou cessação do estado biofísico de resistência e de compartilhamento, mais ou menos precário e circunstancial com o meio, do qual se nutre e se envenena; 03. Desligamento de todas as relações próprias da existência, vinculadas a tempo e espaço, produzindo uma indescritível sensação, bastante confortável, de total descomprometimento; 04. Túnel de luz, num subterrâneo de escuridão, como único e infinito substrato; 05. Raio de luz, como um produto do olhar, com cujos olhos, sem corpo, sem tempo e sem espaço, também não se compromete, deles a luz nada sabe, ou sabe e não diz; 06. Enfim, uma pequena mecha de luz e de identidade, como saldo e essência, mergulhados para sempre num confortável colchão de escuridão e de mistérios.
Pois bem, para ateus e materialistas que, gostemos ou não, não são poucos, a perenidade humana no plano da história não apresenta nenhuma incoerência. Porém, este é um tema que transita muito mais à vontade em ambientes geridos pelo Todo indivisível, constituído de espírito e matéria. Sendo esta a posição defendida pelo Blog, em que há uma historicidade contínua do homem, cujas fronteiras se abrem para a eternidade. Aparece, para encerrar o Post, uma prova disto, similar a muitas outras. Ao pesquisar o tema, eis que me deparo com uma das frases mais lindas, atribuída ao indiano Mahatma Gandhi: “Viva como se fosse morrer amanhã, mas aprenda, como se fosse viver para sempre”! Espécie pura de vibração ou vida, aqui e agora, do referido pensador. É ele ainda vivo, vibrando. Eu não duvido!


PS – Uma coisa é a morte do corpo, outra a morte da pessoa. Por que esta última se extinguiria, após ter transitado no tempo e gravado nele sua passagem? Morrer, acho eu, significa mudar a nossa Sede, a partir da qual, os nossos sinais vitais de alguma forma se manifestam, mais fortemente regidos por orientação cósmica. É o máximo que vislumbramos por entre imenso mar de mistérios! Muito profundos!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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