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[Contra-Capa]

VINDOS À LUZ

Crianças de pais separados são frutos a vingar fora da árvore!
(Por: Joseh Pereira – 03/05/2014)

Nós, meus pais e eu, ainda dividíamos igual espaço físico e eu assim lhes dirigia, conforme publicado na Página Fragmentos: – “Sou, mãe, um verbo / Que se fez carne e habitou teu ventre! / E tu, pai, derramaste a gota, / Semeando a terra que me deu à luz”. Mais tarde, eu distribuía a meus contatos a mensagem: – “No Dia das Mães, o primeiro sem ela, o grito de um filho, ecoando no Alto. De dentro e para dentro, o soar da palavra MÃE, bem devagar e sem ferir. Não, gente, hoje é Dia da Mulher, a Magna Mulher. Nenhuma outra a suplantará, no sentido em que a entronizamos. Eu quero, com o fluido mental comum, no mesmo tom e na mesma direção, independente dos nossos diferentes credos e religiões, poder, nesta data, sintonizar-me com aquela imagem de santa da minha querida Mãe, que escolheu contra a minha vontade seguir para junto do meu Pai, que já tinha ido um pouco antes para plano superior. Com esta mensagem, a licença e carinho de Vocês, eu desejo e voto a todos os meus grandes amigos, algo que chamarei de a plenitude junto a suas Mães, como a plenitude e reciprocidade que vigoram entre mim e minha santa, nome dela, Zoraide”. Agora, já tendo chegado ao Dia das Mães de 2014, filhos como eu derramem, não fará mal algum, alguma lágrima de saudade e os filhos de todas as Mães, não caprichem apenas na cor, no perfume e no tom da homenagem, os quais secam e desbotam, acrescentem homenagens com conteúdo e substâncias a cada hora que viverem. Se nossas Mães, aos trancos e barrancos, sabem ou souberam respeitar o exercício da maternidade, elas merecem uma vida inteira da nossa dedicação. Logo, a elas, para sempre, o nosso contínuo louvor e gratidão!
Ao escrever, a gente busca focos sobre os quais falar. Pensei em tratar da negligência de certas mães despreparadas ou da ingratidão de muitos filhos que, facilmente, esquecem de determinados valores transmitidos por suas genitoras. Mas, quando imaginei a frase em epígrafe (“Criança de pais separados é fruto a vingar fora da árvore”), corri, anotei e vi quão boa me parecia, tendo achado, portanto, o foco que haveria de enriquecer o Post. Daí, topei com vários estudos sobre filhos de pais separados, corroborando em cheio uma velha tese que me inspira por muito tempo. Aliás, o título (“VINDOS À LUZ”), o primeiro a ser definido antes mesmo da epígrafe, já especifica o alvo, ou seja, aqueles simplesmente filhos, acrescidos os filhos que já são pais, sempre colocados em relação a suas Mães, por ocasião desta feliz efeméride.
Eu, com meu jeito intimista de agir, peço permitam-me formular um simples convite. Sejam milimétricos, pais potenciais ou efetivos, pensem bastante antes de engravidar (o pai) ou engravidar-se (a mãe), tendo como assunto da sua reflexão conjunta a vida de uma criança, um ser vivo ultra-dependente dos seus autores, que haverão de provê-la de tudo que necessita, moral e materialmente, não cabendo-lhes, depois do ato decisivo e feliz, arrepender-se. Ao contrário, novos esforços serão somados e acrescidos ao novo projeto humano, tão importante que ganhará um nome próprio, u’a marca, que o identificará para o resto da sua existência! Defender o pai, defender a mãe, defender o filho é defender a família, um tema de alto valor neste Blog, como podem observar. Assim sendo, saímos a pesquisar e, dentre vários estudos de especialistas do assunto, nós escolhemos uma [ENTREVISTA] da Revista Veja com a terapeuta americana Judith S. Wallerstein, que relata sua experiência profissional com mais de 130 filhos de pais separados, estes “frutos a vingar fora da árvore”, segundo um conceito no cimo do Post. A terapeuta, ainda que não negue a eventualidade de um grave desgaste do casal, que pode recomendar a separação dos pais como um mal menor, ela faz uma dura crítica ao que chama de “cultura do divórcio”, a fragilizar exponencialmente nossa estrutura familiar. Devemos ainda considerar o seguinte, a matéria foi publicada catorze anos atrás, conservando-se os conceitos emitidos, atualíssimos, porém, os números e as estatísticas referentes a matrimônios e pais separados, estes pioraram muito, escandalosamente!
Nossa entrevistada, autora do livro “The Unexpected Legacy of Divorce” (A Herança Inesperada do Divórcio), ainda que ouvida por revista brasileira em fins do ano 2000 e a partir dos EUA, sua abordagem no Brasil prossegue consistente e válida por estar o fenômeno social generalizado em numerosos países e que nos dias atuais não melhorou, agravou-se. Na entrevista, a terapeuta responde como a separação dos pais afeta de várias formas a vida de uma criança, sendo interessante abrir e ler a entrevista. Ela responde aos que a acusam de ter carregado demais nas tintas, exagerado na dose, quando não foi nada disso. Ela diz que não existe separação sem danos, perdas e tristeza; que a assinatura da papelada não representa o fim de tantos sentimentos de amor e ódio, mais graves ainda os conflitos na presença das crianças, que podem levar marcas até a sua vida adulta; que filhos de pais separados ou que observam outras separações traumáticas acabam temendo o casamento, optando pela vida celibatária ainda que de modo involuntário; crianças quando pequenas pensam que são elas as culpadas pelas brigas dos pais; que mesmo alguns casamentos infelizes são melhores do que a separação para as crianças, embora haja uniões tão incompatíveis que já nascem mortas; que o amor-serviço deve ultrapassar a órbita dos cônjuges e atingir também os filhos, justificando um esforço dobrado pela manutenção do contrato conjugal; que, em caso inevitável de separação, a proteção madura da criança deve ter prioridade; que, ao filho pequeno, o novo marido da mãe ou a nova mulher do pai jamais serão vistos como papai e mamãe; muitas vezes, estes filhos do divórcio ou restos da família acabam ancorando-se nas casas de tios casados ou dos avós, que procuram sem grande sucesso suprimir carências; ela, a terapeuta, termina dizendo ser uma bobagem imaginar que a separação tornada corriqueira suavizará os danos emocionais e gerais destes filhos do divórcio. Vamos, no que nos couber, ajudar a salvar a família?
Sobre a mãe adotiva, destaque para a dobradinha do amor, vejam na frase onde está a liga, a química, o indutor: – “O filho biológico Você ama porque é seu filho, o filho adotivo é seu filho porque Você o ama” [Fonte: Mãe Adotiva], quem equipara as mães adotivas às mães biológicas é ele, o Amor! Mais uma coisa, rapidamente. Alô, mães que precisam sair para trabalhar! Reconheçam seus limites como mães e digam cada uma a seu filho, “que gosta muito dele, mas também gosta de sua vida como mulher, da qual o trabalho faz parte, confessando-lhe sua divisão, ela vive uma verdade e nenhuma verdade materna dita de forma afetuosa pode fazer mal à criança”, declara francamente um dos autores pesquisados. Outro autor também afirmou que a maternidade: – “É direito sagrado enquanto houver mulheres dispostas a extrair do mais profundo de si mesmas essa força maravilhosa que lhes permite tolerar as tremendas ansiedades da gestação e do parto e percorrer o longo caminho da função maternal”. E disse mais, evocando nós homens: – “É direito sagrado enquanto continuarem existindo homens que se coloquem solidariamente ao lado de suas esposas, ombro a ombro, companheiros, para colaborar com elas no percurso do caminho que escolheram empreender juntos”. Pena que estes dois autores, citados em monografias, não obstante grandes esforços, eu não consegui identificar. Por fim, desponta das nuvens o Vinícius de Morais, ilustrando a paternidade como um ideal: – “É comum a gente sonhar, eu sei / Quando vem o entardecer / Pois, eu também dei de sonhar / Um sonho lindo de morrer! / Vejo um berço e nele a me debruçar / Com o pranto a me correr / E, assim, chorando acalentar / O filho que eu quero ter”. Que lindo, sem dúvida, Vinícius, valeu!


PS – Neste “Dia das Mães” do ano da graça de 2014, nossas homenagens a elas e algo mais, também. Obrigado, Mãe, por você ter me dado a ocasião de falar neste Blog, não apenas do seu merecido título, mas muito mais. Vejam: “Ser Mãe é assumir de Deus o dom da criação, da doação e do amor incondicional; ser mãe é encarnar a divindade na Terra”, disse um célebre-anônimo. Já, para Machado de Assis: “Amor de mãe é a mais elevada forma de altruísmo”. Ninguém duvida. Parabéns, Mãe, onde você estiver, mais perto de mim ou mais perto de Deus! Ou seja, nunca distante!

. Ver em: [ RECEPÇÃO ] – Todos os Títulos Já Publicados.
Apresentação do Blog como produto, no Post: [Turismo Interno] – Sinta-se em casa!

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