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Intensas lidas. /
Letras recendem, /
Luzes acendem, /
Eis que desprendem /
Sombras temidas!



Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
Gotas de Vida!

Voto Distrital
Voto Distrital

"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)

[Contra-Capa]

TEMAS EM VERSOS

Uma seleção dos melhores versos e poemas temáticos.
Autor: Joseh Pereira – Editor do Blog

01. ABISMO
Mais elevado se volta, maior a perspectiva que se abre, maior o abismo que separa o sujeito do objetivo, mas as partes devem, mais tarde, compor o todo; abismos se resolvem, abismos desafiam.

Desde sempre, largas vagas, abismos paralisam.
Cruas noites apavoram, segredos nos devoram,
Ao pensar que já se foram nem se desmobilizam.

02. ABNEGAÇÃO (*)
Estados aflitivos expostos despertam o altruísmo de almas que se devotam e se transfiguram em prol do outro; nocivos e perigosos os abnegados da militância política ou religiosa, os apaixonados, fanáticos e fundamentalistas.

Mar alto, tempestuoso, noites e madrugadas,
Donde almas retificadas, causas identificam.
De si mesmas abdicam, sempre tão devotadas,
Caminham transfiguradas, tentam tudo e edificam.

03. ABSTINÊNCIA
Prazeres, quando perturbam agendas e desorganizam, cabe abster-se, parcial ou totalmente, do objeto de prazer, pela temperança ou busca do supra-sensível; sem, porém, autoflagelação, jejuns ou castigo ascético do corpo.

São mesmo, sim, muitas coisas, delas pois o afastar;
Hoje e sempre, equilibrar, romper velha dependência.
Nos prazeres, mais essência, mais alto o bradar,
Os desejos, temperar, a primeira providência.

04. ADÃO E EVA (*)
No extremo da vertente, ao zero, metade do infinito, um emblemático casal, entre sagas, lendas e contos; retas e paralelos em desencontro, Adão e Eva, a Raça; derrubam Anjos Caídos e reergue-a o Gólgota; da Raça, o começo ou meio.

Ao túnel do tempo, um grande mergulho
Ao primo pulsar do Homem, o mundo.
Parece sem fim, tamanha é a trilha,
Se se pensa aflorar vê-se confuso.

05. ADESISMO
Da ocasião, a oportunidade, nem sempre má; ao oportunismo, sempre suspeito; ao pior dos mundos, o adesismo, de tipos ambulantes, negam a própria convicção, mentem que todos triunfam, em seu abrigo precário de trânsfugas.

Outros, os oportunistas, negam a convicção.
São caráter ambulante, pseudo-triunfante,
Que, de modo nauseante, migram sem reflexão.

06. ADOLESCENTE
Modo adolescente de ser e agir favorece a dúvida, tensão e intolerância; estimulado por novos papéis, deixa a primitiva inocência infantil e veste a máscara, a personalidade, no saudável processo da adultificação.

Natureza, a puberdade, expondo ao vivo os sinais,
Cobram papéis sociais sem a tanto estar maduro.
Via de regra, em apuro, deixa logo seus pais,
Outros referenciais, não dispensa o jogo duro.

07. ADORAÇÃO
Rituais mais elaborados contam com meditação, canto e música, em diversas formas; adorar implica entrega, um transbordar da alma; deveras desconfortável, no culto do súdito a chefetes, hábito nem tão antigo ou desaparecido.

Implica ao ato de adorar uma total submissão,
Inda que amarga admissão, no largo transbordamento.
É sempre grande argumento o uno Deus, religião,
Mas, com maior amplidão, é limite o sentimento.

08. ADORMECIMENTO
Dormir revigora, nos desgastes físicos, contribui para o equilíbrio mental, como na hipnose; algo freqüente, todavia, dormem, mentes e inteligências retraídas, longe demais no horizonte o amanhecer.

É o truque, poder e fama, ao dopar a multidão.
Trocam fé por falsas crenças, como fossem sentenças,
Sem nortes, indiferenças, sem seivas da razão.

09. AFORISMOS
Antigos quanto o homem, os hábitos das sentenças, máximas e provérbios, o máximo em textos mínimos, sempre com ar de manifesta sapiência, formam paralelos, insinuam e introduzem, despertam, temperam e exaltam.
. Em seu papel lapidar!

Pela poeira do tempo da pré-escrita, talvez.
Seja um, seja outro jaez, todo lume em letras breves,
Soltas, caem quais as neves, ao belo, à morbidez;
Não raro, sem escassez, vertem duras, frases leves.

É capaz de viver só, que fica só quando junto.
Não introduz, encerra o assunto, modo ímpar, singular,
Comumente, apostolar, lapida sobre o defunto;
Sapiente no conjunto – o aforismo, titular.

Pode o sofisma aí estar, retórica, enganador.
Desvio, mas convincente, é fato, mas aparente,
Encanta como serpente, olho crítico, leitor!

No caso, tempo e lugar – disparo provocador.
São sentenças e ditados, célebres, consagrados,
Ora, anônimos legados, nosso ontem, o motor.  

10. AGNOSTICISMO
Enquanto o gnóstico busca alguma substância científica à religião, fundada na crença, o agnóstico, menos acessível ao metafísico, admite não poder superar o enigma, dispensa o transcendente, o sobrenatural, o reino do mistério.

O gnóstico, então, acumula e é sólido este legado.
Porém, ao verso da Gnose, cresce um novo pensar:
Ao Divino é indiferente, mundo pouco inteligente,
Longe demais, transcendente, faz infindo o perguntar.

11. AGRESSIVIDADE
Na ordem do dia de pedagogos, psiquiatras e criminólogos, estar ou ser agressivo, obra do instinto animal, não se desvinculará dos limites e parâmetros do ajustamento, controle, direito, disciplina, emoção e inteligência.

Natural regulador, também, fator perturbante,
A que o mal não se agigante, o castigo tem lugar.
Um poder a subjugar, não rara falha berrante,
Não falta voz discordante, outro o cristal a quebrar.

12. ALCOOLISMO (*)
O álcool em si, na bebida, não é o mal físico, social ou moral, mas o uso inadequado que dele se faz, contrariando, manifestamente, a natureza da substância, bem como, a natureza do próprio bebedor.
. Homens viram bebidas!

Escasso o bem, vasto o mal, é cedo, o homem descobre
Álcool bebida nobre, onde o controle e rigor;
Dela se se faz senhor, alto lá, o ânimo dobre,
Resistente qual um cobre, sempre junto o pudor.

Bêbados tantos os há não só alcoolicamente.
Ou o que é uma paixão ardente ou fanático à deriva;
De vital coisa se priva, por outra aguardente,
Na atitude incontinente, tanto quanto, lesiva.

Ao sóbrio, equilibrado, elevá-lo, sublimar;
Enfatizar quanto é cego, a falta de superego,
Qual um cabeça de prego, ao deixar-se embriagar.

Perdas, desastres, sinistros, quedas, traumas, feridas.
De sujos copos e taças, causas de tais desgraças;
Em leitos duros nas praças, homens viram bebidas.

13. ALIENAÇÃO (*)
A alienação é o desvio para um mundo estranho ou a perda da individualidade pela ação da coletivização, uma idéia de Karl Marx, que é contra a alienação, mas, somente a do mundo capitalista.

É o poço de fundos doidos, mundo louco, perdidos.
Menos os nortes, mais ruídos; distantes, dominados,
De si mesmos, apartados, derivam sem sentidos,
Quando falam, são gemidos, sempre mais alienados.

14. ALMA HUMANA
Do espírito absoluto, o eu último do Universo, também chamado Deus, a alma penetra a Natureza Humana, com esta se compromete, escreve sua história e é possível auscultá-la com o estetoscópio espiritual.
. Sopro de prima causa!

É sopro de prima causa, não causada, a pulsar,
Move corpos, faz vibrar, faz sentir, sensibiliza.
No fundo, forma, organiza tipo único a contar,
É tensa força invulgar, é tempestade, é brisa.

Há, tão claro, os que não a têm ou têm-na, diminuída.
Do próprio eu ele duvida, não se dá ao essencial,
Baixa rápido ao brutal, impede a sua e outra vida;
Pois, a alma quem elucida, a coluna vertebral.

Como entidade abstrata, não se emerge concreta.
Expressa quando auscultada, infinita sua estrada,
Suprema, mas maculada, até a plena luz secreta.

Matam sem dó o interior, cascas flutuam no chão.
E a alma, lá dentro, periga, se existe, exista e o diga,
Mundo moderno fustiga; ontem, as buscas, então.

15. ALQUIMIA
Por seus intentos em precário ambiente histórico, a alquimia, precursora da química (como a astrologia precede a astronomia), legou-nos algo valioso no relacionamento das coisas e pessoas, como a elevação e a sublimação.

São místicas, metafísicas, vozes alquimistas.
Nelas, o todo na parte, segundo a hermética arte,
Para unir, quebra e reparte, a caminho sobre pistas.

16. AMOR HUMANO
O amor deve nutrir ou semear obras, no mais amplo e profundo sentido, identificado muito mais com o espírito da justiça, que indiferencia do que com o espírito da bondade, em geral, comprometido com os humores do cotidiano.
. Simples como servir!

Tantas as faces, mas é singular!
Nas entranhas, profundo e edificante.
Não teme sequer o espaço estelar,
É força ou mais, tensão vivificante.

Verbos gostar e amar, lonjura e tanto!
Ao primeiro, o prazer, ao outro, o servir.
E neste sentido, não cabe o espanto,
Se amar inimigos fá-los subir.

Tudo pode o amor, quando não egoísta
E se, não só o sujeito, o objeto assista,
Minimamente, é soma dobrada.

Sintoma do amor, quem ama que diz,
Se a causa alheia é que o faz feliz,
Então, siga zeloso a mesma estrada.

17. ANACRONISMO (*)
Não raro ao historiador, em suas descrições ou ao doutrinador, a tentar adaptar situações, muitos retrógrados, retardatários, precipitados ou precoces oferecem o ainda cru ou suas cinzas, frutos já podres ou, sequer, em botões.

Tantos ingênuos, quantos inocentes;
E há o convicto que, alegre, envenena.
Distam do tempo, modo e forma obscena,
Mortas fontes a enlouquecer as mentes.

18. ANARQUISMO (*)
O dia que, como tal, ainda brilha, desejam extinto; a liberdade em estado puro a que visam viria quando sepultada a luz em vigor, a ordem, o governo, a propriedade; imaginam ser, no porvir, quase parte da fauna, como, não sabem.

Sem o motor de velhas tradições
Que, sem pena ou dó, rechaçam, refutam.
Ácratas, que são, acéfalos recrutam,
Contra estados que governam nações.

19. ANGÚSTIAS
Vezes em que vemos esgotar o espaço que nos conduz e vem um desconforto, profunda tristeza pelo distanciamento ou perda mesmo do foco, ligada à sensação preliminar de impotência perante a certos desafios até controláveis.
. No limiar da perturbação!

Espíritos livres, a alma padece
Deste estreitar-se e ficar desligado,
Perder até a conta do desejado,
Tal é a luz que a existência esmaece.

Tensões avultam, cegam a visão,
De tudo, um pouco ou muito inquietante;
Estressam, confundem, mas, não obstante,
Tentar recobrar a velha equação.

Emerge a variável, não a constante?
Decerto, a fé interna, a noção distante
Desperte o sentido e a motivação.

Vácuos que doem, quais sombras a sofrer.
Sensações a sanar, a apreender,
Já nas fronteiras da perturbação!

20. ANIMALIDADE (*)
O homem, dotado de sentido espiritual e genético, mostra seu instinto natural de defesa contra a intempérie social com sua armadura, a máscara, a personalidade, alternada com impulsos primitivos do selvagem latente.

É certo, destoam doutrinas opostas.
Razão e desejo em andar combinado,
Bruto e suave no mesmo tablado,
Os corpos, as almas, tantas apostas.

21. ANTÍDOTOS
Venenos, os humanos e sociais, muito perigosos, sugerem a descoberta e uso de antídotos certeiros, no combate a cada micróbio inimigo que, infiltrado, pode causar profundos estragos, vicia, adoece ou impede a vida, o equilíbrio.
. De simples acenos o veneno!

Mortais ou nocivos, surgem venenos,
Na escola ou púlpitos, todo lugar.
É na rua e no livro, é sobre o altar,
Em gotas, gases e ocultos acenos.

Manso instilar, pouco a pouco, matando
E pensa nutrir-se o pobre hospedeiro.
Não se lhes dê qual fecundo celeiro,
Vivo, combata, assuma o comando!

Procure ou seja o antídoto do mal,
Nunca, da terra, descuide do sal,
Mas, some e divida todos os dados.

Malditos venenos, ódio, terror…
Santos antídotos venham a opor.
Na sombra mais luz em tempos nublados.

22. ANTIPATIA
Em sociedade, sentimento dita os humores, do empático (se o objeto é o sujeito) à simpatia (modo feliz de relacionar-se) ou do apático (jeito frio e indiferente) à antipatia, estado de indisposição, prevenção ou soberba mesmo.

Separa e afasta a social fobia.
É tensa a face, sequer ilumina;
Se pulsa u’a amizade, logo fulmina,
Sempre graças à ação da antipatia.

23. ANTROPOMORFISMO
Dizer que Deus muda de opinião, lembra, descansa, sente dor, zelo, piedade e compaixão, fala, olha ou abraça são apenas humanizações do Divino, jamais, a exata descrição; melhor, afinal, não tentar descrevê-Lo.

A alma do homem nas coisas projeta,
No animal, nas divindades, em tudo.
Não pode da barca, da qual decreta,
Distinto sentido, embora, miúdo.

24. APOCALIPSE
Em estilo e linguagem destinados a elevar o ânimo de cristãos em apuro e reforçar-lhes a idéia da vitória final sobre o inimigo, o gênero freqüenta, habitualmente, os tempos de perseguição e ameaças dos poderes, então, vigentes.

Por vezes, difíceis pessoas e fatos,
Que traz júbilo a página virar.
Mas, inda pouco, tem de piorar?
É só o clamor por longevos mandatos.

25. APÓSTATAS
Membros que tendem ou acabam por romper-se do corpo a que estiveram, outrora, umbilicalmente vinculados e, cada vez mais atuantes forças estranhas, já não se identificam com o eixo ou essência que unifica.

Amálgamas certos, ligas que duram,
Colam famílias, a igreja, o partido.
Mas, assaltam, germes noturnos, furam
E vazam a seiva que traz sentido.

26. ARTE HUMANA
Além do seu estímulo e potencial no presente, a arte, respeitados os requisitos da forma, harmonia e originalidade, exerce sobre o futuro o papel da herança artística, cultural e moral, expressando o espírito da época.
. De meios tão rudes, o sublime a florir!

Vozes da arte ecoam dos ancestrais,
Rupestres figuras punham nas rochas;
Das seivas, do sangue e restos fecais,
De meios tão rudes, sobem as tochas.

Por sobre a arte do nu, linhas lapidem,
Bela, que inquieta a santa nudez;
Já, sem máscaras, que os puros agridem
E sem máculas, qual quis Deus e o fez!

Quer natural ou humana, a arte encanta,
Faz pensar, desperta e a tudo decanta;
Depura, destila, há-o nestes versos?

É o espírito da arte, que nega o oposto:
– Ao divertir e ao elevar cada gosto,
Sublime a florir, nos tipos diversos!

27. ASCETISMO
Erros de interpretação fazem com que se segmentem em partes estanques, afastando das coisas factuais os fundamentos das mesmas, a razão e sentido, que formam a natureza de tudo o que é palpável.

Muito castigo ou flagelos, ascetas auto-aplicam.
Dizem ser buscas austeras, mais falsas que sinceras,
Restam tais atmosferas: Tementes, mortificam.

28. ASSIMILAÇÃO
Não obstante os choques de motivos e razões de partes incompatíveis e o receio justificável da descaracterização de cada um, é muito útil a absorção e interpenetração de idéias e sentimentos para facilitar a vida grupal.

Vive-se, pois, e se expande, graças à interação;
Constante a humana fusão ou singela coexistência.
Semelhantes há em essência, parceiros da adição,
Barram a assimilação, não avançam à convivência.

29. ASSISTÊNCIA SOCIAL (*)
Honroso e nobre da nossa parte ajudar a erguer quem está caído e levá-lo a andar o quanto antes, fora da sua situação de emergência, tendo sempre como critério nunca dar de comer a quem não tem, exatamente, fome.
. Mas tem de afastar carências!

Catástrofes há que abatem, física ou moralmente,
Onde a atitude assistente faz-se fundamental.
Precisão é acidental, o socorro não freqüente,
Neste caso está presente a assistência social.

Sejam alunos por cotas ou, sem riscos, a empresa;
Ou sarados na largueza… Preguiças são conquistas?
Alta a leva de egoístas, ao poder, só esperteza,
Que cultivam a pobreza, são os assistencialistas.

Assistência dignifica, não produz alienados,
Pois, seus alvos robustecem, que fracos, fortalecem,
Da timidez não padecem, são logo emancipados.

Erguer quem está quedado, promover algo em prol,
Quem pode deve fazer, nada além do carecer,
É regra de ouro, dever, menos peixes, mais anzol!

30. ASSOCIATIVISMO
Hábito da civilidade humana da fusão de indivíduos diferentes rumo a objetivos comuns, em que participantes optam pela união que faz a força, baseados na crença e na lógica de que, se as metas e os fins são os mesmos, os diferentes serão iguais.

Juntar, somar, dividir; não é ilha homem nenhum!
Do obstinado faz presença, abafados obsessivos?
Subtraídos os obstáculos forças multiplicam,
Os iguais alvos e metas sacodem o espetáculo!

31. ASTROLOGIA
Precursora da astronomia, tal a sua antigüidade, a astrologia nos confere imenso legado cultural e civilizador, cuja versão mais moderna ainda se debate com outras doutrinas e ciências com focos sobre o Homem muito diferentes.
. Das estrelas, os sussurros caem!

Desde peixes a carneiros, salta o lugar-comum!
Astros e céus busca algum, símbolo, a rigor, somente;
Algo ainda que latente, longe e não mais que algum
Ou mesmo sequer nenhum, ao jugo solo da mente.

Leis operam qual o carma de berço oriental
Ou se depura do mal pela reencarnação;
Crêem outros em decisão de puro cunho moral,
Mais seleção natural, a genética ou aptidão.

Ser incorrigível bússola quer o mapa astral,
Mesmo com falha grosseira, não raro em bela esteira
A sondar dentre poeira do cósmico areal.

Guardada, então, a proporção, tudo jaz no mesmo leito.
No vôo do livre pensar, da resposta pendular,
Não há sorte nem o azar, a cada causa o seu efeito!

32. ATAVISMOS
Semelhanças físicas ou psicológicas de seres em relação a seus ancestrais que, após guardadas latentes, pelo silêncio de um gene por várias gerações, podem reaparecer, movidas por fatores circunstanciais nem sempre identificados.
. Sinais viajam gerações!

Não se desdenha das fatais poeiras!
Palpitam, embora, pareçam mortas,
No desenrolar das nossas esteiras,
Acordam e rompem a tantas portas.

Das próprias cinzas podem sobrevir:
– Jeito que não cola, um rabo em criança,
Heranças remotas em seu emergir,
De um velho atributo a nova lembrança.

Presente e futuro, OK, o ontem fecunda.
Marcas possíveis de raiz profunda,
Muito longínqua, até mesmo esquecida.

Laços paternos atravessam abismos,
Mas cabe distinguir quando Atavismos.
– Visão ligeira ou ponto de partida!

(*) = Versos ou poemas Nota 10 da lavra do Editor.