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(Jhosa)

[Contra-Capa]

SECOS E MOLHADOS

Chove chuva de mansinho para molhar nossas represas!
(Por: Joseh Pereira – 02/08/2014)

Uma grande ironia da nossa parte escolhermos falar de chuvas, em pleno e seco mês de agosto do Sudeste Brasileiro, aqui no Estado de São Paulo onde, segundo alguns estudiosos do assunto, padece da pior seca ou estiagem dos últimos 80 anos, com consequências diretas no campo e nas cidades da região. Como um pequeno adendo, eu quero lembrar uma curiosidade, o título acima nos remete a tempos bem longínquos, antes do fim da década dos anos sessenta começo dos setenta, quando surge em São Paulo uma pioneira rede de supermercados, o “Peg-Pag” (lembram dele), em cujas lojas o cliente não ficava mais diante do balcão a formular os seus pedidos, revolucionando o nosso jeito de comprar. Secos e molhados, como nós conhecíamos, foram suplantados por supermercados, hipermercados e, mais tarde, os conhecidos shoppings, um aqui, outro ali. Mas, vamos voltar ao tema central e falar da Chuva, como coisa sempre e invariavelmente vital a todos os reinos da natureza, o reino mineral, vegetal e animal, desde que não nos coloquemos onde não deveríamos ficar, pois, a natureza não é humana, ela é fria e indiferente. A natureza é mãe extremamente reta, às vezes, parece brava, até meio cruel! Porém, dá perfeitamente para sermos felizes parceiros, concedendo-nos um ao outro em equilíbrio. E quem viveu como eu vivi o Brasil dos 70 milhões de habitantes (hoje, quase 200), viu e se resguardou de chuvas de todos os portes vai entender que chuva nenhuma mata, mas atropela quem se põe no seu caminho, com enxurradas, enchentes e ventos, desmorona penhascos desprezados pelo mercado imobiliário sem perguntar nada (por não adiantar, ser inútil) a quem já provou ignorar a linguagem surda das águas. Chuvas caem para, depois delas, virem somente a bonança! Mas, pensando bem, é isto que vemos acontecer?
Queremos, neste Post em forma de crônica, tratar a chuva como “um bem descido do céu”, por ora, o céu geográfico ou astronômico mesmo. É fácil notar que a chuva ao cair exerce forte apelo estético. Eu não consigo ficar indiferente, olho para fora e vejo a chuva caindo, nas janelas ou sacadas de outros apartamentos tem sempre alguém a observar o espetáculo da natureza. Nas ruas, sob as marquises, as pessoas paradas olhando. A chuva quando começa tem sempre um atrativo particular, depois, se prossegue por mais tempo, acostuma ou cansa, as pessoas voltam a seus aposentos. Se a chuva é forte com muitos raios e ventanias, ocorre uma outra sensação, a de um temor por um poder superior ou algo incontrolável, a recomendar que procuremos logo um abrigo e proteção. O maior sabichão da história sob céu de brigadeiro desaparece neste cenário meio angustiante de inferioridade humana. Até o sujeito mais materialista se pergunta, naquele momento, se não pode ser Deus, o apregoado sujeito bíblico, escondido na Natureza, a comandar todo aquele terror natural, ali presenciado pelos seus viventes. A manifestação natural de força, durante uma violenta tempestade, às vezes, pode ser apovarante a qualquer um, mesmo dominando bem a chamada ciência das chuvas e das tempestades, por uma razão simples, alguns danos podem ocorrer, sendo impossível prever naquele instante as suas dimensões. E se forem de porte elevado, o que vamos fazer?!
No trânsito que fiz pela Internet encontrei um mecanismo muito interessante, que mostra mês a mês o ano todo a sazonalidade das [Chuvas no Mundo], que revela em um modelo dinâmico que, a partir de setembro (mês que vem), as chuvas em São Paulo devem voltar mais regularmente, quem sabe, ao menos comece a salvar as nossas represas. E não são apenas represas morrendo de sede, reportagens mostram rios do nosso interior em situação de miséria, a clamar aos céus que nos mandem água, muita água! Nos noticiosos, poucos são os que falam, mas penso haver efeitos do “El Niño” (correntes marítimas de temperatura anormal em águas distantes do Pacífico) a provocar na região, antes, durante e depois do último verão, com um ar muito seco e quente aqui estacionado, o bloqueio das massas polares, as quais, normalmente, quando vêm, elas chegam da Região Sul, passam por São Paulo e seguem até o estado da Bahia, já a adentrar o Nordeste, aí, derivando para o mar. Não é o que vem acontecendo em São Paulo e, por tabela, causando no Sul do país frentes estacionárias ou quentes (como dizia nosso dedicado homem do tempo, o saudoso Narciso Vernizzi), com muitas chuvas, enchentes e danos à população, não somente a ribeirinha, a mais vulnerável.
Ao encerrar esta abordagem do tema, quero introduzir (creio já conheçam) um poema muito popular, intitulado “O Cume do Morro”, que brinca bastante com os seus versos, ao tratar dos “efeitos da chuva no alto de um morro”. O poema é bem antigo, já é de domínio público e aparece na Internet em muitas versões, cada uma de um jeito. A intenção é fazer com que a palavra “cume” (do relevo terrestre) se confunda com duas palavras, uma é sinônima de “ânus” e outra, um pronome oblíquo, o “me”. Qualquer professor de Literatura ou de Língua Portuguesa, ao tratar em aulas da ambiguidade literária, poderá utilizar como texto-motivador estes versos ou trovas populares: – No cume daquele mor-ro, / Plantei formosa rosei-ra. / Ah, o vento no cume ba-te, / A rosa no cume chei-ra. / Quando vem a chuva fi-na, / Salpicos no cume caem. / As formigas no cume en-tram, / Abelhas do cume saem. / E quando cai a chuva gros-sa / Águas do cume des-cem, / A lama do cume escor-re, / O mato no cume cres-ce. / Então, quando pára a chu-va, / Ao cume volta a alegri-a. / Pois, torna a brilhar de no-vo / O Sol que no cume ardi-a. (Fim do poema).
Observem que não há nestes versos qualquer palavra chula, mas ela se coloca no ato da leitura. Se desejarmos metrificar ou escandir tais versos, vemos que são de sete sílabas, que terminam na última sílaba tônica (em negrito), descartando-se as demais. Notem que diferentemente das sílabas gramaticais, em razão da necessária musicalidade dos versos, as sílabas poéticas são compostas de outra forma, podendo ter além de uma, duas ou três sílabas gramaticais, como ocorrem em alguns dos versos acima, onde elas aparecem sublinhadas. E, por falar em versos, quero convidá-lo para, imediatamente, “mentalizarmos como belas poesias, com métrica e rimas perfeitas, as chuvas a cair por sobre montanhas, planaltos e planícies, abastecendo rios e represas até suas bordas”, sem transbordá-los, se a Natureza puder nos ouvir! Podemos, desde já, começar a antever, como resultados das chuvas atendidas, as paisagens mais cheias de vida e maior navegabilidade fluvial de rios e lagos? Vamos, em uníssono, imaginar e agir neste sentido, custa-nos alguma coisa tal atitude?!


PS – Chuvas aqui podem ser locais, típicas de verão. Massas polares formam sistema frontal, a frente, o meio chuvoso e a massa polar a erguer o ar que, se úmido, resfria e chove. Centros de alta pressão pelo mar, chuviscos costeiros e próximos da costa; se pelo Continente, chuvas fortes, temporais. Sistema estaciona, prolongam as chuvas, se retorna como quente, perigoso! Humidade relativa, cirros com ou sem círculo solar e cúmulos-nimbos, saudades do mestre Narciso Vernizzi, a dar suas aulas do tempo! Vai chover?!

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