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[Contra-Capa]

MUROS DESCENTES

Não se ergue um muro onde a natureza pede uma ponte!
(Por: Joseh Pereira – 09/11/2013)

Foi numa data como a de hoje, em 1989, no Leste Europeu, na então dividida Berlim, que um muro indecente da nossa História começou a ruir e vir abaixo, tornando, aí sim, um muro descente (com “s”) ou em queda forçada, até nada mais restar da velha e vergonhosa estrutura. Felizmente, um evento histórico muito comemorado pelo mundo livre, como na foto ao lado, que retrata o Monumento da Reunificação erguido numa praça da Alemanha restaurada, além da reprodução de réplicas suas e demais símbolos convertidos em souvenir e cartões postais para turistas do mundo inteiro. O “Muro de Berlim” representa em cheio a idéia de que o comunismo, onde quer que se instale, constrói “paraísos” que são Verdadeiros Infernos, donde não tentam fugir somente os membros da classe dominante e aqueles que, de geração em geração, já perderam a noção de perspectivas, sendo incapazes de reconhecer qualquer coisa no horizonte. Já não existem como pessoas, são meros autômatos, inocentes úteis ou anônimos que nada buscam, tudo se lhes fecha dentro de um imenso vácuo, que não admite referências, quaisquer que sejam, pois, inteiramente dispensáveis a tele-guiados em que foram obrigados a se reduzir. Que prazer de viver sente alguém neste labirinto, onde todas as saídas são tolhidas?!
Mas aquele não era o único muro construído para separar homens dos homens, há outros. A nossa intenção neste Post, por sinal, é lembrar e enfocar, ao contrário, muitos outros muros, que nem de concreto são e tanto mal nos impõem. Antes, porém, de abordarmos alguns muros apenas aparentemente mais voláteis, precisamos nos deter um pouco mais nos muros de tijolos e concreto. Histórias de muros em nossa vida, removidos ou mantidos, quase sempre existem. Como aquela de um condomínio pequeno de uma torre de apartamentos, cuja construtora permitiu a abertura de uma viela cortando a área comum e, por isso, ergueu entre a viela e o prédio os muros divisórios, sem informar a ninguém, verbalmente ou por meio de plantas, que ali não era o fim do terreno do condomínio. Houve poucos síndicos durante décadas, porque por mais de 20 anos o cargo esteve nas mãos do mesmo condômino, até a entrada em 2006/7 de um síndico mais antenado, que fez aparecer a planta do construtor, que mostra uma parte da área comum após a viela, mas já em uso contínuo, manso e pacífico por mais de 15 anos, lá, incorporada a uma oficina automotiva, portanto, irreversivelmente perdida! Este caso faz parte de [Descobertas Indigestas], um Post publicado neste Blog em 27/08/2012. Ainda queremos, para encerrar este tópico, falar de um muro material, que ficou famoso, infelizmente, por maus motivos. Ele foi construído por uns e demolido por outros várias vezes. Ao final, segundo o que diz a História, a tropa inimiga fez questão de deixar uma parte intacta do muro para que não esquecessem, jamais, a derrota sofrida. Este é o “Muro das Lamentações”, cultuado até hoje pelo Judaísmo na cidade de Jerusalém. Uma construção considerada sagrada!
Pois bem, nós sabemos que são muitos os muros materiais e imateriais com que nos defrontamos, como o “muro da burocracia” (em meandros, aqui ou ali, da administração pública, órgãos judiciários ou fiscais) em poder de quem, muitas vezes, com claro viés de sujeito malvado e vingador contra quem nada tem a ver com as suas carências, usa do seu posto, informal ou formalmente, para impedir soluções pleiteadas por cidadãos, que não buscam outra coisa senão um equilíbrio garantido por lei, até então negado por uma ou outra parte envolvida. Muros existem para nos proteger e para que outros se protejam de nós, esta é a verdade. Porém, tudo tem medida, lugar e hora para a sua aplicação na vida, que requer um perfeito discernimento na definição ou não das barreiras. É, sobretudo, na forma de uso ou dosagem de cada coisa que a torna virtuosa ou viciosa, basta um pouco de bom senso. Ou isto é coisa de antigamente, também? Vamos parar com isto, gente! Deixem a estupidez para as figuras de ficção ou do humor, não basta?
Sei que cada um de nós tem os muros da sua coleção, havendo os bons e os ruins, sendo a maioria ruim, a lógica me diz. Há pouco, por exemplo, nós falávamos do “Muro das Lamentações”, obra sagrada dos judeus. E, como não podia deixar de ser, todos nós temos os nossos, onde escolhemos para chorar as nossas mágoas. Um dia, não vou dizer quando nem as exatas circunstâncias, eu me vi numa situação-limite, tendo de procurar o meu muro das lamentações para desabafar. Na ocasião, aliviei-me da minha angústia, desta forma, neste poema lavrado por mim, de versos muito espontâneos, sem métrica nem rimas:
- Muro, úmido de lágrimas, por que choro?! Por quê?…
Muro, onde me prostro e deito-te tantas lágrimas
Será que ao menos tu, que a ninguém te curva, irás me entender?
Eis que, a cada coisa que desarruma, suas disfunções agridem-me
E mesmo que eu não olhe não posso deixar de ver
E mesmo que eu não queira não posso deixar de ter…
Eis que, a cada sujeira que aparece, em meus espaços obrigatórios
E eu não posso e ninguém pode correr e remover
E mesmo que eu não queira não posso deixar de ver…
Eis que, a cada coisa que cheira mal e faz nosso ar inapropriado
E eu não posso e ninguém pode o odor ou veneno retirar
E mesmo que eu não queira este ar não posso deixar de respirar…
E, porque inserido nisso tudo, inevitável e fatalmente
Como parte integrante, integro-o e me incorporo, não posso ignorar
Mais o nosso ego, auto-estima pessoal, nosso salutar amor próprio
É comprimido, reduzido, quando não suprimido, anulando-nos
Conseqüentemente, tornando-nos impróprio ao próprio consumo
E em menores, maiores ou iguais proporções, com nossos circunstantes
Podendo repercutir e multiplicar, aqui e ali, os danos e estragos
Caso não se lhe ponha fim e o torne administrável.
E lá vamos nós, todos, no mesmo barco capenga, claudicante
Atores, autores, sujeitos e cúmplices, agentes, pacientes
Indiferentes, até o fim dos séculos, ele, você, eu?!…


PS – “Não se ergue um muro onde a natureza pede uma ponte”! Esta frase precisa ser repetida e sempre lembrada, para que muitos muros sejam, depois, poupados de tantas lágrimas, quando dos lamentos resultantes da existência de outros muros, que dificultaram os nossos caminhos e nós não soubemos ou não pudemos evitar. Muros servem para proteger e, também, para esconder, enganando-nos. E nós, muitas vezes, esquecemos os muros que não são de concreto, mas foram erguidos entre nós e causam tantos males! Em sendo possível removê-los, por que permanecermos inertes?

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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