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[Contra-Capa]

VOGAIS OU CONSOANTES

Articulados, como letras, para fazer voz e gerar luz!
(Por: Joseh Pereira – 01/03/2014)

Não, eu não vou me ocupar neste Post com rudimentos de Gramática, silabação e noções de morfologia. É que eu, vejam só, sob deliciosa ducha quase fria nestas tardes quentes de verão, durante o que chamamos de ócio criativo, ocorreu-me a imagem do quanto nós, homens e mulheres, somos semelhantes a letras consoantes, sempre dependentes das vogais para nos tornar sonoros e audíveis, para nos fazer ouvir e virarmos verbos. Interessa-nos, sobretudo, sermos verbos! Vogal com vogal até formam alguma combinação, como “ou”, “eu”, “ai” etc., porém, estão longe da auto-suficiência nos textos ou frases, também elas dependem das consoantes para ganhar o mundo e fazer sucesso. Um alfabetizando juntar consoantes às vogais ou vice-versa e formar palavras é simples, mas, aqui, impulsionados por este fato gramatical da formação das palavras, nós vamos partir incontinenti para uma outra similaridade, ou seja, para os mais diversos eventos da vida real em sociedade, onde as letras vogais ou consoantes do alfabeto somos nós, em busca de agradáveis e eficazes parcerias, sejam elas em casa, na rua ou onde quer que ocorram, as quais, não são somente necessárias, elas são inevitáveis! Daí, ficarmos sempre atentos e nos cuidar muito ao construir certas combinações, não sairmos por aí a nos juntar aleatoriamente, vogais e consoantes, formando grupos sem sentido e incompatíveis. Nos grupos humanos, as pessoas são como as letras do alfabeto, o sucesso da relação depende da obediência à Gramática, ou seja, a uma disciplina pertinente a cada circunstância com que nos defrontamos. É sempre grande, neste aspecto, a semelhança entre nós e as letras!
Vejam. Para realizar algo, nós, a exemplo das vogais e consoantes, juntamo-nos e articulamos palavras de funções as mais diversas. Quando SUBSTANTIVOS, nomeamos ou chamamos o que já foi nomeado; com o ARTIGO indicamos gênero e número da parte nomeada; o ADJETIVO estabelece uma qualidade qualquer da parte nomeada; o PRONOME, além de mostrar a pessoa do discurso (sempre a mesma, desde o começo ao seu término), ele sempre aparece no lugar do nome; o VERBO dá a ideia da ação ou estado do sujeito a ele ligado; o ADVÉRBIO nos mostra o modo como participa do discurso uma parte nomeada; o NUMERAL aparece para expressar quantidades, as frações e inteiros, os múltiplos, a posição ou ordem; a PREPOSIÇÃO liga uma palavra a outra e estabelece relações entre elas; a CONJUNÇÃO vincula orações e estabelece entre elas relações de coordenação ou subordinação; já a INTERJEIÇÃO concentra nela forte emoção ou estados de espírito. Sobre a turma das vogais, a exemplo dos humanos, elas gostam de se unir, formando pares perfeitos, nos chamados Ditongos. Às vezes, mesmo alheias ao romântico triângulo amoroso, elas formam a união de três, são os Tritongos. Outras vezes, são também obrigadas a viver separadas, quando acontecem os Hiatos. Também as consoantes fazem como nós, entre si, os seus grupos, os conhecidos Encontros Consonantais. Os exemplos de classes gramaticais e dos grupos consonantais e vocálicos, quem quiser, deve pesquisar nos livros ou sites de Gramática.
Neste texto, com sabor de crônica literária, eu quero ser somente uma consoante ou uma vogal, ou uma ou outra alternativamente, tanto faz, desde que eu possa contar com outra vogal ou consoante com quem combinar. Ainda que maus bofes (chicanas das más línguas) e algumas idiossincrasias, das quais não consigo me libertar totalmente, possam de alguma forma vir a prejudicar nossa aproximação, nem por isso devemos desanimar na busca permanente no sentido de melhorar nossas composições, as quais já existem porque, como foi dito acima, são inevitáveis. Como nestes casos: O homem e a mulher, em casamento de direito ou de fato; entre pais e filhos, logo depois, se estes vêm; a relação entre amigos, colegas de trabalho, sócios em empresas ou outros empreendimentos. Isto nas esferas mais triviais do nosso cotidiano, pois, em outras esferas bem mais complexas e delicadas, que abrangem instituições e a sociedade, o estado e cidadãos, não faltam composições e somente se realizam de forma equilibrada e sadia quando as partes envolvidas, quais as vogais e consoantes, estiverem também igual e gramaticalmente disciplinadas. Enfim, desejamos sejam abundantes, entre nós, segundo a imagem que fizemos, os melhores encontros, os vocálicos, os consonantais e, acima de tudo, verbais! E termina assim uma analogia, com muita troca de papéis entre letras do alfabeto e nós, as pessoas em sociedade. Perceberam, nesta permutação, quando cada um de nós é uma letra vogal em busca de uma consoante ou, o contrário, a consoante em busca da vogal? Ou fui muito sutil?


PS – Nesta edição, o Blog traz um assunto bastante suave, mas tão importante quanto os demais, pelo apelo do Tema à disciplina grupal, necessidade premente e urgente, dado que ninguém, nem na mais absoluta vida selvagem, em aparente estado de abandono, uma ou outra figura deixará de compartilhar do processo como coadjuvante, chamada a participar ou em sua forma natural e instintiva. Saudável, portanto, é viver e produzir juntos, conscientemente, qualquer atitude contrária trará conflito e dissabor. Vamos conversar?

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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