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Intensas lidas. /
Letras recendem, /
Luzes acendem, /
Eis que desprendem /
Sombras temidas!



Doar Sangue, Um Gesto Simples e Gesto Nobre
Gotas de Vida!

Voto Distrital
Voto Distrital

"Como honrar à altura
o Corpo Humano:
associando-o a Deus
e à Natureza!"

(Jhosa)

[Contra-Capa]

VARIEDADES

Uma verdadeira salada, mas sem pepinos nem abobrinhas!


ACORDO ORTOGRÁFICO CONTRA A LÍNGUA PORTUGUESA
Por: Joseh Pereira – 05/03/2009

Nós defendemos, sim, a Língua Portuguesa como Flor do Lácio, enquanto o último decreto ortográfico tornou bibliotecas inteiras obsoletas e defasadas do dia para a noite, obrigando-se a dispendiosas reposições, não para tornar melhor o ensino e a operação da língua, mas para tornar pior a escrita, chamar de errado o que está certo, dificultar o ensino e confundir a própria leitura em Língua Portuguesa. Exemplo: “Chuva para São Paulo”, a manchete nos jornais. É a previsão meteorológica, informando que haverá, afinal, chuvas na cidade ou a notícia de enchente na cidade, falando dos danos causados e grandes congestionamentos de trânsito? É impossível precisar o sentido da chamada, sem o acento diferencial no verbo. Fica, então, para cada leitor adivinhar, se é chuva que ainda vem ou é chuva que já foi. E mais. Em “professora de filosofia ateia”, eu entendi que se tratava de uma filosofia materialista, sem a noção do divino, o que me chamou à atenção. Porém, não era isto, a docente ateou fogo nas vestes, estava em outra linha o resto da frase. É mais um caso de queda do acento diferencial derrubando, junto, o leitor! Mas, não vamos os docentes atear fogo nas vestes devido ao novo acordo ortográfico.

LÍNGUA PORTUGUESA
Por: Castro Alves

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela…

Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

Em que da voz materna ouvi: “Meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

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“És o meu amor, tu, Fortaleza.
Fortaleza, a loira desposada do Sol, terra de Iracema, tão doce e tão bela, é a minha Terra Natal. Quem já leu os romances de José de Alencar conhece bem a história de Iracema e sabe um pouco sobre Fortaleza. Hoje, ao despertar, sem querer me pus a pensar em ti, Fortaleza. Meus olhos perdidos no horizonte tinham ainda a umidade das lágrimas da despedida. Estava tudo tão parado, como se o céu e a terra quisessem ouvir apenas a melodia sentida da minha saudade. Segue comigo a lembrança dos verdes carnaubais e das bonitas praias ensolaradas. Jamais sairás do meu pensamento, porque contigo ficaram todos os meus sonhos, os anseios e o desejo imenso de ver tua gente sempre feliz. Nada diminuirá ou apagará esta imensa saudade que sinto de ti. És o mar de minhas ilusões, o jardim florido das minhas alegrias. Muito obrigada pelos gostosos pic-nics, pelas boas festinhas nas praias, onde a brisa sopra forte nas alvas jangadas cearenses. Enfim, muito obrigada mesmo por tudo de bom que me ofereceste.
Adeus, Fortaleza. Bom dia, São Paulo!”
(Terezinha Matias Oliveira, solteira, outubro, 1968)

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S E
Por: Joseph Rudyard Kipling
Poeta anglo-indiano, viveu de 1865 a 1936

Se és capaz de manter a tua calma, quando todos estão desesperados e, por isso, te culpam; E não perder a confiança em ti, e mais, a todos que duvidam, ainda achar-lhes um pretexto; Se és capaz de esperar, nunca desesperando-te ou, enganado, não tentar mentir, também; Ou, sendo odiado, não utilizares o ódio, jamais, porém, parecendo demasiado bom ou sábio; Se és capaz de sonhar, sem que os sonhos sejam senhores ou de pensar, sem que isto seja um fim; Se és capaz, no triunfo e na desgraça, tratar da mesma forma a ambos estes impostores; Se és capaz de carregar a dor de ver a verdade que disseste transformada em armadilha por tolos; E de ver as coisas por que deste tua vida, destruídas, inclinando-te a tudo refazer com os restos; Se és capaz de arriscar num único negócio tudo quanto ganhaste em toda a tua vida; E, perdendo, ainda assim, tornar ao ponto de partida, resignado, sem uma palavra sobre tua perda; Se és capaz de forçar coração, nervos, músculos, tudo a dar o que for que neles ainda exista; E a persistir, assim, quando exausto, contudo, restar a vontade em ti que ainda diz: “Caminha!”; Se és capaz de, entre multidões não te corromper ou entre reis, não perder a naturalidade; Se és capaz dos amigos, bons ou maus, te defender, se a todos podes ser de alguma utilidade; Se és capaz de dar, segundo por segundo, ao minuto final todo o valor e brilho; Tua é a Terra e tudo o que nela existe e, muito mais, és um Homem, meu filho!
(Tradução livre do Poema abaixo)

If you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you;
If you can trust yourself when all men doubt you,
But make allowance for their doubting too;
If you can wait and not be tired by waiting,
Or, being lied about, don’t deal in lies,
Or, being hated, don’t give way to hating,
And yet don’t look too good, nor talk too wise;
If you can dream – and not make dreams your master;
If you can think – and not make thoughts your aim;
If you can meet with triumph and disaster
And treat those two imposters just the same;
If you can bear to hear the truth you’ve spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to broken,
And stoop and build ‘em up with wornout tools;
If you can make one heap of all your winnings
And risk it on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breath a word about your loss;
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: “Hold on”;
If you can talk with crowds and keep your virtue,
Or walk with kings – nor lose the common touch;
If neither foes nor loving friends can hurt you;
If all men count with you, but none too much;
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds’ worth of distance run -
Yours is the Earth and everything that’s in it,
And – which is more – you’ll be a Man my son!

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Não se deixe enganar por mim. Não se engane com as máscaras que uso, pois, eu uso máscaras, que tenho medo de tirar e nenhuma delas sou eu. Fingir é uma arte que se tornou uma segunda natureza para mim, mas, não se engane. Eu dou a impressão de ser seguro, de que tudo está bem e em paz comigo, que meu nome é confiança e tranqüilidade. Meu lema é que “as águas do mar são calmas e estou no comando”, sem precisar de ninguém. Mas, não acredite, por favor! Minha aparência é tranqüila, mas, é apenas uma aparência, é uma máscara superficial, que sempre varia e esconde. Por baixo não há tranqüilidade, complacência e calma. Por baixo, está meu mal em confusão, medo e abandono. Oculto tudo isso por não querer que ninguém veja. Fico em pânico ante a possibilidade de que minha fraqueza fique exposta e é por isso que crio máscaras, atrás das quais me escondo, com a fachada de quem não se deixa tocar, para me ocultar do olhar que sabe. Mas, esse olhar é justamente minha salvação e sei disto. É a única coisa que pode me libertar de mim mesmo, dos muros da prisão que eu mesmo levantei, das barreiras que eu mesmo, tão dolorosamente construo. Mas, eu não digo muito disso a você. Não sorria, tenho medo. Tenho medo que seu olhar não seja de amor e atenção. Tenho medo que você me menospreze, que ria de mim, ferindo-me. Tenho medo de que, lá dentro do meu interior, eu não valha nada e que você acabe vendo e me rejeitando. Então, eu continuo a viver meus jogos, meus jogos de fingimento, com a fachada de segurança de fora e sendo uma criança tremendo por dentro. Com um desfile de máscaras, todas vazias, minha vida se tornou um campo de batalha. Eu converso com você uma conversa infantil e superficial. Digo a você tudo que não tem a menor importância e calo o que arde dentro de mim. De forma que, não se deixe enganar por mim. Mas, por favor, escute e tente ouvir o que eu não estou dizendo e que eu gostaria de dizer. Eu não gosto de me esconder, honestamente, eu não gosto. Eu tão pouco gosto de jogos tolos e superficiais que faço. Eu gostaria mesmo era de ser autêntico, espontâneo, eu mesmo, e você tem que me ajudar, segurando a minha mão, mesmo quando esta for a última coisa que eu, aparentemente, necessitar. Cada vez que você me ajuda, um par de asas nasce no meu coração. Asas pequenas e frágeis, mas, asas. Com sua sensibilidade, afeto e compreensão, eu me torno capaz. Você me transmite vida. Não vai ser fácil para você, pois, a idéia de que eu não valho nada vem de muito tempo e criou muros fortes. Mas, o amor é mais forte que os muros, e aí está a minha esperança. Por favor, ajude-me a destruir esses muros, com mãos fortes, mas, gentis, pois, uma criança é muito sensível e sou uma criança. E, agora, você gostaria de perguntar quem sou eu? Sou alguém que você conhece muito bem, sou Todo Homem, Toda Mulher, Toda Criança, todo ser humano que você sempre encontra em seus caminhos.
(De Autor Não Declarado)

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“O perfil ideal de uma nação fadada ao sucesso é uma mescla de aspectos institucionais, culturais e sociais. Quando todos eles se combinam, a nação decola, seja qual for a conjuntura. Quando a maior parte deles falta, o destino inevitável é o fracasso.
O perfil ideal de nação é aquele em que as instituições:
Garantem o direito à propriedade, à poupança e aos frutos dos investimentos; respeitam e fazem respeitar a fiel observância dos contratos e dos direitos individuais e coletivos; estabelecem um governo estável, obediente às leis e desprovido de ambições espoliativas; e provêem uma administração pública isenta o bastante para que os agentes econômicos não se sintam estimulados a buscar, por intermédio dela, qualquer tipo de vantagem ou privilégio.
O perfil ideal de uma nação é aquele em que a cultura coletiva:
Valoriza a inovação, a oportunidade e o risco; incentiva o empreendimento, a iniciativa e a leal competição; não dá guarida a barreiras ou preconceitos à mobilidade geográfica, econômica ou social; permite, sem inveja ou ressentimentos, que as pessoas desfrutem os resultados dos seus esforços, do seu trabalho e do seu engenho.
O perfil ideal de uma nação, enfim, é aquele em que a sociedade:
Não alimenta nenhuma forma de discriminação que se lastreie em raça, sexo, origem ou religião; valoriza e escolhe as pessoas unicamente pela sua competência, pelo seu mérito e pelo seu desempenho; e – o mais importante – acredita que valores como honestidade, confiança e reciprocidade não só são possíveis como altamente convenientes, a ponto de todos os seus membros viverem e agirem em conformidade com eles.
Comparemos esse perfil com o do Brasil. Quanto mais próximos estivermos dele, maiores serão as nossas chances de sucesso. Mas, se dele nos afastarmos…”
Sua presença é um presente para o mundo.
Você é único e só há um igual a você.
Sua vida pode ser o que você quer que ela seja.
Viva os dias, apenas um de cada vez.
Conte suas bênçãos, não seus problemas.
Você os superará venha o que vier.
Dentro de você há muitas respostas.
Compreenda, tenha coragem, seja forte.
Não coloque limites em si mesmo.
Muitos sonhos estão esperando para serem realizados.
As decisões são muito importantes para serem deixadas ao acaso.
Alcance seu máximo, seu melhor e seu prêmio.
Nada consome mais energia do que a preocupação.
Quanto mais tempo se carrega um problema, mais pesado ele fica.
Não leve as coisas tão a sério.
Viva uma vida de serenidade, não de arrependimentos.
Lembre-se que um pouco de amor dura muito.
Lembre-se muito disso: dura para sempre.
Lembre-se que a amizade é um investimento sábio.
Os tesouros da vida são todas as pessoas.
Perceba que nunca é tarde demais.
Faça coisas simples de uma forma simples.
Tenha saúde, esperança e felicidade.
Encontre tempo para fazer pedidos a uma estrela.
E nunca, jamais esqueça, por sequer um dia, o quanto você é especial.
(De Autor Não Declarado)

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Certo dia, alguém ao passar por uma estrada de ferro viu uma formiga saúva, sem a bunda, chorando desesperadamente. Então, esse alguém lhe perguntou:
– Que aconteceu, dona formiga?
– Eu estava descansando, sentada no trilho, quando veio um trem e cortou a minha bunda, disse a formiga.
Aí, esse alguém lhe deu uma sugestão:
– Volta lá e procura a sua bunda, quem sabe ela está lá ainda inteira e você consiga enxertá-la novamente.
A formiga, então, voltou e começou a andar pelo trilho, quando veio um outro trem e passou-lhe por cima do pescoço, deixando a formiga também sem a cabeça.
Moral da História: “Não perca a cabeça por causa de uma bunda”.

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Dois bêbados saindo do bar:
– Onde é que você mora?, pergunta o primeiro.
– Eu moro aqui na rua ao lado…
– Eu também! Então, vamos juntos!
Abraçados, os dois vão cambaleando pela rua, até que param diante de uma casa:
– Eu vou ficando por aqui…, diz o mais velho. Obrigado pela companhia!
– Você está brincando, né? Quem mora aqui sou eu!
– Você? Está maluco, cara?! Essa casa é minha! Faz anos que moro aqui!
– Eu moro aqui desde que nasci!, declara o outro.
Nisso, aparece uma mulher na porta:
– Assim não é possível!, brada ela, nervosa. Pai e filho, bêbados, discutindo de novo!

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No meio da rua, o bêbado é abordado por uma moça de cabelos bem longos:
– Você quer ser testemunha de Jeová?, pergunta ela, fervorosa.
– Mas por quê?, pergunta o bêbado, cambaleando. Vai me dizer que ele tá sendo processado?

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Certo dia um amigo encontra o outro numa loja de calçados, escolhendo um par de sapatos, pedindo fiado e pechinchando no preço. Depois de muita pechincha, o cara saiu da loja carregando o pacote. O amigo se aproximou e disse:
– Rubão! Eu não tô entendendo! Você é o maior caloteiro do pedaço! Você não vai mesmo pagar este par de sapatos, por que você ficou pechinchando tanto no preço?
– É que o dono dessa loja é meu camarada e eu não quero que ele tome um prejuízo muito grande!

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Um amigo pergunta para o outro:
– Cara, você nunca tira férias, não?
– De jeito nenhum! Eu não posso me afastar da empresa!
– Por quê? A empresa não pode passar sem você?
– Pode! Mas é isso que eu não quero que eles descubram!

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Um brasileiro recém-chegado a Lisboa apresenta-se para responder a um anúncio de emprego. A certa altura da entrevista, o entrevistador comenta:
– Para esse cargo é imprescindível uma pessoa bastante responsável!
– Então, o senhor está diante da pessoa certa, diz o brasileiro.
– E quem poderia me dar referências suas?
– A Polícia Federal!
– A Polícia Federal?!, espanta-se o entrevistador. Como assim?
– No desfalque do Banco, onde eu trabalhava, eles disseram que eu era o responsável.

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O caipira está andando de bicicleta pela estrada, quando de repente pára um carrão importado ao lado dele, o motorista abre o vidro e pergunta:
– Por favor, amigo. Esta estrada vai para São Paulo?
Resposta do caipira:
– Sei não, Dotô… Mais, si ela fô mesmo, vai fazê uma falta danada pra nóis!

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Segundo o político, “o sexo é uma demonstração perfeita de democracia”, porque todos gozam, independentemente da posição; segundo o médico, “o sexo é uma doença”, porque sempre terminam, normalmente, na cama; segundo o advogado, “o sexo é uma injustiça”, porque sempre há um que fica por baixo, e, segundo o arquiteto, “o sexo é um erro de projeto”, porque a área de lazer fica muito próxima da área de saneamento.

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Três amigos discutiam quem tinha a profissão mais antiga.
– Não que eu queira contar vantagem, disse o marceneiro. Mas, os meus antepassados construíram a Arca de Noé!
– Isso não é nada!, contra-atacou o jardineiro. Foram os meus antepassados que plantaram o Jardim do Éden!
– Tudo bem!, disse o eletricista, tranqüilo. Mas, quando Deus disse “Haja luz”, quem vocês acham que tinha puxado a fiação?

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O louco se atira do terceiro andar do hospício. Logo, junta uma multidão em volta dele e um sujeito, percebendo que ele ainda está vivo, pergunta:
– O que aconteceu, cara?
E o louco:
– Não sei! Eu tô chegando agora…

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O bêbado vem cambaleando pela calçada e, de repente, seu chapéu voa, caindo no chão.
Ele pára, olha fixamente para o seu objeto de estimação e diz, quase recitando:
– Se eu não me abaixo, você não se levanta. Mas, se me abaixo, eu não me levanto.
E conclui, então, em tom muito melancólico:
– Adeus, amigo! Nós aqui nos separamos!

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Dois mentirosos conversam na praça:
– Você consegue enxergar aquele mosquito lá na torre da igreja?
– Qual? – pergunta o outro. O que está sentado ou o que está de pé?

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Frases de emergência, quando seu chefe apanhá-lo dormindo:
– Eles me disseram no banco de sangue que isso poderia acontecer.
– Isto é um cochilo de cinco minutos para recuperar as energias, como foi ensinado naquele curso de gerenciamento do tempo.
– Eu estava imaginando como é a vida de um cego.
– Eu estava meditando sobre a missão da empresa e tentando descobrir um novo paradigma.
– Eu estava verificando se meu teclado é resistente a baba.
– Eu estava fazendo um exercício altamente específico de Yoga para aliviar o stress do trabalho. Vocês discriminam pessoas que praticam Yoga?
– Por que você me interrompeu? Eu estava quase chegando a uma solução para o nosso maior problema.
– A máquina de café está quebrada.
– Alguém deve ter posto café descafeinado no pote errado.
– Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

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ORAÇÃO CIENTÍFICA DA SERENIDADE
Baseada em JOSEPH MURPHY

A paz começa, principia, tem origem dentro de mim mesmo.
A serenidade do Poder Cósmico de Deus inunda minha mente; o espírito da bondade se irradia de mim para toda a humanidade. Eu me abrigo no mais secreto recanto do Altíssimo e proclamo, sincera e afetuosamente, que todos os membros da minha família, todos aqueles que me são associados, e todo ser, são divinamente orientados a verdadeiramente se manifestarem na vida, a fim de se tornarem, sob todos os aspectos, divinamente felizes e prósperos. DECLARO E FIRMEMENTE PROCLAMO, COM FÉ E CONFIANÇA, QUE: a sabedoria cósmica de Deus inspira o meu intelecto. Sei, portanto, que sou inspirado pelo Altíssimo. Vejo, em tudo, harmonia e não discórdia, paz e não dor, amor e não ódio, alegria e não tristeza. Todos aqueles que me são caros e que a mim estão associados acham-se incluídos em minhas orações, o que faz com que se tornem completamente receptivos ao amor divino. Perdôo, espontânea e inteiramente, a todos aqueles com os quais estive em desacordo, abstendo-me de toda e qualquer amargura e hostilidade. Vejo, nos outros, a imagem divina e lhes desejo, SEMPRE, saúde, felicidade, paz e todas as bênçãos da Sabedoria Cósmica e Eterna. Dedico, espontaneamente, aos outros o meu amor, a minha sabedoria, a minha compreensão e meus recursos, distribuindo-lhes, segundo a orientação divina, as Suas riquezas. A paz de Deus, que foge a toda compreensão, inunda, agora e sempre, a minha mente e o meu coração.
Amém!

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O OPRESSOR PADRÃO
Especial p/ Correio do Povo – 17/07/2003
[ Percival Puggina ]

A exemplo de certas artes marciais, a estratégia gramscista para a conquista da hegemonia utiliza a força do adversário contra ele mesmo. Numa das aplicações dessa técnica, os opositores são levados, sem o perceber, a incorporar e a difundir seu vocabulário e seus conceitos. É o que acontece, por exemplo, com a vulgarização do emprego da palavra coletivo como sinônimo de social, de igualitário como sinônimo de justo, e de excluído como sinônimo de pobre.
Desde os tempos bíblicos, pobre é definido como pobre. Mas ninguém extrai dessa palavra a idéia de que o pobre é pobre porque o rico é rico. Já a palavra excluído serve esplendidamente à lógica marxista na medida em que arrasta consigo o seu contraditório: se existe excluído é porque existe incluído. E o passo seguinte, embora equivocado, é facilmente aceito pelos tolos: o excluído é excluído porque o incluído o quer do lado de fora. E está pronta toda a saliva necessária para o discurso pela luta de classes.
A etapa subseqüente envolve a classificação e a ampliação do leque dos excluídos. Quem são eles? Ora, ora, essa parte do trabalho já está feita e todo mundo sabe. São excluídos: o conjunto dos trabalhadores da classe média para baixo, os não-brancos, as mulheres, os jovens, os idosos, os homossexuais, os enfermos, os deficientes físicos e os presidiários. Estabelecida a classificação, o processo avança no sentido de – pelo viés do conflito – organizar tais grupos e infundir-lhes o ódio social e político contra aqueles aos quais é atribuída a culpa pela sua exclusão.
Agora, responda: quem está fora do vastíssimo rol dos excluídos? Qual é o lado de dentro nesse discurso? Ou, melhor ainda, quem é o incluído-padrão, o opressor-padrão? É o que sobra: todo homem branco, dos 30 aos 50 anos, da classe média para cima, saudável, respeitador da lei, e que gosta de mulher. Esse filho da mãe, esse descarado mau caráter, usurpador do espaço alheio, é o inimigo público número um, origem dos males da pátria, objeto de toda revolta, vilão a ser banido pela luta de classes para futura felicidade geral da nação.

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SENHOR GOVERNANTE, POLÍTICO OU LEGISLADOR:
“Não criarás a prosperidade se desestimulares a poupança;
Não fortalecerás os fracos por enfraqueceres os fortes;
Não ajudarás o assalariado se arruinares aquele que o paga;
Não estimularás a fraternidade humana se alimentares o ódio de classe;
Não ajudarás os pobres se eliminares os ricos;
Não poderás criar estabilidade permanente baseada em dinheiro emprestado;
Não evitarás as dificuldades se gastares mais do que ganhas;
Não fortalecerás a dignidade e o ânimo se subtraíres ao homem a iniciativa e a liberdade;
Não poderás ajudar aos homens de maneira permanente se fizeres por eles aquilo que eles podem fazer por si próprios”.
(Sábios preceitos de Abrahan Lincoln)

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DIA DOS NAMORADOS
Por: Joseh Pereira – 12/06/2008

“Isaac, inspirado pelo pai, um fervoroso seguidor de Javé, capta na íntegra os sinais do prenúncio de uma grande graça; seguem-nos e viaja até a fonte freqüentada por donzelas, uma das quais, matando-lhe a sede e a dos seus camelos, sendo esta atitude uma das senhas divinas, responsáveis por suas felizes núpcias com Rebeca”
(Gênesis, Cap. 24).

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ORAÇÃO INVERSA DE SÃO FRANCISCO
Por: Joseh Pereira – 01/01/2008

Nós precisamos!
O mundo, o Brasil, nossa gente, você, eu,
Urgentemente, deixar de rezar
Assim:
– Senhor, lá das profundezas dos Infernos,
Que, também, atende pelo nome Diabo!
Fazei-me instrumento da vossa estupidez.
Onde houver amor, que eu leve o ódio;
Onde houver perdão, que eu leve a ofensa;
Onde houver união, que eu leve a discórdia;
Onde houver a fé, que eu leve a dúvida;
Onde houver a verdade, que eu leve o erro;
Onde houver a esperança, que eu leve o desespero;
Onde houver a alegria, que eu leve a tristeza;
Onde houver a luz, que eu leve as trevas.
Ó Mestre dos Males!
Fazei que eu procure mais ser consolado que consolar;
Ser compreendido que compreender;
Ser amado que amar.
Pois, é desprezando que se valoriza,
É maltratando que se descansa
E é matando, tentando, aborrecendo…
Que se vive para a vida que vós gostais.
Amém!

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Vai pescar, vai…
Sábado, como de hábito, o sujeito se levanta cedo, coloca um agasalho, veste-se silenciosamente, toma o seu suculento café da manhã. Em seguida, vai até a garagem e engata o barco de pesca no seu 4×4.
De repente, começa a chover. Há até neve misturada com a chuva, ventos fortes com rajadas. Ele liga o rádio e ouve o noticiário do tempo. Conclui que o dia não está para peixe. E resolve desistir da pescaria.
Volta imediatamente para casa, silenciosamente tira as roupas e desliza rapidamente para debaixo dos cobertores. Afaga as costas da mulher e, suavemente, sussurra:
– “O tempo lá fora está terrível”.
Ela, ainda meio adormecida, responde:
– “Você acredita que o cretino do meu marido foi pescar com esse tempo?”